Questões de Concurso
Sobre currículo (teoria e prática) em pedagogia
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Marcos, 10 anos, está matriculado no 3.º ano do Ensino Fundamental e tem o diagnóstico de Deficiência Intelectual e Transtorno de Oposição Desafiante. Na classe comum, quando a professora regente aplica atividades de subtrações, divisões e multiplicações, o aluno faz somente alguns exercícios. Ao ser questionado, responde que não saber resolver as operações. E, quando consegue, resolve mecanicamente, o que demonstra um insucesso na aprendizagem da matemática, corroborando as dificuldades que atrapalham seu desenvolvimento e seu interesse pela disciplina. A professora da sala de recurso sabe que a matemática ensinada apenas pela reprodução de conhecimento não desenvolve o pensar matemático, pois distancia o conhecimento transmitido na escola da realidade vivenciada pelo aluno no seu dia a dia, então ela faz a seguinte proposta para a professora regente.
Assinale a alternativa CORRETA.
Considerando que o público das classes de EJA é de pessoas entre 20 e 75 anos de idade, fica evidente que o termo "folhinha" usado pela professora deve causar estranhamento ao grupo. Além disso, o uso do diminutivo relembra permanentemente ao aluno da EJA que o lugar que ele ocupa naquela classe configura uma distorção. A organização dos conteúdos a serem trabalhados e os modos de abordagem seguem as propostas desenvolvidas para as crianças do ensino regular, e a linguagem utilizada pelo professorado infantiliza pessoas que, se não puderam ir à escola, tiveram e têm uma vida rica em aprendizagens que mereceriam maior atenção.
(Adaptado de: OLIVEIRA, I. B. "Reflexões acerca da organização curricular e das práticas pedagógicas na EJA". Educar, n. 289, pp. 83-100. Curitiba, 2007)
De acordo com a situação problematizada no texto,
( ) Implica ações que envolvem a escola e suas relações externas, tais como os níveis superiores de gestão do sistema escolar. ( ) É um processo de conhecimento e análise da realidade escolar em suas condições concretas, tendo em vista a realização de um plano para a instituição. ( ) O planejamento do trabalho possibilita uma previsão de tudo o que se fará com relação aos vários aspectos da organização escolar. ( ) O planejamento consiste em ações e procedimentos para a tomada de decisões a respeito de objetivos e atividades a serem realizadas em razão desses objetivos.
I. Currículo é um conjunto de disciplinas, resultados de aprendizagem pretendidos.
II. Há pelo menos três tipos de manifestações: currículo formal, currículo real e currículo proposto.
III. O currículo real refere-se àquelas influências que afetam a aprendizagem dos alunos e o trabalho dos professores e são provenientes da experiência cultural, dos valores e significados trazidos de seu meio social.
IV. Compreende-se o currículo como um modo de seleção da cultura produzida pela sociedade, para a formação dos alunos.
V. Currículo é o conjunto de conteúdos cognitivos e simbólicos transmitidos nas práticas pedagógicas e nas situações de escolarização.
Na BNCC, o Ensino Fundamental está organizado em cinco áreas do conhecimento.
São áreas do conhecimento do Ensino Fundamental Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Matemática,
Um currículo construído na perspectiva da Educação Integral precisa dar respostas teóricas e práticas para o por quê, o quê, onde, quando e como ensinar e avaliar aprendizagens. Mas não só: estas precisam estar contextualizadas, oferecendo oportunidades para que os alunos se desenvolvam integralmente.
O currículo da Educação Integral tem por objetivo garantir a construção de sentido e significado das aprendizagens para os estudantes. Este currículo deve ser capaz de articular três elementos: a visão de desenvolvimento integral como objetivo das aprendizagens, o uso de metodologias mais ativas para manter o interesse e a curiosidade dos estudantes, e:
Para a Profª Sônia Barreira (Escola da Vila/SP), escola forte em conteúdo é aquela que expande a noção de conteúdo para além dos conceitos e fatos, e que entende que as escolhas na forma de ensinar não são neutras, elas têm impacto sobre o tipo e o grau de aprendizagem em curso.
Quando uma escola baseia suas escolhas curriculares na tradição e nos livros didáticos pode passar a impressão de estabilidade e garantia de que essa escolha contempla melhor as necessidades atuais e futuras do aluno. Na prática, isso não acontece. Em um mundo em mutação intensa e constante, as decisões curriculares precisam ser dinâmicas e acompanhadas de profunda reflexão sobre os parâmetros que utiliza para seleção dos conteúdos a serem ensinados.
A ordem em que os conteúdos aparecem no currículo da escola revela os valores do projeto pedagógico. E os métodos não são apenas formas distintas para se ensinar o mesmo.
Para o ensino:
Avançar na compreensão de currículo como categoria técnica e instrumental (derivada da concepção cartesiana) ou como uma categoria puramente sociológica (derivada, sobretudo, da concepção crítica) constitui um dos principais desafios que se apresentam no campo da educação. A releitura dos conceitos de tempo e espaço da escola passa pela necessária releitura dessas concepções de currículo.
As discussões que estão em curso, e que incluem novas questões ao tema do currículo, estão auxiliando essa necessária atualização conceitual. São elas:
“Conforme Mantoan, uma escola de qualidade desenvolve um projeto pedagógico centrado no aluno como estratégia de permanência e sucesso na escola assegurando aprendizagem a todos os alunos. Este deve ser o objetivo primordial de uma instituição escolar: garantir a aprendizagem a todos os alunos. Entretanto, sabe-se que este é um direito que não vem sendo garantido.
A escola tem se tornado, cada vez mais, produtora do fracasso escolar e pior, atribuindo aos próprios alunos a culpa pelo seu fracasso. Ceccon explica que “na verdade, a escola produz muito mais fracassos do que sucessos, trata alguns alunos melhor do que outros, e convence os que fracassam de que fracassam, porque são inferiores”.
Não se pode atribuir a culpa do fracasso escolar ao aluno ou às condições adversas que porventura ele enfrente. É preciso ter em mente que os alunos são diferentes, que não se pode esperar o mesmo desempenho de todos os alunos, nem tampouco que se interessem pelas mesmas coisas ou que aprendam no mesmo ritmo.”
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Quando for superado o desejo de uniformidade, reconhecendo não só a existência, mas o valor da diversidade, será possível garantir: