Questões de Concurso Comentadas sobre psiquiatria

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Q3833352 Psiquiatria
Qual o Transtorno de Personalidade que apresenta como características centrais um padrão de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia? 
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Q3833351 Psiquiatria
De acordo com a 5ª Edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5-TR), da Associação Americana de Psiquiatria, o transtorno de pânico é caracterizado por ataques recorrentes e inesperados de pânico, que são surtos abruptos de medo ou desconforto intenso que alcança um pico em minutos e que deve estar associado a pelo menos quatro entre treze possíveis sintomas.
Segundo este manual, todas as opções abaixo podem ser considerados sintomas possíveis, EXCETO:
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Q3833350 Psiquiatria
Não é novidade que alguns efeitos extrapiramidais podem ser induzidos por antipsicóticos (AP). Este efeito adverso está mais relacionado aos AP típicos ou de primeira geração. Já, em relação aos atípicos ou de segunda geração, uma outra complicação tem sido motivo de maior preocupação.
Assinale-a.
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Q3833349 Psiquiatria
Paciente de 75 anos, do sexo masculino, com diagnóstico de depressão há 5 anos, comparece em sua consulta psiquiátrica regular, queixando-se de que, há 6 meses, o seu sono tem sido muito ruim. Tem apresentado vários despertares ao longo da noite e demorado em torno de 30 minutos a 1 hora para conseguir retomar o sono. Seu último episódio depressivo foi há 2 anos e, desde então, tem se sentido bem, em remissão total dos sintomas com o uso regular de vortioxetina 20mg/dia. Paciente é cardiopata, diabético e obeso. Recentemente fez uma polissonografia que descartou uma possível síndrome de apneia obstrutiva do sono.
Dentre as medicações abaixo, qual seria a melhor opção para o tratamento da insônia deste paciente?
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Q3833348 Psiquiatria
Dentre as opções abaixo, qual seria o estabilizador de humor mais indicado para o tratamento da depressão em um bipolar do tipo I?
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Q3833347 Psiquiatria
São considerados sinais de um comportamento catatônico na esquizofrenia: 
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Q3820297 Psiquiatria
Em relação ao diagnóstico e ao manejo das emergências psiquiátricas, assinale a alternativa INCORRETA. 
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Q3820296 Psiquiatria
Em relação às psicoterapias utilizadas no tratamento dos transtornos de personalidade, assinale a alternativa correta.
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Q3820295 Psiquiatria
A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), adotada pelo Ministério da Saúde, oferece um modelo abrangente para compreender o impacto dos transtornos mentais na funcionalidade das pessoas. Sobre a aplicação da CIF no contexto da Psiquiatria, assinale a alternativa INCORRETA. 
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Q3820293 Psiquiatria
Mulher de 19 anos apresenta episódios recorrentes de compulsão alimentar seguidos de comportamentos compensatórios, como vômitos autoinduzidos, ocorrendo pelo menos uma vez por semana nos últimos três meses. Ela demonstra grande preocupação com o peso e a forma corporal. Sobre esse caso, assinale a alternativa correta. 
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Q3820292 Psiquiatria
Sobre diagnóstico e tratamento dos transtornos relacionados ao uso de álcool e outras substâncias psicoativas, assinale a alternativa INCORRETA.
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Q3814993 Psiquiatria
Mulher de 34 anos procura o pronto atendimento relatando febre, feridas de difícil cicatrização e episódios recorrentes de fraqueza. Afirma ser portadora de HIV e apresenta dois exames recentes com carga viral indetectável e contagem de CD4+ normal. Relata internações repetidas por infecções não confirmadas e múltiplos tratamentos prévios. Ao exame físico, nota-se presença de lesões em diferentes estágios de cicatrização, em locais de fácil acesso manual. Durante visita domiciliar, observam-se medicamentos e substâncias químicas não prescritas.
Considerando o quadro descrito e os princípios éticos e farmacológicos envolvidos, qual conduta é mais adequada? 
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Q4233103 Psiquiatria
A partir do movimento da Reforma Psiquiátrica, a enfermagem passou a engajar-se de maneira mais ativa na área da saúde mental, exercendo a profissão com maior autonomia. Os enfermeiros passaram a exercer seus papéis contribuindo para a efetivação da mudança paradigmática que objetivou a superação do modelo assistencial institucionalizante. Referente ao contexto vigente pré Reforma Psiquiátrica, a atuação do enfermeiro caracterizava-se por:  
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Q4232640 Psiquiatria
A família leva sua filha Rosa, de 15 anos, para a emergência, após a menina ingerir todo o frasco de um antidepressivo, que vinha usando após o diagnóstico de depressão. Antes de ingerir, Rosa fez chamada de vídeo para seu grupo de amigas para compartilhar o feito, o que fez com que todas avisassem suas respectivas famílias. A clínica identifica este fenômeno como:
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Q4227567 Psiquiatria
Homem, 76 anos de idade, com histórico de hipertensão e fibrilação atrial, é trazido ao ambulatório pelos filhos por apresentar, há 8 meses, dificuldade de memória, piora do equilíbrio e episódios de irritabilidade. Nas últimas semanas, passou a ter comportamento social inadequado, como rir sem motivo e retirar roupas em locais públicos, além de episódios de incontinência urinária. Ao exame físico, apresenta-se consciente, desinibido, com discurso tangencial. Marcha apraxia. MEEM: 20/30. O teste do desenho do relógio foi profundamente desorganizado.
• RM de encéfalo (FLAIR e T2): múltiplas áreas hiperintensas na substância branca periventricular e nos núcleos da base, além de rarefação da substância branca frontoparietal.
• EEG: ritmo de base desorganizado, sem atividade epileptiforme.
• Líquor: pressão normal, sem pleocitose, proteínas e glicose normais.
• Exames laboratoriais: TSH, B12 e VDRL não reagentes ou normais.

Com base no quadro clínico descrito e nos achados complementares, qual o diagnóstico mais provável? 
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Q4227565 Psiquiatria
        Homem branco, 71 anos de idade, casado, engenheiro (sócio proprietário de empresa de construção civil), residente em São Paulo. Solicita uma consulta, em consultório particular, para obter uma terceira opinião sobre o seu caso. Comparece acompanhado da esposa, mas ele próprio fornece as informações de anamnese com boa precisão. Conta que, no último ano, tem notado lapsos de memória, particularmente para fatos recentes, e dificuldades para encontrar palavras durante uma conversa informal – sintomas que parecem ter se acentuado ao longo do tempo. Apesar disso, continua com capacidade plena para exercer atividades diárias, inclusive aquelas relacionadas ao exercício de sua profissão, embora hoje não tenha mais tantas atribuições, pois o trabalho operacional é realizado por sua equipe. Mantém suas rotinas esportivas (joga tênis, faz caminhadas) e sociais (frequenta concertos de música clássica e aprecia reunir-se com amigos em restaurantes). Não se considera deprimido, mas reconhece estar preocupado com os sintomas cognitivos. Sua esposa corrobora a impressão de que os esquecimentos não causam incapacitação, mas são perceptíveis em situações cotidianas.

       Em uma primeira consulta com seu médico generalista, foi assegurado de que estaria bem clinicamente, eutrófico e com parâmetros de saúde normais. Relata hipertensão leve e dislipidemia (controladas); nega diabetes melito, hipotireoidismo ou outras condições clínicas. Tem boa acuidade auditiva e visual, com lentes corretivas. Faz uso de metoprolol (50 mg/dia), ácido acetil salicílico (100 mg/dia) e rosuvastatina (10 mg/dia). É filho único e sua mãe, com 94 anos de idade, tem boa saúde, mas já demonstra sinais de senilidade. Quando insistiu sobre sua preocupação com as falhas de memória, somadas ao fato de que seu pai faleceu com demência aos 82 anos de idade, o médico lhe recomendou consultar um neurologista.

