Questões de Concurso
Sobre psicopatologia em psiquiatria
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Estudante de medicina, quarto ano, homem, 29 anos, chega ao serviço de perícia da universidade, pois estava na iminência de perder o vínculo com a faculdade por inúmeras reprovações, já que estava, há mais de 10 anos, no curso. Chega ao Serviço de psiquiatria sem familiar, alegando que sempre teve depressão e que as pessoas não entendiam isso. Relata que começou a se cortar há anos, com várias tentativas de suicídio. Relata que desmaia e que tem convulsões, por isso falta muito às aulas. No exame psíquico, o estudante não apresenta alteração do humor congruente com suas queixas. As lesões que mostram são recentes e superficiais. Não há sinais de lesões antigas. Foi solicitado EEG, que se mostrou normal. Avaliação Neuropsicológica sem alterações cognitivas.
Elaborado pelo(a) autor(a).
O diagnóstico compatível com o quadro é:
Um psiquiatra foi nomeado perito para avaliar um homem de 56 anos que cometeu crime sexual, por comportamento libidinoso com uma jovem de 15 anos. Na avaliação, o homem é acompanhado pelo filho, que relata que o pai era um renomado professor de Direito em uma universidade particular, com mais de 25 anos de carreira em magistério, com comportamento rígido e conservador ao longo da vida. Nos últimos 12 meses, começou a apresentar dificuldades na concentração, parecendo não se importar com as coisas. Nos últimos 6 meses, tornou-se mais desinibido, com comentários impróprios em reuniões familiares, com intimidades desnecessárias com pessoas que não conhecia. Em casa, começou a comer em grandes quantidades, até encher a boca e engasgar e regurgitar. Há 3 semanas, em um evento da universidade, molestou sexualmente um jovem, amigo de sua neta, com ato libidinoso, encostando os genitais, mas sem penetração. Já havia apresentado esse comportamento há 2 meses, na faculdade, com uma aluna que o denunciou, sendo afastado. A avaliação neuropsicológica evidenciou déficit de disfunção executiva e atenção. No reconhecimento das faces de Eckman, teve grande dificuldade em reconhecer emoções negativas. O Inventário Neuropsiquiátrico evidenciou sintomas de desinibição, movimentos repetitivos e alteração dos hábitos alimentares. Os exames de sangue e líquor excluíram sífilis, encefalopatias, deficiência vitamínica etc. A ressonância magnética evidenciou atrofia das regiões frontomedianas, córtex pré-frontal lateral e ínsula anterior, com predomínio à direita.
Elaborado pelo(a) autor(a).
Com base no caso descrito, a avaliação diagnóstica e a repercussão médico-legal correspondente compatível é tratar-se de demência
Paciente de 10 anos chega ao consultório com queixas importantes de atenção e concentração. Não termina as atividades que inicia, perde as coisas com facilidade, está sempre aéreo, tanto em casa quanto na escola. Não consegue copiar os deveres na escola. Tem estado mais irritável nas últimas semanas. A mãe refere que antes tinha um desempenho bom na escola, com notas acima da média, sem queixas escolares. Em casa, também não apresentava maiores problemas. Relata que percebeu os sintomas de desatenção nos últimos 6 meses, com reclamações da escola, pela queda do rendimento acadêmico e pelo comportamento mais “avoado” em sala de aula. Em casa, tem ficado mais no quarto, jogando em seu computador. Tem diminuído o apetite e, à noite, diz que não dorme bem já há duas semanas. Ao exame, a criança apresentou-se mais quieta, tímida. Diz que está com dificuldade em prestar atenção na escola, pois parece que “está tudo lento”. Queixa-se de que a escola “está sem graça”. Relata que não sabe o que quer ser no futuro.
Elaborado pelo(a) autor(a).
Com base na história clínica, a conduta terapêutica adequada preconizada pelos consensos de tratamento em psiquiatria da infância para esse caso é:
Paciente C., 14 anos, inicia tratamento em um serviço de psiquiatria, com queixas da mãe de “comportamento estranho”. A mãe relata que ele sempre teve muita dificuldade de fazer amizade na escola. É sempre muito literal nas suas colocações. Parece ser muito inocente para a idade. A mãe refere que C. demorou muito para começar a falar (dois anos de idade). Parecia sempre desligado das pessoas. Gostava sempre de coisas que ninguém gostava, como colecionar tampinhas de garrafa, ou estudar tudo sobre dinossauros. Sempre tinha dificuldade com barulhos altos, que o deixavam irritado. Só gostava de comer arroz com feijão. Mas, no geral, era um “bom menino”. Há cerca de 6 meses, C. começou a ficar muito ansioso, com preocupações excessivas sobre a segurança da família. Começou a achar que seus colegas da escola o estavam gravando e colocando seus vídeos na internet. Isso o deixou muito irritado. Não dormia à noite, começou a falar sozinho andando pela casa. Há dois meses, seu comportamento piorou, com muita agitação psicomotora, inventando frases desconexas e palavras novas que ninguém conhece. Andava muito de um lugar para outro. Sua fala tornouse cada vez mais ininteligível. Há uma semana tentou fugir de casa, exaltado, sem roupas.
Elaborado pelo(a) autor(a).
A hipótese(s) diagnóstica(s) compatível com o caso descrito é:
M., de 22 anos, chega ao consultório com relatos de alteração de comportamento há cerca de 10 dias, mais ansioso que o habitual. A família relata que M. apresenta um padrão estável e persistente da experiência interna e comportamento que se desvia acentuadamente das expectativas de sua cultura, apresentando tal padrão desde a adolescência. Demonstra déficits sociais e interpessoais com grande desconforto nos relacionamentos, ideias de referência, tem fortes crenças em telepatia, desconfiança, afeto limitado, ausência de amigos, aparência excêntrica, ansiedade social excessiva. Nos últimos dias, contudo, tornou-se mais “ansioso” que o habitual, queixando-se de sensações ruins no corpo, como formigamento, aperto no peito, taquicardia, sem ligação alguma com nenhum fator estressor. Os sintomas são frequentes, diários e já duram mais de 5 dias.
Elaborado pelo(a) autor(a).
O diagnóstico compatível com o quadro descrito é:
Um professor de Psicologia chega ao consultório médico para avalição. Conta que foi chamado para uma palestra sobre um tema que dominava. Durante a palestra, relata que começou a apresentar “sensações estranhas”. Descreve como se tudo ficasse estranho naquele momento. Percebeu como se estivesse fora de seu corpo e olhando seu corpo por cima. Não conseguia mais falar sobre o tema proposto. Olhava para as suas mãos e não as reconhecia como suas. Nega alterações prévias do humor.
Elaborado pelo(a) autor(a).
As alterações psicopatológicas compatíveis com o caso são:
Julgue o item que se segue.
Ao realizar um exame pericial, o psiquiatra forense deve realizar a observação atenta do comportamento do examinado, desde o momento de sua entrada na sala de exame, pois a tendência do periciando é repetir, ainda que de forma inconsciente, o seu padrão de funcionamento mental, sobretudo como ele se manifesta no relacionamento interpessoal, sendo fundamental para identificar pontos de atenção que serão cruciais em seu diagnostico, principalmente quando em diagnósticos de transtornos de personalidade.
Julgue o item que se segue.
Pode-se considerar que a personalidade psicopática faz
parte de um agrupamento chamado de transtornos de
personalidade (TP). Dito isso, as principais causas que
levam aos TP são genes específicos para os diversos
transtornos mentais, e consequentemente para a
personalidade psicopática. Ainda podemos afirmar que
não é de interesse da psiquiatria considerar o ambiente
em que vive tal indivíduo e nem mesmo a interação dele
com esse ambiente, tendo em vista tal importância dos
genes nesses TP.
( ) A hipoatividade do sistema dopaminérgico mesocortical pode mediar os sintomas negativos, cognitivos e afetivos da esquizofrenia.
( ) A hiperatividade do sistema dopaminérgico mesolímbico pode mediar os sintomas positivos da psicose.
( ) A avolia é um exemplo de um sintoma positivo da psicose.
I. Altruísmo.
II. Ascetismo.
III. Humor.
Estão CORRETOS:
Com base nesse caso, qual é a emergência psiquiátrica mais provável que esse paciente está enfrentando?
Com base nesses sintomas, qual é o diagnóstico mais provável para esse paciente?
Com base na análise da charge, pode-se observar qual mecanismo de defesa do ego?

Fonte: Disponível em
<http://mahinfluencia.blogspot.com/2012/05/de-quem-e-culpa.html>.
Acesso em: 28 de maio de 2024.