Questões de Concurso Público Prefeitura de Araçás - BA 2026 para Professor de Língua Portuguesa
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Leia o texto a seguir.
Excesso de proteína pode trazer riscos à saúde, alertam especialistas
Sophie Egan
Se você andou pelos corredores de alimentos embalados de um supermercado recentemente, ou deu uma olhada nas atuais diretrizes alimentares dos Estados Unidos, pode ter ficado com a impressão de que, quando se trata de proteína, quanto mais, melhor.
Cereais embalados, pipoca, mistura para panqueca e bebidas de café estão sendo enriquecidos com o nutriente. E a nova pirâmide alimentar invertida, que o governo Trump divulgou em janeiro, destaca a proteína de forma proeminente, com bife, frango e queijo no topo.
Pesquisas sugerem que a maioria dos adultos americanos está consumindo muito mais proteína do que o necessário para uma boa saúde. Uma pesquisa de 2025 com 3.000 adultos americanos mostrou que 71% estavam tentando comer mais proteína. O percentual era de 59% em 2022.
A proteína é um nutriente essencial. Mas [...] não é necessariamente melhor, diz Bettina Mittendorfer, professora de nutrição e fisiologia do exercício na Faculdade de Medicina da Universidade de Missouri. E em alguns casos, comer muito mais do que os especialistas em nutrição recomendam pode trazer alguns riscos.
Não existe uma regra rígida sobre quanta proteína é demais, dizem os especialistas, e muitas pessoas podem exceder as quantidades recomendadas sem problemas. Mas problemas potenciais podem surgir quando as pessoas consomem muito mais do que cerca de 1,2 g de proteína por quilograma de peso corporal por dia, diz Mittendorfer.
Doenças cardíacas e diabetes tipo 2
A maioria da proteína que os americanos consomem vem de carne e outros produtos de origem animal. Em um estudo publicado em 2021, pesquisadores do Departamento de Agricultura descobriram que alimentos de origem animal (incluindo carne bovina, frango e carnes curadas) representavam quase 70% do consumo de proteína das pessoas.
Pesquisas sugerem que aqueles que consomem maiores quantidades de carne vermelha e processada tendem a ter riscos mais elevados de doenças cardíacas e diabetes tipo 2, diz Donald Hensrud, professor associado de nutrição e medicina preventiva na Faculdade de Medicina da Mayo Clinic.
Em uma grande análise publicada em 2023, por exemplo, pesquisadores descobriram que comer 100g extras de carne vermelha (equivalente a cerca de uma costeleta de porco fina e desossada) por dia aumentava o risco de doenças cardíacas em 11% — e cada 50g adicionais de carne vermelha processada (equivalente a cerca de uma salsicha padrão) por dia aumentava em 26%.
Outro estudo, também publicado em 2023, descobriu que entre os quase 217 mil participantes (majoritariamente mulheres), aqueles que consumiam mais carne vermelha tinham um risco 40% maior de desenvolver diabetes tipo 2 do que aqueles que consumiam menos, e que aqueles que consumiam mais carne vermelha processada tinham um risco 51% maior.
Carnes vermelhas e processadas tendem a conter altos níveis de gorduras saturadas, que podem elevar os níveis sanguíneos de colesterol LDL (ou "ruim") e aumentar o risco de infarto e AVC. Esses alimentos também podem aumentar a inflamação e a resistência à insulina, diz Hensrud, o que também poderia elevar os riscos de doenças cardíacas e diabetes tipo 2.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/06/excesso-
de-proteina-pode-trazer-riscos-a-saude-alertam-especialistas.shtml. Adaptado.
Acesso em 03/06/2026
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Excesso de proteína pode trazer riscos à saúde, alertam especialistas
Sophie Egan
Se você andou pelos corredores de alimentos embalados de um supermercado recentemente, ou deu uma olhada nas atuais diretrizes alimentares dos Estados Unidos, pode ter ficado com a impressão de que, quando se trata de proteína, quanto mais, melhor.
Cereais embalados, pipoca, mistura para panqueca e bebidas de café estão sendo enriquecidos com o nutriente. E a nova pirâmide alimentar invertida, que o governo Trump divulgou em janeiro, destaca a proteína de forma proeminente, com bife, frango e queijo no topo.
Pesquisas sugerem que a maioria dos adultos americanos está consumindo muito mais proteína do que o necessário para uma boa saúde. Uma pesquisa de 2025 com 3.000 adultos americanos mostrou que 71% estavam tentando comer mais proteína. O percentual era de 59% em 2022.
A proteína é um nutriente essencial. Mas [...] não é necessariamente melhor, diz Bettina Mittendorfer, professora de nutrição e fisiologia do exercício na Faculdade de Medicina da Universidade de Missouri. E em alguns casos, comer muito mais do que os especialistas em nutrição recomendam pode trazer alguns riscos.
Não existe uma regra rígida sobre quanta proteína é demais, dizem os especialistas, e muitas pessoas podem exceder as quantidades recomendadas sem problemas. Mas problemas potenciais podem surgir quando as pessoas consomem muito mais do que cerca de 1,2 g de proteína por quilograma de peso corporal por dia, diz Mittendorfer.
Doenças cardíacas e diabetes tipo 2
A maioria da proteína que os americanos consomem vem de carne e outros produtos de origem animal. Em um estudo publicado em 2021, pesquisadores do Departamento de Agricultura descobriram que alimentos de origem animal (incluindo carne bovina, frango e carnes curadas) representavam quase 70% do consumo de proteína das pessoas.
Pesquisas sugerem que aqueles que consomem maiores quantidades de carne vermelha e processada tendem a ter riscos mais elevados de doenças cardíacas e diabetes tipo 2, diz Donald Hensrud, professor associado de nutrição e medicina preventiva na Faculdade de Medicina da Mayo Clinic.
Em uma grande análise publicada em 2023, por exemplo, pesquisadores descobriram que comer 100g extras de carne vermelha (equivalente a cerca de uma costeleta de porco fina e desossada) por dia aumentava o risco de doenças cardíacas em 11% — e cada 50g adicionais de carne vermelha processada (equivalente a cerca de uma salsicha padrão) por dia aumentava em 26%.
Outro estudo, também publicado em 2023, descobriu que entre os quase 217 mil participantes (majoritariamente mulheres), aqueles que consumiam mais carne vermelha tinham um risco 40% maior de desenvolver diabetes tipo 2 do que aqueles que consumiam menos, e que aqueles que consumiam mais carne vermelha processada tinham um risco 51% maior.
Carnes vermelhas e processadas tendem a conter altos níveis de gorduras saturadas, que podem elevar os níveis sanguíneos de colesterol LDL (ou "ruim") e aumentar o risco de infarto e AVC. Esses alimentos também podem aumentar a inflamação e a resistência à insulina, diz Hensrud, o que também poderia elevar os riscos de doenças cardíacas e diabetes tipo 2.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/06/excesso-
de-proteina-pode-trazer-riscos-a-saude-alertam-especialistas.shtml. Adaptado.
Acesso em 03/06/2026
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Excesso de proteína pode trazer riscos à saúde, alertam especialistas
Sophie Egan
Se você andou pelos corredores de alimentos embalados de um supermercado recentemente, ou deu uma olhada nas atuais diretrizes alimentares dos Estados Unidos, pode ter ficado com a impressão de que, quando se trata de proteína, quanto mais, melhor.
Cereais embalados, pipoca, mistura para panqueca e bebidas de café estão sendo enriquecidos com o nutriente. E a nova pirâmide alimentar invertida, que o governo Trump divulgou em janeiro, destaca a proteína de forma proeminente, com bife, frango e queijo no topo.
Pesquisas sugerem que a maioria dos adultos americanos está consumindo muito mais proteína do que o necessário para uma boa saúde. Uma pesquisa de 2025 com 3.000 adultos americanos mostrou que 71% estavam tentando comer mais proteína. O percentual era de 59% em 2022.
A proteína é um nutriente essencial. Mas [...] não é necessariamente melhor, diz Bettina Mittendorfer, professora de nutrição e fisiologia do exercício na Faculdade de Medicina da Universidade de Missouri. E em alguns casos, comer muito mais do que os especialistas em nutrição recomendam pode trazer alguns riscos.
Não existe uma regra rígida sobre quanta proteína é demais, dizem os especialistas, e muitas pessoas podem exceder as quantidades recomendadas sem problemas. Mas problemas potenciais podem surgir quando as pessoas consomem muito mais do que cerca de 1,2 g de proteína por quilograma de peso corporal por dia, diz Mittendorfer.
Doenças cardíacas e diabetes tipo 2
A maioria da proteína que os americanos consomem vem de carne e outros produtos de origem animal. Em um estudo publicado em 2021, pesquisadores do Departamento de Agricultura descobriram que alimentos de origem animal (incluindo carne bovina, frango e carnes curadas) representavam quase 70% do consumo de proteína das pessoas.
Pesquisas sugerem que aqueles que consomem maiores quantidades de carne vermelha e processada tendem a ter riscos mais elevados de doenças cardíacas e diabetes tipo 2, diz Donald Hensrud, professor associado de nutrição e medicina preventiva na Faculdade de Medicina da Mayo Clinic.
Em uma grande análise publicada em 2023, por exemplo, pesquisadores descobriram que comer 100g extras de carne vermelha (equivalente a cerca de uma costeleta de porco fina e desossada) por dia aumentava o risco de doenças cardíacas em 11% — e cada 50g adicionais de carne vermelha processada (equivalente a cerca de uma salsicha padrão) por dia aumentava em 26%.
Outro estudo, também publicado em 2023, descobriu que entre os quase 217 mil participantes (majoritariamente mulheres), aqueles que consumiam mais carne vermelha tinham um risco 40% maior de desenvolver diabetes tipo 2 do que aqueles que consumiam menos, e que aqueles que consumiam mais carne vermelha processada tinham um risco 51% maior.
Carnes vermelhas e processadas tendem a conter altos níveis de gorduras saturadas, que podem elevar os níveis sanguíneos de colesterol LDL (ou "ruim") e aumentar o risco de infarto e AVC. Esses alimentos também podem aumentar a inflamação e a resistência à insulina, diz Hensrud, o que também poderia elevar os riscos de doenças cardíacas e diabetes tipo 2.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/06/excesso-
de-proteina-pode-trazer-riscos-a-saude-alertam-especialistas.shtml. Adaptado.
Acesso em 03/06/2026
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Excesso de proteína pode trazer riscos à saúde, alertam especialistas
Sophie Egan
Se você andou pelos corredores de alimentos embalados de um supermercado recentemente, ou deu uma olhada nas atuais diretrizes alimentares dos Estados Unidos, pode ter ficado com a impressão de que, quando se trata de proteína, quanto mais, melhor.
Cereais embalados, pipoca, mistura para panqueca e bebidas de café estão sendo enriquecidos com o nutriente. E a nova pirâmide alimentar invertida, que o governo Trump divulgou em janeiro, destaca a proteína de forma proeminente, com bife, frango e queijo no topo.
Pesquisas sugerem que a maioria dos adultos americanos está consumindo muito mais proteína do que o necessário para uma boa saúde. Uma pesquisa de 2025 com 3.000 adultos americanos mostrou que 71% estavam tentando comer mais proteína. O percentual era de 59% em 2022.
A proteína é um nutriente essencial. Mas [...] não é necessariamente melhor, diz Bettina Mittendorfer, professora de nutrição e fisiologia do exercício na Faculdade de Medicina da Universidade de Missouri. E em alguns casos, comer muito mais do que os especialistas em nutrição recomendam pode trazer alguns riscos.
Não existe uma regra rígida sobre quanta proteína é demais, dizem os especialistas, e muitas pessoas podem exceder as quantidades recomendadas sem problemas. Mas problemas potenciais podem surgir quando as pessoas consomem muito mais do que cerca de 1,2 g de proteína por quilograma de peso corporal por dia, diz Mittendorfer.
Doenças cardíacas e diabetes tipo 2
A maioria da proteína que os americanos consomem vem de carne e outros produtos de origem animal. Em um estudo publicado em 2021, pesquisadores do Departamento de Agricultura descobriram que alimentos de origem animal (incluindo carne bovina, frango e carnes curadas) representavam quase 70% do consumo de proteína das pessoas.
Pesquisas sugerem que aqueles que consomem maiores quantidades de carne vermelha e processada tendem a ter riscos mais elevados de doenças cardíacas e diabetes tipo 2, diz Donald Hensrud, professor associado de nutrição e medicina preventiva na Faculdade de Medicina da Mayo Clinic.
Em uma grande análise publicada em 2023, por exemplo, pesquisadores descobriram que comer 100g extras de carne vermelha (equivalente a cerca de uma costeleta de porco fina e desossada) por dia aumentava o risco de doenças cardíacas em 11% — e cada 50g adicionais de carne vermelha processada (equivalente a cerca de uma salsicha padrão) por dia aumentava em 26%.
Outro estudo, também publicado em 2023, descobriu que entre os quase 217 mil participantes (majoritariamente mulheres), aqueles que consumiam mais carne vermelha tinham um risco 40% maior de desenvolver diabetes tipo 2 do que aqueles que consumiam menos, e que aqueles que consumiam mais carne vermelha processada tinham um risco 51% maior.
Carnes vermelhas e processadas tendem a conter altos níveis de gorduras saturadas, que podem elevar os níveis sanguíneos de colesterol LDL (ou "ruim") e aumentar o risco de infarto e AVC. Esses alimentos também podem aumentar a inflamação e a resistência à insulina, diz Hensrud, o que também poderia elevar os riscos de doenças cardíacas e diabetes tipo 2.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/06/excesso-
de-proteina-pode-trazer-riscos-a-saude-alertam-especialistas.shtml. Adaptado.
Acesso em 03/06/2026
Leia o texto a seguir.
Excesso de proteína pode trazer riscos à saúde, alertam especialistas
Sophie Egan
Se você andou pelos corredores de alimentos embalados de um supermercado recentemente, ou deu uma olhada nas atuais diretrizes alimentares dos Estados Unidos, pode ter ficado com a impressão de que, quando se trata de proteína, quanto mais, melhor.
Cereais embalados, pipoca, mistura para panqueca e bebidas de café estão sendo enriquecidos com o nutriente. E a nova pirâmide alimentar invertida, que o governo Trump divulgou em janeiro, destaca a proteína de forma proeminente, com bife, frango e queijo no topo.
Pesquisas sugerem que a maioria dos adultos americanos está consumindo muito mais proteína do que o necessário para uma boa saúde. Uma pesquisa de 2025 com 3.000 adultos americanos mostrou que 71% estavam tentando comer mais proteína. O percentual era de 59% em 2022.
A proteína é um nutriente essencial. Mas [...] não é necessariamente melhor, diz Bettina Mittendorfer, professora de nutrição e fisiologia do exercício na Faculdade de Medicina da Universidade de Missouri. E em alguns casos, comer muito mais do que os especialistas em nutrição recomendam pode trazer alguns riscos.
Não existe uma regra rígida sobre quanta proteína é demais, dizem os especialistas, e muitas pessoas podem exceder as quantidades recomendadas sem problemas. Mas problemas potenciais podem surgir quando as pessoas consomem muito mais do que cerca de 1,2 g de proteína por quilograma de peso corporal por dia, diz Mittendorfer.
