Questões de Concurso
Sobre temas educacionais pedagógicos em pedagogia
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Falas de alguns professores sobre suas turmas:
“Estou tendo problemas seríssimos de comportamento na minha turma. Estou assustada!”
“Tem os mais disciplinados e os atormentadores.”
“Ele não consegue se fixar numa atividade: faz barulho, fala alto, sai do lugar, mexe no lixo, enfim, fica tumultuando o tempo todo.”
“É lógico que a gente tenta controlar a disciplina! A gente coloca os limites: o que é certo, o que é errado, quando pode falar, quando pode se levantar...”
Para o psicólogo Júlio Groppa, a questão da indisciplina está sempre presente nas conversas entre professores e, muitas vezes, o trabalho docente se confunde, limitando-se:
No que tange às novas abordagens teóricas e metodológicas no ensino da geografia, considere as seguintes afirmações:
I. A construção de uma geografia escolar crítica destacou a clareza, a simplicidade, a generalidade e a exatidão como principais condições de interpretação dos conteúdos geográficos, fazendo uso de uma metodologia que estimula, no processo de ensino/aprendizagem, a construção de certezas.
II. Criticidade no ensino de geografia é deixar o estudante se libertar da dependência intelectual, encontrar sua criatividade e imaginação, aprender a pensar a partir do diálogo com o real e com as obras culturais, tentando se descobrir como agente de mudanças.
III. Por geografia escolar tradicional entende-se uma atitude de pensar os temas e os conceitos geográficos a partir de procedimentos rígidos e estáticos, não abrindo margem para uma renovação ou uma pluralidade no conhecimento.
É correto o que se afirma em
O professor José está trabalhando o tema saúde e atividade física. Combinou com os estudantes que farão entrevistas para buscar informações sobre o assunto com os colegas de outras turmas. Para isso conversou com o professor de Língua Portuguesa, a fim de elaborar o roteiro das perguntas. A professora de Matemática ajudou com os dados e a elaboração de gráficos, e o professor de Ciências, com o funcionamento do corpo e as relações entre alimentação e gasto energético.
Assinale a alternativa que, de acordo com Darido e Rangel, em Educação Física na escola: implicações para a prática pedagógica (2005), corresponde a esse tipo de trabalho.
No livro Didática da Educação Física, organizado por Elenor Kunz (2016), Ribas apresenta uma classificação dos jogos e esportes de acordo com critérios de interação.
Assinale a alternativa em que, de acordo com Ribas, uma das práticas sociomotrizes está corretamente caracterizada, com a respectiva ênfase que deve ser dada nas atividades desenvolvidas.
A professora Judite sentou-se com os alunos do 3º ano do ensino fundamental para conversar sobre o jogo queimado e os estimulou a falarem sobre o assunto. Durante a vivência, o jogo era interrompido para dialogarem sobre diferentes possibilidades de jogar e sugerirem variações. No final da aula, voltaram a conversar sobre todo o processo.
Essa metodologia, de acordo com Freire e Scaglia, no livro Educação como prática corporal (2009), tem por objetivo desenvolver a
Para Knijnik e Zuzzi, em Meninas e meninos na Educação Física: gênero e corporeidade no século XX (2010), a corporeidade culturalizada em matrizes de gênero normativas deve ser alvo de debate na escola.
Assinale a alternativa em que as matrizes de gênero normativas estão presentes.
Oliveira e Votre, em Bullying nas aulas de Educação Física (2006), afirmam que o bullying é um comportamento cruel, eticamente condenável, que tortura, humilha e intimida as vítimas, e que a aula de Educação Física não é um espaço livre de tal atitude.
Sobre o bullying, é correto afirmar que
A professora Rafaela trabalha com o 4º ano do ensino fundamental e, neste ano de 2018, notou em uma de suas turmas a presença de um estudante de origem indígena. Com a intenção de ressignificar seu currículo e de valorizar outras culturas, resolveu incluir no seu planejamento uma gincana com brincadeiras e jogos dos povos indígenas, próximo ao Dia do Índio. Para separar os estudantes em grupo, fez uma parceria com a professora de Artes e confeccionou cocares e braceletes com penas de cores distintas. Na semana da gincana, os adornos foram distribuídos e as brincadeiras foram realizadas, a saber: corrida do saci (pular em apenas uma das pernas), vida (semelhante ao jogo queimada, em que a criança queimada sai do jogo) e o gavião e os passarinhos (semelhante ao jogo polícia e ladrão, no qual ganha quem aprisionar todos os passarinhos primeiro). Embora tivesse pontuação por equipes, no final todos levaram uma peteca para casa pela participação.
