Questões de Concurso Público MPE-AP 2026 para Técnico Ministerial — Especialidade: Apoio Administrativo

Foram encontradas 7 questões

Q4038423 Português

Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.


   A cabeça do caboclo é muito diferente da cabeça de quem mora na cidade e vive exposto aos meios de comunicação de massa. Caboclo é a gente mais real-fantasiosa que há. Ao mesmo tempo que é desconfiado, como seus ancestrais indígenas, é também muito crédulo. Admira a retórica na boca de gente elegante e enganadora. Concebe-se como o matuto não merecedor de privilégios dos entendidos. São sonhadores, mas sabem como ninguém que sonho é só para se sonhar e deve ficar sempre somente na ca- beça. Caboclo gosta mesmo é da orgia da mata, com a excelsa cantoria da passarinhada, de insetos, de répteis e de mamíferos selvagens ou domesticados. Embebeda-se com o cheiro das plantas nativas e capins ou árvores plantadas. Reverencia a água, uma de suas maiores fontes de alimentação. A natureza é sua maior sedutora e musa inspiradora. Caboclo não se casa. Junta-se. E comunga tudo com a(o) companheira(o): trabalho, esperança, sonhos, pesares, ignorâncias, enfados, boia, pirão, alegrias e prazeres caboclos. E nem precisa de cartório para legalizar as coisas. Vale a palavra de honra do caboclo. Cartório é coisa para o citadino, que deve se precaver do calote civilizado. Mas caboclo também não é santo. Mente. E quando mente, jura por todos os santos que está falando a verdade. Cruel é o coração que não lhe acredita. A mulher cabocla não engravida. Embucha. Fica de barriga. Emprenha. No mato, esta não sofre dos melindres da mulher urbana. Tudo o que vier a sentir faz parte da trama da multiplicação.  


(Adaptado de: SANTOS Janete. Ideologia cabloca. 61 cronistas do Amapá, 2020) 

A inversão sintática em “Cruel é o coração que não lhe acredita" tem como efeito principal: 
Alternativas
Q4038424 Português

Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.


   A cabeça do caboclo é muito diferente da cabeça de quem mora na cidade e vive exposto aos meios de comunicação de massa. Caboclo é a gente mais real-fantasiosa que há. Ao mesmo tempo que é desconfiado, como seus ancestrais indígenas, é também muito crédulo. Admira a retórica na boca de gente elegante e enganadora. Concebe-se como o matuto não merecedor de privilégios dos entendidos. São sonhadores, mas sabem como ninguém que sonho é só para se sonhar e deve ficar sempre somente na ca- beça. Caboclo gosta mesmo é da orgia da mata, com a excelsa cantoria da passarinhada, de insetos, de répteis e de mamíferos selvagens ou domesticados. Embebeda-se com o cheiro das plantas nativas e capins ou árvores plantadas. Reverencia a água, uma de suas maiores fontes de alimentação. A natureza é sua maior sedutora e musa inspiradora. Caboclo não se casa. Junta-se. E comunga tudo com a(o) companheira(o): trabalho, esperança, sonhos, pesares, ignorâncias, enfados, boia, pirão, alegrias e prazeres caboclos. E nem precisa de cartório para legalizar as coisas. Vale a palavra de honra do caboclo. Cartório é coisa para o citadino, que deve se precaver do calote civilizado. Mas caboclo também não é santo. Mente. E quando mente, jura por todos os santos que está falando a verdade. Cruel é o coração que não lhe acredita. A mulher cabocla não engravida. Embucha. Fica de barriga. Emprenha. No mato, esta não sofre dos melindres da mulher urbana. Tudo o que vier a sentir faz parte da trama da multiplicação.  


(Adaptado de: SANTOS Janete. Ideologia cabloca. 61 cronistas do Amapá, 2020) 

A caracterização do caboclo no texto revela uma construção identitária que: 
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Q4038425 Português

Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.


   A cabeça do caboclo é muito diferente da cabeça de quem mora na cidade e vive exposto aos meios de comunicação de massa. Caboclo é a gente mais real-fantasiosa que há. Ao mesmo tempo que é desconfiado, como seus ancestrais indígenas, é também muito crédulo. Admira a retórica na boca de gente elegante e enganadora. Concebe-se como o matuto não merecedor de privilégios dos entendidos. São sonhadores, mas sabem como ninguém que sonho é só para se sonhar e deve ficar sempre somente na ca- beça. Caboclo gosta mesmo é da orgia da mata, com a excelsa cantoria da passarinhada, de insetos, de répteis e de mamíferos selvagens ou domesticados. Embebeda-se com o cheiro das plantas nativas e capins ou árvores plantadas. Reverencia a água, uma de suas maiores fontes de alimentação. A natureza é sua maior sedutora e musa inspiradora. Caboclo não se casa. Junta-se. E comunga tudo com a(o) companheira(o): trabalho, esperança, sonhos, pesares, ignorâncias, enfados, boia, pirão, alegrias e prazeres caboclos. E nem precisa de cartório para legalizar as coisas. Vale a palavra de honra do caboclo. Cartório é coisa para o citadino, que deve se precaver do calote civilizado. Mas caboclo também não é santo. Mente. E quando mente, jura por todos os santos que está falando a verdade. Cruel é o coração que não lhe acredita. A mulher cabocla não engravida. Embucha. Fica de barriga. Emprenha. No mato, esta não sofre dos melindres da mulher urbana. Tudo o que vier a sentir faz parte da trama da multiplicação.  


(Adaptado de: SANTOS Janete. Ideologia cabloca. 61 cronistas do Amapá, 2020) 

Na expressão “gente mais real-fantasiosa que há”, o autor 
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Q4038426 Português

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   A cabeça do caboclo é muito diferente da cabeça de quem mora na cidade e vive exposto aos meios de comunicação de massa. Caboclo é a gente mais real-fantasiosa que há. Ao mesmo tempo que é desconfiado, como seus ancestrais indígenas, é também muito crédulo. Admira a retórica na boca de gente elegante e enganadora. Concebe-se como o matuto não merecedor de privilégios dos entendidos. São sonhadores, mas sabem como ninguém que sonho é só para se sonhar e deve ficar sempre somente na ca- beça. Caboclo gosta mesmo é da orgia da mata, com a excelsa cantoria da passarinhada, de insetos, de répteis e de mamíferos selvagens ou domesticados. Embebeda-se com o cheiro das plantas nativas e capins ou árvores plantadas. Reverencia a água, uma de suas maiores fontes de alimentação. A natureza é sua maior sedutora e musa inspiradora. Caboclo não se casa. Junta-se. E comunga tudo com a(o) companheira(o): trabalho, esperança, sonhos, pesares, ignorâncias, enfados, boia, pirão, alegrias e prazeres caboclos. E nem precisa de cartório para legalizar as coisas. Vale a palavra de honra do caboclo. Cartório é coisa para o citadino, que deve se precaver do calote civilizado. Mas caboclo também não é santo. Mente. E quando mente, jura por todos os santos que está falando a verdade. Cruel é o coração que não lhe acredita. A mulher cabocla não engravida. Embucha. Fica de barriga. Emprenha. No mato, esta não sofre dos melindres da mulher urbana. Tudo o que vier a sentir faz parte da trama da multiplicação.  


(Adaptado de: SANTOS Janete. Ideologia cabloca. 61 cronistas do Amapá, 2020) 

Na frase “Caboclo gosta mesmo é da orgia da mata”, a linguagem assume um tom de: 
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Q4038427 Português

Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.


   A cabeça do caboclo é muito diferente da cabeça de quem mora na cidade e vive exposto aos meios de comunicação de massa. Caboclo é a gente mais real-fantasiosa que há. Ao mesmo tempo que é desconfiado, como seus ancestrais indígenas, é também muito crédulo. Admira a retórica na boca de gente elegante e enganadora. Concebe-se como o matuto não merecedor de privilégios dos entendidos. São sonhadores, mas sabem como ninguém que sonho é só para se sonhar e deve ficar sempre somente na ca- beça. Caboclo gosta mesmo é da orgia da mata, com a excelsa cantoria da passarinhada, de insetos, de répteis e de mamíferos selvagens ou domesticados. Embebeda-se com o cheiro das plantas nativas e capins ou árvores plantadas. Reverencia a água, uma de suas maiores fontes de alimentação. A natureza é sua maior sedutora e musa inspiradora. Caboclo não se casa. Junta-se. E comunga tudo com a(o) companheira(o): trabalho, esperança, sonhos, pesares, ignorâncias, enfados, boia, pirão, alegrias e prazeres caboclos. E nem precisa de cartório para legalizar as coisas. Vale a palavra de honra do caboclo. Cartório é coisa para o citadino, que deve se precaver do calote civilizado. Mas caboclo também não é santo. Mente. E quando mente, jura por todos os santos que está falando a verdade. Cruel é o coração que não lhe acredita. A mulher cabocla não engravida. Embucha. Fica de barriga. Emprenha. No mato, esta não sofre dos melindres da mulher urbana. Tudo o que vier a sentir faz parte da trama da multiplicação.  


(Adaptado de: SANTOS Janete. Ideologia cabloca. 61 cronistas do Amapá, 2020) 

No trecho “Tudo o que vier a sentir faz parte da trama da multiplicação”, o verbo “vier está empregado no modo subjuntivo para: 
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Q4038428 Português

Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.



           A primeira força 


O tempo voa

descabelado

olhando para chuvas

e paredes esverdeadas.


O tempo é porto

de cidades que

nunca mais se erguerão

depois de janeiros

e fomes de amanhã. 


O tempo é uma tampa

de ferro lançada

violentamente

contra a dor

e a esperança.


O tempo é um livro

anfíbio de saudades

e silabas tonificadas

por dissabor

e quintais incendiados.


O tempo se perde

no tato e olfato

de uma tela arquitetada

para barcos

e beijos de amantes.


O tempo é um canhoto

entardecer iluminado

por solidões

reencharcadas

de frutos, futuros e fins


(Adaptado de: MIRAGAIA Júlio. Disponível

em: https://www.blogderocha.com.br)   

O titulo “A primeira força” relaciona-se com o poema por expressar:
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Q4038429 Português

Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.



           A primeira força 


O tempo voa

descabelado

olhando para chuvas

e paredes esverdeadas.


O tempo é porto

de cidades que

nunca mais se erguerão

depois de janeiros

e fomes de amanhã. 


O tempo é uma tampa

de ferro lançada

violentamente

contra a dor

e a esperança.


O tempo é um livro

anfíbio de saudades

e silabas tonificadas

por dissabor

e quintais incendiados.


O tempo se perde

no tato e olfato

de uma tela arquitetada

para barcos

e beijos de amantes.


O tempo é um canhoto

entardecer iluminado

por solidões

reencharcadas

de frutos, futuros e fins


(Adaptado de: MIRAGAIA Júlio. Disponível

em: https://www.blogderocha.com.br)   

O uso reiterado do presente do indicativo em “é”, “voa” e “se perde” confere ao poema: 
Alternativas
Respostas
1: D
2: A
3: B
4: E
5: C
6: D
7: A