Doenças cardíacas e diabetes tipo 2
A maioria da proteína que os americanos consomem vem de carne e outros produtos de origem animal. Em um estudo publicado em 2021, pesquisadores do Departamento de Agricultura descobriram que alimentos de origem animal (incluindo carne bovina, frango e carnes curadas) representavam quase 70% do consumo de proteína das pessoas.
Pesquisas sugerem que aqueles que consomem maiores quantidades de carne vermelha e processada tendem a ter riscos mais elevados de doenças cardíacas e diabetes tipo 2, diz Donald Hensrud, professor associado de nutrição e medicina preventiva na Faculdade de Medicina da Mayo Clinic.
Em uma grande análise publicada em 2023, por exemplo, pesquisadores descobriram que comer 100g extras de carne vermelha (equivalente a cerca de uma costeleta de porco fina e desossada) por dia aumentava o risco de doenças cardíacas em 11% — e cada 50g adicionais de carne vermelha processada (equivalente a cerca de uma salsicha padrão) por dia aumentava em 26%.
Outro estudo, também publicado em 2023, descobriu que entre os quase 217 mil participantes (majoritariamente mulheres), aqueles que consumiam mais carne vermelha tinham um risco 40% maior de desenvolver diabetes tipo 2 do que aqueles que consumiam menos, e que aqueles que consumiam mais carne vermelha processada tinham um risco 51% maior.
Carnes vermelhas e processadas tendem a conter altos níveis de gorduras saturadas, que podem elevar os níveis sanguíneos de colesterol LDL (ou "ruim") e aumentar o risco de infarto e AVC. Esses alimentos também podem aumentar a inflamação e a resistência à insulina, diz Hensrud, o que também poderia elevar os riscos de doenças cardíacas e diabetes tipo 2.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/06/excesso-
de-proteina-pode-trazer-riscos-a-saude-alertam-especialistas.shtml. Adaptado.
Acesso em 03/06/2026
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Excesso de proteína pode trazer riscos à saúde, alertam especialistas
Sophie Egan
Se você andou pelos corredores de alimentos embalados de um supermercado recentemente, ou deu uma olhada nas atuais diretrizes alimentares dos Estados Unidos, pode ter ficado com a impressão de que, quando se trata de proteína, quanto mais, melhor.
Cereais embalados, pipoca, mistura para panqueca e bebidas de café estão sendo enriquecidos com o nutriente. E a nova pirâmide alimentar invertida, que o governo Trump divulgou em janeiro, destaca a proteína de forma proeminente, com bife, frango e queijo no topo.
Pesquisas sugerem que a maioria dos adultos americanos está consumindo muito mais proteína do que o necessário para uma boa saúde. Uma pesquisa de 2025 com 3.000 adultos americanos mostrou que 71% estavam tentando comer mais proteína. O percentual era de 59% em 2022.
A proteína é um nutriente essencial. Mas [...] não é necessariamente melhor, diz Bettina Mittendorfer, professora de nutrição e fisiologia do exercício na Faculdade de Medicina da Universidade de Missouri. E em alguns casos, comer muito mais do que os especialistas em nutrição recomendam pode trazer alguns riscos.
Não existe uma regra rígida sobre quanta proteína é demais, dizem os especialistas, e muitas pessoas podem exceder as quantidades recomendadas sem problemas. Mas problemas potenciais podem surgir quando as pessoas consomem muito mais do que cerca de 1,2 g de proteína por quilograma de peso corporal por dia, diz Mittendorfer.
Doenças cardíacas e diabetes tipo 2
A maioria da proteína que os americanos consomem vem de carne e outros produtos de origem animal. Em um estudo publicado em 2021, pesquisadores do Departamento de Agricultura descobriram que alimentos de origem animal (incluindo carne bovina, frango e carnes curadas) representavam quase 70% do consumo de proteína das pessoas.
Pesquisas sugerem que aqueles que consomem maiores quantidades de carne vermelha e processada tendem a ter riscos mais elevados de doenças cardíacas e diabetes tipo 2, diz Donald Hensrud, professor associado de nutrição e medicina preventiva na Faculdade de Medicina da Mayo Clinic.
Em uma grande análise publicada em 2023, por exemplo, pesquisadores descobriram que comer 100g extras de carne vermelha (equivalente a cerca de uma costeleta de porco fina e desossada) por dia aumentava o risco de doenças cardíacas em 11% — e cada 50g adicionais de carne vermelha processada (equivalente a cerca de uma salsicha padrão) por dia aumentava em 26%.
Outro estudo, também publicado em 2023, descobriu que entre os quase 217 mil participantes (majoritariamente mulheres), aqueles que consumiam mais carne vermelha tinham um risco 40% maior de desenvolver diabetes tipo 2 do que aqueles que consumiam menos, e que aqueles que consumiam mais carne vermelha processada tinham um risco 51% maior.
Carnes vermelhas e processadas tendem a conter altos níveis de gorduras saturadas, que podem elevar os níveis sanguíneos de colesterol LDL (ou "ruim") e aumentar o risco de infarto e AVC. Esses alimentos também podem aumentar a inflamação e a resistência à insulina, diz Hensrud, o que também poderia elevar os riscos de doenças cardíacas e diabetes tipo 2.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/06/excesso-
de-proteina-pode-trazer-riscos-a-saude-alertam-especialistas.shtml. Adaptado.
Acesso em 03/06/2026
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Excesso de proteína pode trazer riscos à saúde, alertam especialistas
Sophie Egan
Se você andou pelos corredores de alimentos embalados de um supermercado recentemente, ou deu uma olhada nas atuais diretrizes alimentares dos Estados Unidos, pode ter ficado com a impressão de que, quando se trata de proteína, quanto mais, melhor.
Cereais embalados, pipoca, mistura para panqueca e bebidas de café estão sendo enriquecidos com o nutriente. E a nova pirâmide alimentar invertida, que o governo Trump divulgou em janeiro, destaca a proteína de forma proeminente, com bife, frango e queijo no topo.
Pesquisas sugerem que a maioria dos adultos americanos está consumindo muito mais proteína do que o necessário para uma boa saúde. Uma pesquisa de 2025 com 3.000 adultos americanos mostrou que 71% estavam tentando comer mais proteína. O percentual era de 59% em 2022.
A proteína é um nutriente essencial. Mas [...] não é necessariamente melhor, diz Bettina Mittendorfer, professora de nutrição e fisiologia do exercício na Faculdade de Medicina da Universidade de Missouri. E em alguns casos, comer muito mais do que os especialistas em nutrição recomendam pode trazer alguns riscos.
Não existe uma regra rígida sobre quanta proteína é demais, dizem os especialistas, e muitas pessoas podem exceder as quantidades recomendadas sem problemas. Mas problemas potenciais podem surgir quando as pessoas consomem muito mais do que cerca de 1,2 g de proteína por quilograma de peso corporal por dia, diz Mittendorfer.
Doenças cardíacas e diabetes tipo 2
A maioria da proteína que os americanos consomem vem de carne e outros produtos de origem animal. Em um estudo publicado em 2021, pesquisadores do Departamento de Agricultura descobriram que alimentos de origem animal (incluindo carne bovina, frango e carnes curadas) representavam quase 70% do consumo de proteína das pessoas.
Pesquisas sugerem que aqueles que consomem maiores quantidades de carne vermelha e processada tendem a ter riscos mais elevados de doenças cardíacas e diabetes tipo 2, diz Donald Hensrud, professor associado de nutrição e medicina preventiva na Faculdade de Medicina da Mayo Clinic.
Em uma grande análise publicada em 2023, por exemplo, pesquisadores descobriram que comer 100g extras de carne vermelha (equivalente a cerca de uma costeleta de porco fina e desossada) por dia aumentava o risco de doenças cardíacas em 11% — e cada 50g adicionais de carne vermelha processada (equivalente a cerca de uma salsicha padrão) por dia aumentava em 26%.
Outro estudo, também publicado em 2023, descobriu que entre os quase 217 mil participantes (majoritariamente mulheres), aqueles que consumiam mais carne vermelha tinham um risco 40% maior de desenvolver diabetes tipo 2 do que aqueles que consumiam menos, e que aqueles que consumiam mais carne vermelha processada tinham um risco 51% maior.
Carnes vermelhas e processadas tendem a conter altos níveis de gorduras saturadas, que podem elevar os níveis sanguíneos de colesterol LDL (ou "ruim") e aumentar o risco de infarto e AVC. Esses alimentos também podem aumentar a inflamação e a resistência à insulina, diz Hensrud, o que também poderia elevar os riscos de doenças cardíacas e diabetes tipo 2.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/06/excesso-
de-proteina-pode-trazer-riscos-a-saude-alertam-especialistas.shtml. Adaptado.
Acesso em 03/06/2026
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Excesso de proteína pode trazer riscos à saúde, alertam especialistas
Sophie Egan
Se você andou pelos corredores de alimentos embalados de um supermercado recentemente, ou deu uma olhada nas atuais diretrizes alimentares dos Estados Unidos, pode ter ficado com a impressão de que, quando se trata de proteína, quanto mais, melhor.
Cereais embalados, pipoca, mistura para panqueca e bebidas de café estão sendo enriquecidos com o nutriente. E a nova pirâmide alimentar invertida, que o governo Trump divulgou em janeiro, destaca a proteína de forma proeminente, com bife, frango e queijo no topo.
Pesquisas sugerem que a maioria dos adultos americanos está consumindo muito mais proteína do que o necessário para uma boa saúde. Uma pesquisa de 2025 com 3.000 adultos americanos mostrou que 71% estavam tentando comer mais proteína. O percentual era de 59% em 2022.
A proteína é um nutriente essencial. Mas [...] não é necessariamente melhor, diz Bettina Mittendorfer, professora de nutrição e fisiologia do exercício na Faculdade de Medicina da Universidade de Missouri. E em alguns casos, comer muito mais do que os especialistas em nutrição recomendam pode trazer alguns riscos.
Não existe uma regra rígida sobre quanta proteína é demais, dizem os especialistas, e muitas pessoas podem exceder as quantidades recomendadas sem problemas. Mas problemas potenciais podem surgir quando as pessoas consomem muito mais do que cerca de 1,2 g de proteína por quilograma de peso corporal por dia, diz Mittendorfer.
Doenças cardíacas e diabetes tipo 2
A maioria da proteína que os americanos consomem vem de carne e outros produtos de origem animal. Em um estudo publicado em 2021, pesquisadores do Departamento de Agricultura descobriram que alimentos de origem animal (incluindo carne bovina, frango e carnes curadas) representavam quase 70% do consumo de proteína das pessoas.
Pesquisas sugerem que aqueles que consomem maiores quantidades de carne vermelha e processada tendem a ter riscos mais elevados de doenças cardíacas e diabetes tipo 2, diz Donald Hensrud, professor associado de nutrição e medicina preventiva na Faculdade de Medicina da Mayo Clinic.
Em uma grande análise publicada em 2023, por exemplo, pesquisadores descobriram que comer 100g extras de carne vermelha (equivalente a cerca de uma costeleta de porco fina e desossada) por dia aumentava o risco de doenças cardíacas em 11% — e cada 50g adicionais de carne vermelha processada (equivalente a cerca de uma salsicha padrão) por dia aumentava em 26%.
Outro estudo, também publicado em 2023, descobriu que entre os quase 217 mil participantes (majoritariamente mulheres), aqueles que consumiam mais carne vermelha tinham um risco 40% maior de desenvolver diabetes tipo 2 do que aqueles que consumiam menos, e que aqueles que consumiam mais carne vermelha processada tinham um risco 51% maior.
Carnes vermelhas e processadas tendem a conter altos níveis de gorduras saturadas, que podem elevar os níveis sanguíneos de colesterol LDL (ou "ruim") e aumentar o risco de infarto e AVC. Esses alimentos também podem aumentar a inflamação e a resistência à insulina, diz Hensrud, o que também poderia elevar os riscos de doenças cardíacas e diabetes tipo 2.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/06/excesso-
de-proteina-pode-trazer-riscos-a-saude-alertam-especialistas.shtml. Adaptado.
Acesso em 03/06/2026
Leia o texto a seguir.
Excesso de proteína pode trazer riscos à saúde, alertam especialistas
Sophie Egan
Se você andou pelos corredores de alimentos embalados de um supermercado recentemente, ou deu uma olhada nas atuais diretrizes alimentares dos Estados Unidos, pode ter ficado com a impressão de que, quando se trata de proteína, quanto mais, melhor.
Cereais embalados, pipoca, mistura para panqueca e bebidas de café estão sendo enriquecidos com o nutriente. E a nova pirâmide alimentar invertida, que o governo Trump divulgou em janeiro, destaca a proteína de forma proeminente, com bife, frango e queijo no topo.
Pesquisas sugerem que a maioria dos adultos americanos está consumindo muito mais proteína do que o necessário para uma boa saúde. Uma pesquisa de 2025 com 3.000 adultos americanos mostrou que 71% estavam tentando comer mais proteína. O percentual era de 59% em 2022.
A proteína é um nutriente essencial. Mas [...] não é necessariamente melhor, diz Bettina Mittendorfer, professora de nutrição e fisiologia do exercício na Faculdade de Medicina da Universidade de Missouri. E em alguns casos, comer muito mais do que os especialistas em nutrição recomendam pode trazer alguns riscos.
Não existe uma regra rígida sobre quanta proteína é demais, dizem os especialistas, e muitas pessoas podem exceder as quantidades recomendadas sem problemas. Mas problemas potenciais podem surgir quando as pessoas consomem muito mais do que cerca de 1,2 g de proteína por quilograma de peso corporal por dia, diz Mittendorfer.
Doenças cardíacas e diabetes tipo 2
A maioria da proteína que os americanos consomem vem de carne e outros produtos de origem animal. Em um estudo publicado em 2021, pesquisadores do Departamento de Agricultura descobriram que alimentos de origem animal (incluindo carne bovina, frango e carnes curadas) representavam quase 70% do consumo de proteína das pessoas.
Pesquisas sugerem que aqueles que consomem maiores quantidades de carne vermelha e processada tendem a ter riscos mais elevados de doenças cardíacas e diabetes tipo 2, diz Donald Hensrud, professor associado de nutrição e medicina preventiva na Faculdade de Medicina da Mayo Clinic.
Em uma grande análise publicada em 2023, por exemplo, pesquisadores descobriram que comer 100g extras de carne vermelha (equivalente a cerca de uma costeleta de porco fina e desossada) por dia aumentava o risco de doenças cardíacas em 11% — e cada 50g adicionais de carne vermelha processada (equivalente a cerca de uma salsicha padrão) por dia aumentava em 26%.
Outro estudo, também publicado em 2023, descobriu que entre os quase 217 mil participantes (majoritariamente mulheres), aqueles que consumiam mais carne vermelha tinham um risco 40% maior de desenvolver diabetes tipo 2 do que aqueles que consumiam menos, e que aqueles que consumiam mais carne vermelha processada tinham um risco 51% maior.
Carnes vermelhas e processadas tendem a conter altos níveis de gorduras saturadas, que podem elevar os níveis sanguíneos de colesterol LDL (ou "ruim") e aumentar o risco de infarto e AVC. Esses alimentos também podem aumentar a inflamação e a resistência à insulina, diz Hensrud, o que também poderia elevar os riscos de doenças cardíacas e diabetes tipo 2.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/06/excesso-
de-proteina-pode-trazer-riscos-a-saude-alertam-especialistas.shtml. Adaptado.