De forma a responder à diversidade étnica de sua turma, podemos afirmar que a professora trabalhou com a perspectiva denominada Multiculturalismo
Cunha, em Brincadeiras africanas para educação cultural (2016), afirma que existem elementos racistas em alguns jogos que por vezes são citados como de origem afro-brasileira, e que a utilização dessas brincadeiras em aula, sem uma reflexão sobre seu significado e sua construção histórica, termina por contradizer as orientações legais acerca de uma pedagogia antirracista.
Um exemplo de jogo ligado ao contexto da escravidão cuja construção histórica o(a) docente deve problematizar é
De acordo com Castellani Filho e colaboradores, em Metodologia do ensino da educação física (2009), a abordagem de ensino denominada como crítico-superadora é entendida como “um espaço intencionalmente organizado para possibilitar a direção da apreensão, pelo aluno, do conhecimento específico da Educação Física e dos diversos aspectos das suas práticas na realidade social” (p. 86).
Nesse sentido, os autores afirmam que a aula de Educação Física na perspectiva crítico-superadora deve
Para Fonseca (2017), todos os estudantes têm direito às aulas e devem ser ensinados; não é dever do professor decidir quem aprende e quem não aprende. A autora trata da dialética inclusão/exclusão e abre um campo de reflexão para se pensar a diferença não como um entrave, e sim como um desafio ao docente. Na Educação Física escolar, o processo de ensino e aprendizagem “abre uma brecha para a possibilidade de adotarmos estratégias onde as diferenças culturais possam coexistir democraticamente, mas não de forma ingênua”. A exclusão não precisa ser definitiva; mas é ingênuo pensar que ações inclusivas garantam que a inclusão aconteça para todos.
FONSECA, Michele Pereira de Souza da; RAMOS, Maitê Mello Russo. “Inclusão em movimento: discutindo a diversidade nas aulas de educação física escolar”. In: PONTES JR, José Airton de Freitas (Org.). Conhecimentos do professor de educação física escolar [livro eletrônico]. Fortaleza: EdUECE, 2017, p. 186.
Assinale a alternativa em que a autora aponta caminhos possíveis para práticas mais inclusivas nas
aulas de Educação Física.
O professor Paulo trabalhou a temática dança nas turmas de 9o ano do ensino fundamental e perguntou aos estudantes o que eles sabiam sobre o assunto, sobre a história e o que assistiam na mídia. Nas aulas seguintes, foram apresentadas diversas reportagens, textos e vídeos relacionados às questões de moda, política, gênero e padrão corporal. Foi realizada uma parceria com professores das disciplinas História e Sociologia para aprofundar as questões. No decorrer do trimestre, foram feitas muitas discussões, gerando belos trabalhos sobre os assuntos refletidos nas aulas.
Assinale a alternativa que, com base nos estudos culturais, corresponde ao princípio no qual o trabalho foi realizado.
Cunha, em Brincadeiras africanas para educação cultural (2016), afirma que as brincadeiras populares africanas apresentam algumas características e particularidades.
Assinale a alternativa que, segundo a autora, apresenta uma dessas características.
Oliveira (in DAÓLIO, 2010) relata ser comum que estudantes usem a expressão ‘não levo jeito’ quando julgam que não irão obter sucesso na atividade pretendida pelo professor, constituindo-se muitas vezes em espectadores da Educação Física escolar. O autor sugere o princípio da alteridade como imprescindível para a busca da igualdade de acesso ao conhecimento na disciplina.
DAÓ LIO, Jocimar (Coord.). Educação Física escolar: olhares a partir da cultura. GEPEFIC-Grupo de Estudo e Pesquisa Educação Física e Cultura. Campinas: Autores Associados, 2010.
Com base nos argumentos do autor, assinale a alternativa que mostra como os docentes de
Educação Física podem, por meio de sua prática pedagógica, possibilitar que a aprendizagem da
disciplina esteja disponível também para os autoproclamados “sem jeito”.
Observe os mapas a seguir.

Disponível em: https://encrypted-tbn0.gstatic.com. Acesso em: 9 ago. 2018.
“A escolha de uma projeção depende do que se deseja representar.”
SAMPAIO, Fernando dos Santos. Para viver juntos: 9º ano do ensino fundamental. São Paulo: SM, 2015, p.140-141.
O planejamento de uma aula de geografia sobre projeções cartográficas deve mostrar que o mapa
de