Questões de Concurso
Sobre temas educacionais pedagógicos em pedagogia
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Sobre o contexto enunciado, considerando a importância do “Processo Ensino-aprendizagem de Educação”, analise as proposições seguintes:
I. O educador não pode ver a prática educativa como algo sem importância, ao contrário, ele deve sempre perseguir um constante processo de reafirmação dos valores da educação. II. O educador não deve barrar a curiosidade do aluno, pois é de fundamental relevância o incentivo à sua imaginação, intuição, senso investigativo, enfim, sua capacidade de ir além. III. No Processo didático-pedagógico de ensinar e aprender, o professor deve observar hábitos e atitudes prejudiciais ao trabalho docente, evitando tudo que possa prejudicar o andamento do próprio processo e, consequentemente, o aproveitamento dos discentes.
Está (ão) correta(s):
I. A pluralidade étnica. II. As características regionais que fazem parte da realidade brasileira. III. As discriminações socioeconômicas advindas da aculturação.
Está(ão) correta(s):
I. A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. II. A avaliação processual faz parte da educação no amplo trabalho do planejamento escolar. Assim sendo, o professor deve ser bem cauteloso nos seus propósitos educativos. III. Para que eu possa defender a boa educação no Brasil, pensando na real importância da formação humana, sempre me pergunto: “onde são aplicados os suados impostos que os cidadãos de bem, os brasileiros, têm pago sobre tudo que consomem, como estes impostos são aplicados”. Onde estão os guardiões da Constituição Federal Brasileira? Por que tanto descaso para com a educação neste país? IV. A Educação deve proporcionar ao educando meios necessários para entender o mundo em que se vive e o momento histórico em que está situado e fornecer-lhes armas para poder defender–se de influências nocivas para a sua vida e a da comunidade a que pertence, isto especialmente em uma época em que os meio de comunicação, em particular a maioria maciça de televisivos, tendem a tratá-lo como um ser passivo e manipulável.
Sobre os objetivos gerais do (PNEDH), analise as proposições com V (verdadeiro) ou F (falso). Após análise, marque a alternativa correta.
I. Destacar o papel estratégico da educação em direitos humanos para o fortalecimento do Estado Democrático de Direito; e enfatizar o papel dos direitos humanos na construção de uma sociedade justa, equitativa e democrática. II. Encorajar o desenvolvimento de ações de educação em direitos humanos pelo poder público e a sociedade civil por meio de ações conjuntas; e contribuir para a efetivação dos compromissos internacionais e nacionais com a educação em direitos humanos. III. Propor a transversalidade da educação em direitos humanos nas políticas públicas, estimulando o desenvolvimento institucional e interinstitucional das ações previstas no PNEDH nos mais diversos setores (educação, saúde, comunicação, cultura, segurança e justiça, esporte e lazer, dentre outros); e avançar nas ações e propostas do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) no que se refere às questões da educação em direitos humanos. IV. Orientar políticas educacionais direcionadas para a constituição de uma cultura de direitos humanos; e estabelecer objetivos, diretrizes e linhas de ações para a elaboração de programas e projetos na área da educação em direitos humanos.
PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA
Considerada um marco na educação brasileira, porém pouco praticada no cotidiano escolar, a Pedagogia Histórico-Crítica, teoria criada pelo pedagogo brasileiro Dermeval Saviani, tem como foco a transmissão de conteúdos científicos por parte da escola, porém sem ser conteudista. O ensino conteudista é aquele em que se passa uma quantidade enorme de conteúdo, sem se preocupar com o desenvolvimento intelectual, cultural e de raciocínio do aluno. A teoria de Saviani, no entanto, preza pelo acesso aos conhecimentos e sua compreensão por parte do estudante para que este seja inclusive capaz de transformar a sociedade.
Trata-se de uma pedagogia contra-hegemônica, inspirada no marxismo, portanto preocupada com os problemas educacionais decorrentes da exploração do homem pelo homem. É uma teoria de orientação socialista, organizada no Brasil a partir da década de 1980.
Na Pedagogia Histórico-Crítica, a educação escolar é valorizada, tendo o papel de garantir os conteúdos que permitam aos alunos compreender e participar da sociedade de forma crítica, superando a visão de senso comum. A ideia é socializar o saber sistematizado historicamente e construído pelo homem. Nesse sentido, o papel da escola é propiciar as condições necessárias para a transmissão e a assimilação desse saber.
Conforme Dermeval Saviani, que esteve em Sorocaba na segunda-feira passada, dia 10, para a aula inaugural do curso de Pedagogia na UFSCar, e concedeu entrevista exclusiva ao Educare, sua teoria pedagógica entende que a sociedade atual é injusta, baseada na exploração do trabalho pelo capital, por isso ele acredita que o movimento operário deve se organizar para que não existam mais exploradores e explorados. "Para que essa teoria se desenvolva efetivamente, é necessário um outro tipo de organização social e isso é difícil porque nesse caso a nossa sociedade é questionada, mas a ideia é assegurar aos alunos o domínio dos conhecimentos e conquistas humanas para que eles possam agir na sociedade de maneira diferente".
O professor frisa que as teorias dominantes tendem a desconsiderar a importância dos conhecimentos elaborados de base científica. "A Escola Nova secundariza o conhecimento do professor assim como o Construtivismo, entre outras propostas, que assumem posições negadoras da escola", afirma.
De acordo com Dermeval, para uma pessoa aprender a falar, ela não precisa da escola, mas para ler e escrever, sim. "Os conteúdos acabam sendo sonegados da população, dos trabalhadores na verdade, porque a elite dominante tem escolas que asseguram esse acesso. Por isso é que defendo a valorização dos conteúdos e conhecimentos sistematizados. A escola tem de priorizar isso", diz.
O educador observa que nos últimos anos as escolas têm sido incentivadas a cuidar de outras coisas. O que existe, afirma, é a inclusão de elementos que não são relevantes, que não precisam ou não deveriam entrar no currículo das escolas. "Mas há deputados que querem introduzir disciplinas. Teve um que queria incluir aula de xadrez nas escolas porque estimula o raciocínio, enfim, enquanto muitos estudantes questionam diversos tipos de conteúdos porque acreditam que não serão usados em seu dia a dia e serão esquecidos, eu defendo que eles são necessários para que se entre em outro patamar".
Como exemplo, Dermeval diz que é preciso ter acesso à norma culta da Língua Portuguesa para que o aluno tenha condições de ler os clássicos. "O andaime é indispensável para uma construção, não é porque ele não será usado mais tarde que devemos abrir mão do andaime. Então da mesma forma, na Educação, há coisas que a escola tem de desenvolver para que o estudante consiga alcançar outros degraus. O óbvio precisa ser reiterado porque acaba sendo esquecido", afirma.
Dermeval lembra que os alunos reclamam dos professores, alegando que as aulas são muito teóricas e que deveriam ser mais práticas. "Mas sem a teoria a prática fica cega. Por sua vez, a teoria sem a prática é mera abstração, então é preciso saber dosar, mas quiçá tivesse mesmo mais teorias, aí sim muita gente teria aprendido mais coisas."
Quando Dermeval fala de teoria, ele não está falando em "jogar conteúdos aos ventos", mas sim trabalhar adequadamente esses conhecimentos nas escolas.
Outra observação que o pedagogo faz é com relação às várias teorias existentes e que muitos professores têm se perdido. Alguns já não sabem mais o que seguir e acabam misturando conceitos. Aqui vai a dica: "Não cabe misturar teorias, pois isso não permite que seja feito um trabalho consistente. É preciso, sim, conhecer as várias teorias para superá-las", diz ele.
(JACINTO, Daniela. Criador da Pedagogia Histórico-Crítica fala sobre o papel da escola. Disponível em: http://bit.ly/2prSepa)
Com base no texto 'PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA', leia as afirmativas a seguir:
I. O acesso à norma culta da Língua Portuguesa, a fim de que o aluno tenha condições de ler os clássicos, é um dos diversos tipos de conteúdos necessários para o educando entrar em outro patamar, alcançar outros degraus, como sugere o teórico.
