Questões de Concurso Público Prefeitura de Lajedinho - BA 2026 para Professor de Ensino Fundamental II - Língua Portuguesa e Literatura
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I. A resposta ao desastre envolveu medidas emergenciais e ações posteriores de reconstrução.
II. A atuação registrada após o desastre contou com participação de diferentes níveis de governo.
III. Os recursos destinados à reconstrução tiveram como única finalidade compensar financeiramente comerciantes que sofreram prejuízos.
IV. A recuperação de um município atingido por desastre pode envolver tanto assistência imediata quanto reconstrução de infraestrutura e restabelecimento de serviços.
Está correto o que se afirma em:
I. A inserção de Lajedinho em uma microrregião de saneamento permite tratar determinadas questões do setor sob perspectiva que ultrapassa os limites territoriais do próprio município.
PORQUE
II. A regionalização considera a existência de funções públicas de interesse comum e estabelece estrutura de governança para sua organização no conjunto dos entes integrantes.
Assinale a alternativa correta.
I. O Plano Municipal de Educação constitui instrumento de planejamento das políticas educacionais do município.
II. A discussão dos Projetos Político-Pedagógicos pode favorecer a participação da comunidade escolar na definição de diretrizes das unidades de ensino.
III. O PME e o PPP possuem exatamente a mesma abrangência e finalidade, distinguindo-se apenas pela denominação adotada.
IV. A existência de planejamento municipal não impede que cada unidade escolar desenvolva seu próprio Projeto PolíticoPedagógico, observadas as normas educacionais aplicáveis.
Está correto o que se afirma em:
I. Um percentual elevado de escolarização nessa faixa etária constitui informação relevante sobre o acesso da população de 6 a 14 anos à escola.
PORQUE
II. O indicador de escolarização, isoladamente, permite concluir que todos os estudantes apresentam o mesmo nível de aprendizagem e que inexistem desafios relacionados à qualidade da educação.
Assinale a alternativa correta.
I. Incentivo ao uso eficiente da água em sistemas produtivos;
II. Melhoria das condições de circulação pelas estradas vicinais utilizadas pelas comunidades;
III. Apoio à mecanização e à infraestrutura necessária à agricultura familiar;
IV. Planejamento da produção sem considerar períodos de estiagem, uma vez que as condições climáticas não interferem na disponibilidade hídrica.
Considerando as características de Lajedinho, são adequadas as medidas apresentadas em:
“A mãe não lhe deu valor nenhum, mas mirou triste e apontou o morro; dizia: — Estou sempre pensando que lá por detrás dele acontecem outras coisas, que o morro está tapando de mim, e que eu nunca hei de poder ver...”
Apesar de se mostrar um cenário belo e bravio, nota-se na fala da mãe de Miguilim um ar de decepção quanto ao que o espaço priva em termos de experiência de vida, o que gera a quebra da expectativa positiva do outro personagem. A partir da leitura do texto e da retratação do espaço do Mutum na vida dos personagens, pode-se dizer que este:
I. Representa um cenário de poucas perspectivas de ascensão intelectual e social, o que se evidencia nos modos descritos de cada personagem da narrativa.
II. Frustra a mãe de Miguilim na medida em que priva os personagens de experiências interpessoais significativas para sua própria evolução.
III. Simboliza um impedimento de contato dos personagens com uma dinâmica social favorável ao desenvolvimento humano e social.
IV. Prescinde de belezas naturais e condição climática favorável à existência humana no âmbito rural.
Pode-se dizer que se encontra correto o que foi dito apenas em:
Transporte escolar para alunos do campo é lei
Sim, o transporte escolar para alunos do campo é uma lei no Brasil. O Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE) e o programa Caminho da Escola são exemplos de políticas públicas que garantem o transporte escolar para alunos da educação básica pública residentes em áreas rurais. Essas políticas visam assegurar o acesso à educação e reduzir a evasão escolar, especialmente em comunidades que possuem dificuldades de locomoção.
Fonte: www.gov.br
A partir da comparação entre os fatos expostos sobre o personagem Miguilim no texto I e a obrigatoriedade de políticas públicas voltadas para a oferta de transporte escolar rural, é correto afirmar, levando-se em consideração a História da Educação no Brasil que, no início do século XX:
E o senhor tirava os óculos e punha-os em Miguilim, com todo o jeito — Olha, agora!
Considerando-se o papel da Literatura quanto à exposição da realidade para os leitores, nota-se que o fato em evidência transmite um aspecto que vai além da boa ação do personagem. Nessa perspectiva de ambivalência das palavras no contexto literário, podem-se compreender os “óculos” ofertados a Miguilim como uma ferramenta representativa de:
I. Nota-se que os falantes do dialeto rural do sertão mineiro sofreram preconceito linguístico pelos personagens oriundos do contexto urbano.
II. Observa-se na obra uma inovação linguística quanto à expressividade diatópica do sertão mineiro, a partir da disposição da sintaxe e do emprego de neologismos por parte dos personagens.
III. Restringe-se o aspecto lexical da obra a uma linha escorreita de uso do idioma, o que gera conflito, muitas vezes, de natureza incompreensível por parte dos personagens oriundos de classes sociais diferentes.
IV. Evidencia-se uma diferença da modalidade sociolinguística envolvendo a fala de um personagem do contexto urbano, como José Lourenço, em relação à dos moradores do Mutum, como Miguilim e sua mãe Nhanina.
Pode-se dizer que se encontra correto o que fora dito somente em:
( ) Em “Da viagem, que durou dias, ele guardara aturdidas lembranças, embaraçadas em sua cabecinha. De uma, nunca pôde se esquecer: alguém, que já estivera no Mutum, tinha dito: ‘É um lugar bonito, entre morro e morro, com muita pedreira e muito mato, distante de qualquer parte; e lá chove sempre’.” – tal passagem, no início da narrativa, serve de prenúncio da condição visual limitada que Miguilim possuía na história, o que seria revelado na parte final com a observação e a ação precisas de José Lourenço.
( ) Em “Miguilim olhou. Nem não podia acreditar! Tudo era uma claridade, tudo novo e lindo e diferente, as coisas, as árvores, as caras das pessoas. Via os grãozinhos de areia, a pele da terra, as pedrinhas menores, as formiguinhas passeando no chão de uma distância. E tonteava. Aqui, ali, meu Deus, tanta coisa, tudo...” – esta passagem é representativa da revelação que Miguilim tivera sobre a realidade objetiva do Mutum e, figurativamente, por outro lado, simboliza um “rito de passagem” promovida pela luz do conhecimento obtido.
( ) Passagens no texto I, como “Da viagem, que durou dias, ele guardara aturdidas lembranças, embaraçadas em sua cabecinha”; “Miguilim, espia daí: quantos dedos da minha mão você está enxergando?”; “Miguilim espremia os olhos.”; “Este nosso rapazinho tem a vista curta.”; e “O Mutum era bonito! Agora ele sabia.” revelam, do início da narrativa, ao seu desfecho, a baixa acuidade visual do personagem Miguilim a qual comprometeu, na história, não apenas sua forma de enxergar a realidade física e objetiva do mundo, mas também a capacidade analítica do que este simboliza na realidade.
( ) Em “Por fim, disse. Pediu. O doutor entendeu e achou graça. Tirou os óculos, pôs na cara de Miguilim. E Miguilim olhou para todos, com tanta força. Saiu lá fora. Olhou os matos escuros de cima do morro, aqui a casa, a cerca de feijãobravo e são-caetano; o céu, o curral, o quintal; os olhos redondos e os vidros altos da manhã. Olhou, mais longe, o gado pastando perto do brejo, florido de são-josés, como um algodão. O verde dos buritis, na primeira vereda. O Mutum era bonito! Agora ele sabia.” – esta descrição feita do Mutum representa metaforicamente o que este significava para Miguilim: um cenário especial cuja riqueza maior eram as pessoas queridas no seu convívio.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que se tem pela ordem a seguinte sequência.