Questões de Concurso Público INEP 2024 para Letras - Português e Espanhol

Foram encontradas 3 questões

Q4152831 Literatura
O discurso indireto livre, presente em diversos romancistas do século XIX e desenvolvido, sob formas refinadas, no romance do século XX, manifesta-se mesclando, no mesmo enunciado, a voz do narrador e a voz da personagem, resultando, de acordo com a elucidativa expressão de Roy Pascal, em uma voz dual. Essa voz dual, na sua contaminação, ora satírica, ora irônica, ora simpateticamente lírica, da voz da personagem e da voz do narrador, pode gerar no leitor dificuldade na interpretação do texto, em particular no que diz respeito à focalização.
SILVA, V. M. A. Teoria da Literatura. 8. ed. Coimbra: Almedina, 2018. p. 764 (adaptado).

Considerando essa abordagem, assinale a opção que apresenta um trecho da obra Quincas Borba, de Machado de Assis, em que se encontra essa voz dual por meio do discurso indireto livre.
Alternativas
Q4152836 Literatura
En una clase de la 1ª serie de la Enseñanza Media, el profesor solicitó la lectura del siguiente poema de Santa Teres
¡Oh qué bien tan sin segundo!
¡Oh casamiento sagrado!
Que el Rey de la Magestad,
Haya sido el desposado.
¡Oh qué venturosa suerte,
Os estaba aparejada,
Que os quiere Dios por amada,
Y ha os ganado con su muerte!
En servile estad muy fuerte,
Pues que lo habeis profesado,
Que el Rey de la Magestad,
Es ya vuestro desposado.
Ricas joyas os dará.
DE JESÚS, S. T. Poesías de Santa Teresa. Madrid: M. Rivadeneyra, 1861. p. 513.

Después de la lectura, un estudiante dice que el poema era un buen ejemplo de poesía mística.

La afirmación del estudiante está correcta porque en el poema, por medio del lenguaje amoroso y religioso, concreta la vía
Alternativas
Q4152846 Literatura
Um professor de Língua Portuguesa e Literatura do Ensino Médio abordará, em uma de suas aulas, o ensino da leitura do texto literário. Para isso, ele apresenta o seguinte trecho de Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago, a fim de observar questões como ritmo e estilo.

[...] os olhos do homem parecem sãos, a íris apresenta-se nítida, luminosa, a esclerótica branca, compacta como porcelana. As pálpebras arregaladas, a pele crispada da cara, as sobrancelhas de repente revoltas, tudo isso, qualquer o pode verificar, é que se descompôs pela angústia. Num movimento rápido, o que estava à vista desapareceu atrás dos punhos fechados do homem, como se ele ainda quisesse reter no interior do cérebro a última imagem recolhida, uma luz vermelha, redonda, num semáforo. Estou cego, estou cego, repetia com desespero enquanto o ajudavam a sair do carro, e as lágrimas, rompendo, tornaram mais brilhantes os olhos que ele dizia estarem mortos. Isso passa, vai ver que isso passa, às vezes são nervos, disse uma mulher. [...] A mulher que falara de nervos foi de opinião que se devia chamar uma ambulância, transportar o pobrezinho ao hospital, mas o cego disse que isso não, não queria tanto, só pedia que o encaminhassem até à porta do prédio onde morava, Fica aqui muito perto, seria um grande favor que me faziam. E o carro, perguntou uma voz. Outra voz respondeu, A chave está no sítio, põe-se em cima do passeio. Não é preciso, interveio uma terceira voz, eu tomo conta do carro e acompanho este senhor a casa. Ouviram-se murmúrios de aprovação. O cego sentiu que o tomavam pelo braço, Venha, venha comigo, dizia-lhe a mesma voz. Ajudaram-no a sentar-se no lugar ao lado do condutor, puseram-lhe o cinto de segurança, não vejo, não vejo, murmurava entre o choro, Diga-me onde mora, pediu o outro. Pelas janelas do carro espreitavam caras vorazes, gulosas da novidade.
SARAMAGO, J. Ensaio sobre a cegueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1995 (adaptado).

A partir da situação apresentada, é uma alternativa possível para o professor
Alternativas
Respostas
1: A
2: A
3: B