Questões de Concurso
Sobre temas contemporâneos: bullying, violência, o papel da escola, a escolha da profissão, transtornos alimentares na adolescência, família, escolhas sexuais em pedagogia
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Considere a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e leia as assertivas a seguir:
I- As pessoas com Transtorno do Espectro Autista não podem ser consideradas pessoas com deficiência, para todos os efeitos legais, porque esse estigma impede famílias de procurarem acompanhamento. Ademais, essa Lei já tem força para assegurar direitos devidos a essas pessoas.
II- Uma das diretrizes desta Política é o estímulo à pesquisa científica, com ênfase em estudos epidemiológicos que possam identificar a magnitude e as características do problema relativo ao Transtorno do Espectro Autista no país.
III- As pessoas com Transtorno do Espectro Autista são caracterizadas somente pelos padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, como ações motores ou verbais estereotipados ou por comportamentos sensoriais incomuns; excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Em caso de violência contra crianças e adolescente é possível acionar um dos números abaixo que tem as seguintes características: funciona diariamente das 8 h às 22 h, inclusive aos finas de semana e feriados. A denúncia será encaminhada aos órgãos de proteção e defesa no prazo de 24 horas, garantindo-se o sigilo do denunciante. Que número foi descrito anteriormente?
Quais dos seguintes aspectos são frequentemente abordados durante a prática e atendimentos psicopedagógicos no desenvolvimento acadêmico e emocional dos alunos?
O desenvolvimento saudável de uma criança está, em muito, relacionado ao valor nutricional da alimentação que lhe é oferecida. Proteínas, por exemplo, para o desenvolvimento dos músculos e a construção de tecidos. Marque a alternativa que tem relação à proteína:
O espaço escolar é compreendido como parte integrante da realidade socioespacial da cidade, que compõe relações e é por elas simultaneamente instituído. Se, por definição, a escola é o local da inclusão, da convivência das diferenças, do acesso democrático ao conhecimento, para as travestis ela é, ao invés, local de sofrimento, de violência e ataque cotidiano à sua autoestima, abortando suas possibilidades de conquistas materiais e sociais futuras. O espaço escolar reproduz o texto hegemônico da heteronormatividade já vivenciada na cidade. Contudo, segundo elas, outros espaços da cidade em que são discriminadas elas podem se privar de frequentar. A escola não; é uma obrigação a ser cumprida, imposta pela família e pela sociedade como necessária, tornando-se seu maior calvário. Ainda que ocultas, as travestis vivenciam esses espaços, e a geografia pode dar voz a esses sujeitos silenciados e subverter a ordem instituída, que tanto tem naturalizado as injustiças cotidianas perpetradas pela ordem econômica compulsória da heteronormatividade.
SILVA, Joseli. A cidade dos corpos transgressores da heteronormatividade. In: Silva, J. (Org.). Geografias Subversivas. Ponta Grossa: Todapalavra, 2009, p. 137.
O texto acima se insere na tendência dos estudos de geografia feminista e geografia das sexualidades que contêm o seguinte argumento:
Texto I
A importância da escola na sociedade moderna, assim como a importância da educação amplo senso em qualquer sociedade, é visível. Ela instrui novas gerações [...], adaptando-as ou assimilando-as às instituições, hábitos e valores da sociedade. O exemplo mais banal que se pode dar é que imaginemos se seria possível a continuidade ou a reprodução da sociedade capitalista, em qualquer de suas variantes [...] sem que as pessoas soubessem contar ou mesmo ler e escrever. Poderíamos ainda questionar se seria possível o desenvolvimento do capitalismo em sua fase atual, quando vivemos a revolução técnico-científica, sem uma força de trabalho cada vez mais escolarizada, sem a inovação tecnológica que pressupõe pesquisadores e universidades...
VESENTINI, William. Educação e ensino de geografia: instrumentos de dominação e/ou libertação. In. Carlos, A. (Org.). A Geografia na Sala de Aula. São Paulo: Contexto, 1999, p. 16.
Texto II
Na construção dos currículos, através do mecanismo do domínio simbólico, tudo o que não estiver ligado à cultura dominante é desprestigiado, indigno de ser reproduzido, especialmente em locais considerados “formadores” de cidadãos, como por exemplo, a escola. [...] A escola possui aquele “modelo” de estudante idealizado, que corresponde, com perfeição, ao que se espera dele. Não sabendo lidar com os estudantes que não correspondem a esse modelo, a escola acaba por contribuir para introjetar em todos, cada vez mais, o pensamento discriminatório. Os preconceitos estão de tal forma arraigados no pensamento social que, muitas vezes, os professores reproduzem os discursos de discriminação sem perceber.
FACCO, Lucia. A escola como questionadora de um currículo homofóbico. in: Silva, J.; Silva, A. (Org.). Espaço, Gênero e Poder: conectando fronteiras. Ponta Grossa: Todapalavra, 2011, p. 26 e 27. Adaptado.
Nos textos acima, abordam-se as persistentes desigualdades sociais no espaço escolar da Educação Básica. Na abordagem, essa persistência decorre diretamente da reprodução curricular do seguinte tipo de capital:
Observamos que na atualidade o ser humano parece ter chegado aos limites da artificialidade em relação à sua alimentação, modo de vida, trabalho e, principalmente, nas suas relações com ele mesmo, com seu meio socioambiental e com a transcendência. Dificilmente ele consegue ser autêntico, livre, espontâneo, natural. No seu intuito de dominar e controlar a natureza, ao invés de conhecê-la, o homem se afastou dela e perdeu seus ritmos e liberdade caótica, para viver condicionado como um mero subproduto cultural.
(Guevara, 1994.)
Na sociedade contemporânea, os Transtornos Alimentares (TAs) estão associados com desordens do comportamento alimentar, e identificá-los possibilita o planejamento de intervenções precoces e oportunas. Sobre o exposto, está INCORRETO o que se afirma em:
Esse enunciado refere-se ao(à)
Sobre esse caso hipotético, assinale a alternativa que melhor apresenta as orientações de enfrentamento à violência relatada pela adolescente, sem prejuízo às outras medidas cabíveis.
O bullying escolar compreende todas as formas de atitudes agressivas, não intencionais e repetidas (1ª parte), que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s) (2ª parte), causando dor e angústia, e são executadas dentro de uma relação desigual de poder, tornando possível a intimidação da vítima (3ª parte).
Quais partes estão corretas?
De acordo com Tavares, Béria e Lima (2005); Abramovay e Castro (2005), em relação ao que as drogas podem representar para alguns jovens, assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Uma espécie de identidade.
( ) Pertencimento a um grupo de iguais.
( ) Mudança no linguajar e vestimentas.
( ) Fator de aproximação para entrada em determinado grupo.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Julgue o item subsequente.
Apenas os alunos que sofrem bullying precisam de atenção psicopedagógica, pois os agressores não sofrem o impacto significativo do processo em seu próprio desenvolvimento.
Julgue o item subsequente.
A formação continuada de professores e funcionários da escola sobre as manifestações e consequências do bullying é essencial para a criação de um ambiente seguro e acolhedor para todos os alunos.
Julgue o item subsequente.
A prática psicopedagógica em educação sexual deve
abordar o impacto das redes sociais e da internet na
percepção da sexualidade entre adolescentes,
promovendo o uso crítico e responsável dessas
plataformas.
Julgue o item subsequente.
A educação sexual deve incluir debates sobre a importância do autocuidado e da autoestima, ajudando os alunos a desenvolverem uma imagem corporal positiva e a cuidarem de sua saúde física e emocional.