Questões de Concurso
Sobre problemas de aprendizagem na escola em pedagogia
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I- Cabe ao psicopedagogo intervir, visando à solução dos problemas de aprendizagem e tendo como foco o aluno ou a escola.
II- O psicopedagogo tem que lidar com as mais diversas dificuldades de aprendizagem, um dos fatores atuais que leva uma boa parcela de alunos à multi repetência, ao fracasso escolar e, consequentemente, à evasão.
III- O psicopedagogo deve ter a consciência de observar o indivíduo como um todo: coordenação motora ampla, aspecto sensório-motor, desenvolvimento motor fino, orientação e relação espaço-temporal, elaboração e organização mental, atenção, salvo expressões, aquisição de conceitos.
Está(ão) CORRETA(S):
Leia o excerto abaixo:
A _____________ é um dos principais preditores da fluência leitora e do desempenho global em leitura. Trata-se de uma habilidade cognitiva que envolve a capacidade de nomear rapidamente uma série de estímulos familiares e visualmente simples (como letras, números, cores ou objetos) apresentados em sequência.
O desempenho nesse tipo de tarefa reflete a eficiência das conexões neurais entre o reconhecimento visual, a recuperação lexical e a articulação verbal, ou seja, a rapidez com que o cérebro consegue acessar e produzir a informação fonológica correspondente a um símbolo visual.
Em termos neurocognitivos, a _____________ mede a automação dos processos de acesso fonológico, uma competência fundamental para a leitura fluente. A fluência leitora, por sua vez, é a capacidade de ler com precisão, velocidade e prosódia adequada, permitindo que o leitor dedique menos esforço à decodificação e mais à compreensão textual.
Preencha as lacunas acima e assinale a alternativa correta.
I. A interpretação dos resultados deve priorizar os dados quantitativos, pois eles são mais confiáveis e menos subjetivos do que as informações qualitativas.
II. O psicopedagogo deve evitar a comparação dos resultados obtidos com os padrões de desenvolvimento típicos, pois cada aluno possui um ritmo único de aprendizagem.
III. A triangulação dos dados, ou seja, a integração das informações obtidas por diferentes instrumentos, é essencial para garantir uma visão mais completa e precisa do caso.
IV. A interpretação dos dados deve considerar o contexto socioeconômico e cultural do aluno, pois esses fatores podem influenciar diretamente o processo de aprendizagem.
I. A hipótese diagnóstica deve ser baseada exclusivamente nos resultados de testes psicológicos, pois eles oferecem dados objetivos e confiáveis sobre o funcionamento cognitivo do aluno.
II. É essencial considerar fatores emocionais, sociais e pedagógicos na formulação da hipótese, uma vez que as dificuldades de aprendizagem podem ser multifatoriais.
III. A hipótese diagnóstica deve ser estática e definitiva, não podendo ser revisada mesmo que novos dados surjam durante o processo de intervenção.
IV. A colaboração entre psicopedagogo, família, escola e outros profissionais é fundamental para validar e refinar a hipótese diagnóstica.
I. A interpretação dos resultados deve considerar apenas os dados quantitativos obtidos em testes psicológicos, pois são mais confiáveis e objetivos.
II. É fundamental contextualizar os resultados, integrando informações qualitativas das entrevistas, observações e análises das produções escolares.
III. A interpretação dos dados deve ser feita de forma isolada, sem a necessidade de correlacionar os resultados dos diferentes instrumentos utilizados.
IV. O psicopedagogo deve considerar o contexto socioemocional do aluno, pois fatores como autoestima e relações familiares podem influenciar o processo de aprendizagem.
Um estudante de 10 anos apresenta dificuldades significativas na leitura e na escrita, além de demonstrar desinteresse e frustração durante as atividades escolares. A equipe pedagógica observou que ele tem um bom desempenho em atividades orais e demonstra criatividade em trabalhos manuais, mas enfrenta desafios ao lidar com textos escritos. A família relata que ele sempre teve dificuldades escolares, mas não há histórico de problemas neurológicos ou sensoriais.
Com base nesse contexto, assinale a alternativa que melhor reflete uma intervenção psicopedagógica alinhada aos fundamentos da área:
Com base no Caso Clínico Fictício, responda à questão:
Rafael S., 9 anos, cursa o 3º ano do Ensino Fundamental em uma escola pública e foi encaminhado ao atendimento psicopedagógico devido a dificuldades de leitura, escrita e comportamentos de desatenção. Vive com a mãe, avó e dois irmãos, em um ambiente familiar com desafios emocionais e financeiros. Amãe demonstra preocupação, mas também culpa, revelando que Rafael é inquieto e enfrenta comparações negativas com os irmãos. Durante os atendimentos, apresentou curiosidade, porém oscilou entre atenção e dispersão, com baixa tolerância à frustração. Na Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (EOCA), Rafael apresenta dificuldade em modificar estratégias diante de novos desafios, sua Modalidade de Aprendizagem revela pobreza de contato com o objeto, marcada por esquemas cognitivos empobrecidos, déficit lúdico e criativo, o que compromete a construção de novos esquemas de aprendizagem. Cognitivamente, apresenta dificuldades em atenção, memória, antecipação, classificação e percepção, o que compromete a construção das globalizações visuais e das relações lógico-operatórias. Revela limitações quanto à conservação, reversibilidade e relações espaço-temporais e causais, além de restrições nas operações de cálculo mental e no conceito de número, o que aponta para um pensamento ainda centrado na intuição e no estágio inicial das operações concretas. No desenvolvimento da leitura, Rafael reconhece vogais e algumas consoantes isoladas, mas sem realizar a correspondência grafema-fonema de forma consistente. Sua leitura é lenta, hesitante e com pouca fluência, o que afeta a compreensão e interpretação de textos, tornando difícil associar ideias e identificar informações explícitas. Em relação à escrita, apresenta trocas, omissões e espelhamentos, além de dificuldades em estruturar frases coerentes, o que compromete a organização do pensamento por meio da linguagem escrita. No campo da Matemática, demonstra dificuldades na contagem, na compreensão do valor posicional dos números e na resolução de problemas simples, com forte dependência de materiais concretos. Suas dificuldades incluem a não compreensão das relações entre quantidades, a inabilidade para realizar operações básicas e a ausência de estratégias de resolução, revelando pouco domínio dos conceitos fundamentais esperados para sua faixa etária. No campo emocional, expressa sentimentos de abandono, medo, baixa autoestima e insegurança, inclusive nas relações familiares. Usa termos depreciativos sobre si, como “burro” e “lerdo”, e demonstra forte dependência afetiva e acadêmica, necessitando constantemente de validação. Sua aprendizagem é marcada por condutas passivas, queixosas e inseguras, reflexo de uma trajetória escolar com repetidos fracassos e vínculos frágeis com o processo de aprender.
De acordo com o Caso Clínico de Rafael, considerando a Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (EOCA) e as demais etapas do Diagnóstico Psicopedagógico segundo a Epistemologia Convergente, analise as afirmações a seguir.
I- Rafael apresenta a modalidade de aprendizagem do tipo Hipoacomodação.
II- No campo da leitura e da escrita, Rafael encontra-se no nível Pré-silábico.
III- Rafael encontra-se na etapa das Operações Formais.
IV- Rafael vivencia o Obstáculo Inconstitucional.
V- Rafael vivencia o Obstáculo Epistemofílico.
É CORRETO o que se afirma em:
Com base no Caso Clínico Fictício, responda à questão:
Rafael S., 9 anos, cursa o 3º ano do Ensino Fundamental em uma escola pública e foi encaminhado ao atendimento psicopedagógico devido a dificuldades de leitura, escrita e comportamentos de desatenção. Vive com a mãe, avó e dois irmãos, em um ambiente familiar com desafios emocionais e financeiros. Amãe demonstra preocupação, mas também culpa, revelando que Rafael é inquieto e enfrenta comparações negativas com os irmãos. Durante os atendimentos, apresentou curiosidade, porém oscilou entre atenção e dispersão, com baixa tolerância à frustração. Na Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (EOCA), Rafael apresenta dificuldade em modificar estratégias diante de novos desafios, sua Modalidade de Aprendizagem revela pobreza de contato com o objeto, marcada por esquemas cognitivos empobrecidos, déficit lúdico e criativo, o que compromete a construção de novos esquemas de aprendizagem. Cognitivamente, apresenta dificuldades em atenção, memória, antecipação, classificação e percepção, o que compromete a construção das globalizações visuais e das relações lógico-operatórias. Revela limitações quanto à conservação, reversibilidade e relações espaço-temporais e causais, além de restrições nas operações de cálculo mental e no conceito de número, o que aponta para um pensamento ainda centrado na intuição e no estágio inicial das operações concretas. No desenvolvimento da leitura, Rafael reconhece vogais e algumas consoantes isoladas, mas sem realizar a correspondência grafema-fonema de forma consistente. Sua leitura é lenta, hesitante e com pouca fluência, o que afeta a compreensão e interpretação de textos, tornando difícil associar ideias e identificar informações explícitas. Em relação à escrita, apresenta trocas, omissões e espelhamentos, além de dificuldades em estruturar frases coerentes, o que compromete a organização do pensamento por meio da linguagem escrita. No campo da Matemática, demonstra dificuldades na contagem, na compreensão do valor posicional dos números e na resolução de problemas simples, com forte dependência de materiais concretos. Suas dificuldades incluem a não compreensão das relações entre quantidades, a inabilidade para realizar operações básicas e a ausência de estratégias de resolução, revelando pouco domínio dos conceitos fundamentais esperados para sua faixa etária. No campo emocional, expressa sentimentos de abandono, medo, baixa autoestima e insegurança, inclusive nas relações familiares. Usa termos depreciativos sobre si, como “burro” e “lerdo”, e demonstra forte dependência afetiva e acadêmica, necessitando constantemente de validação. Sua aprendizagem é marcada por condutas passivas, queixosas e inseguras, reflexo de uma trajetória escolar com repetidos fracassos e vínculos frágeis com o processo de aprender.
Com base no Caso Clínico, analise as afirmações abaixo segundo o Diagnóstico Psicopedagógico pautado na Epistemologia Convergente de Jorge Visca e marque a alternativa CORRETA.
Analise as afirmações a seguir sobre a Anamnese enquanto etapa e técnica do processo de Diagnóstico Psicopedagógico, de acordo com a Epistemologia Convergente de Jorge Visca.
I- A anamnese é considerada uma “porta de entrada” para o trabalho psicopedagógico, pois fornece dados essenciais para a avaliação e intervenção.
II- A anamnese pode incluir informações sobre o contexto familiar, social e acadêmico, bem como antecedentes patológicos, para oferecer uma visão abrangente do aprendente.
III- A anamnese é um momento em que familiares e responsáveis podem trazer à memória eventos passados que ajudam a identificar possíveis causas para as dificuldades de aprendizagem do sujeito.
É CORRETO o que se afirma em
(Marcia Denise Pletsch. “A escolarização de pessoas com deficiência intelectual no Brasil: da institucionalização às políticas de inclusão (1973-2013)”. Arquivos Analíticos de Políticas Educativas, 2014)
Segundo a autora, tal fato colaborou para ampliar a