Questões de Concurso Comentadas sobre pedagogia
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(__)O diálogo nem sempre é a melhor forma de resolução de conflitos, por vezes os limites devem ser mais claramente expostos, mesmo que sejam necessários castigos físicos.
(__)O ato de pedir licença e explicar o objetivo do gesto ao tocar a criança, demonstra respeito por ela.
(__)A observação quanto as condições de chegada das crianças são importantes, além da anotação de possíveis anormalidades para que se alertem aos pais, imediatamente.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA de cima para baixo.
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
A base do cuidado humano é compreender como ajudar o outro a se desenvolver como ser humano. Cuidar significa valorizar e ajudar a desenvolver capacidades. O cuidado é um ato em relação ao outro e a si próprio que possui uma dimensão expressiva e implica em procedimentos específicos.
Brasil. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998.
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
A base do cuidado humano é compreender como ajudar o outro a se desenvolver como ser humano. Cuidar significa valorizar e ajudar a desenvolver capacidades. O cuidado é um ato em relação ao outro e a si próprio que possui uma dimensão expressiva e implica em procedimentos específicos.
Brasil. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998.
Analise os excertos abaixo:
Excerto I.Em se tratando de crianças pequenas, a atmosfera criada pelos adultos não precisa ter um forte componente afetivo.
Excerto II.As crianças precisam ser respeitadas em suas diferenças individuais, auxiliadas em seus conflitos por adultos que a conhecem em seu comportamento, entendem suas frustrações, e que lhes possibilitem limites claros.
Sobre os excertos, assinale a alternativa CORRETA.
Leia o texto a seguir para responder à questão
As primeiras cartas de Jorge foram todas à mãe. Eram longas e derramadas, entusiásticas, descuidosas e até pueris. Descontada a escassa porção de realidade que podia haver nelas, ficava um cálculo, que o coração de Valéria compreendeu: era adoçar-lhe a ausência e dissipar-lhe as apreensões.
Cedo se familiarizou Jorge com a vida militar. O exército, acampado em Tuiuti1 , não iniciava operações novas; tratava-se de reunir os elementos necessários para prosseguir a campanha de modo seguro e decisivo. Não havendo nenhuma ação grande, em que pudesse provar as forças e amestrar-se, Jorge buscava as ocasiões de algum perigo, as comissões arriscadas, cujo êxito dependesse de espírito atrevido, sagacidade e paciência. Esse desejo captou-lhe a simpatia dos chefes imediatos.
O coronel que o comandava atentou nele; sentiu-lhe a alma juvenil através do olhar brando e repousado. Ao mesmo tempo observou que, no meio dos gozos fáceis e múltiplos do acampamento, convertido pela inação em povoado de recreio, Jorge conservava um retraimento monacal2 , um casto horror de tudo o que pudesse diverti-lo de curar das armas, ou somente de pensar nelas. O coronel era homem de seu ofício; amava a guerra pela guerra; morreu talvez de nostalgia no regaço da paz. Era bravo e ríspido. O que lhe destoou a princípio na pessoa de Jorge foi o alinho e um resto de seus ademanes3 de sala. Jorge, entretanto, sem perder desde logo o jeito da vida civil, foi criando com o tempo a crosta de campanha. O desejo de trabalhar, de arriscar-se, de temperar a alma ao fogo do perigo, trocou os sentimentos do coronel, que entreviu nele um bom companheiro de armas, e ao fim de pouco tempo procurou distingui-lo.
(Machado de Assis, Iaiá Garcia)
1Tuiuti: pântano existente no Paraguai.
2Monacal: relativo a monge ou à vida nos conventos; monástico.
3Ademanes: gestos, sinais, geralmente feitos com as mãos.
A BNCC e o Currículo Paulista (2019) apresentam, entre as práticas de linguagem, a oralidade, cuja abordagem em sala de aula requer conhecimento teórico docente relativo à Fonética e à Fonologia.
Segundo Angel Corbera Mori (em MUSSALIM e BENTES, 2005), essas disciplinas são
Assinale a alternativa correta quanto a essas duas lógicas e suas implicações sobre a organização do trabalho escolar.
“Como organização social que é, a escola sustenta-se necessariamente em uma certa burocracia instalada. [...] Ocorre que a burocracia passa, frequentemente, de modo de organização a modo de pensamento e é nesse sentido que ela quase sempre se revela insuperável”.
Que alternativa corretamente interpreta esta afirmação, na concepção trabalhada por Silva Jr. (in: Silva Jr.; Rangel, 2007)?
“A escola de ontem era uma escola especializada, compartimentada, como eram a indústria e a vida familiar; era uma escola de caixinhas. Por exemplo, nas famílias, a mulher e o marido tinham suas tarefas e obrigações definidas por uma relação de dependência ou de independência. O mesmo acontecia na escola: o professor ensinava, os alunos aprendiam, o diretor dirigia, o faxineiro cuidava da limpeza. Entretanto, esse jeito de organizar as relações entre pessoas ou tarefas está mudando. Agora, temos muitas outras formas de combinações. O individualismo, o mercado e a tecnologia (Lipovestky e Charles, 2004) transformaram nossas formas de viver. [...] A escola, que sempre foi especializada na transmissão do passado, com seus valores, com aquilo que não podíamos esquecer, também deve se organizar para o futuro; tem de colocá-lo em sua pauta de ensino. Não basta transmitir aos nossos alunos aquilo que a cultura acumulou de melhor e ensiná-los no dia a dia. Temos de prepará-los na escola para este mundo”.
Para Macedo (2005), uma consequência sobre o trabalho docente extraída dessa reflexão é de que