Questões de Concurso
Sobre teorias e práticas para o ensino de língua portuguesa em pedagogia
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I. Compreender as linguagens como construção humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como formas de significação da realidade e expressão de subjetividades e identidades sociais e culturais;
II. Conhecer e explorar diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e linguísticas) em diferentes campos da atividade humana para continuar aprendendo, ampliar suas possibilidades de participação na vida social e colaborar para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva;
III. Utilizar diferentes linguagens para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao diálogo, à resolução de conflitos e à cooperação, com exceção de libras, que é trabalhado com alunos do AEE.
Estão corretos:
EXCLUI, ENTÃO, Os que ignoram o conhecimento que ela valoriza e, assim, entende que a democratização é massificação de ensino e não cria a possibilidade de diálogo entre diferentes lugares epistemológicos, não se abre a novos conhecimentos que não couberam, até então, dentro dela. Assinale a alternativa correta.
I. Desenvolver o conhecimento sobre a própria língua é uma parte importante da jornada do educando no ambiente escolar. Assim, o ensino de Língua Portuguesa, nesse contexto, deve organizar-se de modo que os alunos sejam capazes de valer-se da linguagem para reduzir a qualidade de suas relações pessoais, sendo capazes de expressar seus sentimentos, experiências, ideias e opiniões, bem como de tolher, interpretar e desconsiderar os sentimentos dos outros, contrapondo-os quando necessário. II. Quando se pretende que o aluno construa conhecimento, a questão não é apenas qual informação deve ser oferecida, mas, principalmente, que tipo de tratamento deve ser dado à informação que se oferece. A questão é então de natureza didática. Nesse sentido, a intervenção pedagógica do professor tem valor decisivo no processo de aprendizagem e, por isso, é preciso avaliar sistematicamente se ela está adequada, se está contribuindo para as aprendizagens que se espera alcançar.
Marque a alternativa CORRETA:
Na Base Nacional Comum Curricular, considera-se que uma face do aprendizado da Língua Portuguesa decorre da efetiva atuação do estudante em práticas de linguagem que envolvem a leitura/escuta e a produção de textos orais, escritos e multissemióticos. Já a outra face provém da reflexão/análise sobre/da própria experiência de realização dessas práticas. Nessa segunda dimensão da aprendizagem está envolvido o conhecimento sobre:
I. as formas de composição dos textos;
II. os elementos próprios da fala, assim como os elementos paralinguísticos e cinésicos;
III. as formas de composição e estilo de cada uma das linguagens que integram os textos multissemióticos;
IV. os fenômenos da mudança e da variação linguísticas.
Estão corretos os itens
( ) Em todas as configurações histórico-sociais de vida, trabalho e cultura, a língua revela-se produto e condição das formas de sociabilidade e dos jogos das forças sociais. ( ) O binômio saber/sabor é indispensável e contribui para realizar a proeza do professor de língua ser bem sucedido na sala de aula. ( ) Nas aulas de Língua Portuguesa é suficiente que o professor esteja bem embasado pelo conhecimento específico para conseguir êxito no processo de ensino e aprendizagem. O preenchimento CORRETO dos parênteses está na alternativa.
Ser Nordestino (Bráulio Bessa)
Sou o gibão do vaqueiro, sou cuscuz, sou rapadura Sou vida difícil e dura Sou nordeste brasileiro Sou cantador violeiro, sou alegria ao chover Sou doutor sem saber ler, sou rico sem ser granfino Quanto mais sou nordestino, mais tenho orgulho de ser Da minha cabeça chata, do meu sotaque arrastado Do nosso solo rachado, dessa gente maltratada Quase sempre injustiçada, acostumada a sofrer Mas, mesmo com padecer sou feliz desde menino Quanto mais sou nordestino mais orgulho tenho de ser [...] (In: culturagenial.com.cordel.nordestino/poemas/).
“Uma evidência nem sempre tida em conta na didática da escrita é que, anterior ao 'como dizer' ou 'em que ordem dizer', está 'o que dizer', ponto onde começa, inclusive, a relevância do texto” (ANTUNES, Irandé. Língua, Texto e Ensino: Outra escola possível. São Paulo: Parábola, 2009. p. 168). Neste sentido, é preciso refletir que:
( ) A produção de gêneros escritos na escola e suas deficiências mais significativas se devem ao foco em paradigmas gramaticais, que são legítimos, mas não devem ser prioritários. ( ) O insucesso da escrita escolar tem raízes em espaços e momentos anteriores àqueles da elaboração de um trabalho escrito, insubstituíveis e necessários. ( ) A escrita produzida na escola deve ser pontual, no sentido de ser construída no momento imediato de sua materialização gráfica.
O preenchimento CORRETO dos parênteses está na alternativa
“Texto de prazer: aquele que contenta, enche, dá euforia; aquele que vem da cultura, não rompe com ela, está ligado a uma prática confortável da leitura”. (BARTES, Roland. O prazer do Texto. São Paulo: Perspectiva, 2002. p. 20).
A assertiva acima nos faz refletir sobre
Leia a piada a seguir e, em seguida, responda o que se pede.
Assim que Joãozinho chegou em casa, sua mãe perguntou: - Oi, meu filho, como foi a aula hoje? E o menino respondeu sem muito entusiasmo: - Foi bem! -Que bom! Tem certeza de que aprendeu tudo? - Acho que não, Mãe! Amanhã vou ter que ir de novo. (Fonte: CEREJA, William e COCHAR, Thereza. Português/Linguagens. São Paulo: Saraiva. 2015, p. 160).
Do gênero textual acima, pode-se depreender:
I- A ideia central da piada retrata a mesmice da sala de aula, evidenciando, sob a forma de humor, a ineficiência do processo de ensino e aprendizagem. II- O gênero lúdico incentiva o riso em sala de aula, cria um ambiente propício ao ensino e à aprendizagem, ajudando o professor a conquistar a atenção do aluno e a reter o conhecimento. III- A transposição do gênero piada ao discurso didático se configura e reflete as múltiplas possibilidades de uso da linguagem, provocando o riso, que nega o discurso autoritário.
É CORRETO o que se afirma em:
I- Gramática deva ser “o ponto de chegada” da prática pedagógica, e não, “seu ponto de partida”. II- Língua Portuguesa deixe de ser visto como transmissão de conteúdos prontos e passe a ser uma atividade de construção de conhecimentos. III- Gramática tenha como princípio a memorização mecânica de regras para cumprimento do programa determinado.
É VERDADE o que se afirma apenas em: