Questões de Concurso
Comentadas sobre educação e filosofia em pedagogia
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MATTHEWS, M. R. História, Filosofia e Ensino de Ciências: A tendência atual de reaproximação. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 12, n. 13, p. 164 – 214, 1995 (adaptado).
A partir do texto, indique a alternativa na qual é possível identificar a abordagem histórica defendida por Schwab.
“Minha preocupação é que tenham em mente que ensinar é mostrar. Mostrar não significa doutrinar. Significa dar informação, mas também mostrar como compreendê-la e analisá-la, como raciocinar e questionar essa informação. (...) Não obriguem seus alunos a memorizar coisas, não serve. O que se impõe pela força é rejeitado e, em pouco tempo, esquecido. (...) Ponham como meta ensiná-los a pensar, a duvidar, a se fazerem perguntas. Não os julguem pelas respostas; elas não são verdade. A busca deles pela verdade será sempre relativa. As melhores perguntas são as que as pessoas vêm repetindo desde os tempos dos filósofos gregos. [...] O quê? Como? Quando? Onde? Por quê? (...) Existe uma missão que gostaria que vocês executassem: (...) despertar seus alunos para a dor da lucidez”.
ARISTARAIN, A. Lugares comunes. Television espanhola, Argentina-Espanha, 2002.
No que diz respeito à atitude docente defendida pelo protagonista do filme, um professor de Física, que busca a promoção da autonomia dos seus estudantes e que considera a Física como construção humana, deve
A filosofia no Brasil vem se desenvolvendo ao longo dos séculos, refletindo as particularidades culturais, sociais e históricas do país. João Cruz Costa oferece uma análise detalhada sobre o desenvolvimento do pensamento filosófico no Brasil. Em sua obra Contribuição à História das Ideias no Brasil (1956), explora as influências e os desafios enfrentados pela Filosofia no Brasil. A formação do pensamento filosófico no Brasil, influenciada por correntes europeias, enfrenta o desafio de se adaptar e refletir sobre a realidade específica de nossa sociedade, marcada por suas próprias contradições e complexidades.
Dossiê: A história da Filosofia no Brasil. Revista Cult. Edição 268. Editora Bregantini. São Paulo-SP, 2021
Considerando a análise de João Cruz Costa, assinale a opção que apresenta uma proposta de intervenção que possibilite ao professor trabalhar com seus alunos a necessidade de se pensar filosoficamente a realidade brasileira.
Hans Jonas pensa a natureza a partir de seu valor intrínseco, deduzido do esforço autoafirmativo da vida, considerado por ele como o testemunho mais evidente do seu próprio valor: se a vida quer viver, é porque viver é um bem e, se é assim, é também um valor e emite um apelo de dever, cuja audiência está no ser humano, o único capaz de ouvir um tal apelo. Além disso, para Jonas, se só o ser humano pode se responsabilizar, então isso significa que ele só se realiza plenamente quando assume essa tarefa. E é assim que a responsabilidade diante da natureza se torna a alternativa mais radical ao niilismo: se a tecnologia tem sido uma espécie de fuga e de negação do mundo, a ética da responsabilidade é um convite a um novo vínculo com o Planeta.
OLIVEIRA, J. Como Hans Jonas nos ajuda a compreender a crise do meio ambiente? Uma conversa entre três filósofos. Disponível em: https://www.anpof.org.br/comunicacoes/entrevistas/. Acesso em: 14 jun. 2024 (adaptado).
Considerando a diversidade de identidades e de filiações ideológicas de seus estudantes, nesse caso, uma proposta de intervenção pedagógica coerente com o texto-base é
SEVERINO, A. J.; SEVERINO, E. S. Ensinar e aprender com pesquisa no ensino médio. São Paulo: Cortez, 2012.
Nesse sentido, o professor de Filosofia que vise à promoção da autonomia discente em suas aulas deve
Não é mentira! Eles viram espíritos mesmo e sabem conter a queda do céu!. Nossos ancestrais sabem fazer esse trabalho desde o primeiro tempo. Se não o tivessem feito, a abóbada celeste já teria despencado sobre nós há muito tempo. Mas apesar de todos esses esforços o céu continua instável e frágil, à mercê dos espíritos dos xamãs mortos que sempre querem recortá-lo.
KOPENAWA, D.; ALBERT, B. A queda do céu. Palavras de um xamã Yanomami. Tradução de Beatriz Perrone-Moisés. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
Para que o fragmento textual acima, sobre a cosmogonia Yanomami, seja considerado sob a perspectiva decolonial, um docente do Ensino Médio deverá abordá-lo em sala de aula como uma
ROUSSEAU, J. J. Emílio ou da educação. 3. ed. Tradução de Sérgio Milliet. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995 (adaptado).
Considerando-se a concepção de Rousseau, destacada no texto, a formação da autonomia do estudante se deve à
No campo específico da pedagogia, a teoria de Dewey se inscreve na chamada educação progressiva. Um de seus principais objetivos é:
I. Educar a criança como um todo.
II. O que importa é o crescimento físico, emocional e intelectual.
III. Educar a criança de acordo com o meio que está inserido.
IV. O que importa é o conhecimento prévio da criança.
Estão corretas as alternativas:
I. A concepção de aprendizagem como um fenômeno unidimensional implica que o professor, como transmissor do saber, assume um papel exclusivo na formação dos alunos, desconsiderando as contribuições contextuais e subjetivas destes.
II. A interação dialógica entre o professor e o aluno é central para o processo de aprendizagem significativa, permitindo que ambos os sujeitos participem da co-construção do saber.
III. A prática docente reflexiva está intimamente ligada à prática reflexiva, ou seja, sua fundamentação em uma análise crítica das experiências educativas permite ao educador ajustar suas atividades pedagógicas às diferentes exigências e contextos dos alunos.
IV. A postura construtivista desconsidera a importância do contexto sociocultural na construção do conhecimento, priorizando apenas as operações cognitivas do sujeito como a tarefa central do saber.
Assinale a alternativa correta:
Analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:
I. As reformas pedagógicas estiveram carregadas de pressupostos empíricos; a referência à necessidade de educação para todos os aspectos é constante nos mais diferenciados discursos e práticas, e o objetivo era estagnar os níveis de conhecimentos.
PORQUE
II. A educação estética, tal como compreendida na modernidade, é parte do contexto de valorização das culturas nacionais e, ao mesmo tempo, da valorização do sujeito autônomo, individualizado e racionalizado, que por isso é capaz de se identificar com os princípios e valores universalizados, necessários à harmonia social.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
“[...] teorias e hipóteses produzidas pela ciência corresponderiam não a verdades absolutas extraídas diretamente da natureza, mas a explicações provisórias elaboradas pelos cientistas de modo a acomodar as evidências disponíveis da melhor maneira possível, explicações estas que seriam _______________ do contexto e estariam sujeitas à ____________ por teorias e hipóteses consideradas mais poderosas”.