Questões de Concurso
Sobre psicologia social em psicologia
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Para a elaboração de um programa de oficinas de intervenção psicossocial para um grupo de adolescentes que vêm apresentando problemas de ajustamento como aceitar normas e regras da instituição, em uma escola da comunidade, o psicólogo deve refletir sobre algumas questões.
Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir.
I. Para a elaboração de um programa de oficinas de intervenção psicossocial, deve-se pensar o sujeito de maneira integral, com suas formas de pensar, sentir e agir, levando-se em consideração sua subjetividade e o contexto sócio-político-econômico no qual está inserido.
II. Uma oficina em dinâmica de grupo tem como propósito um trabalho terapêutico com os adolescentes com problemas de ajustamento, buscando-se uma análise mais profunda em relação à sua conduta com foco na mudança de comportamento.
III. Um grupo, pode ser considerado como um campo de forças, cuja dinâmica resulta da interação dos componentes em um campo (espaço) psicossocial, em um conjunto de relações em constante movimento, devendo ser pensadas algumas questões, como: “por que o grupo age da maneira como age?”, e “por que a ação do grupo é estruturada dessa ou daquela forma?”.
IV. O planejamento de uma oficina de intervenção psicossocial com os adolescentes deve partir de uma demanda da instituição ou dos pais, considerando os problemas de ajustamento dos jovens, sem se levar em conta uma escuta em relação ao próprio grupo.
Estão corretas as afirmativas
Dados estatísticos mostram uma maior letalidade de jovens negros no Brasil.
“Dados apresentados desde o primeiro Mapa da Violência no Brasil, de 1998, mostram a mesma realidade dos dias de hoje: o massacre dos jovens negros da periferia... Para o país como um todo, enquanto o número de homicídios de jovens brancos ‘cai 33%, o de jovens negros cresce 23,4%, ampliando ainda mais a brecha histórica pré-existente.’” (WAISELFISZ, 2012 apud GUERRA).
Dentre as premissas para explicar o fenômeno da letalidade juvenil, na perspectiva de análise de sua dimensão subjetiva, apontadas por Guerra (2015), é incorreto afirmar:
Para Amarante (2007), a saúde mental não se restringe apenas à psicopatologia ou à semiologia dos transtornos mentais. Rompendo com o modelo teórico conceitual vigente anteriormente, buscou-se a construção de uma nova imagem social dada à loucura e ao sujeito “em sofrimento” a partir da reforma psiquiátrica. Os serviços de saúde mental passaram então a lidar mais com pessoas e não com doença.
Nesse sentido, são estratégias e princípios no campo da saúde mental e atenção psicossocial, apontados por Amarante, exceto:
Coluna 1 Estilos Relacionais 1. Agressivo. 2. Passivo. 3. Manipulador. 4. Assertivo ou autoafirmativo.
Coluna 2 Definições e Características ( ) Estabelece com os outros uma relação fundada na confiança e em compromissos realistas. ( ) Pode exagerar e fazer caricatura de partes da informação emitida pelos outros, repetindo a informação desfigurada. ( ) Observa-se por meio de comportamentos de ataque contra as pessoas e os acontecimentos. ( ) Costuma ter dificuldade em dizer ‘não’ e em afirmar suas necessidades. ( ) Negocia com base em interesses mútuos.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
( ) Conceitos culturais para sofrimento mental e emocional nascem de sistemas diagnósticos locais profissionais ou populares e podem, além disso, refletir a influência de conceitos biomédicos.
( ) Conceitos culturais podem se aplicar a uma extensa faixa de gravidade, abrangendo apresentações que não satisfazem aos critérios do DSM para um transtorno mental.
( ) Existem várias correspondências exatas de conceitos culturais com algumas entidades diagnósticas do DSM, exaltando a importância da pesquisa.
( ) Os conceitos culturais de sofrimento são defendidos de maneira uniforme por todos em uma determinada cultura.
( ) Conceitos culturais são importantes para o diagnóstico psiquiátrico.
(CRUZ, Felipe. Você nunca fez nada errado. São Paulo: Monomito Editorial, 2018)
O excerto acima foi retirado do livro “Você nunca fez nada errado”, do escritor paraense Felipe Cruz. Nesta obra suas reflexões apontam para as discriminações vivenciadas em uma sociedade patriarcal e cisheteronormativa. Levando-se em conta o compromisso da psicologia no enfrentamento às discriminações de gênero, considere as afirmativas abaixo:
I. A orientação sexual não pode ser reduzida às variáveis biológicas e nem às indicações de algumas teorias psicológicas e pedagógicas, que induzem à conclusão de que esta seja natural e universal.
II. A reprodução sexual e do trabalho expressam-se nas relações de gênero. Assim, estabelecem as “diretrizes” das relações entre os homens e entre as mulheres, que, nas sociedades contemporâneas, propiciam o estabelecimento de relações assimétricas e desiguais.
III. Não há uma subjetividade, personalidade ou comportamento que seja isolado do contexto social.
IV. A(o) psicóloga(o) deve atuar de forma ativa na eliminação das violências, discriminações, opressões, dentre outras, indicando nitidamente que a postura ética da(do) profissional frente às LGBTFobias e aos preconceitos também muito atuantes na sociedade brasileira — como o racismo e o machismo — implica numa atitude ético-política de interdição, impedimento, bem como prevenção e intervenções educativas, na perspectiva de mudar concepções e preconceitos.
Considerando-se as afirmativas que são condizentes com as discussões realizadas e com as orientações das Referências Técnicas para atuação de psicólogas(os) nos Programas e Serviços de IST/HIV/aids é correto afirmar que
J., de 13 anos, começou a apresentar isolamento social, ficou mais quieto, conversa pouco com seus amigos e, às vezes, demonstra comportamentos agressivos com o irmão mais novo. Os pais de J. descobriram que ele era vítima de cyberbullying.
Qual é a intervenção da psicologia para prevenção de situações como relatadas nesse caso?
I. Contribui para a produção do conhecimento científico da psicologia através da observação, descrição e análise dos processos de desenvolvimento, inteligência, aprendizagem, personalidade e outros aspectos do comportamento humano e animal.
II. O psicólogo educacional colabora para a compreensão e para a mudança do comportamento de educadores e educandos, no processo de ensino aprendizagem, nas relações interpessoais e nos processos intrapessoais, referindo-se sempre as dimensões política, econômica, social e cultural de modo exclusivo nas instituições formais do país.
III. O psicólogo educacional colabora com a adequação, por parte dos educadores, de conhecimentos que lhes sejam úteis na consecução crítica e reflexiva de seus papéis.
IV. O psicólogo social assessora órgãos públicos e particulares, organizações de objetivos políticos ou comunitários, na elaboração e implementação de programas de mudança de caráter social e técnico, em situações planejadas ou não.