Questões de Concurso
Sobre paulo freire em pedagogia
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FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. Paz e Terra; 1996. [Fragmento]
No contexto apresentado por Paulo Freire, o papel do educador é
Para o autor, a tarefa de ensinar exige:
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre o Teatro do Oprimido.
( ) O Teatro do Oprimido foi desenvolvido pelo dramaturgo brasileiro Augusto Boal como uma forma de teatro político e socialmente engajado.
( ) Uma das principais técnicas do Teatro do Oprimido é o “teatro-fórum”, onde o público é convidado a interagir e sugerir soluções para os conflitos apresentados na encenação.
( ) O Teatro do Oprimido busca promover a conscientização política e social por meio da reflexão crítica e da participação ativa do público nos processos teatrais.
( ) O Teatro do Oprimido tem suas raízes na tradição do teatro clássico, com ênfase na representação de personagens e histórias fictícias.
( ) O Teatro do Oprimido é uma forma de entretenimento passivo, onde o público assiste passivamente às encenações sem participar ativamente do processo.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Considerando o que é preconizado nos Parâmetros Curriculares Nacionais, no contexto educacional, a autonomia é considerada como capacidade a ser desenvolvida pelos estudantes e como princípio didático geral, orientador das práticas pedagógicas. Sendo assim, cabe ao professor considerar a atuação do estudante na construção de seus próprios conhecimentos, valorizar suas experiências, seus conhecimentos prévios e as interações que estabelece em sala de aula, buscando essencialmente:
Tomando por base a concepção freireana do processo de ensino e aprendizagem, é impertinente a seguinte afirmativa:
Assinale a alternativa que indica qual a abordagem pedagógica, desenvolvida pelo educador brasileiro Paulo Freire, enfatiza a importância da arte e da cultura no processo educativo, buscando a conscientização e a transformação social:
“Quero aprender a ler e a escrever” disse, certa vez, a camponesa de Pernambuco, para deixar de ser sombra dos outros”. É fácil perceber a força poética se alongando em força política de que seu discurso se infundiu com a metáfora de que se serviu. Sombra dos outros. No fundo, estava cansada da dependência, da falta de autonomia de seu ser oprimido e negado. De “marchar” diminuída, como pura aparência, como puro “traço” de outrem. Aprender a ler e a escrever mostraria a ela, depois, que, em si, não basta para que deixemos de ser sombra dos outros; que é preciso muito mais. Ler e escrever a palavra só nos fazem deixar de ser sombra dos outros quando, em relação dialética com a “leitura do mundo”, tem que ver com o que chamo a “re-escrita” do mundo, quer dizer, com sua transformação.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da indignação. São Paulo: Editora Unesp, p. 40, 2000.
O quadro acima traz um pequeno trecho dos escritos de Paulo Freire, no qual podem ser identificados alguns aspectos importantes de sua proposta educacional e pedagógica. Com base no que apresenta o referido trecho, é possível afirmar que a pedagogia freireana corresponde a uma proposta de educação
O trecho acima faz parte da fala do professor Daniel Maldonado, em palestra proferida na Mesa “Diálogos da Educação Libertadora de Paulo Freire com a Educação Física Escolar”, ocorrida em 2023.
Sobre a Educação Física libertadora é correto afirmar:
Não será equitativo que as injustiças, os abusos, as extorsões, os ganhos ilícitos, os tráficos de influência, o uso do cargo para a satisfação de interesses pessoais, que nada disso, por causa de que, com justa ira, lutamos agora no Brasil, não seja corrigido, como não será correto que todas e todos os que forem julgados culpados não sejam severamente, mas dentro da lei, punidos.
(Freire, Paulo. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. Editora Paz e Terra, 2014.)
