Questões de Concurso Público FIOCRUZ 2024 para Tecnologista em Saúde Pública - Enfermagem - Centro cirúrgico e central de material de esterilização
Foram encontradas 40 questões
Com o desenvolvimento de técnicas cirúrgicas e a crescente demanda de materiais, houve a necessidade de centralizar as atividades de preparo, esterilização, armazenamento e distribuição em um único local; surgindo assim, a Unidade de Centro de Material ou o Centro de Material e Esterilização (CME).
Consideramos que a Unidade de Centro Cirúrgico é composta pelo CC propriamente dito, pela Recuperação Anestésica (RA) e pelo CME. A tendência atual é desvincular o CME do ambiente físico do CC, pois ele processa materiais para todas as unidades da instituição. No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) define o CC como um “conjunto de elementos destinados às atividades cirúrgicas, bem como à recuperação anestésica”, e pode ser considerado uma organização complexa, em virtude de suas características e da assistência especializada. Com base nessas premissas podemos afirmar como (V) verdadeiras ou (F) falsas:
I. O Centro Cirúrgico é caracterizado como um sistema sociotécnico-estruturado, administrativo e psicossocial, que está localizado dentro de uma estrutura hospitalar, sendo considerado uma das unidades mais complexas do hospital, seja pela sua especificidade, seja pela presença constante de estresse e a possibilidade de riscos à saúde inerentes a essa modalidade terapêutica.
II. Para que a estrutura do Centro Cirúrgico funcione adequadamente e atinja as metas a que se propõe, não é necessário a integração com as unidades que atuam como serviços de apoio ou de suporte; sendo assim deverá haver fisicamente na UCC serviços exclusivos como: banco de sangue, laboratório, serviço de anatomia patológica, radiologia, farmácia, suprimentos/ almoxarifado, transporte, fornecedores, e engenharia/ manutenção; além de serviços terceirizados, como esterilização por métodos específicos, limpeza e lavanderia, entre outros.
III. O Centro Cirúrgico ambulatorial é a unidade responsável por proporcionar condições materiais e humanas para a realização de procedimentos anestésico-cirúrgicos em pacientes externos, ou seja, aqueles que, na maioria das vezes, vieram diretamente de casa e que, portanto, não estão internados na instituição hospitalar.
IV. A Sala de Recuperação Pós Anestésica é o local onde o paciente submetido ao procedimento anestésico cirúrgico deve permanecer, sob observação e cuidados constantes da equipe de enfermagem, até que haja recuperação da consciência, estabilidade dos sinais vitais, prevenção das intercorrências do período pós-anestésico e/ou pronto-atendimento.
V. Segundo a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n. 50, de 21 de fevereiro de 2002, do Ministério da Saúde, a Sala de Recuperação Pós Anestésica deve estar localizada longe das Salas Operatórias, permitindo que o cuidado seja eficiente, sem interferência da equipe cirúrgica para qualidade e segurança do processo pós-operatório imediato.
VI. O centro de material e esterilização (CME), no contexto da assistência ao paciente, se enquadra como uma unidade funcional destinada ao processamento de produtos para a saúde. Esse processamento engloba um conjunto de ações, como a pré-limpeza, seguindo para etapas relacionadas à recepção, secagem, avaliação da integridade e da funcionalidade, preparo, esterilização, armazenamento e distribuição para as unidades consumidoras.
As afirmativas I, II, III, IV, V e VI são:
I. Área de lavagem e descontaminação: Receber, conferir e anotar a quantidade e espécie do material recebido; desinfetar e separar os materiais; verificar o estado de conservação do material; proceder a limpeza do material e encaminhar o material para a área de preparo.
II. Área de preparo de materiais: Revisar e selecionar os materiais, verificando suas condições de conservação e limpeza; preparar, empacotar ou acondicionar os materiais e roupas a serem esterilizados e encaminhar o material para esterilização devidamente identificado.
III. Área de esterilização: Executar o processo de esterilização das autoclaves, conforme instruções do fabricante: observar os cuidados necessários com o carregamento e descarregamento das autoclaves; fazer o controle microbiológico e de validade dos produtos esterilizados e manter junto com o serviço de manutenção, os equipamentos em bom estado de conservação e uso.
IV. Área de armazenagem e distribuição de materiais e roupas esterilizados: Estocar o material esterilizado; proceder à distribuição do material às unidades e registrar saída do material.
Sobre as afirmativas acima, pode-se dizer que:
I. Cirurgias de porte I têm até 2 horas de duração. II. Cirurgias de porte II duram, em média, de 2 a 4 horas. III. Cirurgias de porte III têm duração de 4 a 6 horas. IV. Cirurgias de porte IV são aquelas cuja duração ultrapassa 6 horas.
Sobre as afirmativas acima, pode-se dizer que:
I. Prefixo Colo - Relativo ao cólon. II. Prefixo Colpo - Relativo à cartilage. III. Prefixo Entero - Relativo ao intestino delgado IV. Prefixo Espleno - Relativo à vesícula V. Sufixo Bradi - Lento VI. Sufixo Cele - Relativo tumor; hérnia
Sobre as afirmativas acima, pode-se dizer que:
Apesar das recomendações da AORN e da SOBECC em relação à adoção de um modelo de assistência para nortear as ações dos enfermeiros no Centro Cirúrgico (CC), a grande maioria dos CC dos hospitais brasileiros ainda não adota um modelo formal.
Em 2009, o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) publicou a Resolução n. 358, que determina a utilização do Sistema de Assistência de Enfermagem (SAE) em todas as instituições de saúde (públicas e privadas), em que ocorre o cuidado profissional de enfermagem. Essa resolução estimula a implantação do Processo de Enfermagem (PE) pelos enfermeiros que atuam no Centro Cirúrgico nos três períodos de experiência cirúrgica (período pré-operatório imediato; período transoperatório; e período pós-operatório imediato), desenvolvendo as seguintes etapas: