Questões de Concurso Público Prefeitura de Bandeirantes - PR 2024 para Auditor Fiscal

Questões Discursivas

Foram encontradas 40 questões

Q4200277 Português
Em entrevista, Mário Sérgio Cortella fala sobre felicidade e carreira

    O filósofo e educador defende que é possível encontrar no trabalho, alegria, prazer e sentido para a vida. Contudo, é preciso ter em mente que, para isso, é preciso aguentar momentos difíceis também. Quando se gosta de uma atividade, a intensa dedicação não traz estresse, apenas cansaço e, ainda assim, com vontade de continuar trabalhando

    Em entrevista exclusiva, o filósofo e educador Mário Sérgio Cortella, conhecido por tratar de temas sociais contemporâneos à luz da filosofia, defende que é possível - e aconselhável - conciliar felicidade e trabalho. Autor de 33 livros, ele esteve em Brasília para palestra no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), com capacidade para 2.500 pessoas, em 21 de agosto. O evento, promovido pela plataforma Doos, teve apoio do Correio Braziliense. Na ocasião, o expoente do pensamento brasileiro falou sobre a seguinte pergunta: qual é a tua obra? O questionamento é baseado em livro homônimo, no qual Cortella defende a substituição do conceito de trabalho como algo penoso pela realização de uma obra. Esta foi a primeira palestra do filósofo desde que ele fraturou o joelho direito. Por causa disso, foi obrigado a dar uma pausa na intensa rotina de palestras. “Retornei depois de 60 dias, foi minha primeira viagem de avião desde que comecei a usar cadeira de rodas e muletas”, conta. O curitibano voltará ao DF para nova palestra em outubro. Confira conversa com o pensador sobre trabalho:

     Felicidade

    Uma das coisas mais ruins é as pessoas imaginarem que precisam abrir mão da felicidade no trabalho. Mas também é desejar apenas felicidade no trabalho. São duas ilusões. O trabalho é uma circunstância da vida, a carreira é a maneira de fazê-lo, e a felicidade se apresenta e se ausenta em vários momentos. Não há felicidade sem esforço quando você pensa em carreira. Existe felicidade sem esforço quando você está passando e sem fazer nada, exceto virar o rosto, vê um pôr do sol no cerrado, daqueles magníficos na reta do horizonte. No que se refere à carreira, a felicidade tem que ser um horizonte, mas não é um território no qual se ande o tempo todo. Há pessoas que dizem algo estranho: quero fazer só o que eu gosto. A gente chama isso de hedonismo, a procura do prazer contínuo. Para que alguém faça só o que goste, terá que fazer muitas coisas de que não gosta. Por exemplo, gosto demais de dar aula, mas não gosto de corrigir prova; aliás, conheço poucos professores que gostam de fazê-lo. Gosto de cozinhar, mas não acho prazeroso lavar toda a louça na sequência. Isso significa que, quando me envolvo numa atividade, sei que há coisas de que não vou gostar, mas o que eu quero é a obra, isto é, o resultado. A carreira tem exatamente essa condição. A felicidade aparece como consequência e não como processo.

    Prazer

    Aristóteles dizia que o prazer do trabalho aperfeiçoa a alma. Uma das coisas mais gostosas é ter a capacidade de tirar uma fruição, um gosto daquilo que se faz. É importante fazê-lo não apenas com a intenção de um retorno pecuniário, mas especialmente com alegria de fazê-lo. A gente encontra em várias atividades pessoas com prazer imenso. Sempre digo que uma fórmula para pensar internamente - mas não diga ao patrão - é que, quando você gosta demais de fazer algo, faria até de graça.

     Sentido da vida x Meio para um fim 

    A gente pode entender emprego como meio, mas trabalho, jamais. Há uma distinção entre trabalho e emprego: trabalho é fonte de vida, emprego é fonte de renda. Meu trabalho é aquilo que faço para que minha vida tenha sentido. Um pedaço do trabalho é emprego, mas não todo ele. Há pessoas que não têm emprego e trabalham: fazem trabalho voluntário, cuidam da casa e de outras pessoas. É uma ocupação. O mais gostoso é quando o emprego coincide com o trabalho. Nessa hora, evidente que o trabalho é fonte de vida, mas também meio de vida. A gente não pode imaginar que daria para olhar o trabalho somente como situação que uso para conseguir outras coisas. Ele também é resultante de uma obra, de uma coisa que me alegre, me anime, me faça crescer e me elevar. Pessoas que enxergam no trabalho apenas um meio de vida, sem dúvida, terão dificuldade porque viverão talvez em estado de queixa, dizendo: “Ah! No dia que eu puder, vou fazer o que eu gosto”. É preciso que ela se alerte a tempo quanto a isso.
   