      Nesta consulta, apesar de não identificar anormalidades no exame neurológico e de ter apresentado desempenho satisfatório em teste de rastreio cognitivo (28 pontos no teste cognitivo de Montreal), foram solicitados outros exames. A avaliação neuropsicológica foi compatível com a hipótese de comprometimento cognitivo leve amnéstico. O exame de imagem cerebral por ressonância magnética não mostrou alterações significativas em relação aos parâmetros gerais; apenas mínimas alterações microangiopáticas (escore de zero na escala de Fazekas) e, à inspeção visual das porções mesiais dos lobos temporais, foram atribuídos os escores MTA (Medial Temporal Atrophy, ou Atrofia Medial Temporal) pela escala de Scheltens, sendo MTA = 2 à esquerda e MTA = 1 à direita. Com base nessas informações, o médico tranquilizou o paciente, dizendo que sua condição não seria compatível com o diagnóstico de demência. Prescreveu um polivitamínico “para fortalecer a memória” e sugeriu que ele retornasse em consulta de seguimento em 6 meses.

      Na consulta com você, psicogeriatra, são relatados os dados da história clínica e apresentados os exames realizados. Sua orientação foi de que a condição clínica descrita, como comprometimento cognitivo leve amnéstico pode ser indício de doença de Alzheimer em fase incipiente; contudo, seria precipitado estabelecer esse diagnóstico categoricamente com os dados atuais. E que, embora a conduta expectante não esteja incorreta, outros exames poderiam ser realizados para se obter uma melhor caracterização clínica e estabelecer o diagnóstico diferencial com a Doença de Alzheimer.
Em relação à terapia modificadora da Doença de Alzheimer (DA), assinale a alternativa correta. 
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Q4227564 Psiquiatria
        Homem branco, 71 anos de idade, casado, engenheiro (sócio proprietário de empresa de construção civil), residente em São Paulo. Solicita uma consulta, em consultório particular, para obter uma terceira opinião sobre o seu caso. Comparece acompanhado da esposa, mas ele próprio fornece as informações de anamnese com boa precisão. Conta que, no último ano, tem notado lapsos de memória, particularmente para fatos recentes, e dificuldades para encontrar palavras durante uma conversa informal – sintomas que parecem ter se acentuado ao longo do tempo. Apesar disso, continua com capacidade plena para exercer atividades diárias, inclusive aquelas relacionadas ao exercício de sua profissão, embora hoje não tenha mais tantas atribuições, pois o trabalho operacional é realizado por sua equipe. Mantém suas rotinas esportivas (joga tênis, faz caminhadas) e sociais (frequenta concertos de música clássica e aprecia reunir-se com amigos em restaurantes). Não se considera deprimido, mas reconhece estar preocupado com os sintomas cognitivos. Sua esposa corrobora a impressão de que os esquecimentos não causam incapacitação, mas são perceptíveis em situações cotidianas.

       Em uma primeira consulta com seu médico generalista, foi assegurado de que estaria bem clinicamente, eutrófico e com parâmetros de saúde normais. Relata hipertensão leve e dislipidemia (controladas); nega diabetes melito, hipotireoidismo ou outras condições clínicas. Tem boa acuidade auditiva e visual, com lentes corretivas. Faz uso de metoprolol (50 mg/dia), ácido acetil salicílico (100 mg/dia) e rosuvastatina (10 mg/dia). É filho único e sua mãe, com 94 anos de idade, tem boa saúde, mas já demonstra sinais de senilidade. Quando insistiu sobre sua preocupação com as falhas de memória, somadas ao fato de que seu pai faleceu com demência aos 82 anos de idade, o médico lhe recomendou consultar um neurologista.

      Nesta consulta, apesar de não identificar anormalidades no exame neurológico e de ter apresentado desempenho satisfatório em teste de rastreio cognitivo (28 pontos no teste cognitivo de Montreal), foram solicitados outros exames. A avaliação neuropsicológica foi compatível com a hipótese de comprometimento cognitivo leve amnéstico. O exame de imagem cerebral por ressonância magnética não mostrou alterações significativas em relação aos parâmetros gerais; apenas mínimas alterações microangiopáticas (escore de zero na escala de Fazekas) e, à inspeção visual das porções mesiais dos lobos temporais, foram atribuídos os escores MTA (Medial Temporal Atrophy, ou Atrofia Medial Temporal) pela escala de Scheltens, sendo MTA = 2 à esquerda e MTA = 1 à direita. Com base nessas informações, o médico tranquilizou o paciente, dizendo que sua condição não seria compatível com o diagnóstico de demência. Prescreveu um polivitamínico “para fortalecer a memória” e sugeriu que ele retornasse em consulta de seguimento em 6 meses.

      Na consulta com você, psicogeriatra, são relatados os dados da história clínica e apresentados os exames realizados. Sua orientação foi de que a condição clínica descrita, como comprometimento cognitivo leve amnéstico pode ser indício de doença de Alzheimer em fase incipiente; contudo, seria precipitado estabelecer esse diagnóstico categoricamente com os dados atuais. E que, embora a conduta expectante não esteja incorreta, outros exames poderiam ser realizados para se obter uma melhor caracterização clínica e estabelecer o diagnóstico diferencial com a Doença de Alzheimer.
O paciente aceitou a sua indicação sobre os exames subsidiários, e tomou providências para realizá-los da forma mais abrangente possível. Alguns exames já ficaram prontos e são apresentados a seguir:

• A avaliação da funcionalidade, feita por uma terapeuta ocupacional experiente, mostrou preservação total da capacidade de desempenhar atividades básicas da vida diária, mas identificou algumas dificuldades em tarefas instrumentais de maior complexidade, como lembrar-se de todos os itens de uma lista de compras e realizar cálculos mentais para determinar o troco em transações financeiras.
• A volumetria hipocampal por ressonância magnética mostrou volume hipocampal de 1,82 cm³ à esquerda e 2,16 cm³ a direita, sugerindo redução assimétrica do volume hipocampal.
• O exame de imagem funcional por 18F-FDG-PET revelou redução da atividade metabólica em região mesial dos lobos temporais, mais acentuada à esquerda, e também nos córtices de associação temporoparietais (pré-cúneo e cíngulo posterior) com predomínio à esquerda. As concentrações do radiofármaco em áreas subcorticais, como estriado e tálamo, bem como nos córtices sensoriomotores e no cerebelo estavam preservadas.
• A análise de biomarcadores plasmáticos (com base nas concentrações de peptídeos Aβ42 e Aβ40, proteína Tau fosforilada e não fosforilada em treonina 217, e do genótipo ApoE) indicou um índice APS (amyloid probability score) de 75, sugerindo alta probabilidade da presença de placas de amiloide em tecidos cerebrais.
• Exame de imagem molecular por 11C-PIB-PET revelou captação do traçador em áreas corticais, com SUVR (Standardized Uptake Value Ratio) de 2,05 sugerindo acúmulo de amiloide cerebral.
• Pesquisa de polimorfismos da apolipoproteína E indicou que o paciente é portador do genótipo heterozigoto ε-3/ε-4.

Com base nessas informações, assinale a alternativa que melhor reflete (i) a classificação AT(N), onde A se refere à presunção do acúmulo de amiloide cerebral, T se refere à presunção de acúmulo de proteína tau fosforilada e N indica evidência de processo neurodegenerativo; e (ii) como essa informação pode auxiliar no raciocínio clínico, para fins de esclarecimento diagnóstico e tomada de decisões terapêuticas. 
Alternativas
Q4227563 Psiquiatria
        Homem branco, 71 anos de idade, casado, engenheiro (sócio proprietário de empresa de construção civil), residente em São Paulo. Solicita uma consulta, em consultório particular, para obter uma terceira opinião sobre o seu caso. Comparece acompanhado da esposa, mas ele próprio fornece as informações de anamnese com boa precisão. Conta que, no último ano, tem notado lapsos de memória, particularmente para fatos recentes, e dificuldades para encontrar palavras durante uma conversa informal – sintomas que parecem ter se acentuado ao longo do tempo. Apesar disso, continua com capacidade plena para exercer atividades diárias, inclusive aquelas relacionadas ao exercício de sua profissão, embora hoje não tenha mais tantas atribuições, pois o trabalho operacional é realizado por sua equipe. Mantém suas rotinas esportivas (joga tênis, faz caminhadas) e sociais (frequenta concertos de música clássica e aprecia reunir-se com amigos em restaurantes). Não se considera deprimido, mas reconhece estar preocupado com os sintomas cognitivos. Sua esposa corrobora a impressão de que os esquecimentos não causam incapacitação, mas são perceptíveis em situações cotidianas.