Em consonância com as ideias progressistas de Paulo Freire, Soares et al (1992) defendem uma Educação Física crítico-superadora na qual
“Muito bem”, disse em resposta à intervenção do camponês. “Aceito que eu sei e vocês não sabem. De qualquer forma, gostaria de lhes propor um jogo que, para funcionar bem, exige de nós absoluta lealdade. Vou dividir o quadro-negro em dois pedaços, em que irei registrando, do meu lado e do lado de vocês, os gols que faremos eu, em vocês; vocês, em mim. O jogo consiste em cada um perguntar algo ao outro. Se o perguntado não sabe responder, é gol do perguntador. Começarei o jogo fazendo uma primeira pergunta a vocês.” [...] Primeira pergunta: – Que significa a maiêutica socrática? Gargalhada geral e eu registrei o meu primeiro gol. – Agora cabe a vocês fazer a pergunta a mim – disse. Houve uns cochichos e um deles lançou a questão: – Que é curva de nível? Não soube responder. Registrei um a um. – Qual a importância de Hegel no pensamento de Marx? Dois a um. – Para que serve a calagem do solo? Dois a dois. – Que é um verbo intransitivo? Três a dois. – Que relação há entre curva de nível e erosão? Três a três. – Que significa epistemologia? Quatro a três. – O que é adubação verde? Quatro a quatro.
Assim, sucessivamente, até chegarmos a dez a dez. Ao me despedir deles lhes fiz uma sugestão: “Pensem no que houve esta tarde aqui. Vocês começaram discutindo muito bem comigo. Em certo momento ficaram silenciosos e disseram que só eu poderia falar porque só eu sabia e vocês não. Fizemos um jogo sobre saberes e empatamos dez a dez. Eu sabia dez coisas que vocês não sabiam e vocês sabiam dez coisas que eu não sabia. Pensem sobre isto”.
FREIRE, P. Pedagogia da Esperança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992. p. 24. Adaptado.
A experiência apresentada no texto reforça uma perspectiva que considera a aprendizagem como um processo que privilegia o(a)
Me parece indispensável, ao procurar falar de tal importância, dizer algo do momento mesmo em que me preparava para aqui estar hoje; dizer algo do processo em que me inseri enquanto ia escrevendo este texto que agora leio, processo que envolvia uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. In: A importância do ato de ler. São Paulo: Ed Cortez, 1989. p. 20.
Partindo da perspectiva de ensino proposta por Paulo Freire,
Certa vez, numa escola da rede municipal de São Paulo que realizava uma reunião de quatro dias com professores e professoras de dez escolas da área para planejar em comum suas atividades pedagógicas, visitei uma sala em que se expunham fotografias das redondezas da escola. Fotografias de ruas enlameadas, de ruas bem postas também. Fotografias de recantos feios que sugeriam tristeza e dificuldades. Fotografias de corpos andando com dificuldade, lentamente, alquebrados, de caras desfeitas, de olhar vago. Um pouco atrás de mim dois professores faziam comentários em torno do que lhes tocava mais de perto. De repente, um deles afirmou: “Há dez anos ensino nesta escola. Jamais conheci nada de sua redondeza além das ruas que lhe dão acesso. Agora, ao ver esta exposição de fotografias que nos revelam um pouco de seu contexto, me convenço de quão precária deve ter sido a minha tarefa formadora durante todos estes anos. Como ensinar, como formar sem estar aberto ao contorno geográfico, social, dos educandos?”
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2002, p. 154.
O trecho foi retirado do livro Pedagogia da autonomia, de autoria de Paulo Freire. O referido trecho assinala um aspecto marcante da concepção freiriana de educação ao passo que destaca uma situação cotidiana no exercício da docência. Com base nessa concepção de educação e no que traz o trecho em destaque, a atuação dos educadores exige um
Leia o trecho a seguir.
“Não há docência sem discência.”
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2002, p. 25.
Compreender a natureza das relações que tem curso em um
processo formativo é essencial para a docência. Paulo
Freire é um autor que discute com muita propriedade a
questão, como bem resume a citação destacada. Com base
nas reflexões de Paulo Freire, “não há docência sem
discência” porque