Questões de Concurso
Sobre teorias e práticas para o ensino de língua portuguesa em pedagogia
Foram encontradas 1.825 questões
“Para trabalhar probabilidades com turmas de 2° ano, por exemplo, Elcie recorreu ao volante da Megassena, que informa: quem faz o jogo mínimo de seis números tem uma chance em mais de 50 milhões de ganhar o maior prêmio. "Proponho fazer as contas para descobrir como se chega a essa conclusão", explica. Logo fica fácil constatar que, quanto mais números a aposta tiver, maiores são as chances de acertar as seis dezenas. A aula prossegue com os jovens testando outras variáveis para entender por que a probabilidade de alguém se tornar um milionário sobe, vertiginosamente, para uma em 10 mil se a pessoa puder pagar pela aposta máxima de 15 números.”
Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/7193/contextualizar-o-conteudo. Acesso em: 22/12/19).
O texto apresenta um exemplo de contextualização do conhecimento. Esse princípio representa no cenário
didático
“Na convivência social, é importante saber qual variedade linguística usar em diferentes situações. Não se fala sempre do mesmo jeito, em todas as circunstâncias. Numa festa familiar, numa conversa descontraída, falar bem é usar o dialeto cotidiano, de uma maneira coloquial. Numa reunião de trabalho com o chefe e os colegas, numa discussão com outros membros da associação comunitária, falar bem é saber expor a própria opinião com clareza e educação, numa linguagem mais cuidada que a de uso caseiro. Saber adequar o modo de falar às diferentes interações é uma capacidade linguística de valor e utilidade na vida do cidadão e por isso é que deve ser desenvolvida na escola” (Alfabetização e Linguagem, Brasília 2008, p 55).
I- Na série ou ciclo inicial, em maior ou menor escala, as crianças apropriam-se das características linguísticas que diferenciam a linguagem escrita da linguagem falada. II- Na concepção sociointeracionista de linguagem, a leitura é entendida como um processo de produção de sentido que se dá a partir de interações sociais, ou relações dialógicas que acontecem entre dois sujeitos – o autor do texto e o leitor. III- Enquanto atividade humana, a linguagem tem uma dimensão histórica e social que atribui a ela diferentes funções.
Considere o excerto a seguir e responda à questão.
“Articulada à instância de uso da língua oral e escrita – que incorpora práticas de escuta e de leitura e práticas de produção de textos orais e escritos –, é preciso desenvolver a reflexão sobre a língua e a linguagem – que incorpora práticas de análise linguística. Considerando essa segunda instância, é inegável que a escola precisa trabalhar com gramática (i) contemplando o funcionamento de recursos linguísticos em diferentes níveis (fonético-fonológico, morfológico, sintático, semântico-discursivo) e (ii) e propiciando condições para que o aluno tenha acesso à norma culta da língua, que é a variedade de prestígio na sociedade, e, consequentemente, à possibilidade de ascensão social. O que se coloca em discussão é: qual gramática ensinar? e de que maneira ensiná-la?”
(GORSKI e COELHO, 2009)
Por volta das décadas de 1970 e 1980, alguns professores e linguistas perceberam que os alunos eram capazes de produzir sentenças gramaticalmente corretas muitas vezes, mas pouco as utilizavam em situações realmente comunicativas e reais fora da sala de aula. Ficou claro, portanto, que a comunicação (entendida como um todo, e não somente a fala) requeria mais do que simplesmente o conhecimento das regras.
I. A competência sociolinguística é a competência para saber escolher, entre os vários meios e registros de comunicação, aquele que possui melhor adequação a uma determinada situação, ou seja, o uso de uma linguagem mais formal ou informal, por exemplo, de acordo com o texto.
II. O professor que faz uso da abordagem comunicativa passa a ser um mediador da aprendizagem, promovendo situações efetivas de uso da língua e privando-se de dar conselhos aos aprendizes, de acordo com o texto.
Marque a alternativa CORRETA: