Questões de Concurso Comentadas sobre teorias e práticas para o ensino de língua portuguesa  em pedagogia

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Q2452523 Pedagogia
Sobre a concepção, “A Linguagem como Expressão do Pensamento”, é INCORRETO afirmar que:
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Q2447591 Pedagogia

Julgue o item subsequente.


As práticas de linguagem não são estanques. Há articulações entre elas. Ao trabalhar uma produção de texto, é possível, por exemplo, realizar entrevistas (oral) com registros (escrita), ler textos modelares do mesmo gênero (leitura) e transformar a entrevista em texto escrito (análise linguística).

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Q2447577 Pedagogia

Julgue o item subsequente.


É no nível silábico-alfabético que a criança abandona a ideia de que a cada sílaba oral corresponde a uma letra, porque constata que é impossível ler o que se escreve silabicamente. A criança estabelece correspondência entre fonema e grafema. Ela compreende que a sílaba pode ter uma, duas ou três letras, e a princípio tem dificuldade na separação das palavras quando escreve um texto.

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Q2447570 Pedagogia

Julgue o item subsequente.


Práticas de escrita que enfatizam a rigidez estrutural e a conformidade com normas linguísticas estabelecidas são mais eficazes na formação de escritores proficientes do que abordagens que priorizam a liberdade criativa e a expressão individual.

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Q2440774 Pedagogia
Quatro eixos temáticos definem as práticas de linguagem BNCC, estando corretamente listados abaixo, EXCETO:
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Q2439499 Pedagogia
O componente Língua Portuguesa integra a Área de Linguagens e tem como proposta levar os alunos a aprendizagens relacionadas à ampliação da participação em práticas inseridas nos mais diversos campos da atividade humana. Para tanto, concebe a língua como uma forma de interação humana, por meio da qual se considera o contexto comunicativo. As habilidades relacionadas à Área de Linguagens são:


I.   Discutir e elaborar, coletivamente, regras de convívio em diferentes espaços (sala de aula, escola etc.).
II.  Segmentar oralmente palavras em sílabas.
III. Distinguir as letras do alfabeto de outros sinais gráficos.
IV. Reconhecer o sistema de escrita alfabética como representação dos sons da fala.


Quais estão INCORRETAS? 
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Q2403259 Pedagogia
Texto III


O reconhecimento da cultura afro-brasileira e africana: a
obrigatoriedade da temática na Educação Básica


       O reconhecimento das contribuições dos africanos na formação do Brasil é recente. Para que os grupos étnicos africanos ganhassem visibilidade na sociedade brasileira foram necessários diversos movimentos e manifestações em prol desse reconhecimento.
         Entre as medidas legais que vêm sendo adotadas está a obrigatoriedade de tratar da cultura afro-brasileira e a história da África na Educação Básica; várias políticas de reparação, reconhecimento e valorização da população afro-brasileira vêm sendo concretizadas na sociedade contemporânea. Uma dessas ações, como já sinalizado, é a Lei n° 10.639/03, que tornou obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira no currículo da Educação Básica no país; essa lei é importante na medida em que a sociedade brasileira se apropria e reconhece o valor da história e da cultura africana, trazida pelos escravizados para o Brasil e mantida pelos seus descendentes ao longo dos tempos.
          A Lei nº 10.639/03 altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96) e inclui os artigos 26-A e 79-B, que tratam da obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira no currículo escolar. No Brasil, a Lei n° 10.639/03, tem com um dos principais objetivos educar a população para as relações étnico-raciais. Essas relações dizem respeito à reeducação dos diferentes grupos étnicos e dependem de ações que priorizem trabalhos conjuntos, articulações entre processos educativos escolares, políticas públicas e movimentos sociais.
        Compreender como se estruturam as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Africana, bem como os princípios que a norteiam, é fundamental para a inserção da temática em sala de aula, uma vez que esta vem se tornando um dos elementos essenciais para que seja refeito o caminho pelo qual se construiu uma imagem negativa dos povos africanos. A partir daí, desconstruir ideologias e mentalidades discriminatórias e preconceituosas que permeiam a sociedade contemporânea.
        No entanto, a inserção dessa lei no contexto brasileiro não é algo espontâneo. Pelo contrário, ela é resultante da atuação de políticos e, principalmente, da pressão exercida por grupos de defesa dos direitos dos negros. Ou seja, a Lei n° 10.639/03 é um produto da união de forças vindas da sociedade brasileira como o Movimento Negro, por exemplo, que ao longo da história do país apresentou inúmeras reivindicações dos direitos dos negros no Brasil. (...)