     Atividade desgostosa

     Existe a possibilidade de trabalhar com algo de que não se gosta para ter como fazer o que gosta fora do trabalho. Mas aí é uma coisa consciente. O fato de alguém estar numa situação de emprego transitória para que consiga outras coisas não é degradante. Desde que a pessoa tenha clareza disso. Há momentos, por exemplo, em que alguém vai fazer um esforço imenso para entrar, como concursado, na atividade pública, para que, com isso, possa conseguir recurso para abrir um negócio, cuidar de algo, ser artista, tanto faz. Isso não é nem irrelevante nem negativo. A grande questão é a consciência deliberada. É preciso ter consciência do que está fazendo. Agora, alguém que se saiba de passagem num emprego, mas se coloque também de passagem naquela vivência, nunca vai aproveitar aquele lugar como de aprendizado nem vai contribuir para ele, porque vai ficar o tempo todo em estado de partida, se arrumando para ir embora. Quando, sabendo que é transitório, poderia usar ao máximo aquele período transitório para retirar daquilo um aprendizado...

    [...]

Adaptado de https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/euestudante/trabalho-e-formacao/2017/09/03/interna-trabalhoeformacao2019,623054/em-entrevista-mario-sergio-cortella-fala-sobre-felicidade-ecarreira.shtml
Analise: “O filósofo e educador defende que é possível encontrar no trabalho, alegria, prazer e sentido para a vida.” E assinale a alternativa que apresenta a explicação para o uso de vírgulas neste trecho.
Alternativas
Q4200278 Português
Em entrevista, Mário Sérgio Cortella fala sobre felicidade e carreira

    O filósofo e educador defende que é possível encontrar no trabalho, alegria, prazer e sentido para a vida. Contudo, é preciso ter em mente que, para isso, é preciso aguentar momentos difíceis também. Quando se gosta de uma atividade, a intensa dedicação não traz estresse, apenas cansaço e, ainda assim, com vontade de continuar trabalhando

    Em entrevista exclusiva, o filósofo e educador Mário Sérgio Cortella, conhecido por tratar de temas sociais contemporâneos à luz da filosofia, defende que é possível - e aconselhável - conciliar felicidade e trabalho. Autor de 33 livros, ele esteve em Brasília para palestra no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), com capacidade para 2.500 pessoas, em 21 de agosto. O evento, promovido pela plataforma Doos, teve apoio do Correio Braziliense. Na ocasião, o expoente do pensamento brasileiro falou sobre a seguinte pergunta: qual é a tua obra? O questionamento é baseado em livro homônimo, no qual Cortella defende a substituição do conceito de trabalho como algo penoso pela realização de uma obra. Esta foi a primeira palestra do filósofo desde que ele fraturou o joelho direito. Por causa disso, foi obrigado a dar uma pausa na intensa rotina de palestras. “Retornei depois de 60 dias, foi minha primeira viagem de avião desde que comecei a usar cadeira de rodas e muletas”, conta. O curitibano voltará ao DF para nova palestra em outubro. Confira conversa com o pensador sobre trabalho:

     Felicidade

    Uma das coisas mais ruins é as pessoas imaginarem que precisam abrir mão da felicidade no trabalho. Mas também é desejar apenas felicidade no trabalho. São duas ilusões. O trabalho é uma circunstância da vida, a carreira é a maneira de fazê-lo, e a felicidade se apresenta e se ausenta em vários momentos. Não há felicidade sem esforço quando você pensa em carreira. Existe felicidade sem esforço quando você está passando e sem fazer nada, exceto virar o rosto, vê um pôr do sol no cerrado, daqueles magníficos na reta do horizonte. No que se refere à carreira, a felicidade tem que ser um horizonte, mas não é um território no qual se ande o tempo todo. Há pessoas que dizem algo estranho: quero fazer só o que eu gosto. A gente chama isso de hedonismo, a procura do prazer contínuo. Para que alguém faça só o que goste, terá que fazer muitas coisas de que não gosta. Por exemplo, gosto demais de dar aula, mas não gosto de corrigir prova; aliás, conheço poucos professores que gostam de fazê-lo. Gosto de cozinhar, mas não acho prazeroso lavar toda a louça na sequência. Isso significa que, quando me envolvo numa atividade, sei que há coisas de que não vou gostar, mas o que eu quero é a obra, isto é, o resultado. A carreira tem exatamente essa condição. A felicidade aparece como consequência e não como processo.

    Prazer

    Aristóteles dizia que o prazer do trabalho aperfeiçoa a alma. Uma das coisas mais gostosas é ter a capacidade de tirar uma fruição, um gosto daquilo que se faz. É importante fazê-lo não apenas com a intenção de um retorno pecuniário, mas especialmente com alegria de fazê-lo. A gente encontra em várias atividades pessoas com prazer imenso. Sempre digo que uma fórmula para pensar internamente - mas não diga ao patrão - é que, quando você gosta demais de fazer algo, faria até de graça.

     Sentido da vida x Meio para um fim 

    A gente pode entender emprego como meio, mas trabalho, jamais. Há uma distinção entre trabalho e emprego: trabalho é fonte de vida, emprego é fonte de renda. Meu trabalho é aquilo que faço para que minha vida tenha sentido. Um pedaço do trabalho é emprego, mas não todo ele. Há pessoas que não têm emprego e trabalham: fazem trabalho voluntário, cuidam da casa e de outras pessoas. É uma ocupação. O mais gostoso é quando o emprego coincide com o trabalho. Nessa hora, evidente que o trabalho é fonte de vida, mas também meio de vida. A gente não pode imaginar que daria para olhar o trabalho somente como situação que uso para conseguir outras coisas. Ele também é resultante de uma obra, de uma coisa que me alegre, me anime, me faça crescer e me elevar. Pessoas que enxergam no trabalho apenas um meio de vida, sem dúvida, terão dificuldade porque viverão talvez em estado de queixa, dizendo: “Ah! No dia que eu puder, vou fazer o que eu gosto”. É preciso que ela se alerte a tempo quanto a isso.
   
     Atividade desgostosa

     Existe a possibilidade de trabalhar com algo de que não se gosta para ter como fazer o que gosta fora do trabalho. Mas aí é uma coisa consciente. O fato de alguém estar numa situação de emprego transitória para que consiga outras coisas não é degradante. Desde que a pessoa tenha clareza disso. Há momentos, por exemplo, em que alguém vai fazer um esforço imenso para entrar, como concursado, na atividade pública, para que, com isso, possa conseguir recurso para abrir um negócio, cuidar de algo, ser artista, tanto faz. Isso não é nem irrelevante nem negativo. A grande questão é a consciência deliberada. É preciso ter consciência do que está fazendo. Agora, alguém que se saiba de passagem num emprego, mas se coloque também de passagem naquela vivência, nunca vai aproveitar aquele lugar como de aprendizado nem vai contribuir para ele, porque vai ficar o tempo todo em estado de partida, se arrumando para ir embora. Quando, sabendo que é transitório, poderia usar ao máximo aquele período transitório para retirar daquilo um aprendizado...

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Adaptado de https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/euestudante/trabalho-e-formacao/2017/09/03/interna-trabalhoeformacao2019,623054/em-entrevista-mario-sergio-cortella-fala-sobre-felicidade-ecarreira.shtml
Releia o parágrafo do texto cujo trecho está destacado: “A gente chama isso de hedonismo...” e assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4200279 Português
Em entrevista, Mário Sérgio Cortella fala sobre felicidade e carreira

    O filósofo e educador defende que é possível encontrar no trabalho, alegria, prazer e sentido para a vida. Contudo, é preciso ter em mente que, para isso, é preciso aguentar momentos difíceis também. Quando se gosta de uma atividade, a intensa dedicação não traz estresse, apenas cansaço e, ainda assim, com vontade de continuar trabalhando

    Em entrevista exclusiva, o filósofo e educador Mário Sérgio Cortella, conhecido por tratar de temas sociais contemporâneos à luz da filosofia, defende que é possível - e aconselhável - conciliar felicidade e trabalho. Autor de 33 livros, ele esteve em Brasília para palestra no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), com capacidade para 2.500 pessoas, em 21 de agosto. O evento, promovido pela plataforma Doos, teve apoio do Correio Braziliense. Na ocasião, o expoente do pensamento brasileiro falou sobre a seguinte pergunta: qual é a tua obra? O questionamento é baseado em livro homônimo, no qual Cortella defende a substituição do conceito de trabalho como algo penoso pela realização de uma obra. Esta foi a primeira palestra do filósofo desde que ele fraturou o joelho direito. Por causa disso, foi obrigado a dar uma pausa na intensa rotina de palestras. “Retornei depois de 60 dias, foi minha primeira viagem de avião desde que comecei a usar cadeira de rodas e muletas”, conta. O curitibano voltará ao DF para nova palestra em outubro. Confira conversa com o pensador sobre trabalho:

     Felicidade

    Uma das coisas mais ruins é as pessoas imaginarem que precisam abrir mão da felicidade no trabalho. Mas também é desejar apenas felicidade no trabalho. São duas ilusões. O trabalho é uma circunstância da vida, a carreira é a maneira de fazê-lo, e a felicidade se apresenta e se ausenta em vários momentos. Não há felicidade sem esforço quando você pensa em carreira. Existe felicidade sem esforço quando você está passando e sem fazer nada, exceto virar o rosto, vê um pôr do sol no cerrado, daqueles magníficos na reta do horizonte. No que se refere à carreira, a felicidade tem que ser um horizonte, mas não é um território no qual se ande o tempo todo. Há pessoas que dizem algo estranho: quero fazer só o que eu gosto. A gente chama isso de hedonismo, a procura do prazer contínuo. Para que alguém faça só o que goste, terá que fazer muitas coisas de que não gosta. Por exemplo, gosto demais de dar aula, mas não gosto de corrigir prova; aliás, conheço poucos professores que gostam de fazê-lo. Gosto de cozinhar, mas não acho prazeroso lavar toda a louça na sequência. Isso significa que, quando me envolvo numa atividade, sei que há coisas de que não vou gostar, mas o que eu quero é a obra, isto é, o resultado. A carreira tem exatamente essa condição. A felicidade aparece como consequência e não como processo.

    Prazer

    Aristóteles dizia que o prazer do trabalho aperfeiçoa a alma. Uma das coisas mais gostosas é ter a capacidade de tirar uma fruição, um gosto daquilo que se faz. É importante fazê-lo não apenas com a intenção de um retorno pecuniário, mas especialmente com alegria de fazê-lo. A gente encontra em várias atividades pessoas com prazer imenso. Sempre digo que uma fórmula para pensar internamente - mas não diga ao patrão - é que, quando você gosta demais de fazer algo, faria até de graça.

     Sentido da vida x Meio para um fim 

    A gente pode entender emprego como meio, mas trabalho, jamais. Há uma distinção entre trabalho e emprego: trabalho é fonte de vida, emprego é fonte de renda. Meu trabalho é aquilo que faço para que minha vida tenha sentido. Um pedaço do trabalho é emprego, mas não todo ele. Há pessoas que não têm emprego e trabalham: fazem trabalho voluntário, cuidam da casa e de outras pessoas. É uma ocupação. O mais gostoso é quando o emprego coincide com o trabalho. Nessa hora, evidente que o trabalho é fonte de vida, mas também meio de vida. A gente não pode imaginar que daria para olhar o trabalho somente como situação que uso para conseguir outras coisas. Ele também é resultante de uma obra, de uma coisa que me alegre, me anime, me faça crescer e me elevar. Pessoas que enxergam no trabalho apenas um meio de vida, sem dúvida, terão dificuldade porque viverão talvez em estado de queixa, dizendo: “Ah! No dia que eu puder, vou fazer o que eu gosto”. É preciso que ela se alerte a tempo quanto a isso.
   
     Atividade desgostosa

     Existe a possibilidade de trabalhar com algo de que não se gosta para ter como fazer o que gosta fora do trabalho. Mas aí é uma coisa consciente. O fato de alguém estar numa situação de emprego transitória para que consiga outras coisas não é degradante. Desde que a pessoa tenha clareza disso. Há momentos, por exemplo, em que alguém vai fazer um esforço imenso para entrar, como concursado, na atividade pública, para que, com isso, possa conseguir recurso para abrir um negócio, cuidar de algo, ser artista, tanto faz. Isso não é nem irrelevante nem negativo. A grande questão é a consciência deliberada. É preciso ter consciência do que está fazendo. Agora, alguém que se saiba de passagem num emprego, mas se coloque também de passagem naquela vivência, nunca vai aproveitar aquele lugar como de aprendizado nem vai contribuir para ele, porque vai ficar o tempo todo em estado de partida, se arrumando para ir embora. Quando, sabendo que é transitório, poderia usar ao máximo aquele período transitório para retirar daquilo um aprendizado...

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Adaptado de https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/euestudante/trabalho-e-formacao/2017/09/03/interna-trabalhoeformacao2019,623054/em-entrevista-mario-sergio-cortella-fala-sobre-felicidade-ecarreira.shtml
As aspas do primeiro parágrafo foram utilizadas para 
Alternativas
Q4200280 Português
Em entrevista, Mário Sérgio Cortella fala sobre felicidade e carreira

    O filósofo e educador defende que é possível encontrar no trabalho, alegria, prazer e sentido para a vida. Contudo, é preciso ter em mente que, para isso, é preciso aguentar momentos difíceis também. Quando se gosta de uma atividade, a intensa dedicação não traz estresse, apenas cansaço e, ainda assim, com vontade de continuar trabalhando

    Em entrevista exclusiva, o filósofo e educador Mário Sérgio Cortella, conhecido por tratar de temas sociais contemporâneos à luz da filosofia, defende que é possível - e aconselhável - conciliar felicidade e trabalho. Autor de 33 livros, ele esteve em Brasília para palestra no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), com capacidade para 2.500 pessoas, em 21 de agosto. O evento, promovido pela plataforma Doos, teve apoio do Correio Braziliense. Na ocasião, o expoente do pensamento brasileiro falou sobre a seguinte pergunta: qual é a tua obra? O questionamento é baseado em livro homônimo, no qual Cortella defende a substituição do conceito de trabalho como algo penoso pela realização de uma obra. Esta foi a primeira palestra do filósofo desde que ele fraturou o joelho direito. Por causa disso, foi obrigado a dar uma pausa na intensa rotina de palestras. “Retornei depois de 60 dias, foi minha primeira viagem de avião desde que comecei a usar cadeira de rodas e muletas”, conta. O curitibano voltará ao DF para nova palestra em outubro. Confira conversa com o pensador sobre trabalho:

     Felicidade

    Uma das coisas mais ruins é as pessoas imaginarem que precisam abrir mão da felicidade no trabalho. Mas também é desejar apenas felicidade no trabalho. São duas ilusões. O trabalho é uma circunstância da vida, a carreira é a maneira de fazê-lo, e a felicidade se apresenta e se ausenta em vários momentos. Não há felicidade sem esforço quando você pensa em carreira. Existe felicidade sem esforço quando você está passando e sem fazer nada, exceto virar o rosto, vê um pôr do sol no cerrado, daqueles magníficos na reta do horizonte. No que se refere à carreira, a felicidade tem que ser um horizonte, mas não é um território no qual se ande o tempo todo. Há pessoas que dizem algo estranho: quero fazer só o que eu gosto. A gente chama isso de hedonismo, a procura do prazer contínuo. Para que alguém faça só o que goste, terá que fazer muitas coisas de que não gosta. Por exemplo, gosto demais de dar aula, mas não gosto de corrigir prova; aliás, conheço poucos professores que gostam de fazê-lo. Gosto de cozinhar, mas não acho prazeroso lavar toda a louça na sequência. Isso significa que, quando me envolvo numa atividade, sei que há coisas de que não vou gostar, mas o que eu quero é a obra, isto é, o resultado. A carreira tem exatamente essa condição. A felicidade aparece como consequência e não como processo.

    Prazer

    Aristóteles dizia que o prazer do trabalho aperfeiçoa a alma. Uma das coisas mais gostosas é ter a capacidade de tirar uma fruição, um gosto daquilo que se faz. É importante fazê-lo não apenas com a intenção de um retorno pecuniário, mas especialmente com alegria de fazê-lo. A gente encontra em várias atividades pessoas com prazer imenso. Sempre digo que uma fórmula para pensar internamente - mas não diga ao patrão - é que, quando você gosta demais de fazer algo, faria até de graça.

     Sentido da vida x Meio para um fim 

    A gente pode entender emprego como meio, mas trabalho, jamais. Há uma distinção entre trabalho e emprego: trabalho é fonte de vida, emprego é fonte de renda. Meu trabalho é aquilo que faço para que minha vida tenha sentido. Um pedaço do trabalho é emprego, mas não todo ele. Há pessoas que não têm emprego e trabalham: fazem trabalho voluntário, cuidam da casa e de outras pessoas. É uma ocupação. O mais gostoso é quando o emprego coincide com o trabalho. Nessa hora, evidente que o trabalho é fonte de vida, mas também meio de vida. A gente não pode imaginar que daria para olhar o trabalho somente como situação que uso para conseguir outras coisas. Ele também é resultante de uma obra, de uma coisa que me alegre, me anime, me faça crescer e me elevar. Pessoas que enxergam no trabalho apenas um meio de vida, sem dúvida, terão dificuldade porque viverão talvez em estado de queixa, dizendo: “Ah! No dia que eu puder, vou fazer o que eu gosto”. É preciso que ela se alerte a tempo quanto a isso.
   