Acesso em 03/06/2026
Leia o texto a seguir.
Excesso de proteína pode trazer riscos à saúde, alertam especialistas
Sophie Egan
Se você andou pelos corredores de alimentos embalados de um supermercado recentemente, ou deu uma olhada nas atuais diretrizes alimentares dos Estados Unidos, pode ter ficado com a impressão de que, quando se trata de proteína, quanto mais, melhor.
Cereais embalados, pipoca, mistura para panqueca e bebidas de café estão sendo enriquecidos com o nutriente. E a nova pirâmide alimentar invertida, que o governo Trump divulgou em janeiro, destaca a proteína de forma proeminente, com bife, frango e queijo no topo.
Pesquisas sugerem que a maioria dos adultos americanos está consumindo muito mais proteína do que o necessário para uma boa saúde. Uma pesquisa de 2025 com 3.000 adultos americanos mostrou que 71% estavam tentando comer mais proteína. O percentual era de 59% em 2022.
A proteína é um nutriente essencial. Mas [...] não é necessariamente melhor, diz Bettina Mittendorfer, professora de nutrição e fisiologia do exercício na Faculdade de Medicina da Universidade de Missouri. E em alguns casos, comer muito mais do que os especialistas em nutrição recomendam pode trazer alguns riscos.
Não existe uma regra rígida sobre quanta proteína é demais, dizem os especialistas, e muitas pessoas podem exceder as quantidades recomendadas sem problemas. Mas problemas potenciais podem surgir quando as pessoas consomem muito mais do que cerca de 1,2 g de proteína por quilograma de peso corporal por dia, diz Mittendorfer.
Doenças cardíacas e diabetes tipo 2
A maioria da proteína que os americanos consomem vem de carne e outros produtos de origem animal. Em um estudo publicado em 2021, pesquisadores do Departamento de Agricultura descobriram que alimentos de origem animal (incluindo carne bovina, frango e carnes curadas) representavam quase 70% do consumo de proteína das pessoas.
Pesquisas sugerem que aqueles que consomem maiores quantidades de carne vermelha e processada tendem a ter riscos mais elevados de doenças cardíacas e diabetes tipo 2, diz Donald Hensrud, professor associado de nutrição e medicina preventiva na Faculdade de Medicina da Mayo Clinic.
Em uma grande análise publicada em 2023, por exemplo, pesquisadores descobriram que comer 100g extras de carne vermelha (equivalente a cerca de uma costeleta de porco fina e desossada) por dia aumentava o risco de doenças cardíacas em 11% — e cada 50g adicionais de carne vermelha processada (equivalente a cerca de uma salsicha padrão) por dia aumentava em 26%.
Outro estudo, também publicado em 2023, descobriu que entre os quase 217 mil participantes (majoritariamente mulheres), aqueles que consumiam mais carne vermelha tinham um risco 40% maior de desenvolver diabetes tipo 2 do que aqueles que consumiam menos, e que aqueles que consumiam mais carne vermelha processada tinham um risco 51% maior.
Carnes vermelhas e processadas tendem a conter altos níveis de gorduras saturadas, que podem elevar os níveis sanguíneos de colesterol LDL (ou "ruim") e aumentar o risco de infarto e AVC. Esses alimentos também podem aumentar a inflamação e a resistência à insulina, diz Hensrud, o que também poderia elevar os riscos de doenças cardíacas e diabetes tipo 2.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/06/excesso-
de-proteina-pode-trazer-riscos-a-saude-alertam-especialistas.shtml. Adaptado.
Acesso em 03/06/2026
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Texto I
LÍNGUA PORTUGUESA
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura;
Ouro nativo, que, na ganga impura,
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceanos largos!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
BILAC, Olavo. Língua Portuguesa. In: BILAC, Olavo. Poesias. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1888.
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Texto I
LÍNGUA PORTUGUESA
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura;
Ouro nativo, que, na ganga impura,
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceanos largos!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
BILAC, Olavo. Língua Portuguesa. In: BILAC, Olavo. Poesias. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1888.
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Texto I
LÍNGUA PORTUGUESA
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura;
Ouro nativo, que, na ganga impura,
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceanos largos!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
BILAC, Olavo. Língua Portuguesa. In: BILAC, Olavo. Poesias. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1888.
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Texto I
LÍNGUA PORTUGUESA
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura;
Ouro nativo, que, na ganga impura,
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceanos largos!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
BILAC, Olavo. Língua Portuguesa. In: BILAC, Olavo. Poesias. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1888.
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Texto II
Como escrita à mão beneficia o cérebro e ganha nova chance em escolas
A partir de 2024, crianças do primeiro ao sexto ano de escolas públicas da Califórnia (EUA) estão novamente tendo de aprender a escrever em letra cursiva.
Essa escrita à mão havia saído do currículo californiano em 2010, mas agora está de volta — movimento semelhante ao que ocorre em mais de 20 Estados americanos, em diferentes graus.
A escrita cursiva — em que se escreve em uma letra parecida à itálica, sem necessariamente tirar o lápis do caderno — chegou a ser vista como uma técnica moribunda nos EUA.
Agora, a decisão na Califórnia reacende debates educacionais e científicos a respeito do valor da escrita à mão, bem como dos benefícios ao cérebro e das implicações globais se essa técnica acabar caindo no esquecimento.
A neurocientista Claudia Aguirre, que mora na Califórnia, diz que "mais e mais pesquisas sustentam a ideia de que escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado e o desenvolvimento da linguagem".
Karin James, professora de Ciências Cerebrais e Psicológicas na Universidade de Indiana (EUA), aplica suas pesquisas em crianças de 4 a 6 anos.
Ela identificou que aprender as letras por meio da escrita à mão ativa redes do cérebro que não são ativadas pela digitação num teclado. Isso inclui áreas cerebrais que têm papel crucial no desenvolvimento da leitura.
Outra pesquisa, de autoria de Virginia Berninger (Universidade de Washington), também mostrou que a escrita cursiva, os materiais impressos e a digitação usam funções cerebrais relacionadas, porém diferentes.
Além disso, no caso da digitação em teclado, os movimentos do dedo são os mesmos para qualquer tecla de letra. Como consequência, se apenas aprenderem a digitar, as crianças perderão a chance de desenvolver habilidades obtidas ao compreenderem e dominarem a capacidade de escrever.
Um pequeno estudo italiano aponta que o ensino da cursiva a alunos de primeiro ano pode melhorar as habilidades de leitura.
A despeito disso, o ensino da letra cursiva para crianças pequenas vinha se tornando mais raro. Em vários países, essa técnica não é mais obrigatória.
Nos EUA, embora o ensino da cursiva esteja voltando à luz, ele não é padronizado — o que traz desafios aos professores.
"Mais de 20 Estados acrescentaram a suas diretrizes educacionais a exigência da escrita cursiva entre o 3° e o 5° anos", explica Kathleen S. Wright, fundadora e diretora-executiva do Colaborativo de Escrita à Mão, organização que ensina boas práticas nessa área. "Mas essa exigência não é imposta nem recebe financiamento, então o ensino da escrita à mão não é endereçado de forma consistente."
Dessa forma, professores californianos terão agora de descobrir como integrar a cursiva a suas aulas.
Mesmo assim, a iniciativa do Estado é vista como benéfica, num momento pós-pandemia em que se buscam formas de ensinar habilidades que reduzam a dependência das telas entre crianças.
"Temos visto cada vez mais pais reclamando que seus filhos estão tendo dificuldades na escola, que não foram ensinados a escrever porque usam principalmente computadores e outros aparelhos", diz Kelsey Voltz-Poremba, professora-assistente de terapia ocupacional da Universidade de Pittsburgh (EUA).
A escrita cursiva ainda é amplamente ensinada na Europa Ocidental, em particular em países como Reino Unido, Espanha, Itália, Portugal e França. [...]
O Canadá tentou descartar a escrita cursiva, mas voltou a ensiná-la em 2023. O Ministério de Educação da província de Ontário restabeleceu a exigência da escrita cursiva e agora está virando uma espécie de laboratório para outras regiões que tentam entender quais as melhores práticas para esse ensino, quanto tempo devem durar as aulas e com qual frequência essa técnica deve ser ensinada.
Em meio a tantas diferenças globais, as pesquisas ressaltam que não há lado negativo em aprender letra cursiva. E embora a ligação entre escrever à mão e melhorar a leitura não sejam necessariamente causais, alguns educadores temem que o abandono da letra cursiva pode piorar o desempenho de alunos em sua capacidade de ler textos.
Além disso, o mero ato de escrever ajuda a memória e o aprendizado de palavras.
"É importante achar um equilíbrio para garantir que os alunos tenham habilidades que sejam obtidas sem o uso da tecnologia", opina a especialista Voltz-Poremba.
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c88n5klj0peo. Texto adaptado. Excerto. Acesso em 03/06/2026
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Texto II
Como escrita à mão beneficia o cérebro e ganha nova chance em escolas
A partir de 2024, crianças do primeiro ao sexto ano de escolas públicas da Califórnia (EUA) estão novamente tendo de aprender a escrever em letra cursiva.
Essa escrita à mão havia saído do currículo californiano em 2010, mas agora está de volta — movimento semelhante ao que ocorre em mais de 20 Estados americanos, em diferentes graus.
A escrita cursiva — em que se escreve em uma letra parecida à itálica, sem necessariamente tirar o lápis do caderno — chegou a ser vista como uma técnica moribunda nos EUA.
Agora, a decisão na Califórnia reacende debates educacionais e científicos a respeito do valor da escrita à mão, bem como dos benefícios ao cérebro e das implicações globais se essa técnica acabar caindo no esquecimento.
A neurocientista Claudia Aguirre, que mora na Califórnia, diz que "mais e mais pesquisas sustentam a ideia de que escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado e o desenvolvimento da linguagem".
Karin James, professora de Ciências Cerebrais e Psicológicas na Universidade de Indiana (EUA), aplica suas pesquisas em crianças de 4 a 6 anos.
Ela identificou que aprender as letras por meio da escrita à mão ativa redes do cérebro que não são ativadas pela digitação num teclado. Isso inclui áreas cerebrais que têm papel crucial no desenvolvimento da leitura.
Outra pesquisa, de autoria de Virginia Berninger (Universidade de Washington), também mostrou que a escrita cursiva, os materiais impressos e a digitação usam funções cerebrais relacionadas, porém diferentes.
Além disso, no caso da digitação em teclado, os movimentos do dedo são os mesmos para qualquer tecla de letra. Como consequência, se apenas aprenderem a digitar, as crianças perderão a chance de desenvolver habilidades obtidas ao compreenderem e dominarem a capacidade de escrever.
Um pequeno estudo italiano aponta que o ensino da cursiva a alunos de primeiro ano pode melhorar as habilidades de leitura.
A despeito disso, o ensino da letra cursiva para crianças pequenas vinha se tornando mais raro. Em vários países, essa técnica não é mais obrigatória.
Nos EUA, embora o ensino da cursiva esteja voltando à luz, ele não é padronizado — o que traz desafios aos professores.
"Mais de 20 Estados acrescentaram a suas diretrizes educacionais a exigência da escrita cursiva entre o 3° e o 5° anos", explica Kathleen S. Wright, fundadora e diretora-executiva do Colaborativo de Escrita à Mão, organização que ensina boas práticas nessa área. "Mas essa exigência não é imposta nem recebe financiamento, então o ensino da escrita à mão não é endereçado de forma consistente."
Dessa forma, professores californianos terão agora de descobrir como integrar a cursiva a suas aulas.
Mesmo assim, a iniciativa do Estado é vista como benéfica, num momento pós-pandemia em que se buscam formas de ensinar habilidades que reduzam a dependência das telas entre crianças.
"Temos visto cada vez mais pais reclamando que seus filhos estão tendo dificuldades na escola, que não foram ensinados a escrever porque usam principalmente computadores e outros aparelhos", diz Kelsey Voltz-Poremba, professora-assistente de terapia ocupacional da Universidade de Pittsburgh (EUA).
A escrita cursiva ainda é amplamente ensinada na Europa Ocidental, em particular em países como Reino Unido, Espanha, Itália, Portugal e França. [...]
O Canadá tentou descartar a escrita cursiva, mas voltou a ensiná-la em 2023. O Ministério de Educação da província de Ontário restabeleceu a exigência da escrita cursiva e agora está virando uma espécie de laboratório para outras regiões que tentam entender quais as melhores práticas para esse ensino, quanto tempo devem durar as aulas e com qual frequência essa técnica deve ser ensinada.
Em meio a tantas diferenças globais, as pesquisas ressaltam que não há lado negativo em aprender letra cursiva. E embora a ligação entre escrever à mão e melhorar a leitura não sejam necessariamente causais, alguns educadores temem que o abandono da letra cursiva pode piorar o desempenho de alunos em sua capacidade de ler textos.
Além disso, o mero ato de escrever ajuda a memória e o aprendizado de palavras.
"É importante achar um equilíbrio para garantir que os alunos tenham habilidades que sejam obtidas sem o uso da tecnologia", opina a especialista Voltz-Poremba.
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c88n5klj0peo. Texto adaptado. Excerto. Acesso em 03/06/2026
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Texto II
Como escrita à mão beneficia o cérebro e ganha nova chance em escolas
A partir de 2024, crianças do primeiro ao sexto ano de escolas públicas da Califórnia (EUA) estão novamente tendo de aprender a escrever em letra cursiva.
Essa escrita à mão havia saído do currículo californiano em 2010, mas agora está de volta — movimento semelhante ao que ocorre em mais de 20 Estados americanos, em diferentes graus.
A escrita cursiva — em que se escreve em uma letra parecida à itálica, sem necessariamente tirar o lápis do caderno — chegou a ser vista como uma técnica moribunda nos EUA.
Agora, a decisão na Califórnia reacende debates educacionais e científicos a respeito do valor da escrita à mão, bem como dos benefícios ao cérebro e das implicações globais se essa técnica acabar caindo no esquecimento.
A neurocientista Claudia Aguirre, que mora na Califórnia, diz que "mais e mais pesquisas sustentam a ideia de que escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado e o desenvolvimento da linguagem".
Karin James, professora de Ciências Cerebrais e Psicológicas na Universidade de Indiana (EUA), aplica suas pesquisas em crianças de 4 a 6 anos.
Ela identificou que aprender as letras por meio da escrita à mão ativa redes do cérebro que não são ativadas pela digitação num teclado. Isso inclui áreas cerebrais que têm papel crucial no desenvolvimento da leitura.
Outra pesquisa, de autoria de Virginia Berninger (Universidade de Washington), também mostrou que a escrita cursiva, os materiais impressos e a digitação usam funções cerebrais relacionadas, porém diferentes.
Além disso, no caso da digitação em teclado, os movimentos do dedo são os mesmos para qualquer tecla de letra. Como consequência, se apenas aprenderem a digitar, as crianças perderão a chance de desenvolver habilidades obtidas ao compreenderem e dominarem a capacidade de escrever.
Um pequeno estudo italiano aponta que o ensino da cursiva a alunos de primeiro ano pode melhorar as habilidades de leitura.
A despeito disso, o ensino da letra cursiva para crianças pequenas vinha se tornando mais raro. Em vários países, essa técnica não é mais obrigatória.
Nos EUA, embora o ensino da cursiva esteja voltando à luz, ele não é padronizado — o que traz desafios aos professores.
"Mais de 20 Estados acrescentaram a suas diretrizes educacionais a exigência da escrita cursiva entre o 3° e o 5° anos", explica Kathleen S. Wright, fundadora e diretora-executiva do Colaborativo de Escrita à Mão, organização que ensina boas práticas nessa área. "Mas essa exigência não é imposta nem recebe financiamento, então o ensino da escrita à mão não é endereçado de forma consistente."
Dessa forma, professores californianos terão agora de descobrir como integrar a cursiva a suas aulas.
Mesmo assim, a iniciativa do Estado é vista como benéfica, num momento pós-pandemia em que se buscam formas de ensinar habilidades que reduzam a dependência das telas entre crianças.
"Temos visto cada vez mais pais reclamando que seus filhos estão tendo dificuldades na escola, que não foram ensinados a escrever porque usam principalmente computadores e outros aparelhos", diz Kelsey Voltz-Poremba, professora-assistente de terapia ocupacional da Universidade de Pittsburgh (EUA).
A escrita cursiva ainda é amplamente ensinada na Europa Ocidental, em particular em países como Reino Unido, Espanha, Itália, Portugal e França. [...]
O Canadá tentou descartar a escrita cursiva, mas voltou a ensiná-la em 2023. O Ministério de Educação da província de Ontário restabeleceu a exigência da escrita cursiva e agora está virando uma espécie de laboratório para outras regiões que tentam entender quais as melhores práticas para esse ensino, quanto tempo devem durar as aulas e com qual frequência essa técnica deve ser ensinada.
Em meio a tantas diferenças globais, as pesquisas ressaltam que não há lado negativo em aprender letra cursiva. E embora a ligação entre escrever à mão e melhorar a leitura não sejam necessariamente causais, alguns educadores temem que o abandono da letra cursiva pode piorar o desempenho de alunos em sua capacidade de ler textos.
Além disso, o mero ato de escrever ajuda a memória e o aprendizado de palavras.
"É importante achar um equilíbrio para garantir que os alunos tenham habilidades que sejam obtidas sem o uso da tecnologia", opina a especialista Voltz-Poremba.
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c88n5klj0peo. Texto adaptado. Excerto. Acesso em 03/06/2026
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Texto II
Como escrita à mão beneficia o cérebro e ganha nova chance em escolas
A partir de 2024, crianças do primeiro ao sexto ano de escolas públicas da Califórnia (EUA) estão novamente tendo de aprender a escrever em letra cursiva.
Essa escrita à mão havia saído do currículo californiano em 2010, mas agora está de volta — movimento semelhante ao que ocorre em mais de 20 Estados americanos, em diferentes graus.
A escrita cursiva — em que se escreve em uma letra parecida à itálica, sem necessariamente tirar o lápis do caderno — chegou a ser vista como uma técnica moribunda nos EUA.
Agora, a decisão na Califórnia reacende debates educacionais e científicos a respeito do valor da escrita à mão, bem como dos benefícios ao cérebro e das implicações globais se essa técnica acabar caindo no esquecimento.
A neurocientista Claudia Aguirre, que mora na Califórnia, diz que "mais e mais pesquisas sustentam a ideia de que escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado e o desenvolvimento da linguagem".
Karin James, professora de Ciências Cerebrais e Psicológicas na Universidade de Indiana (EUA), aplica suas pesquisas em crianças de 4 a 6 anos.
Ela identificou que aprender as letras por meio da escrita à mão ativa redes do cérebro que não são ativadas pela digitação num teclado. Isso inclui áreas cerebrais que têm papel crucial no desenvolvimento da leitura.
Outra pesquisa, de autoria de Virginia Berninger (Universidade de Washington), também mostrou que a escrita cursiva, os materiais impressos e a digitação usam funções cerebrais relacionadas, porém diferentes.
Além disso, no caso da digitação em teclado, os movimentos do dedo são os mesmos para qualquer tecla de letra. Como consequência, se apenas aprenderem a digitar, as crianças perderão a chance de desenvolver habilidades obtidas ao compreenderem e dominarem a capacidade de escrever.
Um pequeno estudo italiano aponta que o ensino da cursiva a alunos de primeiro ano pode melhorar as habilidades de leitura.
A despeito disso, o ensino da letra cursiva para crianças pequenas vinha se tornando mais raro. Em vários países, essa técnica não é mais obrigatória.
Nos EUA, embora o ensino da cursiva esteja voltando à luz, ele não é padronizado — o que traz desafios aos professores.
"Mais de 20 Estados acrescentaram a suas diretrizes educacionais a exigência da escrita cursiva entre o 3° e o 5° anos", explica Kathleen S. Wright, fundadora e diretora-executiva do Colaborativo de Escrita à Mão, organização que ensina boas práticas nessa área. "Mas essa exigência não é imposta nem recebe financiamento, então o ensino da escrita à mão não é endereçado de forma consistente."
Dessa forma, professores californianos terão agora de descobrir como integrar a cursiva a suas aulas.
Mesmo assim, a iniciativa do Estado é vista como benéfica, num momento pós-pandemia em que se buscam formas de ensinar habilidades que reduzam a dependência das telas entre crianças.
"Temos visto cada vez mais pais reclamando que seus filhos estão tendo dificuldades na escola, que não foram ensinados a escrever porque usam principalmente computadores e outros aparelhos", diz Kelsey Voltz-Poremba, professora-assistente de terapia ocupacional da Universidade de Pittsburgh (EUA).
A escrita cursiva ainda é amplamente ensinada na Europa Ocidental, em particular em países como Reino Unido, Espanha, Itália, Portugal e França. [...]
O Canadá tentou descartar a escrita cursiva, mas voltou a ensiná-la em 2023. O Ministério de Educação da província de Ontário restabeleceu a exigência da escrita cursiva e agora está virando uma espécie de laboratório para outras regiões que tentam entender quais as melhores práticas para esse ensino, quanto tempo devem durar as aulas e com qual frequência essa técnica deve ser ensinada.
Em meio a tantas diferenças globais, as pesquisas ressaltam que não há lado negativo em aprender letra cursiva. E embora a ligação entre escrever à mão e melhorar a leitura não sejam necessariamente causais, alguns educadores temem que o abandono da letra cursiva pode piorar o desempenho de alunos em sua capacidade de ler textos.
Além disso, o mero ato de escrever ajuda a memória e o aprendizado de palavras.
"É importante achar um equilíbrio para garantir que os alunos tenham habilidades que sejam obtidas sem o uso da tecnologia", opina a especialista Voltz-Poremba.
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c88n5klj0peo. Texto adaptado. Excerto. Acesso em 03/06/2026
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Texto II
Como escrita à mão beneficia o cérebro e ganha nova chance em escolas
A partir de 2024, crianças do primeiro ao sexto ano de escolas públicas da Califórnia (EUA) estão novamente tendo de aprender a escrever em letra cursiva.
Essa escrita à mão havia saído do currículo californiano em 2010, mas agora está de volta — movimento semelhante ao que ocorre em mais de 20 Estados americanos, em diferentes graus.
A escrita cursiva — em que se escreve em uma letra parecida à itálica, sem necessariamente tirar o lápis do caderno — chegou a ser vista como uma técnica moribunda nos EUA.
Agora, a decisão na Califórnia reacende debates educacionais e científicos a respeito do valor da escrita à mão, bem como dos benefícios ao cérebro e das implicações globais se essa técnica acabar caindo no esquecimento.
A neurocientista Claudia Aguirre, que mora na Califórnia, diz que "mais e mais pesquisas sustentam a ideia de que escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado e o desenvolvimento da linguagem".
Karin James, professora de Ciências Cerebrais e Psicológicas na Universidade de Indiana (EUA), aplica suas pesquisas em crianças de 4 a 6 anos.
Ela identificou que aprender as letras por meio da escrita à mão ativa redes do cérebro que não são ativadas pela digitação num teclado. Isso inclui áreas cerebrais que têm papel crucial no desenvolvimento da leitura.
Outra pesquisa, de autoria de Virginia Berninger (Universidade de Washington), também mostrou que a escrita cursiva, os materiais impressos e a digitação usam funções cerebrais relacionadas, porém diferentes.
Além disso, no caso da digitação em teclado, os movimentos do dedo são os mesmos para qualquer tecla de letra. Como consequência, se apenas aprenderem a digitar, as crianças perderão a chance de desenvolver habilidades obtidas ao compreenderem e dominarem a capacidade de escrever.
Um pequeno estudo italiano aponta que o ensino da cursiva a alunos de primeiro ano pode melhorar as habilidades de leitura.
A despeito disso, o ensino da letra cursiva para crianças pequenas vinha se tornando mais raro. Em vários países, essa técnica não é mais obrigatória.
Nos EUA, embora o ensino da cursiva esteja voltando à luz, ele não é padronizado — o que traz desafios aos professores.
"Mais de 20 Estados acrescentaram a suas diretrizes educacionais a exigência da escrita cursiva entre o 3° e o 5° anos", explica Kathleen S. Wright, fundadora e diretora-executiva do Colaborativo de Escrita à Mão, organização que ensina boas práticas nessa área. "Mas essa exigência não é imposta nem recebe financiamento, então o ensino da escrita à mão não é endereçado de forma consistente."
Dessa forma, professores californianos terão agora de descobrir como integrar a cursiva a suas aulas.
Mesmo assim, a iniciativa do Estado é vista como benéfica, num momento pós-pandemia em que se buscam formas de ensinar habilidades que reduzam a dependência das telas entre crianças.
"Temos visto cada vez mais pais reclamando que seus filhos estão tendo dificuldades na escola, que não foram ensinados a escrever porque usam principalmente computadores e outros aparelhos", diz Kelsey Voltz-Poremba, professora-assistente de terapia ocupacional da Universidade de Pittsburgh (EUA).
A escrita cursiva ainda é amplamente ensinada na Europa Ocidental, em particular em países como Reino Unido, Espanha, Itália, Portugal e França. [...]
O Canadá tentou descartar a escrita cursiva, mas voltou a ensiná-la em 2023. O Ministério de Educação da província de Ontário restabeleceu a exigência da escrita cursiva e agora está virando uma espécie de laboratório para outras regiões que tentam entender quais as melhores práticas para esse ensino, quanto tempo devem durar as aulas e com qual frequência essa técnica deve ser ensinada.
Em meio a tantas diferenças globais, as pesquisas ressaltam que não há lado negativo em aprender letra cursiva. E embora a ligação entre escrever à mão e melhorar a leitura não sejam necessariamente causais, alguns educadores temem que o abandono da letra cursiva pode piorar o desempenho de alunos em sua capacidade de ler textos.
Além disso, o mero ato de escrever ajuda a memória e o aprendizado de palavras.
"É importante achar um equilíbrio para garantir que os alunos tenham habilidades que sejam obtidas sem o uso da tecnologia", opina a especialista Voltz-Poremba.
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c88n5klj0peo. Texto adaptado. Excerto. Acesso em 03/06/2026
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Texto II
Como escrita à mão beneficia o cérebro e ganha nova chance em escolas
A partir de 2024, crianças do primeiro ao sexto ano de escolas públicas da Califórnia (EUA) estão novamente tendo de aprender a escrever em letra cursiva.
Essa escrita à mão havia saído do currículo californiano em 2010, mas agora está de volta — movimento semelhante ao que ocorre em mais de 20 Estados americanos, em diferentes graus.
A escrita cursiva — em que se escreve em uma letra parecida à itálica, sem necessariamente tirar o lápis do caderno — chegou a ser vista como uma técnica moribunda nos EUA.
Agora, a decisão na Califórnia reacende debates educacionais e científicos a respeito do valor da escrita à mão, bem como dos benefícios ao cérebro e das implicações globais se essa técnica acabar caindo no esquecimento.
A neurocientista Claudia Aguirre, que mora na Califórnia, diz que "mais e mais pesquisas sustentam a ideia de que escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado e o desenvolvimento da linguagem".
Karin James, professora de Ciências Cerebrais e Psicológicas na Universidade de Indiana (EUA), aplica suas pesquisas em crianças de 4 a 6 anos.
Ela identificou que aprender as letras por meio da escrita à mão ativa redes do cérebro que não são ativadas pela digitação num teclado. Isso inclui áreas cerebrais que têm papel crucial no desenvolvimento da leitura.
Outra pesquisa, de autoria de Virginia Berninger (Universidade de Washington), também mostrou que a escrita cursiva, os materiais impressos e a digitação usam funções cerebrais relacionadas, porém diferentes.
Além disso, no caso da digitação em teclado, os movimentos do dedo são os mesmos para qualquer tecla de letra. Como consequência, se apenas aprenderem a digitar, as crianças perderão a chance de desenvolver habilidades obtidas ao compreenderem e dominarem a capacidade de escrever.
Um pequeno estudo italiano aponta que o ensino da cursiva a alunos de primeiro ano pode melhorar as habilidades de leitura.
A despeito disso, o ensino da letra cursiva para crianças pequenas vinha se tornando mais raro. Em vários países, essa técnica não é mais obrigatória.
Nos EUA, embora o ensino da cursiva esteja voltando à luz, ele não é padronizado — o que traz desafios aos professores.
"Mais de 20 Estados acrescentaram a suas diretrizes educacionais a exigência da escrita cursiva entre o 3° e o 5° anos", explica Kathleen S. Wright, fundadora e diretora-executiva do Colaborativo de Escrita à Mão, organização que ensina boas práticas nessa área. "Mas essa exigência não é imposta nem recebe financiamento, então o ensino da escrita à mão não é endereçado de forma consistente."
Dessa forma, professores californianos terão agora de descobrir como integrar a cursiva a suas aulas.
Mesmo assim, a iniciativa do Estado é vista como benéfica, num momento pós-pandemia em que se buscam formas de ensinar habilidades que reduzam a dependência das telas entre crianças.
"Temos visto cada vez mais pais reclamando que seus filhos estão tendo dificuldades na escola, que não foram ensinados a escrever porque usam principalmente computadores e outros aparelhos", diz Kelsey Voltz-Poremba, professora-assistente de terapia ocupacional da Universidade de Pittsburgh (EUA).
A escrita cursiva ainda é amplamente ensinada na Europa Ocidental, em particular em países como Reino Unido, Espanha, Itália, Portugal e França. [...]
O Canadá tentou descartar a escrita cursiva, mas voltou a ensiná-la em 2023. O Ministério de Educação da província de Ontário restabeleceu a exigência da escrita cursiva e agora está virando uma espécie de laboratório para outras regiões que tentam entender quais as melhores práticas para esse ensino, quanto tempo devem durar as aulas e com qual frequência essa técnica deve ser ensinada.
Em meio a tantas diferenças globais, as pesquisas ressaltam que não há lado negativo em aprender letra cursiva. E embora a ligação entre escrever à mão e melhorar a leitura não sejam necessariamente causais, alguns educadores temem que o abandono da letra cursiva pode piorar o desempenho de alunos em sua capacidade de ler textos.
Além disso, o mero ato de escrever ajuda a memória e o aprendizado de palavras.
"É importante achar um equilíbrio para garantir que os alunos tenham habilidades que sejam obtidas sem o uso da tecnologia", opina a especialista Voltz-Poremba.
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c88n5klj0peo. Texto adaptado. Excerto. Acesso em 03/06/2026