Questões de Concurso Público MPU 2010 para Analista de Saúde - Psiquiatria
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1 A característica central da modernidade, não seria
demais repetir, é a institucionalização do universalismo — e
seu duplo, a igualdade — como princípio organizador da esfera
4 pública. Com base nesse pressuposto, argumento que, em nossa
sociedade, na esfera pública, duas formas de particularismo —
o das diferenças e o das relações pessoais — se reforçam e se
7 articulam em diversas arenas e situações, na produção e
reprodução de desigualdades sociais e simbólicas.
O particularismo das diferenças produz exclusão social e
10 simbólica, dificultando os sentimentos de pertencimento e
interdependência social, necessários para a efetiva
institucionalização do universalismo na esfera pública.
13 O particularismo das relações pessoais atravessa os novos
arranjos institucionais que vêm sendo propostos como
mecanismos de construção de novas formas de sociabilidade e
16 ação coletiva na esfera pública. Finalmente, considero que,
embora a formação de novos sujeitos sociais e políticos e de
arenas de participação da sociedade na formulação e gestão das
19 políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória histórica,
constitui, ao mesmo tempo, possibilidade aberta para outra
equação entre universalismo e particularismo na sociedade
22 brasileira.
Jeni Vaitsman. Desigualdades sociais e particularismos na sociedade brasileira. In: Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, n.º 18 (Suplemento), p. 38 (com adaptações).
Julgue os seguintes itens, a respeito dos sentidos e da organização do texto acima.
Na linha 19, é obrigatório o uso do verbo trazer no modo subjuntivo - "traga" - porque essa forma verbal integra uma oração iniciada pelo vocábulo "embora" (l.17).
1 A característica central da modernidade, não seria
demais repetir, é a institucionalização do universalismo — e
seu duplo, a igualdade — como princípio organizador da esfera
4 pública. Com base nesse pressuposto, argumento que, em nossa
sociedade, na esfera pública, duas formas de particularismo —
o das diferenças e o das relações pessoais — se reforçam e se
7 articulam em diversas arenas e situações, na produção e
reprodução de desigualdades sociais e simbólicas.
O particularismo das diferenças produz exclusão social e
10 simbólica, dificultando os sentimentos de pertencimento e
interdependência social, necessários para a efetiva
institucionalização do universalismo na esfera pública.
13 O particularismo das relações pessoais atravessa os novos
arranjos institucionais que vêm sendo propostos como
mecanismos de construção de novas formas de sociabilidade e
16 ação coletiva na esfera pública. Finalmente, considero que,
embora a formação de novos sujeitos sociais e políticos e de
arenas de participação da sociedade na formulação e gestão das
19 políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória histórica,
constitui, ao mesmo tempo, possibilidade aberta para outra
equação entre universalismo e particularismo na sociedade
22 brasileira.
Jeni Vaitsman. Desigualdades sociais e particularismos na sociedade brasileira. In: Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, n.º 18 (Suplemento), p. 38 (com adaptações).
Julgue os seguintes itens, a respeito dos sentidos e da organização do texto acima.
A coerência entre os argumentos apresentados no texto mostra que o pronome "seu" (l.3) refere-se a "universalismo" (l.2).
1 A característica central da modernidade, não seria
demais repetir, é a institucionalização do universalismo — e
seu duplo, a igualdade — como princípio organizador da esfera
4 pública. Com base nesse pressuposto, argumento que, em nossa
sociedade, na esfera pública, duas formas de particularismo —
o das diferenças e o das relações pessoais — se reforçam e se
7 articulam em diversas arenas e situações, na produção e
reprodução de desigualdades sociais e simbólicas.
O particularismo das diferenças produz exclusão social e
10 simbólica, dificultando os sentimentos de pertencimento e
interdependência social, necessários para a efetiva
institucionalização do universalismo na esfera pública.
13 O particularismo das relações pessoais atravessa os novos
arranjos institucionais que vêm sendo propostos como
mecanismos de construção de novas formas de sociabilidade e
16 ação coletiva na esfera pública. Finalmente, considero que,
embora a formação de novos sujeitos sociais e políticos e de
arenas de participação da sociedade na formulação e gestão das
19 políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória histórica,
constitui, ao mesmo tempo, possibilidade aberta para outra
equação entre universalismo e particularismo na sociedade
22 brasileira.
Jeni Vaitsman. Desigualdades sociais e particularismos na sociedade brasileira. In: Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, n.º 18 (Suplemento), p. 38 (com adaptações).
Julgue os seguintes itens, a respeito dos sentidos e da organização do texto acima.
De acordo com as normas de pontuação, seria correto empregar, nas linhas 2 e 3, vírgulas no lugar dos travessões; entretanto, nesse caso, a leitura e a compreensão do trecho poderiam ser prejudicadas, dada a existência da vírgula empregada após "duplo", no interior do trecho destacado entre travessões.
1 A característica central da modernidade, não seria
demais repetir, é a institucionalização do universalismo — e
seu duplo, a igualdade — como princípio organizador da esfera
4 pública. Com base nesse pressuposto, argumento que, em nossa
sociedade, na esfera pública, duas formas de particularismo —
o das diferenças e o das relações pessoais — se reforçam e se
7 articulam em diversas arenas e situações, na produção e
reprodução de desigualdades sociais e simbólicas.
O particularismo das diferenças produz exclusão social e
10 simbólica, dificultando os sentimentos de pertencimento e
interdependência social, necessários para a efetiva
institucionalização do universalismo na esfera pública.
13 O particularismo das relações pessoais atravessa os novos
arranjos institucionais que vêm sendo propostos como
mecanismos de construção de novas formas de sociabilidade e
16 ação coletiva na esfera pública. Finalmente, considero que,
embora a formação de novos sujeitos sociais e políticos e de
arenas de participação da sociedade na formulação e gestão das
19 políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória histórica,
constitui, ao mesmo tempo, possibilidade aberta para outra
equação entre universalismo e particularismo na sociedade
22 brasileira.
Jeni Vaitsman. Desigualdades sociais e particularismos na sociedade brasileira. In: Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, n.º 18 (Suplemento), p. 38 (com adaptações).
Julgue os seguintes itens, a respeito dos sentidos e da organização do texto acima.
Na estrutura sintática em que ocorre, a preposição "em" (l.7) poderia ser omitida, o que não prejudicaria a coerência nem a correção gramatical do texto, pois a preposição ficaria subentendida.
A respeito dos princípios fundamentais, da aplicabilidade das normas constitucionais e dos direitos sociais, julgue os itens a seguir.
Sendo os direitos fundamentais válidos tanto para as pessoas físicas quanto para as jurídicas, não há, na Constituição Federal de 1988 (CF), exemplo de garantia desses direitos que se destine exclusivamente às pessoas físicas.
A respeito dos princípios fundamentais, da aplicabilidade das normas constitucionais e dos direitos sociais, julgue os itens a seguir.
A dignidade da pessoa humana, um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, apresenta-se como direito de proteção individual em relação ao Estado e aos demais indivíduos e como dever fundamental de tratamento igualitário dos próprios semelhantes.
A respeito dos princípios fundamentais, da aplicabilidade das normas constitucionais e dos direitos sociais, julgue os itens a seguir.
O livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, desde que atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer, é norma constitucional de eficácia contida; portanto, o legislador ordinário atua para tornar exercitável o direito nela previsto.
Na linha 4, para se evitar a repetição de “que”, seria adequado substituir o trecho “que classificar” (l.4-5) por ao classificar, preservando-se tanto a coerência textual quanto a correção gramatical do texto.
Subentende-se da argumentação do texto que “os picos” (l.6) correspondem aos mais salientes indicadores de classes — a privilegiada e a não privilegiada —, referidos no texto também como “extremos” (l.5) e “polos” (l.7).