II. O educador Saviani corrobora com a ideia de que existem muitas teorias relacionadas à educação e os docentes já não sabem mais qual devem seguir. Sendo assim, não se deve misturá-las.
Marque a alternativa CORRETA:
CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO
Jean Piaget, em sua obra, colocou em evidência a atividade do sujeito diante do mundo exterior e que lhe é independente. Piaget recusou as explicações do empirismo tradicional de que existiriam estruturas endógenas no indivíduo que propiciavam o desenvolvimento da inteligência. Pois, para o pensador, o conhecimento é resultado da interação do sujeito com o objeto, sendo que essa interação depende de fatores internos que são modificados a cada etapa de desenvolvimento das estruturas mentais, por meio das quais acontece o desenvolvimento psíquico.
Segundo Piaget, o processo de estruturação mental é o resultado de uma equilibração progressiva entre uma esfera e outra, ou seja, o desenvolvimento mental é uma construção contínua, comparável à edificação de um grande prédio que, à medida que se acrescenta algo, ficará mais sólido, ou à montagem de um mecanismo delicado, cujas fases gradativas de ajustamento conduziriam a uma flexibilidade, e uma mobilidade das peças.
O conhecimento para Piaget se revela por meio de uma construção indefinida, em que não há conhecimento absoluto.
O conhecimento, para Piaget, se origina de etapas sucessivas: equilibração, assimilação e acomodação e o indivíduo é quem conduz esse processo. Trazendo essas pontuações para a educação escolar, pode-se perceber como Piaget compreende o processo educativo. Para o autor, o futuro do ensino deve se abrir cada vez mais à interdisciplinaridade e às necessidades do cotidiano e, para isso, o ambiente de aprendizagem deve ser organizado com práticas pedagógicas que estimulem o espírito de liberdade nos estudantes, de modo que eles possam reconstruir suas verdades.
Nesse sentido, Piaget é enfático na orientação de que o aluno deve conduzir a sua aprendizagem. Ele afirma ainda que os métodos ativos é que são os responsáveis pelo desenvolvimento livre dos indivíduos. Assim, eles devem desenvolver o máximo de experimentação, pois, para Piaget, se os indivíduos não passarem pela experiência será adestramento e não educação.
RELAÇÕES SOCIAIS
Para Piaget existem dois tipos de relações sociais: as relações sociais de coação social e as relações sociais de cooperação. A coação social é toda relação entre dois ou mais indivíduos na qual intervém um elemento de prestígio ou autoridade, sendo que nesse tipo de relação o indivíduo é coagido.
Piaget, ao definir as relações de coação social, considera o adulto enquanto aquele que coage a criança, desse modo, ao associar essa ideia à educação escolar, significa compreender que o professor, por ser a figura de prestígio ou autoridade, exerce exatamente a função de coagir o indivíduo, atrapalhando-o no processo de aprendizagem bem como no desenvolvimento da autonomia. Por isso, na concepção de Piaget, toda forma de transmissão seria coerção, pois o adulto por estar numa posição de prestígio levaria o indivíduo a aceitar suas posições. Para Piaget, o grupo (outras crianças) contribuiria muito mais que o próprio professor para a construção do conhecimento.
Sendo assim, para Piaget o indivíduo deve se guiar livremente no processo educativo e o professor deve assumir o papel de colaborador.
Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2XXcjRm.
Com base no texto 'CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO', leia as afirmativas a seguir:
I. Para Piaget, na construção do conhecimento, se os indivíduos não passarem pela experiência, então estará ocorrendo um adestramento e não a educação, de acordo com as informações apresentadas no texto.
II. Para Piaget, conforme pode ser observado no texto, o conhecimento não é influenciado pela interação do sujeito com o objeto ou com o meio em que convive.
Marque a alternativa CORRETA: