Questões de Concurso Comentadas sobre nutrição
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I A cirrose hepática alcoólica provoca nos pacientes medidas antropométricas anormais (desgaste muscular e diminuição das reservas energéticas) e anergia a antígenos comuns em testes cutâneos. Entretanto, esses efeitos não são visíveis na cirrose hepática não alcoólica.
II Tanto a lesão hepática aguda alcoólica quanto a não alcoólica provocam hipoglicemia de jejum. Isso tem sido atribuído à depleção das reservas hepáticas de glicogênio e a um bloqueio da gliconeogênese a partir de aminoácidos.
III Na lesão hepática crônica provocada pela cirrose, como os depósitos de glicogênio estão aumentados, há a diminuição da oxidação de ácidos graxos. Isso fica visível quando é realizada a calorimetria indireta, pois pacientes cirróticos estáveis apresentam um quociente respiratório significativamente mais alto que controles normais.
IV A tolerância à glicose frequentemente está anormal em pacientes cirróticos e tem sido associada com a resistência à insulina. Os altos níveis de insulina de jejum e pós- prandial nesses pacientes podem estar relacionados a fatores como derivação portossistêmica, maiores níveis de hormônio de crescimento e depleção dos depósitos corporais de potássio.
V Em alcoólicos crônicos com excesso de ferro plasmático, ou em pacientes com alteração no metabolismo desse mineral (hemocromatose), o dano hepático pode ser reduzido com o uso da flebotomia, não havendo indicação da redução do consumo de ferro alimentar.
Estão certos apenas os itens
Considerando essa situação e sabendo que o parecer nutricional faz parte do protocolo de assistência ao paciente cirúrgico, assinale a opção correta.
I É efeito atribuído à glutamina a manutenção da mucosa intestinal sadia, e a proteção contra lesão induzida por quimioterapia, radiação e outros fatores lesivos à mucosa intestinal.
II Como os triglicerídios de cadeia média são cetogênicos, eles devem ser evitados em pacientes com diabetes, cetose ou acidose.
III São as formas mais comuns de fibras em soluções enterais, a pectina e a goma, sendo o conteúdo em média de 5 g a 14 g por litro, para pacientes com sonda nasogástrica ou nasoenteral.
IV Com nível de evidência científica convincente, soluções ricas em aminoácidos de cadeia ramificada são indicadas para pacientes com encefalopatia hepática, enquanto as soluções padrões de proteínas são contraindicadas.
V A taxa de esvaziamento gástrico independe do pH ou da densidade energética da formulação.
Estão certos apenas os itens
estão presentes nas mais diversas formas de vida, desempenhando
importantes funções na estrutura das membranas celulares e nos
processos metabólicos. Em humanos, os ácidos linoleico (18:2n-6,
AL) e a-linolênico (18:3n-3, AAL) são necessários para manter,
sob condições normais, as membranas celulares, as funções
cerebrais e a transmissão de impulsos nervosos. Esses ácidos
graxos também participam da transferência do oxigênio
atmosférico para o plasma sanguíneo, da síntese da hemoglobina
e da divisão celular e são denominados ácidos graxos essenciais.
C. A. Martin et al. Ácidos graxos poli-insaturados ômega-3
e ômega-6: importância e ocorrência em alimentos.
In: Revista de Nutrição, Campinas, 2006. (com adaptações).
estão presentes nas mais diversas formas de vida, desempenhando
importantes funções na estrutura das membranas celulares e nos
processos metabólicos. Em humanos, os ácidos linoleico (18:2n-6,
AL) e a-linolênico (18:3n-3, AAL) são necessários para manter,
sob condições normais, as membranas celulares, as funções
cerebrais e a transmissão de impulsos nervosos. Esses ácidos
graxos também participam da transferência do oxigênio
atmosférico para o plasma sanguíneo, da síntese da hemoglobina
e da divisão celular e são denominados ácidos graxos essenciais.
C. A. Martin et al. Ácidos graxos poli-insaturados ômega-3
e ômega-6: importância e ocorrência em alimentos.
In: Revista de Nutrição, Campinas, 2006. (com adaptações).
I Operações como fatiar, moer ou triturar alimentos promovem o rompimento das células, facilitando a digestão dos alimentos, sem comprometer a sua fração lipídica.
II Na técnica de fritura, os compostos formados pela decomposição de ácidos graxos insaturados não afetam sua disponibilidade.
III A utilização de micro-ondas para o cozimento de alimentos- fonte de ácidos graxos essenciais é uma alternativa importante, porque a transmissão de calor ocorre por meio de radiação – ondas curtas de alta frequência e não ionizantes.
IV A oxidação lipídica compromete o valor nutritivo dos alimentos, porque leva à perda parcial de vitaminas lipossolúveis e à co-oxidação da vitamina C.
V A relação tempo e temperatura utilizada no preparo de certo alimento-fonte de ácidos graxos essenciais, assim como o método e a técnica de cocção, estimulam a decomposição de lipídios, porque a energia térmica promove desarranjos na estrutura molecular.
Estão certos apenas os itens
estão presentes nas mais diversas formas de vida, desempenhando
importantes funções na estrutura das membranas celulares e nos
processos metabólicos. Em humanos, os ácidos linoleico (18:2n-6,
AL) e a-linolênico (18:3n-3, AAL) são necessários para manter,
sob condições normais, as membranas celulares, as funções
cerebrais e a transmissão de impulsos nervosos. Esses ácidos
graxos também participam da transferência do oxigênio
atmosférico para o plasma sanguíneo, da síntese da hemoglobina
e da divisão celular e são denominados ácidos graxos essenciais.
C. A. Martin et al. Ácidos graxos poli-insaturados ômega-3
e ômega-6: importância e ocorrência em alimentos.
In: Revista de Nutrição, Campinas, 2006. (com adaptações).
aumentado durante as últimas décadas, provavelmente
influenciado pela maior exposição dos indivíduos aos alérgeno
alimentares. A terapia nutricional recomendada é a exclusão do
alimentos que contêm o componente alergênico. No Brasil, a
oferta de produtos denominados hipoalergênicos é precária e o
produtos disponíveis são, praticamente, fórmulas que contêm
proteínas do soro do leite ou caseína hidrolisada
enzimaticamente.
M. T. S. Martins e M. A. M. Galeazzi. Alergia alimentar
considerações sobre o uso de proteínas modificadas enzimaticamente
In: Revista Cadernos de Debate, p. 89-110, 1996. (com adaptações).
origem animal, nas formas de retinol, retinil, retinal e ácido retinóico.
Os vegetais fornecem provitaminas A, como o a e o β-caroteno e a
β-criptoxantina, que podem ser biologicamente transformadas em
vitamina A em organismos animais. O mais ativo dos carotenóides
provitamínicos A é o β-caroteno, sendo também o mais distribuído em
alimentos. Além disso, o consumo regular de alimentos-fonte de
substâncias fitoquímicas tem sido recomendado em função de
componentes antioxidantes, os quais podem produzir ação protetora
efetiva contra processos oxidativos que naturalmente ocorrem no
organismo.
F. M. Campos e G. P. Rosado. Novos fatores de conversão de
carotenóides provitamínicos A. In: Ciência e Tecnologia
de Alimentos, Campinas, p. 571-578, 2005.
origem animal, nas formas de retinol, retinil, retinal e ácido retinóico.
Os vegetais fornecem provitaminas A, como o a e o β-caroteno e a
β-criptoxantina, que podem ser biologicamente transformadas em
vitamina A em organismos animais. O mais ativo dos carotenóides
provitamínicos A é o β-caroteno, sendo também o mais distribuído em
alimentos. Além disso, o consumo regular de alimentos-fonte de
substâncias fitoquímicas tem sido recomendado em função de
componentes antioxidantes, os quais podem produzir ação protetora
efetiva contra processos oxidativos que naturalmente ocorrem no
organismo.
F. M. Campos e G. P. Rosado. Novos fatores de conversão de
carotenóides provitamínicos A. In: Ciência e Tecnologia
de Alimentos, Campinas, p. 571-578, 2005.
I Os carotenoides são hidrocarbonetos poliênicos com variados graus de insaturação. Por isso são sensíveis à luz e às reações oxidativas, entre outros fatores.
II Os carotenóides precursores de vitamina A, como a e o β-caroteno e a β-criptoxantina, parecem não apresentar ação protetora contra o câncer.
III A bioconversão é a proporção biodisponível de carotenoides convertidos a retinol. A bioeficácia é a eficiência com que os carotenoides ingeridos são absorvidos e convertidos em retinol.
IV O tipo de carotenoide, a quantidade consumida em uma refeição, a matriz na qual os carotenoides são incorporados e sua absorção e bioconversão são fatores que influenciam sua biodisponibilidade.
V A isomerização dos trans-carotenoides, proveniente da cocção de hortaliças, não influencia sua biodisponibilidade. Isto porque a biodisponibilidade não está relacionada com a intensidade do tratamento térmico.
Estão certos apenas os itens
Nesse contexto, julgue os itens subsequentes.
I Pectinas são substâncias geleificantes porque são capazes de reter moléculas de água, e em função da acidez do meio, podem melhorar a estrutura de algumas preparações. Alimentos à base de ameixa, de goiaba e de maçã são apropriados para dietas pastosas.
II Farináceos à base de arroz e de milho são apropriados à preparação de mingaus porque as moléculas de amido absorvem água, intumescem e aumentam a viscosidade da preparação, agindo como produtos espessantes.
III Na preparação de arroz pastoso destinado a indivíduos com situações patológicas ou condições fisiológicas específicas, recomenda-se usar um índice de absorção (arroz:água) entre 1, 5 e 2, para melhor mastigação e digestão do produto.
IV Amidos dextrinizados são usados quando se precisa elaborar uma refeição de menor valor calórico e de consistência mais firme.
V As farinhas pré-gelatinizadas são solúveis em água fria, fácil e rapidamente reidratadas, de fácil digestão e rápida cocção e por isso são indicadas para dietas pastosas.
Estão certos apenas os itens
diabéticos, mas alguns desempenham um papel social
importante dadas a maior liberdade de escolha de alimentos para
fins especiais e a sensação de prazer que o sabor doce
proporciona em substituição a preparações convencionais à base
de sacarose. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(ANVISA) classifica tais produtos no grupo dos alimentos para
dietas com restrição de nutrientes.
C. E. Viggiano. O produto dietético no Brasil e sua
importância para indivíduos diabéticos. In: Revista Brasileira
de Ciências da Saúde, n.º 1, vol. 1, 2003 (com adaptações).
I Indivíduos com dieta restrita em proteínas do leite não devem consumir alimentos cuja lista de ingredientes indique alguma(s) da(s) seguintes informações: “...coalhada, creme de ovos, lactalbumina, soro de leite sob qualquer forma”.
II No grupo dos alimentos para ingestão controlada de nutrientes incluem-se, entre outros, os alimentos para controle de peso e os de transição para lactentes e crianças de 1.ª infância.
III Nas preparações para indivíduos com dieta restrita em sódio, ingredientes como o sal com reduzido teor de sódio, e(ou) sal com restrito teor de sódio, podem ser usados como condimentos, porque ambos têm o mesmo teor de sódio.
IV Um produto alimentício pode ser classificado como light e diet, ao mesmo tempo, se ele apresentar redução de ingredientes calóricos e ausência de algum nutriente.
V Um produto alimentício tem na sua lista de ingredientes as seguintes informações: leite desnatado ou leite reconstituído desnatado, estabilizante pectina, edulcorantes artificiais, ciclamato de cálcio e aspartame, espessante goma guar, fermentos lácteos e vitamina E. Deverá então apresentar a informação: Fenilcetonúricos: Contém Fenilalanina.
Estão certos apenas os itens
diabéticos, mas alguns desempenham um papel social
importante dadas a maior liberdade de escolha de alimentos para
fins especiais e a sensação de prazer que o sabor doce
proporciona em substituição a preparações convencionais à base
de sacarose. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(ANVISA) classifica tais produtos no grupo dos alimentos para
dietas com restrição de nutrientes.
C. E. Viggiano. O produto dietético no Brasil e sua
importância para indivíduos diabéticos. In: Revista Brasileira
de Ciências da Saúde, n.º 1, vol. 1, 2003 (com adaptações).
I Sacarose, sucralose, glicose, frutose, aspartame são exemplos de edulcorantes calóricos. Além de adoçantes eles podem ainda modificar a textura dos alimentos, estabilizá-los conservá-los, dentre outras funções.