Na linha 11, a ausência de sinal indicativo de crase no segmento “a classes” indica que foi empregada apenas a preposição a, exigida pelo verbo dar, sem haver emprego do artigo feminino.
Preservam-se as relações argumentativas do texto bem como sua correção gramatical, caso se inicie o último período por Ainda, em lugar de “Mesmo” (l.20).
De acordo com a argumentação do texto, a diferenciação das classes em “dois níveis polares” (l.1-2), como dois extremos, não atende à complexidade de classes da sociedade brasileira, mas é comum ao “mundo das estatísticas” (l.8-9) e ao “mundo do imaginário social” (l.9-10).
O uso da forma verbal “se trata” (l.3), no singular, atende às regras de concordância com o termo “um corte epistemológico” (l.4) e seriam mantidas a coerência entre os argumentos e a correção gramatical do texto se fosse usado o termo no plural, cortes epistemológicos, desde que o verbo fosse flexionado no plural: se tratam.
Com relação aos procuradores-gerais, julgue os próximos itens.
Cabe ao procurador-geral da República, como chefe do Ministério Público Federal, decidir, em grau de recurso, conflitos de atribuições entre órgãos componentes da estrutura do Ministério Público Federal.
Com relação aos procuradores-gerais, julgue os próximos itens.
O presidente da República, no uso de suas atribuições de chefe de Estado, nomeia o procurador-geral de justiça nos estados, o procurador-geral militar e o procurador-geral do trabalho.
Com relação aos procuradores-gerais, julgue os próximos itens.
A destituição do procurador-geral de justiça do Distrito Federal e territórios exige a deliberação da maioria absoluta dos membros da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
1 Hipermodernidade é o termo usado para denominar a
realidade contemporânea, caracterizada pela cultura do
excesso, do acréscimo sempre quantitativo de bens materiais,
4 de coisas consumíveis e descartáveis. Dentro desse contexto,
todas as interações humanas, marcadas pela doença crônica da
falta de tempo disponível e da ausência de autêntica integração
7 existencial, se tornam intensas e urgentes. O movimento da
vida passa a ser uma efervescência constante e as mudanças a
ocorrer em ritmo quase esquizofrênico, determinando os
10 valores fugidios de uma ordem temporal marcada pela
efemeridade. Como tentativas de acompanhar essa velocidade
vertiginosa que marca o processo de constituição da sociedade
13 hipermoderna, surge a flexibilidade do mundo do trabalho e a
fluidez das relações interpessoais. O indivíduo da “cultura”
tecnicista vivencia uma situação paradoxal: ao mesmo tempo
16 em que lhe são ofertados continuamente os recursos para
que possa gozar efetivamente as dádivas materiais da vida,
ocorre, no entanto, a impossibilidade de se desfrutar
19 plenamente desses recursos.
Renato Nunes Bittencourt. Consumo para o vazio existencial.
In: Filosofia, ano V, n. 48, p. 46-8 (com adaptações)
Julgue os itens a seguir, com relação às ideias e aspectos linguísticos do texto.
A forma verbal "surge" (l.13) está flexionada no singular porque estabelece relação de concordância com o conjunto das ideias que compõem a oração anterior.
1 Hipermodernidade é o termo usado para denominar a
realidade contemporânea, caracterizada pela cultura do
excesso, do acréscimo sempre quantitativo de bens materiais,
4 de coisas consumíveis e descartáveis. Dentro desse contexto,
todas as interações humanas, marcadas pela doença crônica da
falta de tempo disponível e da ausência de autêntica integração
7 existencial, se tornam intensas e urgentes. O movimento da
vida passa a ser uma efervescência constante e as mudanças a
ocorrer em ritmo quase esquizofrênico, determinando os
10 valores fugidios de uma ordem temporal marcada pela
efemeridade. Como tentativas de acompanhar essa velocidade
vertiginosa que marca o processo de constituição da sociedade
13 hipermoderna, surge a flexibilidade do mundo do trabalho e a
fluidez das relações interpessoais. O indivíduo da “cultura”
tecnicista vivencia uma situação paradoxal: ao mesmo tempo
16 em que lhe são ofertados continuamente os recursos para
que possa gozar efetivamente as dádivas materiais da vida,
ocorre, no entanto, a impossibilidade de se desfrutar
19 plenamente desses recursos.
Renato Nunes Bittencourt. Consumo para o vazio existencial.
In: Filosofia, ano V, n. 48, p. 46-8 (com adaptações)
Julgue os itens a seguir, com relação às ideias e aspectos linguísticos do texto.
O uso da preposição "em", na linha 16, é obrigatório para marcar a relação estabelecida com a forma verbal "vivencia" (l.15); por isso, a omissão dessa preposição provocaria erro gramatical e impossibilitaria a retomada do referente do pronome "que" (l.16).
1 Hipermodernidade é o termo usado para denominar a
realidade contemporânea, caracterizada pela cultura do
excesso, do acréscimo sempre quantitativo de bens materiais,
4 de coisas consumíveis e descartáveis. Dentro desse contexto,
todas as interações humanas, marcadas pela doença crônica da
falta de tempo disponível e da ausência de autêntica integração
7 existencial, se tornam intensas e urgentes. O movimento da
vida passa a ser uma efervescência constante e as mudanças a
ocorrer em ritmo quase esquizofrênico, determinando os
10 valores fugidios de uma ordem temporal marcada pela
efemeridade. Como tentativas de acompanhar essa velocidade
vertiginosa que marca o processo de constituição da sociedade
13 hipermoderna, surge a flexibilidade do mundo do trabalho e a
fluidez das relações interpessoais. O indivíduo da “cultura”
tecnicista vivencia uma situação paradoxal: ao mesmo tempo
16 em que lhe são ofertados continuamente os recursos para
que possa gozar efetivamente as dádivas materiais da vida,
ocorre, no entanto, a impossibilidade de se desfrutar
19 plenamente desses recursos.
Renato Nunes Bittencourt. Consumo para o vazio existencial.
In: Filosofia, ano V, n. 48, p. 46-8 (com adaptações)
Julgue os itens a seguir, com relação às ideias e aspectos linguísticos do texto.
Entende-se da leitura do texto que a "realidade contemporânea" (l.2) caracteriza-se pela velocidade vertiginosa e pelo acúmulo de bens materiais, assim como pela ausência de integração existencial e falta de tempo para usufruir "as dádivas materiais da vida" (l.17).
1 Hipermodernidade é o termo usado para denominar a
realidade contemporânea, caracterizada pela cultura do
excesso, do acréscimo sempre quantitativo de bens materiais,
4 de coisas consumíveis e descartáveis. Dentro desse contexto,
todas as interações humanas, marcadas pela doença crônica da
falta de tempo disponível e da ausência de autêntica integração
7 existencial, se tornam intensas e urgentes. O movimento da
vida passa a ser uma efervescência constante e as mudanças a
ocorrer em ritmo quase esquizofrênico, determinando os
10 valores fugidios de uma ordem temporal marcada pela
efemeridade. Como tentativas de acompanhar essa velocidade
vertiginosa que marca o processo de constituição da sociedade
13 hipermoderna, surge a flexibilidade do mundo do trabalho e a
fluidez das relações interpessoais. O indivíduo da “cultura”
tecnicista vivencia uma situação paradoxal: ao mesmo tempo
16 em que lhe são ofertados continuamente os recursos para
que possa gozar efetivamente as dádivas materiais da vida,
ocorre, no entanto, a impossibilidade de se desfrutar
19 plenamente desses recursos.
Renato Nunes Bittencourt. Consumo para o vazio existencial.
In: Filosofia, ano V, n. 48, p. 46-8 (com adaptações)
Julgue os itens a seguir, com relação às ideias e aspectos linguísticos do texto.
A ausência de vírgula depois de "vertiginosa" (l.12) indica que a oração iniciada por "que marca" (l.12) restringe a ideia de "velocidade vertiginosa" (l.11-12).