Questões de Concurso Público Prefeitura de Pinhalzinho - SC 2018 para Professor de Português
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Leia o texto.
A moça em prantos
O poeta encontrou uma pedra no meio do caminho, nunca esqueceu dessa pedra, que lhe deu assunto para o seu poema mais conhecido. Não sendo poeta, encontrei não uma, mas infinitas pedras no meio do caminho, e não só no meio, mas no início e no fim de cada caminho. Não me renderam um único poema, nem mesmo uma modesta crônica.
Mas jamais esqueci a primeira moça que vi chorando. Eu devia ter seis ou sete anos, achava que só as crianças podiam e deviam chorar, tinham motivos bastante para isso, desde as fraldas molhadas nos primeiros meses de existência até a inexpugnável barreira dos “não pode”, que emparedam a infância e criam neuras para o resto da vida.
Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza, pois os adultos podiam tudo e tudo lhes é permitido. E a moça era um adulto, ao menos para mim, embora ela fosse realmente moça, aí pelos 15 anos ou pouco mais.
E chorava. Não abrindo o berreiro como as crianças, mas dolorosamente, e na certa misturando motivos. Mesmo assim fiquei imaginando a causa do seu pranto. Faltara à escola e por isso ficara sem sobremesa? Fora proibida de brincar na calçada? Queria ganhar uma bicicleta e fora convencida a continuar com o insípido velocípede?
Vi muita gente chorando depois, homens feitos, mulheres maduras. Eu mesmo, quando levo meus trancos, repito o menino que ia para debaixo da mesa de jantar para poder chorar sem passar recibo da minha dor. Hoje, ficaria feio esconder-me debaixo das mesas, mas sei que é um bom lugar para isso. Melhor do que a cama, onde devemos fazer outras coisas.
A moça que chorava não se escondera, chorava de mansinho, na verdade nem parecia estar chorando. Devia apenas estar muito triste porque misturava todos os motivos para a sua tristeza.
Carlos Heitor Cony
Avalie as afirmativas abaixo, considerando o texto.
1. O autor do texto é poeta e cronista.
2. No primeiro e no segundo parágrafo do texto, o autor usa o verbo “esquecer”. Em ambas as vezes o uso obedece à norma culta.
3. Mesmo percebendo a moça como um adulto, eram infantis os argumentos imaginados pelo autor para o pranto dela.
4. A expressão “inexpugnável barreira” pode ser trocada, sem prejuízo de sentido “por invencível barreira”.
5. Na infância do autor, um velocípede era enfadonho.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Leia o texto.
A moça em prantos
O poeta encontrou uma pedra no meio do caminho, nunca esqueceu dessa pedra, que lhe deu assunto para o seu poema mais conhecido. Não sendo poeta, encontrei não uma, mas infinitas pedras no meio do caminho, e não só no meio, mas no início e no fim de cada caminho. Não me renderam um único poema, nem mesmo uma modesta crônica.
Mas jamais esqueci a primeira moça que vi chorando. Eu devia ter seis ou sete anos, achava que só as crianças podiam e deviam chorar, tinham motivos bastante para isso, desde as fraldas molhadas nos primeiros meses de existência até a inexpugnável barreira dos “não pode”, que emparedam a infância e criam neuras para o resto da vida.
Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza, pois os adultos podiam tudo e tudo lhes é permitido. E a moça era um adulto, ao menos para mim, embora ela fosse realmente moça, aí pelos 15 anos ou pouco mais.
E chorava. Não abrindo o berreiro como as crianças, mas dolorosamente, e na certa misturando motivos. Mesmo assim fiquei imaginando a causa do seu pranto. Faltara à escola e por isso ficara sem sobremesa? Fora proibida de brincar na calçada? Queria ganhar uma bicicleta e fora convencida a continuar com o insípido velocípede?
Vi muita gente chorando depois, homens feitos, mulheres maduras. Eu mesmo, quando levo meus trancos, repito o menino que ia para debaixo da mesa de jantar para poder chorar sem passar recibo da minha dor. Hoje, ficaria feio esconder-me debaixo das mesas, mas sei que é um bom lugar para isso. Melhor do que a cama, onde devemos fazer outras coisas.
A moça que chorava não se escondera, chorava de mansinho, na verdade nem parecia estar chorando. Devia apenas estar muito triste porque misturava todos os motivos para a sua tristeza.
Carlos Heitor Cony
Nas frases que seguem, permute o termo sublinhado pela palavra ou expressão colocada entre parênteses e verifique a necessidade do sinal indicativo da crase.
1. Fui a Portugal. (Roma)
2. O ano de 1915 reproduziu os quadros lastimosos da seca. (cenas dolorosas)
3. Cheguei a tempo. (tarde)
4. Não me referia a esta menina. (aquela menina)
5. E o menino desrespeitou a professora. (obedeceu)
Assinale a alternativa que indica todas as frases em que há a necessidade de uso da crase.
Leia o texto.
A moça em prantos
O poeta encontrou uma pedra no meio do caminho, nunca esqueceu dessa pedra, que lhe deu assunto para o seu poema mais conhecido. Não sendo poeta, encontrei não uma, mas infinitas pedras no meio do caminho, e não só no meio, mas no início e no fim de cada caminho. Não me renderam um único poema, nem mesmo uma modesta crônica.
Mas jamais esqueci a primeira moça que vi chorando. Eu devia ter seis ou sete anos, achava que só as crianças podiam e deviam chorar, tinham motivos bastante para isso, desde as fraldas molhadas nos primeiros meses de existência até a inexpugnável barreira dos “não pode”, que emparedam a infância e criam neuras para o resto da vida.
Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza, pois os adultos podiam tudo e tudo lhes é permitido. E a moça era um adulto, ao menos para mim, embora ela fosse realmente moça, aí pelos 15 anos ou pouco mais.
E chorava. Não abrindo o berreiro como as crianças, mas dolorosamente, e na certa misturando motivos. Mesmo assim fiquei imaginando a causa do seu pranto. Faltara à escola e por isso ficara sem sobremesa? Fora proibida de brincar na calçada? Queria ganhar uma bicicleta e fora convencida a continuar com o insípido velocípede?
Vi muita gente chorando depois, homens feitos, mulheres maduras. Eu mesmo, quando levo meus trancos, repito o menino que ia para debaixo da mesa de jantar para poder chorar sem passar recibo da minha dor. Hoje, ficaria feio esconder-me debaixo das mesas, mas sei que é um bom lugar para isso. Melhor do que a cama, onde devemos fazer outras coisas.
A moça que chorava não se escondera, chorava de mansinho, na verdade nem parecia estar chorando. Devia apenas estar muito triste porque misturava todos os motivos para a sua tristeza.
Carlos Heitor Cony
Leia o texto.
A moça em prantos
O poeta encontrou uma pedra no meio do caminho, nunca esqueceu dessa pedra, que lhe deu assunto para o seu poema mais conhecido. Não sendo poeta, encontrei não uma, mas infinitas pedras no meio do caminho, e não só no meio, mas no início e no fim de cada caminho. Não me renderam um único poema, nem mesmo uma modesta crônica.
Mas jamais esqueci a primeira moça que vi chorando. Eu devia ter seis ou sete anos, achava que só as crianças podiam e deviam chorar, tinham motivos bastante para isso, desde as fraldas molhadas nos primeiros meses de existência até a inexpugnável barreira dos “não pode”, que emparedam a infância e criam neuras para o resto da vida.
Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza, pois os adultos podiam tudo e tudo lhes é permitido. E a moça era um adulto, ao menos para mim, embora ela fosse realmente moça, aí pelos 15 anos ou pouco mais.
E chorava. Não abrindo o berreiro como as crianças, mas dolorosamente, e na certa misturando motivos. Mesmo assim fiquei imaginando a causa do seu pranto. Faltara à escola e por isso ficara sem sobremesa? Fora proibida de brincar na calçada? Queria ganhar uma bicicleta e fora convencida a continuar com o insípido velocípede?