Disponível em https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/18/22/histria-dafrica-e-cultura-afro-brasileira-desafios-e-possibilidades-no-contexto-escolar.

A leitura estimula o raciocínio, melhora o vocabulário, aprimora a capacidade interpretativa, além de proporcionar ao leitor um conhecimento amplo e diversificado sobre vários assuntos. Dessa forma, é importante reconhecer as concepções de leitura para que se adotem posturas direcionadas aos objetivos pretendidos durante o ato de ler. Para isso, correlacione, nas colunas a seguir, a concepção de leitura condizente com a sua respectiva descrição:

I – Perspectiva estruturalista. II – Perspectiva cognitiva. III – Perspectiva interacionista.

( ) Nesta concepção, tanto o texto quanto o leitor são imprescindíveis para o processo da leitura. Então, para a produção de sentido é necessária a interação entre autor, texto e leitor. O significado não fica restrito nem no texto nem no leitor, porém na interação entre texto e leitor. Neste âmbito, o ato de ler passa a ser visto como um processo que integra tanto as informações contidas no texto quanto as informações que o leitor traz para o texto.
( ) A perspectiva teórica trará o leitor em primeiro plano, quer dizer, tem-se o lugar do processo top-down e o bottom-up sai de cena. Este modelo teórico, descendente, tange a ideia de que o leitor não realiza uma leitura linear e decodificada, que não há um procedimento sequencial letra por letra, palavra por palavras, para obter uma leitura proficiente. O processo de leitura se dá do leitor para o texto, ou seja, de cima para baixo e não como foi visto no modelo ascendente.
( ) De acordo com Kato (1985) o texto como fonte única de sentido, possui uma visão estruturalista e mecanicista da linguagem. Nesta perspectiva teórica, o sentido estaria aprofundado às palavras e às frases, estando, assim, na dependência direta da forma. Tal modelo concebe a leitura como decodificação (modelo bottom-up), em que a leitura é vista como um processo instantâneo de decodificação de letras e sons.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta obtida no sentido de cima para baixo. 
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Q2397361 Pedagogia
São práticas de linguagem da Língua Portuguesa nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental: 

I. Leitura/escuta (compartilhada e autônoma). II. Análise linguística/semiótica (alfabetização). III. Estudo e pesquisa. IV. Artística e literária.

Quais estão corretas?
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Q2395511 Pedagogia
A área de Linguagens reúne conhecimentos relativos à atuação dos sujeitos em práticas de linguagem, em variadas esferas da comunicação humana, das mais cotidianas às mais formais e elaboradas. Esses conhecimentos possibilitam mobilizar e ampliar recursos expressivos, para construir sentidos com o outro em diferentes campos de atuação. Propiciam, ainda, compreender como o ser humano se constitui como sujeito e como age no mundo social em interações mediadas por palavras, imagens, sons, 


http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/sem_pedagogica/fev_2016/anexo3_dge_3dia_sp2016.pdf 29) 
Na área de Linguagens, a utilização do termo linguagens, no plural, aponta para: 
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Q2394171 Pedagogia
No ensino de língua portuguesa, ao conceber a linguagem como atividade interacional, o professor deve conceber a leitura, por exemplo, como
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Q2383615 Pedagogia
A seguir, é reproduzida uma orientação de atividade escolar extraída de um artigo científico escrito pelos pesquisadores Ciavolella e Menegassi (2021, p. 774). 
A partir do texto de um aluno do sexto ano que foi produzido a partir do seguinte comando:
“Com o objetivo de noticiar os acontecimentos da escola, você, colocando-se no papel de jornalista, elabore uma notícia sobre a comemoração do Dia do Estudante para ser publicada no Mural da escola.” Faça a revisão do texto, optando preferencialmente pela revisão textual-interativa. Seu objetivo será orientar o aluno para que possa aperfeiçoar o texto.
No momento da revisão, atente-se aos seguintes pontos:
• texto atendeu aos elementos do comando de produção?
• texto atendeu às características do gênero?
• Há problemas gramaticais significativos que precisam ser revistos?



Analisando os comandos da atividade, percebe-se que ela se baseia, de maneira geral, numa concepção de
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Q2383612 Pedagogia
Em uma aula sobre o gênero resumo acadêmico, o professor de português discute com seus alunos do 9º Ano alguns resumos de trabalhos publicados em uma conferência climática nacional ocorrida já em 2024.


Que temas contemporâneos transversais podem ser prioritariamente abordados a partir dessa situação didática para que sejam bem aproveitados o gênero textual, a temática e o evento discursivo?
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Q2383611 Pedagogia
Em uma pesquisa sobre o trabalho com os temas transversais no ensino de português, Torres e Nogueira (2015) colhem alguns depoimentos de professores para fazerem suas análises.


Dois desses relatos são reproduzidos a seguir:



Como o tema mais trabalhado é “o meio ambiente”, geralmente, avalio em debates ou seminários. Porque é melhor para avaliar como os alunos “internalizam” o tema, as opiniões apresentadas, e se foram capazes de formular suas próprias opiniões. 



Eu avalio de forma positiva quanto a formação do educando, pois leva a refletir sobre o conteúdo aplicado. Os instrumentos avaliativos utilizados são por meio de seminários, debates e conversa dialogada. 


Disponível em: https://edoc.ufam.edu.br/ Acesso em: 20 jan. 24.



Compreendendo esses relatos, pode-se afirmar que a preferência dos dois professores é trabalhar os temas transversais por meio de práticas de
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Q2383610 Pedagogia
Na era das tecnologias digitais da informação e da comunicação, novas preocupações surgem para o trabalho do professor de português com as práticas de leitura.


Um conteúdo de leitura que ganha grande relevância nesse cenário contemporâneo, na aula de língua portuguesa, é o/a
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Q2383608 Pedagogia
Na obra Portos de passagem (2017[1991], p. 85), João Wanderley Geraldi explica que “A história da educação, como toda a história, recupera avanços e recuos, perceptíveis como tais somente ao olhar contemporâneo”. A partir, então, de uma visão contemporânea das práticas de linguagem, que proposta de ensino possibilitou à disciplina Língua Portuguesa um trabalho mais específico com a leitura e escrita de textos em linguagem digital? 
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Q2383604 Pedagogia
No que se refere às práticas de ensino da oralidade nos Anos Finais do Ensino Fundamental, tomamos o caso de uma aula de português que explore as múltiplas tradições orais e seus gêneros, observando o surgimento de textos falados e as práticas que possibilitam sua perpetuação.