     Atividade desgostosa

     Existe a possibilidade de trabalhar com algo de que não se gosta para ter como fazer o que gosta fora do trabalho. Mas aí é uma coisa consciente. O fato de alguém estar numa situação de emprego transitória para que consiga outras coisas não é degradante. Desde que a pessoa tenha clareza disso. Há momentos, por exemplo, em que alguém vai fazer um esforço imenso para entrar, como concursado, na atividade pública, para que, com isso, possa conseguir recurso para abrir um negócio, cuidar de algo, ser artista, tanto faz. Isso não é nem irrelevante nem negativo. A grande questão é a consciência deliberada. É preciso ter consciência do que está fazendo. Agora, alguém que se saiba de passagem num emprego, mas se coloque também de passagem naquela vivência, nunca vai aproveitar aquele lugar como de aprendizado nem vai contribuir para ele, porque vai ficar o tempo todo em estado de partida, se arrumando para ir embora. Quando, sabendo que é transitório, poderia usar ao máximo aquele período transitório para retirar daquilo um aprendizado...

    [...]

Adaptado de https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/euestudante/trabalho-e-formacao/2017/09/03/interna-trabalhoeformacao2019,623054/em-entrevista-mario-sergio-cortella-fala-sobre-felicidade-ecarreira.shtml
Analise: “Quando se gosta de uma atividade, a intensa dedicação não traz estresse” e assinale a alternativa que apresenta a classificação correta da oração.  
Alternativas
Q4200281 Português
Em entrevista, Mário Sérgio Cortella fala sobre felicidade e carreira

    O filósofo e educador defende que é possível encontrar no trabalho, alegria, prazer e sentido para a vida. Contudo, é preciso ter em mente que, para isso, é preciso aguentar momentos difíceis também. Quando se gosta de uma atividade, a intensa dedicação não traz estresse, apenas cansaço e, ainda assim, com vontade de continuar trabalhando

    Em entrevista exclusiva, o filósofo e educador Mário Sérgio Cortella, conhecido por tratar de temas sociais contemporâneos à luz da filosofia, defende que é possível - e aconselhável - conciliar felicidade e trabalho. Autor de 33 livros, ele esteve em Brasília para palestra no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), com capacidade para 2.500 pessoas, em 21 de agosto. O evento, promovido pela plataforma Doos, teve apoio do Correio Braziliense. Na ocasião, o expoente do pensamento brasileiro falou sobre a seguinte pergunta: qual é a tua obra? O questionamento é baseado em livro homônimo, no qual Cortella defende a substituição do conceito de trabalho como algo penoso pela realização de uma obra. Esta foi a primeira palestra do filósofo desde que ele fraturou o joelho direito. Por causa disso, foi obrigado a dar uma pausa na intensa rotina de palestras. “Retornei depois de 60 dias, foi minha primeira viagem de avião desde que comecei a usar cadeira de rodas e muletas”, conta. O curitibano voltará ao DF para nova palestra em outubro. Confira conversa com o pensador sobre trabalho:

     Felicidade

    Uma das coisas mais ruins é as pessoas imaginarem que precisam abrir mão da felicidade no trabalho. Mas também é desejar apenas felicidade no trabalho. São duas ilusões. O trabalho é uma circunstância da vida, a carreira é a maneira de fazê-lo, e a felicidade se apresenta e se ausenta em vários momentos. Não há felicidade sem esforço quando você pensa em carreira. Existe felicidade sem esforço quando você está passando e sem fazer nada, exceto virar o rosto, vê um pôr do sol no cerrado, daqueles magníficos na reta do horizonte. No que se refere à carreira, a felicidade tem que ser um horizonte, mas não é um território no qual se ande o tempo todo. Há pessoas que dizem algo estranho: quero fazer só o que eu gosto. A gente chama isso de hedonismo, a procura do prazer contínuo. Para que alguém faça só o que goste, terá que fazer muitas coisas de que não gosta. Por exemplo, gosto demais de dar aula, mas não gosto de corrigir prova; aliás, conheço poucos professores que gostam de fazê-lo. Gosto de cozinhar, mas não acho prazeroso lavar toda a louça na sequência. Isso significa que, quando me envolvo numa atividade, sei que há coisas de que não vou gostar, mas o que eu quero é a obra, isto é, o resultado. A carreira tem exatamente essa condição. A felicidade aparece como consequência e não como processo.

    Prazer

    Aristóteles dizia que o prazer do trabalho aperfeiçoa a alma. Uma das coisas mais gostosas é ter a capacidade de tirar uma fruição, um gosto daquilo que se faz. É importante fazê-lo não apenas com a intenção de um retorno pecuniário, mas especialmente com alegria de fazê-lo. A gente encontra em várias atividades pessoas com prazer imenso. Sempre digo que uma fórmula para pensar internamente - mas não diga ao patrão - é que, quando você gosta demais de fazer algo, faria até de graça.

     Sentido da vida x Meio para um fim 

    A gente pode entender emprego como meio, mas trabalho, jamais. Há uma distinção entre trabalho e emprego: trabalho é fonte de vida, emprego é fonte de renda. Meu trabalho é aquilo que faço para que minha vida tenha sentido. Um pedaço do trabalho é emprego, mas não todo ele. Há pessoas que não têm emprego e trabalham: fazem trabalho voluntário, cuidam da casa e de outras pessoas. É uma ocupação. O mais gostoso é quando o emprego coincide com o trabalho. Nessa hora, evidente que o trabalho é fonte de vida, mas também meio de vida. A gente não pode imaginar que daria para olhar o trabalho somente como situação que uso para conseguir outras coisas. Ele também é resultante de uma obra, de uma coisa que me alegre, me anime, me faça crescer e me elevar. Pessoas que enxergam no trabalho apenas um meio de vida, sem dúvida, terão dificuldade porque viverão talvez em estado de queixa, dizendo: “Ah! No dia que eu puder, vou fazer o que eu gosto”. É preciso que ela se alerte a tempo quanto a isso.
   
     Atividade desgostosa

     Existe a possibilidade de trabalhar com algo de que não se gosta para ter como fazer o que gosta fora do trabalho. Mas aí é uma coisa consciente. O fato de alguém estar numa situação de emprego transitória para que consiga outras coisas não é degradante. Desde que a pessoa tenha clareza disso. Há momentos, por exemplo, em que alguém vai fazer um esforço imenso para entrar, como concursado, na atividade pública, para que, com isso, possa conseguir recurso para abrir um negócio, cuidar de algo, ser artista, tanto faz. Isso não é nem irrelevante nem negativo. A grande questão é a consciência deliberada. É preciso ter consciência do que está fazendo. Agora, alguém que se saiba de passagem num emprego, mas se coloque também de passagem naquela vivência, nunca vai aproveitar aquele lugar como de aprendizado nem vai contribuir para ele, porque vai ficar o tempo todo em estado de partida, se arrumando para ir embora. Quando, sabendo que é transitório, poderia usar ao máximo aquele período transitório para retirar daquilo um aprendizado...

    [...]

Adaptado de https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/euestudante/trabalho-e-formacao/2017/09/03/interna-trabalhoeformacao2019,623054/em-entrevista-mario-sergio-cortella-fala-sobre-felicidade-ecarreira.shtml
O trecho anterior reescrito da seguinte maneira: “A intensa dedicação não traz estresse quando se gosta de uma atividade” está
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Q4200282 Matemática
Uma confeiteira deve entregar uma encomenda de 350 brigadeiros e 280 beijinhos. Ela quer acomodar os doces em caixas que tenham a mesma quantidade de docinhos, todos do mesmo sabor em cada caixa. Quantas caixas serão entregues, considerando a máxima quantidade de docinhos em cada caixa?  
Alternativas
Q4200284 Noções de Informática
O Windows 10 oferece uma variedade de aplicativos nativos que desempenham funções essenciais para os usuários. Um desses aplicativos é o “Bloco de Notas”, uma ferramenta simples, mas poderosa. Nesse contexto, qual a principal função do aplicativo “Bloco de Notas” disponível no Windows 10?
Alternativas
Q4200285 Noções de Informática
O Windows 10 conta com um software integrado para proteger o sistema operacional contra uma variedade de ameaças. Essa ferramenta realiza verificações em tempo real e fornece proteção em tempo integral. No Windows 10, qual ferramenta é responsável por proteger o sistema contra softwares maliciosos, como vírus, spyware e ransomware? 
Alternativas
Q4200286 Noções de Informática
Considere o cenário a seguir: um usuário está trabalhando em um documento importante no Microsoft Word 365 e deseja formatar corretamente o texto para destacar determinadas informações. Ele precisa aplicar diferentes estilos de formatação, como negrito, itálico e sublinhado, para realçar partes específicas do conteúdo. Considerando o cenário descrito, qual combinação de teclas de atalho deve ser utilizada no Microsoft Word 365 para aplicar esta ordem de formatação: negrito, itálico e sublinhado a um trecho de texto? 
Alternativas
Q4200287 História e Geografia de Estados e Municípios
De acordo com a história de Bandeirantes-PR, o Município foi criado através da unificação de dois povoados, sendo eles
Alternativas
Q4200288 Direito Constitucional
De acordo com a Lei Orgânica do Município de Bandeirantes-PR, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.

I. São símbolos do Município a Bandeira e o Hino, representativos de sua cultura e história.

II. É da competência administrativa comum do Município, da União e do Estado combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos.

III. É dever do Município criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.

IV. Constituem bens do Município todas as coisas móveis e imóveis, direitos e ações que a qualquer título lhe pertença.

V. O Município deve manter a publicidade de atos, programas, obras, serviços e campanhas de órgãos públicos que não tenham caráter educativo, informativo ou de orientação social, assim como a publicidade que constem nomes, símbolos ou imagens que promovam autoridades ou servidores públicos. 
Alternativas
Q4200289 Direito Tributário
Este Tributo é independente de qualquer atividade estatal específica relacionada ao contribuinte, permitindo que o gestor público, exceto em situações específicas estabelecidas no texto constitucional, tenha a prerrogativa discricionária de decidir sobre a alocação dos recursos arrecadados. O enunciado se refere:  
Alternativas
Q4200290 Direito Tributário
No que tange à classificação dos Tributos, o Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172/1966) adota um entendimento mais restrito, denominada teoria tripartite, segundo a qual são Tributos:
Alternativas
Q4200291 Direito Tributário
A respeito da definição da natureza jurídica específica do Tributo, e com base no Código Tributário Nacional, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) A natureza jurídica específica do tributo é determinada unicamente pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes outras características para qualifica-la.

( ) Para determinação da natureza jurídica do tributo, é imprescindível que sejam levadas em consideração as qualificações econômicas do contribuinte.

( ) É necessário observar a denominação e a destinação do produto da arrecadação do tributo para definir corretamente sua natureza jurídica.  
Alternativas
Q4200292 Direito Tributário
O art. 3º da Lei nº 5.172/1966 define as principais características que conceituam legalmente o instituto “Tributo”. Assinale a alternativa que não corresponde a uma delas. 
Alternativas
Q4200293 Direito Tributário
Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas.
A Lei nº 2.287/2001 institui o Código Tributário do Município de Bandeirantes/PR. Como medida de tributação progressiva, prevê o diploma municipal que a alíquota do imposto sobre a propriedade predial e territorial incidente sobre imóveis não edificados será majorada de _______ ao ano até alcançar o máximo de ________, enquanto o terreno permanecer em nome do mesmo proprietário, sem edificação.  
Alternativas
Q4200294 Direito Tributário
Dispõe a Constituição Federal de 1988 que qualquer dos entes da Federação poderá instituir determinado tributo, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. Trata-se:
Alternativas
Q4200295 Direito Tributário
À luz das disposições do Código Tributário do Município de Bandeirantes/PR (Lei nº 2.287/2001), é correto afirmar que são elementos a serem observados na determinação da base de cálculo do IPTU – imposto sobre a propriedade predial e territorial:

I. o preço de mercado.
II. o produto interno bruto do país no exercício anterior ao de referência
III. a existência de débitos do contribuinte inscritos em Dívida Ativa.
IV. as características do imóvel como área, topografia, edificações, acessibilidade a equipamentos urbanos. 
Alternativas
Q4200296 Direito Tributário
À luz do que preconiza a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte.

( ) As taxas e os demais tributos poderão ter a mesma base de cálculo, desde que não incida em bitributação.

( ) Competem à União, em Território Federal, os impostos estaduais e, se o Território não for dividido em Municípios, cumulativamente, os impostos municipais; ao Distrito Federal cabem os impostos municipais.  
Alternativas
Respostas
1: B
2: A
3: D
4: D
5: C
6: A
7: D
8: C
9: B
10: A
11: D
12: B
13: D
14: C
15: A
16: A
17: B
18: B
19: A
20: C