Questões de Concurso Comentadas sobre meio ambiente e saúde pública em saúde pública

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Q3657503 Saúde Pública

Por Que o Câncer de Pulmão Deixou de Ser Apenas "Coisa de Fumante"


O câncer de pulmão, tradicionalmente associado ao tabagismo, tem apresentado um perfil de pacientes em transformação nas últimas décadas. Hoje, a doença afeta mais mulheres, pessoas mais jovens e também aquelas que nunca fumaram, revelando novos fatores de risco que ultrapassam o hábito de fumar o cigarro comum. Entre eles, destacam-se o uso crescente de cigarros eletrônicos e a exposição à poluição.


Os dispositivos eletrônicos, cada vez mais comuns especialmente entre jovens, liberam aerossóis com múltiplas substâncias potencialmente tóxicas. Estudos recentes identificaram, inclusive, níveis elevados de metais pesados e outras toxinas em dispositivos descartáveis, o que preocupa especialistas e órgãos de vigilância sanitária, dada a falta de padronização e controle desses produtos, cuja venda é proibida no Brasil.


Outro fator que ajuda a explicar o surgimento do câncer de pulmão em não fumantes é a poluição atmosférica, sobretudo as partículas finas e poluentes provenientes do tráfego de veículos automotores. Pesquisas europeias mostraram uma associação consistente entre a exposição crônica a esses poluentes e o aumento da incidência de câncer de pulmão, efeito que também é observado entre pessoas que nunca fumaram, tema abordado em artigo publicado neste espaço em 2023.


Do ponto de vista clínico e de saúde pública, compreender esse novo perfil do câncer de pulmão leva a duas prioridades: a necessidade de ampliar as políticas de controle do tabaco para incluir dispositivos eletrônicos, com regulamentações e fiscalizações mais rigorosas, e a integração da qualidade do ar e da exposição ocupacional nas estratégias de prevenção, por meio do monitoramento ambiental e de ações para reduzir emissões em áreas urbanas. Essas iniciativas têm o potencial de proteger populações inteiras e reduzir a carga da doença a médio prazo.


Apesar da mudança no perfil epidemiológico, vale destacar que o câncer de pulmão ainda é, em grande parte, evitável. A combinação entre tabagismo tradicional, novos produtos eletrônicos e poluição do ar explica a evolução da doença, reforçando a urgência de ações coordenadas para frear essa tendência e proteger as gerações futuras.


Em escala global, o câncer de pulmão segue com índices alarmantes. Estimativas mais recentes indicam que esse número já chegou a 2,5 milhões de novos casos anuais, um avanço que evidencia a magnitude do problema no mundo.


No Brasil, as projeções do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para este ano apontam para mais de 32 mil novos diagnósticos. A distribuição por sexo e região revela desigualdades importantes e reforça a necessidade de tratar a doença como uma prioridade estratégica de saúde pública, para um dos tumores mais incidentes no país.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/08/por-que-o-cancer-de-pulmao -deixou-de-ser-apenas-coisa-de-fumante/

A mudança no perfil do câncer de pulmão exige que tanto a prática clínica quanto a saúde pública adaptem suas estratégias. Mais do que apenas considerar fatores individuais, torna-se necessário refletir sobre ações coletivas capazes de reduzir a incidência da doença. Nesse contexto, qual medida se mostra coerente com as prioridades destacadas no texto?
Alternativas
Q3657502 Saúde Pública

Por Que o Câncer de Pulmão Deixou de Ser Apenas "Coisa de Fumante"


O câncer de pulmão, tradicionalmente associado ao tabagismo, tem apresentado um perfil de pacientes em transformação nas últimas décadas. Hoje, a doença afeta mais mulheres, pessoas mais jovens e também aquelas que nunca fumaram, revelando novos fatores de risco que ultrapassam o hábito de fumar o cigarro comum. Entre eles, destacam-se o uso crescente de cigarros eletrônicos e a exposição à poluição.


Os dispositivos eletrônicos, cada vez mais comuns especialmente entre jovens, liberam aerossóis com múltiplas substâncias potencialmente tóxicas. Estudos recentes identificaram, inclusive, níveis elevados de metais pesados e outras toxinas em dispositivos descartáveis, o que preocupa especialistas e órgãos de vigilância sanitária, dada a falta de padronização e controle desses produtos, cuja venda é proibida no Brasil.


Outro fator que ajuda a explicar o surgimento do câncer de pulmão em não fumantes é a poluição atmosférica, sobretudo as partículas finas e poluentes provenientes do tráfego de veículos automotores. Pesquisas europeias mostraram uma associação consistente entre a exposição crônica a esses poluentes e o aumento da incidência de câncer de pulmão, efeito que também é observado entre pessoas que nunca fumaram, tema abordado em artigo publicado neste espaço em 2023.


Do ponto de vista clínico e de saúde pública, compreender esse novo perfil do câncer de pulmão leva a duas prioridades: a necessidade de ampliar as políticas de controle do tabaco para incluir dispositivos eletrônicos, com regulamentações e fiscalizações mais rigorosas, e a integração da qualidade do ar e da exposição ocupacional nas estratégias de prevenção, por meio do monitoramento ambiental e de ações para reduzir emissões em áreas urbanas. Essas iniciativas têm o potencial de proteger populações inteiras e reduzir a carga da doença a médio prazo.


Apesar da mudança no perfil epidemiológico, vale destacar que o câncer de pulmão ainda é, em grande parte, evitável. A combinação entre tabagismo tradicional, novos produtos eletrônicos e poluição do ar explica a evolução da doença, reforçando a urgência de ações coordenadas para frear essa tendência e proteger as gerações futuras.


Em escala global, o câncer de pulmão segue com índices alarmantes. Estimativas mais recentes indicam que esse número já chegou a 2,5 milhões de novos casos anuais, um avanço que evidencia a magnitude do problema no mundo.


No Brasil, as projeções do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para este ano apontam para mais de 32 mil novos diagnósticos. A distribuição por sexo e região revela desigualdades importantes e reforça a necessidade de tratar a doença como uma prioridade estratégica de saúde pública, para um dos tumores mais incidentes no país.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/08/por-que-o-cancer-de-pulmao -deixou-de-ser-apenas-coisa-de-fumante/

Mudanças no comportamento epidemiológico de determinadas doenças revelam como fatores sociais, culturais e ambientais podem alterar os grupos mais afetados ao longo do tempo. No caso do câncer de pulmão, os dados mais recentes apontam que sua ocorrência não se limita mais ao perfil clássico do fumante inveterado. Diante dessa transformação, qual interpretação se mostra coerente com o texto apresentado?
Alternativas
Q3657480 Saúde Pública
Doenças como dengue, Zika e chikungunya, são transmitidas pela picada de mosquito, que se reproduz em água parada e limpa. O conhecimento do ciclo de vida do vetor é essencial para o planejamento de estratégias preventivas. O controle da proliferação do mosquito é uma medida central na prevenção dessas doenças, já que ainda não há tratamento antiviral específico universalmente disponível.
Dentre as opções citadas abaixo, assinale a alternativa que corresponde a uma medida preventiva que interrompe o ciclo de vida do mosquito.
Alternativas
Q3654187 Saúde Pública
O Agente Comunitário de Saúde (ACS) desempenha papel fundamental na promoção da saúde e na prevenção de doenças transmissíveis, como a malária. Cabe ao ACS orientar a comunidade sobre medidas eficazes para o controle do vetor da doença. Com base nessa atribuição, assinale a alternativa que apresenta corretamente a sequência, considerando V (Verdadeiro) ou F (Falso):

( ) O uso de mosquiteiros impregnados com inseticida de longa duração é considerado uma medida ineficaz e não deve ser recomendado pelo ACS.
( ) O ACS deve orientar a comunidade sobre a importância da limpeza das margens dos criadouros e pequenas obras de saneamento, como drenagem e aterro.
( ) A borrifação residual intradomiciliar é uma das medidas coletivas recomendadas para controle do vetor da malária. 
Alternativas
Q3652722 Saúde Pública
O Controle Integrado de Vetores e Pragas Urbanas visa reduzir os riscos à saúde pública e manter a qualidade sanitária de alimentos e ambientes. Essa abordagem consiste em um sistema:
Alternativas
Q3650196 Saúde Pública
Em época de aumento de casos de arboviroses, o agente organiza ações de campo junto à equipe. Qual a prioridade CORRETA de controle?
Alternativas
Q3650191 Saúde Pública
Durante a visita domiciliar, o agente percebe que uma criança asmática vive em ambiente fechado com presença de mofo. A orientação CORRETA a ser reforçada à família está na opção
Alternativas
Q3650190 Saúde Pública
Durante a visita domiciliar, o agente orienta moradores sobre a prevenção da hepatite A, doença transmitida principalmente por água e alimentos contaminados. Assinale a alternativa que apresenta a conduta CORRETA.
Alternativas
Q3650189 Saúde Pública
Após enchente, durante a limpeza das casas alagadas, o agente orienta as famílias sobre riscos de leptospirose. A conduta CORRETA a ser seguida é
Alternativas
Q3650188 Saúde Pública
Durante a inspeção em um quarteirão com tambores descobertos e sucata acumulada, o agente identifica grande quantidade de focos de Aedes. A afirmativa que apresenta a ação CORRETA a ser realizada é
Alternativas
Q3650187 Saúde Pública
Durante a visita domiciliar, uma gestante que mora em área com circulação de Zika, solicita orientações de proteção pessoal e no ambiente da casa. O agente deverá ensinar a conduta CORRETA que é 
Alternativas
Q3650181 Saúde Pública
Em área de risco, após várias visitas a casas que contêm caixas e baldes de água, famílias relatam diarreia em crianças. Qual a orientação a ser divulgada?
Alternativas
Q3649850 Saúde Pública
Em recebimento de lácteos e carnes resfriadas, a conferência deve registrar condições do lote. Assinale o procedimento CORRETO.
Alternativas
Q3649756 Saúde Pública
Teníase e cisticercose compõem complexo zoonótico com interface entre abate, saneamento e educação sanitária. Em comunidades rurais, qual conjunto de medidas reflete abordagem efetiva?
Alternativas
Q3649551 Saúde Pública
Na copa, ao lavar pratos e talheres à mão, qual a sequência de ações que garantem boa limpeza e segurança alimentar?
Alternativas
Q3648361 Saúde Pública
Os escorpiões são considerados peçonhentos, pois possuem veneno e podem inoculá-lo através do ferrão. O quadro clínico do envenenamento pode variar, pois depende de diversos fatores. Os acidentes são mais frequentes na primavera e verão, quando há o aumento natural da população de escorpiões em função do período de reprodução. São medidas preventivas para o controle de escorpiões, EXCETO:
Alternativas
Q3644917 Saúde Pública
Segundo a Resolução da Diretoria Colegiada nº 216/2004 da ANVISA, qual das medidas abaixo é considerada uma exigência fundamental para garantir a segurança higiênico-sanitária no processamento dos alimentos em serviços de alimentação?
Alternativas
Q3644799 Saúde Pública
Os Agentes de Combate às Endemias (ACE) exercem atividades de vigilância, prevenção e controle de doenças como a Leptospirose. Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir:

I- O ser humano é apenas hospedeiro acidental dentro da cadeia de transmissão.
II- Para controlar a população de roedores, os ACE podem orientar a população durante as visitas domiciliares que as latas de lixo devem ser bem vedadas, e seu conteúdo destinado ao serviço de coleta público.
III- Como estratégia de combate, deve haver intensificação das ações de educação em saúde nessas áreas, com ênfase nas medidas de antirratização.
IV- O efetivo controle de roedores e da leptospirose, em primeira instância, independe das melhorias das condições de saneamento ambiental e de habitação.

É CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Q3644796 Saúde Pública
Em relação à vigilância e controle do vetor Aedes aegypti, analise as afirmativas a seguir:

I- A vigilância malacológica é uma ação realizada pelas equipes municipais de saúde, com o intuito de realizar o levantamento de informações dos insetos vetores e sua interação com o ambiente.
II- Para o controle do Aedes aegypti, devem ser orientadas medidas para evitar a transmissão dos arbovírus, aí incluídas medidas individuais como o uso de telas e repelentes pelos pacientes durante o período de viremia, a fim de se evitar novas transmissões, em especial para os familiares e vizinhos.
III- As principais práticas para o controle de vetores são: controle biológico (uso de parasitas, patógenos, predadores naturais ou moléculas biológicas); legal (quando ocorre instituição de normas ou medidas legais); químico (utilização de inseticidas para controle de insetos de acordo com a fase – larva ou adulta – e os hábitos do vetor).

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3644795 Saúde Pública
Os Agentes de Combate às Endemias (ACE) atuam diretamente na prevenção e controle de doenças e dessa forma impactam positivamente nos determinantes e condicionantes de saúde. Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir:

I- Não cabe aos ACE atuar sobre fatores comportamentais, ou seja, orientar sobre práticas preventivas das arboviroses. Esta atuação é privativa dos Agentes Comunitários de Saúde.
II- Quanto às condições de vida e trabalho, a atuação dos ACE também envolve a análise das condições de moradia, saneamento e higiene, buscando identificar vulnerabilidades que possam favorecer a ocorrência de doenças endêmicas. Eles também podem orientar sobre a importância de hábitos saudáveis e a prevenção de riscos em ambientes de trabalho.
III- Acerca dos fatores ambientais, os ACE atuam no controle de vetores, como o Aedes aegypti, combatendo seus criadouros e melhorando as condições sanitárias do ambiente.
IV- A atuação dos ACE promove a conscientização da população sobre hábitos saudáveis, saneamento básico e prevenção de doenças, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Respostas
721: D
722: C
723: A
724: A
725: C
726: D
727: E
728: B
729: D
730: A
731: C
732: B
733: C
734: E
735: C
736: E
737: D
738: E
739: A
740: C