Vi muita gente chorando depois, homens feitos, mulheres maduras. Eu mesmo, quando levo meus trancos, repito o menino que ia para debaixo da mesa de jantar para poder chorar sem passar recibo da minha dor. Hoje, ficaria feio esconder-me debaixo das mesas, mas sei que é um bom lugar para isso. Melhor do que a cama, onde devemos fazer outras coisas.
A moça que chorava não se escondera, chorava de mansinho, na verdade nem parecia estar chorando. Devia apenas estar muito triste porque misturava todos os motivos para a sua tristeza.
Carlos Heitor Cony
Leia o texto.
A moça em prantos
O poeta encontrou uma pedra no meio do caminho, nunca esqueceu dessa pedra, que lhe deu assunto para o seu poema mais conhecido. Não sendo poeta, encontrei não uma, mas infinitas pedras no meio do caminho, e não só no meio, mas no início e no fim de cada caminho. Não me renderam um único poema, nem mesmo uma modesta crônica.
Mas jamais esqueci a primeira moça que vi chorando. Eu devia ter seis ou sete anos, achava que só as crianças podiam e deviam chorar, tinham motivos bastante para isso, desde as fraldas molhadas nos primeiros meses de existência até a inexpugnável barreira dos “não pode”, que emparedam a infância e criam neuras para o resto da vida.
Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza, pois os adultos podiam tudo e tudo lhes é permitido. E a moça era um adulto, ao menos para mim, embora ela fosse realmente moça, aí pelos 15 anos ou pouco mais.
E chorava. Não abrindo o berreiro como as crianças, mas dolorosamente, e na certa misturando motivos. Mesmo assim fiquei imaginando a causa do seu pranto. Faltara à escola e por isso ficara sem sobremesa? Fora proibida de brincar na calçada? Queria ganhar uma bicicleta e fora convencida a continuar com o insípido velocípede?
Vi muita gente chorando depois, homens feitos, mulheres maduras. Eu mesmo, quando levo meus trancos, repito o menino que ia para debaixo da mesa de jantar para poder chorar sem passar recibo da minha dor. Hoje, ficaria feio esconder-me debaixo das mesas, mas sei que é um bom lugar para isso. Melhor do que a cama, onde devemos fazer outras coisas.
A moça que chorava não se escondera, chorava de mansinho, na verdade nem parecia estar chorando. Devia apenas estar muito triste porque misturava todos os motivos para a sua tristeza.
Carlos Heitor Cony
Leia a anedota de Ziraldo em: O Livro do riso do Menino Maluquinho. Ela foi adaptada para essa questão.
Junim quebrou o braço e ficou um tempão com o braço na tipóia. Um dia, ele perguntou ao médico.
— Doutor, o senhor acha que depois que eu tirar o gesso eu vou conseguir tocar piano?
— Claro, meu filho - respondeu o médico.
— Que bom – disse Junim. — Antes eu não conseguia de jeito nenhum.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre o texto.
( ) O humor da anedota reside no fato de que a expectativa do leitor foi quebrada pela última fala de Junim.
( ) Todas as palavras do texto estão corretamente acentuadas.
( ) Os termos sublinhados estão separados por vírgula porque são apostos explicativos.
( ) A expressão “um dia” está separada por vírgula por se tratar de um adjunto adverbial deslocado.
( ) A expressão “ao médico”, no texto, é um termo integrante da oração, especificamente, um objeto indireto.
( ) O verbo “ficar” é considerado de ligação. Assim, ele forma predicado nominal. Exemplo disso tem-se no primeiro período do texto.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre as recentes tensões entre israelenses e palestinos.
( ) A decisão dos Estados Unidos de reconhecer a cidade de Jerusalém como capital de Israel dificulta ainda mais o entendimento entre israelenses e palestinos e aumenta a instabilidade no Oriente Médio.
( ) Donald Trump ordenou, em 2017, que a embaixada norte-americana fosse transferida de Telaviv para Jerusalém, atitude que foi seguida pelo Paraguai e pelo Brasil.
( ) A Assembleia Geral da ONU aprovou resolução contra o reconhecimento de Jerusalém pelos EUA, com o apoio de mais de uma centena de países.
( ) A resolução da ONU tem apenas um caráter simbólico, mas o episódio evidencia a rejeição internacional à decisão dos EUA e a Israel nessa questão.
( ) Diante da atitude das autoridades estadunidenses de transferir a embaixada para Jerusalém, as facções palestinas rivais, Fatah e Hamas, proclamaram o Estado Palestino.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Analise as afirmativas abaixo acerca das manifestações contemporâneas de intolerância.
1. A crise econômica e política e as distâncias culturais e sociais, dos últimos tempos, abrem espaços para discursos extremistas e impulsionam manifestações de intolerância.
2. No Brasil não há manifestações de intolerância explícita, pois os preconceitos se manifestam, quase sempre, em forma de anedota ou de brincadeira.
3. Entre as principais manifestações de intolerância dos nossos dias destacam-se o racismo, a homofobia, a xenofobia e os preconceitos religiosos.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre a atual crise enfrentada pelos venezuelanos.
( ) A valorização significativa do preço internacional do petróleo e o aumento das reservas venezuelanas têm permitido investimentos na geração de empregos e o retorno de muitos emigrantes ao seu país.
( ) A reeleição do presidente Nicolás Maduro em 2018 é considerada ilegítima por muitos venezuelanos e por muitos governos estrangeiros.
( ) A hiperinflação alimenta a pobreza e provoca a saída de milhares de venezuelanos, que buscam em países vizinhos como o Brasil, condições de vida mais favoráveis.
( ) Do ponto de vista político, a harmonia entre os poderes executivo, legislativo e judiciário tem sido a principal causa de sustentabilidade de Maduro no governo.
( ) O país sofre os efeitos da queda dos preços do petróleo, principal produto de exportação, fato que reduz drasticamente as possibilidades de investimentos.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Leia com atenção o texto apresentado a seguir.
________________________ , em vigor desde 2017, regulamenta a entrada de estrangeiros no Brasil, em substituição ao Estatuto do Estrangeiro. Assegura ao imigrante acesso a serviços públicos, participação no mercado de trabalho e no sistgema de ________________ . Apesar de a legislação ser considerada avançada, o Brasil tem poucos estrangeiros residentes, representando menos de 1% da população.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
1. Participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola.
2. Envolvimento das organizações não governamentais na definição do currículo escolar.
3. Participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes.
4. Participação dos vereadores nas definições relacionadas ao processo de avaliação da aprendizagem.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
A Base Nacional Comum Curricular do Ensino Fundamental é um documento:
1. Plural, contemporâneo, e estabelece com clareza o conjunto de aprendizagens essenciais e indispensáveis a que todos os estudantes, crianças, jovens e adultos têm direito.
2. Que faz com que as redes de ensino e instituições escolares públicas e particulares tenham uma referência nacional obrigatória para a elaboração ou adequação de seus currículos e propostas pedagógicas.
3. Que expressa o compromisso do Estado Brasileiro com a promoção de uma educação integral voltada ao acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento pleno de todos os estudantes, com respeito às diferenças e enfrentamento à discriminação e ao preconceito.
4. Valioso tanto para adequar ou construir seus currículos quanto para reafirmar o compromisso de todos com a redução das desigualdades educacionais no Brasil e a promoção da equidade e da qualidade das aprendizagens dos estudantes brasileiros.
5. Que apresenta uma concepção de aprendizagem ambientalista, pautada na perspectiva de desenvolvimento humano essencialista.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Analise o texto abaixo:
Ao longo da Educação Básica, as aprendizagens essenciais definidas na Base Nacional Comum Curricular devem concorrer para assegurar aos estudantes o desenvolvimento ______________________ , que consubstanciam, no âmbito pedagógico, os direitos de aprendizagem e desenvolvimento.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.
Consta na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996):
Caberá à União a coordenação da política nacional de educação, articulando os diferentes níveis e sistemas e exercendo função ______________________ em relação às demais instâncias educacionais.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.