No seu Serviço de Cirurgia do Aparelho Digestivo dá entrada um
homem de 67 anos, ex-tabagista, 40 maços-ano, que se queixa de
epigastralgia moderada há aproximadamente seis meses,
associada a plenitude pós-prandial precoce, anorexia progressiva
e perda ponderal de 12 kg nesse período. Relata episódios
ocasionais de náuseas e dois episódios recentes de melena. Nega
hematêmese. Refere fadiga progressiva e redução importante da
capacidade funcional. Possui história de gastrite crônica
associada ao Helicobacter pylori, tratada há vários anos.
Quando do exame físico, encontra-se emagrecido, hipocorado
(++/4+), com índice de massa corporal de 19 kg/m². Apresenta
discreta dor à palpação profunda do epigástrio, sem sinais de
irritação peritoneal. Observa-se linfonodo supraclavicular
esquerdo
endurecido,
indolor
e
móvel,
medindo
aproximadamente 2 cm. Não há evidência de ascite.
Os exames laboratoriais mostram: hemoglobina de 8,9 g/dL com
padrão de anemia ferropriva. A endoscopia digestiva alta
evidencia lesão ulceroinfiltrativa localizada na pequena curvatura
do antro gástrico, medindo aproximadamente 5 cm. As biópsias
confirmam
adenocarcinoma
gástrico
moderadamente
diferenciado.
Uma tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve não
demonstra metástases hepáticas, pulmonares ou peritoneais
evidentes. Diante da presença do linfonodo supraclavicular, foi
realizada punção aspirativa guiada por ultrassonografia, que
confirma infiltração metastática por adenocarcinoma gástrico.
Considerando os princípios de estadiamento e tratamento
recomendados, a conduta mais apropriada será