Questões de Concurso
Sobre psicopatologia em psiquiatria
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Analise o caso clínico a seguir.
Um senhor de 77 anos foi ao pronto socorro acompanhado por seus familiares com a queixa de ele estar agitado há 5 dias. Nesse período passou subitamente a ficar mais distraído. Tira pequenos cochilos durante o dia, intercalando períodos de tranquilidade com períodos em que fica agitado, principalmente no período noturno. Há 2 dias tem relatado que nas paredes do quarto, na penumbra, animais brilhantes desfilam, “como num sonho”, que o deixava angustiado. Há 1 dia se queixou que eu olho esquerdo estava “caído” É portador de hipertensão arterial e diabetes. Faz uso de enalapril e metformina. Nunca fez tratamento com psiquiatra, mas já fez psicoterapia aos 20 anos em um período em que se sentia desanimado. Antes do ocorrido estava bem e tanto o paciente quanto seus familiares negaram evento estressor. Negou abuso de drogas. Na avaliação se apresentou com atitude indiferente, sonolento, desorientado, desatento, com memória imediata reduzida, pensamento lentificado, eutímico, com lentificação psicomotora e tremores de extremidade finos em repouso, sem crítica. Apresentava ptose palpebral esquerda, com dilatação pupilar.
O(s) sintoma(s) psicopatológico(s) evidente(s) e a
síndrome envolvida são:
Leia o caso clínico a seguir.
Paciente J., 27 anos, foi levado a um psiquiatra pela irmã mais velha, depois de passar mal na festa de confraternização da empresa onde trabalha. Relatou que durante a apresentação de sua promoção pelo seu chefe, relatou tontura, formigamento dos braços e mãos, peito apertado, coração disparado, sensação de que iria desmaiar a qualquer momento. Teve que abandonar às pressas a festa e ir a uma emergência, pois achou que estava “infartando”. Segue relatando que já tinha apresentado uma crise semelhante, mas em menor intensidade, na oportunidade de entrevista de emprego nessa mesma empresa, há 4 anos. A irmã relata que desde pequeno J. era “arredio”, não gostava de se socializar. Era muito tímido, envergonhado. Sempre evitava ir a festas ou reuniões sociais, sobretudo na adolescência. Nunca namorou, por medo de ser criticado. Tenta sempre fazer o melhor em seu trabalho, para evitar as críticas. Já inclusive tinha rejeitado uma promoção por esse motivo. Sempre teve uma baixa autoestima. Mora ainda com a mãe.
O psiquiatra lhe prescreveu 25mg de paroxetina, para “ansiedade”. Cerca de 10 dias depois do início da medicação, a mãe reparou que J. estava mais alegre, falante, “radiante”, cheio de planos. Relatava que queira se candidatar à representante da sala. Cheio de energia, não dormia direito a noite. 15 dias após o início da paroxetina, a família retornou ao psiquiatra, que suspendeu a paroxetina. Dois dias depois, J. voltou a se queixar dos mesmos sintomas de antes, retornando ao comportamento anterior a medicação.
Baseado na história clínica, o(s) diagnóstico(s) compatível
para o caso é
Analise o caso clínico a seguir.
Uma mulher, de 33 anos é presa e encaminhada à internação psiquiátrica após tentar invadir a casa de uma celebridade, apresentador de TV, de sua cidade. Ao ser questionada, a mulher nega que esteja invadindo o local. Afirma veementemente que mora na propriedade, com seus filhos e esposo. Refere não entender o porquê de seu esposo a ignorar e mandar prendê-la desta forma. Torna-se agitada, irritada, gritando muito, chamando pelo seu esposo e referindo que ele mandou uma mensagem para ir até a referida casa. Segue reafirmando que seu esposo, famoso, mora naquela residência com ela, e que a ama muito.
O quadro psicopatológico compatível com o caso acima é
a Síndrome de
Leia o caso clínico a seguir.
Paciente M.T, 20 anos, sexo masculino, é acompanhado pela família em consulta médica. A família se preocupou com as alterações de comportamento de M.T, que se iniciaram com isolamento social há cerca de 10 meses. Há 3 semanas, apresenta recusa alimentar convencional, mas comendo pedaços de telha, lixo, lascas de tinta da parede e papel velho.
A alteração psicopatológica que define o quadro é
Leia o caso clínico a seguir.
Um jovem de 16 anos vinha apresentando há 3 anos comprometimento de seu rendimento (baixo rendimento acadêmico) e progressivo afastamento social. Na realidade, sempre fora um pouco mais retraído que os colegas. Há 8 meses, passou a apresentar piora acentuada. Segundo os pais, começou a falar sozinho, ficar em seu quarto a maior parte do tempo com janelas e cortinas fechadas, aparentando estar com muito medo. Por vezes, falava que havia espíritos maus querendo destruí-lo. Os exames complementares clínicos e neurológicos não evidenciaram alterações.
O diagnóstico em psiquiatria é fundamentado em sinais e sintomas psicopatológicos, além de análise das possíveis etiologias do transtorno, bem como a evolução da sintomatologia ao longo da curva vital. Vários fenômenos psicopatológicos são característicos de determinada afecção mental, mas podem estar presentes também em outras patologias psiquiátricas. A partir do caso clínico, os componentes psicopatológicos e conceituais inerentes ao diagnóstico descrito são:
Leia o relato a seguir.
Você me pergunta como eu me sinto... e eu não sei dizer ao certo. Parece que não consigo sentir mais nada. Eu queria, Deus, como eu queria sentir ao menos raiva. Mas parece que o mundo é assim mesmo. Afinal de contas, pra que continuar a sentir as coisas que já não fazem mais sentido serem sentidas?
Esse relato é de uma paciente que procurou o ambulatório
de psiquiatria. A alteração psicopatológica compatível com
o quadro clínico é
I- bulimia nervosa. II- aglutinação nervosa. III- transtorno alimentar restritivo/evitativo. IV- transtorno de ruminação.
Estão corretas as afirmativas:
Em geral, as crianças com transtorno de oposição desafiante tendem frequentemente a:
I- impacientar-se fácil e repetidamente.
II- obedecer a regras.
III- desafiar os adultos.
IV- aborrecer-se e zangar-se facilmente.
É correto o que se afirma em: