Questões de Concurso Público Prefeitura de Lajedinho - BA 2026 para Professor de Ensino Fundamental II - Língua Portuguesa e Literatura
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I. Foi elaborado em forma de versos a fim de realçar uma expressividade rítmica.
II. Fundamenta-se na variedade dialetal a fim de realçar o falar próprio de uma região.
III. Na sua composição, prescinde de vocabulário sociocultural representativo de um povo específico.
IV. Restringe sua expressividade linguística a uma modalidade escorreita conforme o contexto em que se encontra.
Pode-se dizer que está correto o que se afirma


I. Percebe-se uma intencionalidade de transmissão da mensagem de forma subjetiva e permeada de pessoalidade em ambos os textos.
II. Prevalece em ambos os textos o uso majoritário da modalidade formal da língua a fim de transmitirem suas respectivas mensagens.
III. Ambos os textos foram escritos em terceira pessoa e fizeram uso do discurso direto explicitamente marcado pelo uso da pontuação.
IV. Prevalece, em ambos os textos em destaque, a função da linguagem Referencial.
Pode-se afirmar como correto o que foi dito somente em:
Bicho gramático
Vicente Matheus (1908-1997) foi um dos personagens mais controversos do futebol brasileiro. Esteve à frente do paulista Corinthians em várias ocasiões entre 1959 e 1990. Voluntarioso e falastrão, o uso que fazia da língua portuguesa nem sempre era aquele reconhecido pelos livros. Uma vez, querendo deixar bem claro que o craque do Timão não seria vendido ou emprestado para outro clube, afirmou que “o Sócrates é invendável e imprestável”. Em outro momento, exaltando a versatilidade dos atletas, criou uma pérola da linguística e da zoologia: “Jogador tem que ser completo como o pato, que é um bicho aquático e gramático”.
(Adaptado de Revista de História da Biblioteca Nacional, jul. 2011, p. 85.)
O termo “pérola” designa popular e ironicamente um dito ou um fato um tanto ou quanto tolo, quer pelo conteúdo, quer pela forma como é dito. Sobre isso, percebem-se no texto várias dessas transgressões linguísticas creditadas a uma figura do meio da cartolagem do futebol – Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians. Com relação a um dos equívocos que causam o efeito de humor, é correto dizer que o autor das falas mencionadas no texto
Qual romance você está lendo?
Sempre pensei que fosse sábio desconfiar de quem não lê literatura. Ler ou não ler romances é para mim um critério. Quer saber se tal político merece seu voto? Verifique se ele lê literatura. Quer escolher um psicanalista ou um psicoterapeuta? Mesma sugestão. E, cuidado, o hábito de ler, em geral, pode ser melhor do que o de não ler, mas não me basta: o critério que vale para mim é ler especificamente literatura − ficção literária. Você dirá que estou apenas exigindo dos outros que eles sejam parecidos comigo. E eu teria de concordar, salvo que acabo de aprender que minha confiança nos leitores de ficção literária é justificada. Algo que eu acreditava intuitivamente foi confirmado em pesquisa que acaba de ser publicada pela revista Science, “Reading literary fiction improves theory of mind” [Ler ficção literária melhora a teoria da mente], de David C. Kidd e Emanuele Castano. A pesquisa mede o efeito imediato da leitura de trechos literários. Não sabemos se existem efeitos cumulativos da leitura passada: o que importa não é se você leu, mas se está lendo. Na próxima vez em que eu for chamado a sabatinar um candidato a um emprego, não me esquecerei de perguntar: qual é o romance que você está lendo?
Contardo Calligaris. Adaptado de www1.folha.uol.com.br.
A forma como um autor organiza as ideias num texto auxilia o leitor a concordar ou não com o ponto de vista expresso. Sobre a estrutura argumentativa criada pelo articulista para legitimar sua tese, é perceptível que ele.