Questões de Concurso
Sobre teorias e práticas para o ensino de língua portuguesa em pedagogia
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Em conformidade com a tipologia, o gênero e o tema do texto apresentado, julgue (C ou E) o item a seguir.
No que concerne às ideias acerca do ensino de gramática e aos aspectos linguísticos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir
A interação autor/texto/leitor é própria do ensino de língua em perspectiva discursiva.
No que concerne às ideias acerca do ensino de gramática e aos aspectos linguísticos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir
O ensino de língua portuguesa por meio dos gêneros textuais está voltado para os usos da língua em suas diversas situações de comunicação.
No que concerne às ideias acerca do ensino de gramática e aos aspectos linguísticos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir
As concepções de ensino de língua, sejam as mais tradicionais, sejam as mais modernas, propõem um diálogo entre professor e aluno.
(_) O aluno não aprende a se comunicar em sua primeira língua na escola, mas aprende a aperfeiçoar a sua comunicação.
(_) Além do aprendizado da escrita e da oralidade, questões relativas à evolução de processos argumentativos e raciocínio crítico estão associadas ao ensino escolar.
(_) A competência comunicativa de um aluno entende-se, atualmente, como uma função simples do ensino-aprendizado, bastando, para o seu desenvolvimento, o uso, ensino e aplicação da gramática normativa.
Leia o texto para responder à questão.
Papel civilizatório do ensino integral
Não existe bala de prata para resolver os problemas da educação − e os resultados, em geral, demoram a aparecer. Há, contudo, caminhos já testados e capazes de conduzir as escolas rumo a um salto de qualidade: um deles, a oferta de ensino em tempo integral. Eis uma iniciativa a ser priorizada em todo o País, ainda mais diante dos desafios inerentes à implementação do novo ensino médio. Bem, se há um ajuste que precisa ser feito, é acelerar a ampliação da carga horária.
Chega a ser intuitivo: à medida que crianças e adolescentes passam mais horas nas salas de aula, as oportunidades de aprendizagem também aumentam. “Escola em tempo integral nos países desenvolvidos se chama escola”, destacou Nogueira Filho, diretor executivo do Todos pela Educação, em recente entrevista ao Estadão. Essa é a regra nas nações que obtêm melhor desempenho no exame internacional Pisa, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A fala do diretor executivo do Todos pela Educação joga luz sobre um dos principais desafios da implementação da reforma do ensino médio. Como se sabe, a reforma flexibilizou a organização curricular das escolas: além das tradicionais aulas de formação básica, como Português, Matemática e Biologia, passaram a ser ofertadas novas disciplinas agrupadas em itinerários formativos que ocupam atualmente 40% da carga horária. O resultado é que sobra menos tempo para as aulas de formação básica, aquelas que preparam para o vestibular − e isso, claro, gera críticas.
Ora, a solução passa por ampliar a jornada escolar − acomodando as disciplinas da parte obrigatória e da parte flexível do currículo sem prejuízo de nenhuma delas. Uma escola que se pretenda atrativa para os jovens precisa ir além dos conteúdos tradicionais, e é isso que a reforma promete. Ao romper com o modelo de currículo único e flexibilizar a oferta de disciplinas, dando aos jovens a oportunidade de escolha, a reforma acenou com avanços inequívocos. Mas esse lado inovador do novo ensino médio não deve implicar perdas para a formação básica dos estudantes.
O Brasil está atrasado na oferta de ensino em tempo integral. À exceção de alguns Estados que perceberam a importância estratégica da medida, o País condena a imensa maioria de seus alunos a uma carga horária insuficiente. No caso das redes públicas de ensino médio, apenas 20% dos jovens frequentavam jornadas de 7 horas ou mais no ano passado; no ensino fundamental, a média nacional era ainda mais baixa: 14%. Como esperar que as escolas deem conta da sua tarefa de formar cidadãos para o século 21 nesse modelo anacrônico de um único turno de aulas?
Não se ignora que a ampliação da jornada escolar exige mais recursos. Mas aqui vale a máxima de que mais caro é não fazer o devido investimento. Com a expansão do ensino em tempo integral, não é somente a reforma do ensino médio que ganhará uma chance de virar realidade: a educação brasileira, finalmente, terá a oportunidade de cumprir seu papel civilizatório.
(https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.04.2023. Adaptado)
A análise linguística inclui tanto o trabalho sobre questões tradicionais da gramática quanto questões amplas a propósito do texto [...] Essencialmente, a prática da análise linguística não poderá limitar-se à higienização do texto do aluno em seus aspectos gramaticais e ortográficos, limitando-se a “correções”. Trata-se de trabalhar com o aluno o seu texto para que ele atinja seus objetivos junto aos leitores a que se destina.
(Geraldi, 1997)
O editorial do jornal pode estimular reflexões sobre uso da língua e da linguagem dos alunos, quando eles comparam os usos do texto aos de suas produções escritas. Assim, entendendo-se que questões amplas podem abarcar aquelas relacionadas à abordagem de aspectos de produção de sentido do texto, um conteúdo que poderia ser objeto de reflexão, nessa perspectiva, é
(_) O homem não é só cogitatio, a linguagem não é só pensamento. A linguagem, assim entendida, não é automática, mas intencional, não mero estoque de palavras (ou regras), mas um modo de usá-las, um trabalho.
(_) Assim, a linguagem não é nem simples emissão de sons, nem simples sistema convencional, como quer um certo positivismo, nem tampouco tradução imperfeita do pensamento, vestimenta de ideias mudas e verdadeiras, como a concebe um pensamento idealista. Pelo contrário, é criação de sentido, encarnação de significação e, como tal, ela dá origem à comunicação.
(_) À medida em que a escola concebe o ensino da língua como simples sistema de normas, conjunto de regras gramaticais, visando a produção correta do enunciado comunicativo culto, lança mão de uma concepção de linguagem como máscara do pensamento que é preciso moldar, domar para, policiando-a, dominá-la, fugindo ao risco permanente de subversão criativa, ao risco do predicar como ato de invenção e liberdade.
I- O Método sintético tem como base a compreensão de que a língua portuguesa é apenas silábica.
II- O Método analítico parte da unidade linguística em direção à totalidade da palavra, ou seja, após reunir as letras ou os sons em sílabas é que se passa ao ensino da leitura de palavras.
III- No Método sintético a aprendizagem vai das partes para o todo, mantendo o distanciamento de contextos e significados.
IV- O Método analítico trabalha com crianças textos reais, que fazem parte do cotidiano delas, para que desenvolvam seu conhecimento sobre a escrita.
Analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:
I. Embora, desde que nasce e na Educação Infantil, a criança esteja cercada e participe de diferentes práticas letradas, é nos anos iniciais (1º, 2º e 3º anos) do Ensino Fundamental que se espera que ela se alfabetize.
PORQUE
II. Isso significa que a alfabetização deve ser o foco da ação pedagógica. Nesse processo, é preciso que os estudantes conheçam o alfabeto e a mecânica da escrita/leitura – processos que visam a que alguém (se) torne alfabetizado, ou seja, consiga “codificar e decodificar” os sons da língua (fonemas) em material gráfico (grafemas ou letras).
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
) Uma pessoa alfabetizada conhece o código alfabético.
( ) O letramento é entendido como produto da participação em práticas sociais que usam a escrita como sistema simbólico e tecnologia.
( ) Para alfabetizar letrando, deve haver um trabalho intencional de sensibilização por meio de atividades específicas de comunicação.
( ) Alfabetizar restringe-se a codificar e decodificar o código alfabético.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. “É a repetição de fonema, vocálico ou consonântico, igual ou parecido, para descrever ou sugerir acusticamente o que temos em mente e expressar, quer por meio de uma só palavra quer por unidades mais extensas.”
II. “É o emprego de fonema em vocábulo para descrever acusticamente um objeto pela ação que exprime.”
III. “É o que não imita um ruído, mas sugere a ideia do ser que se quer designar com a ajuda do valor psicológico de seus fonemas”. Os excertos apresentados se referem a diferentes fenômenos fonoestilísticos.
A descrição do fenômeno de aliteração está contida em:
Coluna 1
1.Eixo da leitura.
2.Eixo da Produção de textos escritos.
3.Eixo da Oralidade.
Coluna 2
A.Relacionar textos verbais e não verbais, construindo sentidos.
B.Produzir textos orais de diferentes gêneros, com diferentes propósitos, sobretudo os mais formais comuns em instâncias públicas (debate, entrevista, exposição, notícia, propaganda, relato de experiências orais, dentre outros).
C.Utilizar vocabulário diversificado e adequado ao gênero e às finalidades propostas.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a associação correta:
Ao falarmos de gêneros textuais em sala de aula, analise as proposições abaixo:
I.Explicar aos alunos que nas fábulas há um ensinamento ou que a carta precisa ter cabeçalho e saudações, não permitirá sozinho que os alunos compreendam o gênero, sendo capaz de redigi-lo. O aluno precisa fazer para aprender.
II.Trabalhar somente as partes formais do texto é menos trabalhoso para o professor, mas não garante a aprendizagem por parte do aluno.
III.O que importa é fazer a garotada transitar entre as diferentes estruturas e funções dos textos como leitores e escritores.
Após análise, marque a opção correta.