Questões de Concurso Público Prefeitura de Senador Canedo - GO 2026 para Professor - Geografia
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Leia o texto a seguir.
A Geografia escolar tradicional pautava-se principalmente na descrição e na memorização de fatos isolados, como nomes de rios, capitais e dados estatísticos, desconectados da realidade social do aluno. No final da década de 1970, com o movimento de renovação da geografia brasileira, buscou-se uma ruptura com essa prática. Passou-se a defender um ensino que desse instrumentos que ajudassem o aluno a ler o mundo, compreendendo as contradições sociais, a produção do espaço pelo trabalho e as relações de poder.
Essa mudança de paradigma no ensino de Geografia, que valoriza a análise crítica da sociedade e a transformação espacial como produto histórico-social, está fundamentada na corrente teórica conhecida como
No ensino de Geografia, a utilização das escalas de análise não deve ser entendida apenas como uma medida matemática de redução cartográfica, mas sim como recortes espaciais que permitem diferentes níveis de compreensão dos fenômenos. Ao trabalhar a temática da "globalização" com alunos do Ensino Fundamental, o professor deve articular as escalas para evitar uma visão fragmentada.
Nesse contexto, uma abordagem metodológica adequada que integra as escalas local e global é
Um professor de Geografia do 6º ano, ao iniciar o conteúdo sobre "Clima", decide não começar com as definições técnicas de pressão atmosférica ou massas de ar. Em vez disso, ele inicia a aula perguntando aos alunos como eles percebem o tempo naquele dia, quais roupas escolheram e por que, e como o clima da região afeta as brincadeiras na rua ou a agricultura local. A partir dessas respostas (conhecimentos prévios), o professor introduz os novos conceitos científicos, servindo-se do que os alunos já sabem como "ancoradouro" para as novas informações.
Essa prática docente está alinhada à Teoria da Aprendizagem Significativa, proposta por
Para fazer a leitura do mundo em que vivem, com base nas aprendizagens em Geografia, os alunos precisam ser estimulados a pensar espacialmente, desenvolvendo o raciocínio geográfico. O pensamento espacial está associado ao desenvolvimento intelectual que integra conhecimentos não somente da Geografia, mas também de outras áreas (como Matemática, Ciência, Arte e Literatura). [sic]
Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_vers aofinal_site.pdf . Acesso em: 26 nov. 2025.
A BNCC elenca princípios fundamentais para o desenvolvimento do raciocínio geográfico. Aquele que exige que o aluno compreenda como os objetos e fenômenos se organizam no espaço, identificando padrões espaciais, arranjos, como a concentração de indústrias em uma região ou a dispersão de casos de uma doença, refere-se ao princípio
No contexto das teorias contemporâneas de ensino e aprendizagem da Geografia, a avaliação escolar deixou de ser vista apenas como um instrumento punitivo ou classificatório. Ao planejar suas aulas para o Ensino Fundamental em Senador Canedo, o professor deve adotar uma perspectiva de avaliação que busque acompanhar o desenvolvimento contínuo do aluno, identificando dificuldades durante o processo para ajustar as estratégias pedagógicas.
Essa concepção, que privilegia o processo em vez de apenas o produto final, é denominada avaliação
O emprego de geotecnologias no contexto escolar, como o Google Earth ou Sistemas de Informações Geográficas (SIG) gratuitos, possibilita aos alunos a manipulação de diferentes camadas de informação (hidrografia, arruamento, vegetação) de seu próprio município.
Ao utilizar essas ferramentas digitais para sobrepor um mapa de áreas de risco de deslizamento com um mapa de ocupação urbana irregular em uma aula do 8º ano, o objetivo pedagógico central, segundo as orientações metodológicas atuais, deve ser