Qual objeto de conhecimento das práticas de oralidade é, então, contemplado de maneira central nessa aula?
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Q2367310 Pedagogia
Considerando os conceitos metodológicos específicos da área do conhecimento de língua portuguesa nos anos iniciais do ensino fundamental, assinale a opção em que é apresentado exemplo de atividade de exploração da linguagem oral e escrita em perspectiva heurística.
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Q2367232 Pedagogia
Texto 10A3-I


       Na escola, sem Bibiana ao meu lado para me ajudar, minha vida se tornou um tormento. Desde o início, minha mãe avisou à dona Lourdes, a nova professora, da minha mudez. Ela foi cuidadosa, no começo, e bastante generosa para me ensinar as tarefas. Àquela altura eu já sabia ler, graças muito mais aos esforços de minha irmã mais velha e minha mãe do que da professora sem paciência que dava aula na casa de dona Firmina. Para mim era o suficiente. Diferente de Bibiana, que falava em ser professora, eu gostava mesmo era da roça, da cozinha, de fazer azeite e de despolpar o buriti. Não me atraía a matemática, muito menos as letras de dona Lourdes. Não me interessava por suas aulas em que contava a história do Brasil, em que falava da mistura entre índios, negros e brancos, de como éramos felizes, de como nosso país era abençoado. Não aprendi uma linha do hino nacional, não me serviria, porque eu mesma não posso cantar. Muitas crianças também não aprenderam, pude perceber, estavam com a cabeça na comida ou na diversão que estavam perdendo na beira do rio, para ouvir aquelas histórias fantasiosas e enfadonhas sobre os heróis bandeirantes, depois os militares, as heranças dos portugueses e outros assuntos que não nos diziam muita coisa.

        Meu desinteresse só fazia crescer. Tinha a sensação de que perdia meu tempo naquela sala quente, ouvindo aquela senhora de mãos finas e sem calos, com um perfume forte que parecia incensar a escola nos dias de calor. Olhava para o quadro verde, as letras embaralhadas, bonitas, mas que formavam palavras e frases difíceis que não entravam em minha cabeça, e pensava em meu pai na várzea encontrando coisa nova na terra para a qual se dedicar, ou minha mãe cuidando do quintal, dos bichos, costurando.

Itamar Vieira Jr. Torto arado. São Paulo:
Todavia, 2019, p. 97-8 (com adaptações).
Considerando-se o contexto narrativo do texto 10A3-I, em que, além da narradora, outros alunos da professora Lourdes parecem não ter aprendido o hino nacional, é correto afirmar, com base no que propõe a BNCC em relação ao trabalho pedagógico com as práticas de linguagem no ensino fundamental, que, para favorecer o aprendizado dos alunos, seria recomendável que a professora empregasse estratégias como a de 
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Q2359474 Pedagogia

Quanto às práticas de linguagem, na bncc, o jingle, o spot de campanha, a webconferência e a playlist comentada, fazem parte do eixo  

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Q2359473 Pedagogia
A base nacional comum curricular apresenta o componente língua portuguesa com propostas e conceitos alinhados às ideias da contemporaneidade, não se deixando de lado os referenciais curriculares produzidos nas últimas décadas. Analise as assertivas abaixo e marque a opção correta.

I. A BNCC assume a perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem, para os quais a linguagem é uma forma de ação interindividual orientada para uma finalidade específica; um processo de interlocução que se realiza nas práticas sociais existentes numa sociedade, nos distintos momentos de sua história.
II. IA BNCC procura contemplar a cultura digital, diferentes linguagens e diferentes letramentos, desde aqueles basicamente lineares, com baixo nível de hipertextualidade, até aqueles que envolvem a hipermídia;
III. Os eixos de integração considerados na BNCC de Língua Portuguesa são aqueles já consagrados nos documentos curriculares da Área, correspondentes às práticas de linguagem: oralidade, leitura/escuta, produção e gramática;
IV. O Eixo Leitura, na BNCC, compreende as práticas de linguagem que decorrem da interação ativa do leitor com os textos escritos;
V. Na BNCC, as habilidades não são desenvolvidas de forma genérica e descontextualizada, mas por meio da leitura de textos pertencentes a gêneros que circulam nos diversos campos de atividade humana.  
Alternativas
Respostas
421: E
422: C
423: E
424: E
425: D
426: A
427: C
428: C
429: A
430: B
431: C
432: D
433: C
434: A
435: E
436: B
437: B
438: C
439: B
440: E