Questões de Concurso Público Prefeitura de Curitiba - PR 2022 para Agente Comunitário de Saúde
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O texto a seguir é referência para a questão.
__________ o norte está na parte superior da maioria dos mapas do mundo?
Poucas coisas parecem mais naturais do que os quatro pontos cardeais.
Onde quer que você esteja no planeta, você pode ver o Sol nascendo no leste e se pondo no oeste. O zênite do sol identifica o sul, enquanto outra estrela, a estrela polar, lhe dirá onde está o norte.
Sem os pontos cardeais estaríamos perdidos. Mais do que pontos em um mapa ou bússola, são ideias poderosas com significados políticos, morais e culturais. [...]
Embora tenha dado origem a um dos conceitos mais poderosos e intangíveis – o Ocidente ou o mundo ocidental – as sociedades antigas recusavam-se a privilegiar o Ocidente como lugar onde o sol se punha.
O pôr do sol personificava o fim da jornada da vida, antecipando a escuridão e o reino da morte, de modo que quase nenhuma cultura o escolheu como orientação sagrada para a oração, e menos ainda o colocou no topo de seus mapas.
Ele era colocado na área inferior dos mapas, como no mapa-múndi de Hereford, um dos grandes mapas medievais, no qual ao olhar para baixo você chega ao oeste, onde o julgamento final espera por você. [...]
Mas se o oeste estiver na parte de baixo dos mapas, o leste estará na parte de cima.
O norte também é único entre os quatro pontos cardeais, devido ao polo físico do campo magnético da Terra. As correntes de convecção combinam a eletricidade com o núcleo planetário de ferro e níquel, criando um campo geomagnético que gira em torno do planeta e se espalha pelo espaço.
No entanto, como não possuímos uma bússola neurológica interna, do ponto de vista científico, não temos um sentido inato do norte magnético.
Então, __________ ele acabou por padrão no topo do mapa-múndi é uma questão que ainda divide os historiadores.
Sabemos __________ os chineses o tinham ali, embora as primeiras bússolas chinesas apontassem para o sul, o que era considerado mais desejável do que o norte escuro.
O imperador vivia no norte do país e sempre tinha que aparecer no topo do mapa, olhando seus súditos de cima para baixo.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-61691283. (Adaptado)
O texto a seguir é referência para a questão.
__________ o norte está na parte superior da maioria dos mapas do mundo?
Poucas coisas parecem mais naturais do que os quatro pontos cardeais.
Onde quer que você esteja no planeta, você pode ver o Sol nascendo no leste e se pondo no oeste. O zênite do sol identifica o sul, enquanto outra estrela, a estrela polar, lhe dirá onde está o norte.
Sem os pontos cardeais estaríamos perdidos. Mais do que pontos em um mapa ou bússola, são ideias poderosas com significados políticos, morais e culturais. [...]
Embora tenha dado origem a um dos conceitos mais poderosos e intangíveis – o Ocidente ou o mundo ocidental – as sociedades antigas recusavam-se a privilegiar o Ocidente como lugar onde o sol se punha.
O pôr do sol personificava o fim da jornada da vida, antecipando a escuridão e o reino da morte, de modo que quase nenhuma cultura o escolheu como orientação sagrada para a oração, e menos ainda o colocou no topo de seus mapas.
Ele era colocado na área inferior dos mapas, como no mapa-múndi de Hereford, um dos grandes mapas medievais, no qual ao olhar para baixo você chega ao oeste, onde o julgamento final espera por você. [...]
Mas se o oeste estiver na parte de baixo dos mapas, o leste estará na parte de cima.
O norte também é único entre os quatro pontos cardeais, devido ao polo físico do campo magnético da Terra. As correntes de convecção combinam a eletricidade com o núcleo planetário de ferro e níquel, criando um campo geomagnético que gira em torno do planeta e se espalha pelo espaço.
No entanto, como não possuímos uma bússola neurológica interna, do ponto de vista científico, não temos um sentido inato do norte magnético.
Então, __________ ele acabou por padrão no topo do mapa-múndi é uma questão que ainda divide os historiadores.
Sabemos __________ os chineses o tinham ali, embora as primeiras bússolas chinesas apontassem para o sul, o que era considerado mais desejável do que o norte escuro.
O imperador vivia no norte do país e sempre tinha que aparecer no topo do mapa, olhando seus súditos de cima para baixo.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-61691283. (Adaptado)
O texto a seguir é referência para a questão.
__________ o norte está na parte superior da maioria dos mapas do mundo?
Poucas coisas parecem mais naturais do que os quatro pontos cardeais.
Onde quer que você esteja no planeta, você pode ver o Sol nascendo no leste e se pondo no oeste. O zênite do sol identifica o sul, enquanto outra estrela, a estrela polar, lhe dirá onde está o norte.
Sem os pontos cardeais estaríamos perdidos. Mais do que pontos em um mapa ou bússola, são ideias poderosas com significados políticos, morais e culturais. [...]
Embora tenha dado origem a um dos conceitos mais poderosos e intangíveis – o Ocidente ou o mundo ocidental – as sociedades antigas recusavam-se a privilegiar o Ocidente como lugar onde o sol se punha.
O pôr do sol personificava o fim da jornada da vida, antecipando a escuridão e o reino da morte, de modo que quase nenhuma cultura o escolheu como orientação sagrada para a oração, e menos ainda o colocou no topo de seus mapas.
Ele era colocado na área inferior dos mapas, como no mapa-múndi de Hereford, um dos grandes mapas medievais, no qual ao olhar para baixo você chega ao oeste, onde o julgamento final espera por você. [...]
Mas se o oeste estiver na parte de baixo dos mapas, o leste estará na parte de cima.
O norte também é único entre os quatro pontos cardeais, devido ao polo físico do campo magnético da Terra. As correntes de convecção combinam a eletricidade com o núcleo planetário de ferro e níquel, criando um campo geomagnético que gira em torno do planeta e se espalha pelo espaço.
No entanto, como não possuímos uma bússola neurológica interna, do ponto de vista científico, não temos um sentido inato do norte magnético.
Então, __________ ele acabou por padrão no topo do mapa-múndi é uma questão que ainda divide os historiadores.
Sabemos __________ os chineses o tinham ali, embora as primeiras bússolas chinesas apontassem para o sul, o que era considerado mais desejável do que o norte escuro.
O imperador vivia no norte do país e sempre tinha que aparecer no topo do mapa, olhando seus súditos de cima para baixo.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-61691283. (Adaptado)
O texto a seguir é referência para a questão.
__________ o norte está na parte superior da maioria dos mapas do mundo?
Poucas coisas parecem mais naturais do que os quatro pontos cardeais.
Onde quer que você esteja no planeta, você pode ver o Sol nascendo no leste e se pondo no oeste. O zênite do sol identifica o sul, enquanto outra estrela, a estrela polar, lhe dirá onde está o norte.
Sem os pontos cardeais estaríamos perdidos. Mais do que pontos em um mapa ou bússola, são ideias poderosas com significados políticos, morais e culturais. [...]
Embora tenha dado origem a um dos conceitos mais poderosos e intangíveis – o Ocidente ou o mundo ocidental – as sociedades antigas recusavam-se a privilegiar o Ocidente como lugar onde o sol se punha.
O pôr do sol personificava o fim da jornada da vida, antecipando a escuridão e o reino da morte, de modo que quase nenhuma cultura o escolheu como orientação sagrada para a oração, e menos ainda o colocou no topo de seus mapas.
Ele era colocado na área inferior dos mapas, como no mapa-múndi de Hereford, um dos grandes mapas medievais, no qual ao olhar para baixo você chega ao oeste, onde o julgamento final espera por você. [...]
Mas se o oeste estiver na parte de baixo dos mapas, o leste estará na parte de cima.
O norte também é único entre os quatro pontos cardeais, devido ao polo físico do campo magnético da Terra. As correntes de convecção combinam a eletricidade com o núcleo planetário de ferro e níquel, criando um campo geomagnético que gira em torno do planeta e se espalha pelo espaço.
No entanto, como não possuímos uma bússola neurológica interna, do ponto de vista científico, não temos um sentido inato do norte magnético.
Então, __________ ele acabou por padrão no topo do mapa-múndi é uma questão que ainda divide os historiadores.
Sabemos __________ os chineses o tinham ali, embora as primeiras bússolas chinesas apontassem para o sul, o que era considerado mais desejável do que o norte escuro.
O imperador vivia no norte do país e sempre tinha que aparecer no topo do mapa, olhando seus súditos de cima para baixo.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-61691283. (Adaptado)
Releia o trecho a seguir:
As correntes de convecção combinam a eletricidade com o núcleo planetário de ferro e níquel, criando um campo geomagnético que gira em torno do planeta e se espalha pelo espaço.
No entanto, como não possuímos uma bússola neurológica interna, do ponto de vista científico, não temos um sentido inato do norte magnético.
A relação criada pela expressão em destaque é de:
O texto a seguir é referência para a questão.
Como o mundo funciona
Mudança climática, poluição e superexploração de recursos naturais são problemas graves, que cobram ações de todos nós, mas é precipitado afirmar que o fim do planeta ou da civilização esteja próximo. Não há risco, por exemplo, de o oxigênio da Terra acabar, como já sugeriu um presidente. Já água e comida são uma preocupação, mas não em relação à produção e sim à distribuição. Temos esses dois recursos em quantidades suficientes, mas os gerenciamos muito mal. Um terço dos alimentos produzidos estraga sem ser consumido.
O aquecimento global é uma realidade e vai ser difícil limitá-lo aos 2 ºC. O problema é que somos uma civilização de combustíveis fósseis e livrar-nos deles é uma tarefa de séculos, não de anos nem de décadas. Nós provavelmente avançaremos de forma rápida para tecnologias sustentáveis na produção de eletricidade e transportes, mas isso é só parte da conta.
Os fertilizantes, indispensáveis para alimentar os 8 bilhões de humanos que habitam o planeta, e aço, cimento e plásticos, que dão a base material para nossa civilização, encapsulam enormes quantidades de carbono. E, se quisermos ser minimamente justos, isto é, estender aos bilhões de terrestres que ainda vivem na pobreza níveis de conforto semelhantes aos experimentados pelos habitantes de países ricos, então precisaremos produzir muito mais. Ao contrário da eletricidade, não há à vista nenhuma tecnologia sustentável para substituí-los.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2022/06/como-o-mundo-funciona.shtml. (Adaptado)
O texto a seguir é referência para a questão.
Como o mundo funciona
Mudança climática, poluição e superexploração de recursos naturais são problemas graves, que cobram ações de todos nós, mas é precipitado afirmar que o fim do planeta ou da civilização esteja próximo. Não há risco, por exemplo, de o oxigênio da Terra acabar, como já sugeriu um presidente. Já água e comida são uma preocupação, mas não em relação à produção e sim à distribuição. Temos esses dois recursos em quantidades suficientes, mas os gerenciamos muito mal. Um terço dos alimentos produzidos estraga sem ser consumido.
O aquecimento global é uma realidade e vai ser difícil limitá-lo aos 2 ºC. O problema é que somos uma civilização de combustíveis fósseis e livrar-nos deles é uma tarefa de séculos, não de anos nem de décadas. Nós provavelmente avançaremos de forma rápida para tecnologias sustentáveis na produção de eletricidade e transportes, mas isso é só parte da conta.
Os fertilizantes, indispensáveis para alimentar os 8 bilhões de humanos que habitam o planeta, e aço, cimento e plásticos, que dão a base material para nossa civilização, encapsulam enormes quantidades de carbono. E, se quisermos ser minimamente justos, isto é, estender aos bilhões de terrestres que ainda vivem na pobreza níveis de conforto semelhantes aos experimentados pelos habitantes de países ricos, então precisaremos produzir muito mais. Ao contrário da eletricidade, não há à vista nenhuma tecnologia sustentável para substituí-los.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2022/06/como-o-mundo-funciona.shtml. (Adaptado)
O texto a seguir é referência para a questão.
Geopolítica, a hora do retorno
Há discussões acadêmicas que, infelizmente, são colocadas em segundo plano até o momento __________ ocorre um evento catastrófico e toda aquela bagagem teórico-conceitual é acionada para tentar entender o que o empírico impõe. Foi preciso, mais uma vez, __________ uma superpotência militar demonstrasse na prática que a geopolítica está viva, __________ geógrafos e outros colegas voltassem para os debates que estavam cobertos por uma poeira empobrecedora.
Não somente na academia, mas é visível como o público em geral está buscando, nos últimos anos, literatura que o ajude a compreender algo que parecia distante no tempo e no espaço: superpotências que rivalizam, não somente no campo simbólico e comercial, mas também em conflitos territoriais, que, ou eram percebidos como distantes no tempo, circunscritos às aulas de história, ou em espaços mundiais periféricos, __________ atenção, em geral, é marginalizada pela grande mídia e intelectuais.
[...] O que está em jogo é a revalorização da geografia como modo de se pensar o Estado, em suas questões internas e, ao mesmo tempo, na formulação de políticas externas. Em outras palavras, a complexidade da localização é acionada para formular teorias e projetos de ação voltados às relações de poder entre os estados. Sob um olhar repaginado (às vezes nem tanto) do realismo político, o território é visto novamente como não apenas produto de relações de poder, mas também “fonte” de poder.
A geopolítica sempre foi uma mistura de conhecimento e técnica, uma espécie de consciência geográfica do Estado, como afirmava a importante geógrafa brasileira Bertha Becker (1930-2013). Os elementos geográficos – posição, distâncias, recursos naturais, concentração e dispersão da população, massa territorial, fronteiras e limites, grau de conexão etc. – precisam ser levados em consideração, seja para interpretar os movimentos nesse jogo War do mundo real, seja para traçar estratégias aplicadas para o Estado-nação em sua constante e necessária (re)construção territorial. É nesse sentido __________ a crise atual pode ser entendida.
Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/geopolitica-a-hora-do-retorno/. (Adaptado)
O texto a seguir é referência para a questão.
Geopolítica, a hora do retorno
Há discussões acadêmicas que, infelizmente, são colocadas em segundo plano até o momento __________ ocorre um evento catastrófico e toda aquela bagagem teórico-conceitual é acionada para tentar entender o que o empírico impõe. Foi preciso, mais uma vez, __________ uma superpotência militar demonstrasse na prática que a geopolítica está viva, __________ geógrafos e outros colegas voltassem para os debates que estavam cobertos por uma poeira empobrecedora.
Não somente na academia, mas é visível como o público em geral está buscando, nos últimos anos, literatura que o ajude a compreender algo que parecia distante no tempo e no espaço: superpotências que rivalizam, não somente no campo simbólico e comercial, mas também em conflitos territoriais, que, ou eram percebidos como distantes no tempo, circunscritos às aulas de história, ou em espaços mundiais periféricos, __________ atenção, em geral, é marginalizada pela grande mídia e intelectuais.
[...] O que está em jogo é a revalorização da geografia como modo de se pensar o Estado, em suas questões internas e, ao mesmo tempo, na formulação de políticas externas. Em outras palavras, a complexidade da localização é acionada para formular teorias e projetos de ação voltados às relações de poder entre os estados. Sob um olhar repaginado (às vezes nem tanto) do realismo político, o território é visto novamente como não apenas produto de relações de poder, mas também “fonte” de poder.
A geopolítica sempre foi uma mistura de conhecimento e técnica, uma espécie de consciência geográfica do Estado, como afirmava a importante geógrafa brasileira Bertha Becker (1930-2013). Os elementos geográficos – posição, distâncias, recursos naturais, concentração e dispersão da população, massa territorial, fronteiras e limites, grau de conexão etc. – precisam ser levados em consideração, seja para interpretar os movimentos nesse jogo War do mundo real, seja para traçar estratégias aplicadas para o Estado-nação em sua constante e necessária (re)construção territorial. É nesse sentido __________ a crise atual pode ser entendida.
Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/geopolitica-a-hora-do-retorno/. (Adaptado)
O texto a seguir é referência para a questão.
Geopolítica, a hora do retorno
Há discussões acadêmicas que, infelizmente, são colocadas em segundo plano até o momento __________ ocorre um evento catastrófico e toda aquela bagagem teórico-conceitual é acionada para tentar entender o que o empírico impõe. Foi preciso, mais uma vez, __________ uma superpotência militar demonstrasse na prática que a geopolítica está viva, __________ geógrafos e outros colegas voltassem para os debates que estavam cobertos por uma poeira empobrecedora.
Não somente na academia, mas é visível como o público em geral está buscando, nos últimos anos, literatura que o ajude a compreender algo que parecia distante no tempo e no espaço: superpotências que rivalizam, não somente no campo simbólico e comercial, mas também em conflitos territoriais, que, ou eram percebidos como distantes no tempo, circunscritos às aulas de história, ou em espaços mundiais periféricos, __________ atenção, em geral, é marginalizada pela grande mídia e intelectuais.
[...] O que está em jogo é a revalorização da geografia como modo de se pensar o Estado, em suas questões internas e, ao mesmo tempo, na formulação de políticas externas. Em outras palavras, a complexidade da localização é acionada para formular teorias e projetos de ação voltados às relações de poder entre os estados. Sob um olhar repaginado (às vezes nem tanto) do realismo político, o território é visto novamente como não apenas produto de relações de poder, mas também “fonte” de poder.
A geopolítica sempre foi uma mistura de conhecimento e técnica, uma espécie de consciência geográfica do Estado, como afirmava a importante geógrafa brasileira Bertha Becker (1930-2013). Os elementos geográficos – posição, distâncias, recursos naturais, concentração e dispersão da população, massa territorial, fronteiras e limites, grau de conexão etc. – precisam ser levados em consideração, seja para interpretar os movimentos nesse jogo War do mundo real, seja para traçar estratégias aplicadas para o Estado-nação em sua constante e necessária (re)construção territorial. É nesse sentido __________ a crise atual pode ser entendida.
Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/geopolitica-a-hora-do-retorno/. (Adaptado)
O texto a seguir é referência para a questão.
Geopolítica, a hora do retorno
Há discussões acadêmicas que, infelizmente, são colocadas em segundo plano até o momento __________ ocorre um evento catastrófico e toda aquela bagagem teórico-conceitual é acionada para tentar entender o que o empírico impõe. Foi preciso, mais uma vez, __________ uma superpotência militar demonstrasse na prática que a geopolítica está viva, __________ geógrafos e outros colegas voltassem para os debates que estavam cobertos por uma poeira empobrecedora.
Não somente na academia, mas é visível como o público em geral está buscando, nos últimos anos, literatura que o ajude a compreender algo que parecia distante no tempo e no espaço: superpotências que rivalizam, não somente no campo simbólico e comercial, mas também em conflitos territoriais, que, ou eram percebidos como distantes no tempo, circunscritos às aulas de história, ou em espaços mundiais periféricos, __________ atenção, em geral, é marginalizada pela grande mídia e intelectuais.
[...] O que está em jogo é a revalorização da geografia como modo de se pensar o Estado, em suas questões internas e, ao mesmo tempo, na formulação de políticas externas. Em outras palavras, a complexidade da localização é acionada para formular teorias e projetos de ação voltados às relações de poder entre os estados. Sob um olhar repaginado (às vezes nem tanto) do realismo político, o território é visto novamente como não apenas produto de relações de poder, mas também “fonte” de poder.
A geopolítica sempre foi uma mistura de conhecimento e técnica, uma espécie de consciência geográfica do Estado, como afirmava a importante geógrafa brasileira Bertha Becker (1930-2013). Os elementos geográficos – posição, distâncias, recursos naturais, concentração e dispersão da população, massa territorial, fronteiras e limites, grau de conexão etc. – precisam ser levados em consideração, seja para interpretar os movimentos nesse jogo War do mundo real, seja para traçar estratégias aplicadas para o Estado-nação em sua constante e necessária (re)construção territorial. É nesse sentido __________ a crise atual pode ser entendida.
Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/geopolitica-a-hora-do-retorno/. (Adaptado)