II A adição de átomos de cloro à estrutura da sacarose fornece à molécula de sucralose uma doçura cerca de 600 vezes maior do que a da sacarose. Isto ocorre pelo fato das ligações carbono-cloro serem estáveis. Elas não são hidrolisadas no processo de digestão e assim, a sucralose é eliminada nas fezes.
III Edulcorantes intensos, ou não-nutritivos — como sacarina ciclamato, por exemplo — fornecem doçura acentuada e textura aos alimentos. Por isso, eles são indicados para substituir a sacarose em preparações convencionais destinadas aos diabéticos.
IV O produto dietético para diabéticos não deve conte monossacarídios e dissacarídios de adição. Sucos, barras de cereais e misturas para bolos são alguns exemplos desses produtos.
V Produtos sem adição de açúcares simples também devem apresentar no rótulo a informação “... diabéticos: contém sacarose, glicose ou frutose”, mesmo que sejam fontes naturais dessas moléculas.
Estão certos apenas os itens
metabólicos, se deve à composição química das paredes celulares das células vegetais que são constituídas por uma rede
tridimensional, heterogênea, com zonas cristalinas e amorfas, que apresentam áreas hidrofílicas e hidrofóbicas. A integridade dessa
rede é mantida por ligações físicas e químicas com diferentes graus de coesão e tais características explicam as propriedades físico-
químicas das fibras alimentares e determinam seus efeitos fisiológicos
R. A. C. Araújo e W. M. C. Araújo. Fibras alimentares. In: Revista brasileira de nutrição clínica, p. 201-9, 1998.
Considere dois produtos alimentícios, cujas informações nutricionais indiquem que: o produto A é constituído por aveia integral
em flocos e prensada, com teor de fibra alimentar igual a 10 g e teor de carboidratos igual a 63 g; o produto B é constituído por farelo
de trigo, com teor de fibra alimentar igual a 12 g, dos quais 11 g correspondem à fração de fibra insolúvel, e fração de carboidratos
igual a 18 g.
metabólicos, se deve à composição química das paredes celulares das células vegetais que são constituídas por uma rede
tridimensional, heterogênea, com zonas cristalinas e amorfas, que apresentam áreas hidrofílicas e hidrofóbicas. A integridade dessa
rede é mantida por ligações físicas e químicas com diferentes graus de coesão e tais características explicam as propriedades físico-
químicas das fibras alimentares e determinam seus efeitos fisiológicos
R. A. C. Araújo e W. M. C. Araújo. Fibras alimentares. In: Revista brasileira de nutrição clínica, p. 201-9, 1998.
Considere dois produtos alimentícios, cujas informações nutricionais indiquem que: o produto A é constituído por aveia integral
em flocos e prensada, com teor de fibra alimentar igual a 10 g e teor de carboidratos igual a 63 g; o produto B é constituído por farelo
de trigo, com teor de fibra alimentar igual a 12 g, dos quais 11 g correspondem à fração de fibra insolúvel, e fração de carboidratos
igual a 18 g.
I A captação de água pela fração de fibras alimentares do produto A aumenta a viscosidade do conteúdo intestinal e retarda o trânsito desse conteúdo. Apesar disto, tem sido descrito na literatura que esta viscosidade do bolo alimentar dificulta e controla a absorção de nutrientes.
II No cólon, a ação do metabolismo bacteriano sobre fibras alimentares do produto A, produz ácidos graxos de cadeia média, como o butérico, o propiônico, além de alterar o pH intestinal e reduzir a absorção de triglicerídios.
III Com relação à fração de fibras alimentares do produto B, observa-se que a capacidade de retenção de água de seus componentes e seus efeitos sobre o tempo de trânsito intestinal pode explicar, em parte, a absorção diminuída de triglicerídios e de colesterol.
IV Comparando-se a fração de fibras alimentares do produto B com a do produto A, observa-se que a do produto B é mais resistente à degradação bacteriana no intestino grosso, ocasionando maior formação de fezes, não só pela presença física das fibras, mas também pela retenção de água, acelerando o trânsito colônico.
V Comparando-se a fração de fibras alimentares do produto B com a do produto A, verifica-se que tanto uma como a outra reduzem a absorção da glicose no intestino delgado.
Estão certos apenas os itens