Questões de Concurso
Sobre história da educação brasileira em pedagogia
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Para o historiador Eduardo França Paiva, [...] as
imagens e a leitura delas podem nos levar e nos auxiliar na
tarefa de melhor compreender nossa história, nosso
comportamento, nossas maneiras de pensar e de agir, enfim,
nossas próprias vidas.
História e Imagens. Belo Horizonte, Autêntica, 2006, p.104
Dessa maneira, a imagem produzida por Debret,
integrante da Missão Artística Francesa, que
documentou aspectos da natureza, do homem e da
sociedade brasileira do início do século XIX, pode ser
utilizada com fins pedagógicos para A construção de uma sociedade democrática no Brasil apresenta várias frentes de ação, desde a proteção e inclusão de pessoas portadoras de deficiência em todos os espaços socioculturais e laborais, até a construção de mecanismos de visibilização das diferenças, buscando empoderar aqueles que historicamente foram colocados em lugares subalternos. São ações que podem ser consideradas de visibilização e empoderamento:
I – murais escolares que representem todos os tipos de família e todas as origens etnicoraciais;
II – circulação de literaturas, entre os estudantes, que tenham afro-brasileiros e povos originários (os chamados “índios”) como protagonistas;
III – divulgação da história, mitologia, religiosidade dos povos africanos e ameríndios
“As licenciaturas curtas vêm acentuar, ou mesmo institucionalizar, a desvalorização e a consequente proletarização do profissional da educação. Isso acelera a crescente perda de autonomia do professor diante do processo de ensino e aprendizagem, na medida em que sua preparação para o exercício das atividades docentes é mínima ou quase nenhuma. (...) Assim, as licenciaturas curtas cumprem o papel de legitimar o controle técnico e as novas relações de dominação no interior da escola.”
FONSECA, 1993, apud SILVA, M. e FONSECA, S. G. Ensinar História no século XXI: em busca do tempo entendido. Campinas: Papirus, 2007, p. 30.
Ao historicizar a formação dos professores de História no Brasil, os autores se referem à instituição da licenciatura curta em estudos sociais, durante o período autoritário (1964-1985), como um exemplo de
“A contradição entre as classes marca a questão educacional e o papel da escola. Quando a sociedade capitalista tende a generalizar a escola, esta generalização aparece de forma contraditória, porque a sociedade burguesa preconizou a generalização da educação escolar básica.”
(SAVIANI, Dermeval. O trabalho como princípio educativo frente as novas tecnologias. In: Novas tecnologias, trabalho e educação. Petrópolis /RJ: Vozes, 1994.
O trecho acima de Dermeval Saviani chama atenção e analisa a escola no prisma da sociedade burguesa. Tal sociedade entende ser função da escola
“O importante e bonito do mundo é
Isso: que as pessoas não estão
Sempre iguais, ainda não foram
Terminadas, mas que elas vão
Sempre mudando. Afinam e desafinam.”
(Guimarães Rosa)
O trabalho educativo permite essa transformação da subjetividade do sujeito de que fala Guimarães Rosa. Logo, o que
caracteriza a excelência do trabalho educativo universitário é também a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão,
ou seja,