Questões de Concurso
Sobre currículo (teoria e prática) em pedagogia
Foram encontradas 9.796 questões
Abordar as questões sobre o currículo escolar, em especial, sobre o currículo integrado ou interdisciplinar significa entender que:
I. Para a crescente diversidade cultural e linguística encontrada nas escolas, esse tipo de currículo é essencial para a aprendizagem, devido à formação e aos conhecimentos prévios trazidos pelos alunos das diversas culturas e histórias.
II. Desta maneira o professor tem o controle curricular excessivamente centralizado, com conteúdos detalhados, favorecendo, assim, a realização de testes e provas baseados em cada disciplina.
III. O aluno vivencia a realidade e as possibilidades de uma sociedade culturalmente diversa em vários aspectos no seu entorno, aprofundando os seus conhecimentos e as suas habilidades cognitivas, bem como ampliando a sua consciência social.
Quais estão corretas?
Sobre a cultura escrita como eixo transversal do currículo, considere as afirmações feitas com base na Proposta Curricular da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis (2016).
1. A apropriação do conhecimento envolve interação com o outro e, assim, será permeada por textos nos diferentes gêneros do discurso nas diversas Áreas do Conhecimento com seus objetivos de ensino e de aprendizagem.
2. A escola é espaço de vivência de situações intensas e contínuas de leitura e escritura, em função dos objetivos das diferentes Áreas do Conhecimento, mas que tem também como horizonte o compromisso comum com a formação de sujeitos imersos nas diferentes manifestações da cultura escrita.
3. Projetos articulados ou interdisciplinares aparecem como facilitadores, um caminho necessário e fácil para o professor, independentemente de sua formação específica.
4. O importante é que o ensino subtraia a problematização, o questionamento, a elaboração de conceitos, cuidando apenas da formação de sujeitos intelectualmente ativos, atuantes, críticos no enfrentamento dos desafios do seu tempo.
5. A escola, como espaço de trabalho coletivo, demanda compartilhamento de objetivos, discussão de ideias, de conteúdos, práticas pedagógicas e busca de articulações possíveis entre as diferentes Áreas e dentro delas mesmas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Considerando o currículo, assinale a alternativa que vai de encontro à Proposta Curricular da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis.
A política nacional de educação inclusiva se constitui a partir de um conjunto de orientações, incluindo a possibilidade de adaptações curriculares, com vistas a inclusão de pessoas com deficiências.
Assinale a opção CORRETA relacionada com a função do(a) Pedagogo(a), com vistas a inclusão de pessoas com deficiências, no contexto escolar.
Analise as características abaixo e identifique as que são pertinentes a um bom material didático:
I- Conteúdo claro que o próprio aluno possa compreender.
II- Imagens e cores que auxiliem na compreensão de conteúdos.
III- Auxílio no desenvolvimento do trabalho docente.
IV- Imagens e cores que visem aprimorar a estética do material.
Assinale a alternativa correta:
Analise os itens sobre o conhecimento necessário ao aluno para ler um texto e identifique o(s) correto(s):
I- Conhecimento de mundo.
II- Conhecimento textual.
III- Conhecimento fonético.
IV- Conhecimento de pontuação.
Assinale a alternativa correta:
De acordo com Antunes, a avaliação da aprendizagem na pedagogia tradicional está centrada:
O Currículo é um dos elementos centrais da organização do trabalho pedagógico, tanto na Educação Básica quanto na Educação Superior. Sobre essa temática, é correto afirmar:
Na obra A prática educativa: como ensinar (2002), Zabala discute a necessidade de instrumentos teóricos que façam com que a análise da prática seja realmente reflexiva e resume esses instrumentos na função social do ensino e no conhecimento do como se aprende. O autor faz referência a quatro fontes do currículo: a sociológica ou socioantropológica, a epistemológica, a didática e a psicológica e adverte que “nem todas elas se situam no mesmo plano.” As fontes psicológica e didática, explica Zabala, estão estreitamente inter-relacionadas, e, “nesta perspectiva integradora, o conhecimento, que provém da fonte psicológica, sobre os níveis de desenvolvimento, os estilos cognitivos, os ritmos de aprendizagem, as estratégias de aprendizagem, etc., é essencial para precisar as referências que se devem levar em conta ao
No Artigo “Avaliação e currículo no cotidiano escolar”, Oliveira e Pacheco, In: Esteban (Org.), 2005, trabalham sobre a relação entre esses dois temas. Assim declaram: “Se o que se pretende é considerar os conhecimentos dos alunos como redes tecidas através de processos de aprendizagem singulares, múltiplos e imprevisíveis, na medida em que cada aluno incorpora as novas informações às suas próprias redes de modo diferente dos demais, é necessário que se procure desenvolver formas e instrumentos de avaliação compatíveis com essa pluralidade de pessoas, de saberes e de processos de aprendizagem”. Por esse motivo, os autores argumentam que é preciso que a reflexão em torno das questões curriculares e as tentativas de mudança dos mecanismos e instrumentos de avaliação
Para tratar do tema das relações entre diversidade e currículo, examinemos a Resolução Federal CNE/CEB nº 7/2010. Ela estabelece no art. 41 que “O Projeto Político-Pedagógico da escola e o regimento escolar, amparados na legislação vigente, deverão contemplar a melhoria das condições de acesso e de permanência dos alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades, nas classes comuns do ensino regular, intensificando o processo de inclusão nas escolas públicas e privadas e buscando a universalização do atendimento”. Por sua vez, Moreira e outros (2007) explicitam a concepção de diversidade, no texto “Indagações sobre Currículo”, declarando que “a diversidade é entendida como a construção histórica, cultural e social das diferenças”. Ela ultrapassa as características biológicas, observáveis a olho nu. “Nessa perspectiva, no caso das pessoas com deficiência, interessa reconhecê-las como sujeitos de direitos” e não basta incluir a criança com deficiência na escola regular comum, pois, de acordo com os autores citados, é preciso, também
O currículo, em qualquer processo de escolarização, transforma-se na síntese básica da educação. Isso nos possibilita afirmar que a busca da construção curricular deve ser entendida como aquela garantida na própria LDBEN, complementada, quando necessário, com atividades que possibilitem ao aluno que apresenta necessidades educacionais especiais ter acesso ao ensino, à cultura, ao exercício da cidadania e à inserção social produtiva. Tanto o currículo como a avaliação devem buscar meios úteis e práticas para favorecer: o desenvolvimento das competências sociais; o acesso ao conhecimento, à cultura e às formas de trabalho valorizadas pela comunidade; e a inclusão do aluno na sociedade. Nesse sentido, de acordo com o Parecer CNE/CEB 17/2001 (Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica), tanto o currículo como a avaliação devem ser
A incorporação da diversidade no currículo deve ser entendida não como uma ilustração ou modismo. Antes, deve ser compreendida no campo político e tenso no qual as diferenças são produzidas, portanto, deve ser vista como um direito. Ao tratar do tema currículo e diversidade, Moreira (2007) afirma que a relação diversidade-currículo se defronta com um dado a ser equacionado: os(as) educandos(as) são diversos também nas vivências e no controle de seus tempos de vida, trabalho e sobrevivência, gerando uma tensão entre
Ao abordar o tema das relações entre diversidade e currículo, convém examinar o Art. 29 da Resolução Federal CNE/CEB no 4/2010. Ele estabelece que “A Educação Especial como modalidade transversal a todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, é parte integrante da educação regular, devendo ser prevista no projeto político pedagógico da unidade escolar.” Por outro lado, Moreira e outros (2007) explicitam a concepção de diversidade, no texto “Indagações sobre Currículo”. Declaram que “a diversidade é entendida como a construção histórica, cultural e social das diferenças”. Ela ultrapassa as características biológicas, observáveis a olho nu. “Nessa perspectiva, no caso das pessoas com deficiência, interessa reconhecê-las como sujeitos de direitos” e entender como se construiu e se constrói historicamente o olhar social e pedagógico sobre sua diferença. Os autores declaram, então, “não será suficiente incluir a criança com deficiência na escola regular comum”, porque, também, é preciso realizar
Em artigo da obra “Escola, Currículo e Avaliação”, Ana Lúcia Souza de Freitas, in Esteban (2005), analisa a introdução das concepções da “Escola Cidadã”, no Município de Porto Alegre, por volta dos anos 90. De acordo com a autora, “O pressuposto de que todo (a) aluno (a) não só tem o direito, mas também é capaz de aprender e traz consigo saberes para a situação de aprendizagem, orientou o processo de reestruturação curricular da rede municipal de Porto Alegre, no intuito de superar a lógica excludente da seriação e estabelecer uma nova organização dos espaços e tempos escolares capaz de flexibilizar-se em função do compromisso coletivo com a aprendizagem efetiva de todos os alunos.” Para isso, a Escola Cidadã propôs, entre outras intervenções, uma organização curricular voltada para o sucesso escolar que se estrutura a partir de quatro aspectos essenciais, a saber, a eliminação dos mecanismos que institucionalizam a exclusão; a criação de mecanismos institucionais de inclusão; a gestão democrática e a
Leia as duas assertivas sobre os conteúdos e a avaliação no processo de ensino e aprendizagem (LUCKESI, 2011) e analise a relação entre ambas.
I- Os conteúdos de aprendizagem a serem investigados no processo de avaliação escolar são aqueles que compõem o currículo e o plano de ensino.
Ou seja,
Il- os instrumentos de coleta de dados para a avaliação da aprendizagem deverão ter como parâmetro os conteúdos essenciais ensinados pelo professor e aprendidos pelos educandos.