       Em uma primeira consulta com seu médico generalista, foi assegurado de que estaria bem clinicamente, eutrófico e com parâmetros de saúde normais. Relata hipertensão leve e dislipidemia (controladas); nega diabetes melito, hipotireoidismo ou outras condições clínicas. Tem boa acuidade auditiva e visual, com lentes corretivas. Faz uso de metoprolol (50 mg/dia), ácido acetil salicílico (100 mg/dia) e rosuvastatina (10 mg/dia). É filho único e sua mãe, com 94 anos de idade, tem boa saúde, mas já demonstra sinais de senilidade. Quando insistiu sobre sua preocupação com as falhas de memória, somadas ao fato de que seu pai faleceu com demência aos 82 anos de idade, o médico lhe recomendou consultar um neurologista.

      Nesta consulta, apesar de não identificar anormalidades no exame neurológico e de ter apresentado desempenho satisfatório em teste de rastreio cognitivo (28 pontos no teste cognitivo de Montreal), foram solicitados outros exames. A avaliação neuropsicológica foi compatível com a hipótese de comprometimento cognitivo leve amnéstico. O exame de imagem cerebral por ressonância magnética não mostrou alterações significativas em relação aos parâmetros gerais; apenas mínimas alterações microangiopáticas (escore de zero na escala de Fazekas) e, à inspeção visual das porções mesiais dos lobos temporais, foram atribuídos os escores MTA (Medial Temporal Atrophy, ou Atrofia Medial Temporal) pela escala de Scheltens, sendo MTA = 2 à esquerda e MTA = 1 à direita. Com base nessas informações, o médico tranquilizou o paciente, dizendo que sua condição não seria compatível com o diagnóstico de demência. Prescreveu um polivitamínico “para fortalecer a memória” e sugeriu que ele retornasse em consulta de seguimento em 6 meses.

      Na consulta com você, psicogeriatra, são relatados os dados da história clínica e apresentados os exames realizados. Sua orientação foi de que a condição clínica descrita, como comprometimento cognitivo leve amnéstico pode ser indício de doença de Alzheimer em fase incipiente; contudo, seria precipitado estabelecer esse diagnóstico categoricamente com os dados atuais. E que, embora a conduta expectante não esteja incorreta, outros exames poderiam ser realizados para se obter uma melhor caracterização clínica e estabelecer o diagnóstico diferencial com a Doença de Alzheimer.
Considerando que o paciente tem condições financeiras para custear exames não providos pelo SUS, assinale a alternativa que apresenta os exames que você indicaria para completar a investigação clínica, tendo como objetivo estabelecer o “diagnóstico biológico” da Doença de Alzheimer, considerando-se um possível encaminhamento para terapia modificadora da doença com drogas antiamiloide. 
Alternativas
Q4227560 Psiquiatria
Sobre a instrumentalização diagnóstica das demências, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4227559 Psiquiatria
Em relação ao transtorno afetivo bipolar, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
1061: A
1062: E
1063: E
1064: A
1065: C
1066: A
1067: B
1068: E
1069: D
1070: C
1071: E
1072: C
1073: B
1074: A
1075: C
1076: D
1077: B
1078: D
1079: B
1080: C