Questões de Concurso
Sobre nutrição materna (gestação) em nutrição
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Os conceptos em boas condições de nutrição na vida intrauterina têm maior chance de iniciar suas vidas em melhores condições de saúde física e mental (1ª parte). O prognóstico de uma gestação é influenciado pelo estado nutricional materno antes da concepção e durante a gestação (2ª parte).
A sentença está:
I. Náuseas e vômitos, azia e sintomas de refluxo: estimular a mastigação adequada; aumentar o fracionamento das refeições, com redução do volume em cada refeição; evitar deitar após as refeições; evitar roupas apertadas na região abdominal; reduzir o consumo de gorduras na dieta; manter a hidratação adequada; consumir alimentos mais secos, cítricos e fazer uso de gengibre.
II. Constipação intestinal e flatulência: manter a ingestão hídrica adequada; estimular o consumo ideal de fibras solúveis e insolúveis, estimular o uso coadjuvante de probióticos; respeitar a tolerância individual a alimentos que causam flatulência.
III. Hipocloridria: redução fisiológica da secreção de suco gástrico, que resulta na intolerância ao consumo proteico. Ajustar a consistência das carnes e de outras fontes proteicas, de modo a facilitar o processo digestivo e favorecer a aceitação alimentar.
IV. Intolerância às gorduras: devido a redução fisiológica da concentração da bile. Evitar refeições com grande volume de gorduras, fracionar ao longo das refeições.

Em função dessa avaliação, assinale a alternativa que apresenta o correto diagnóstico.
1. Para avaliar o estado nutricional da gestante, é necessário que na primeira consulta seja realizada a aferição do peso e da estatura da mulher, além do cálculo da semana gestacional. 2. O ponto de corte para classificação de baixo peso materno é o mesmo adotado para adultos. 3. O ganho de peso total recomendado até o final da gestação é determinado a partir do estado nutricional pré-gestacional. 4. Gestantes de baixo peso pré-gestacional (BP) deverão ganhar entre 12,5 e 18,0 kg durante toda a gestação, sendo este ganho, em média, de 2,3 kg no primeiro trimestre da gestação (até a 14ª semana) e de 0,5 kg por semana no 2º e 3º trimestres de gestação. 5. Gestantes com IMC pré-gestacional de sobrepeso devem apresentar ganho em torno de 7,0 kg, com recomendação de 0,3 kg por semana no segundo e no terceiro trimestres de gestação.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Como se sabe, várias adaptações fisiológicas são observadas no organismo da mãe durante a fase materna. Sobre o tema, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – Aumento da volemia e do volume do líquido intracelular.
II – Diminuição na ventilação pulmonar.
III – Diminuição do apetite e da eficiência digestiva.
No tocante às situações especiais que justificam alterações dietéticas e suplementações na gravidez e lactação, podemos ter:
I – anemia locuplativa
II – anemia macrocítica.
III – gravidezes sucessivas.
Complicações gestacionais, com desfechos desfavoráveis para mães e filhos, também têm sido associadas tanto ao ganho de peso gestacional insuficiente quanto excessivo.
O ganho de peso preconizado para gestantes com peso adequado corresponde, em quilogramas, a
O aumento em Kcal/dia recomendado em relação às Recomendações de Ingestão Diária (DRIs) no segundo e terceiro trimestres correspondem, respectivamente, a
I. Não há estudos que tenham determinado os requerimentos energéticos, mas há considerações de que elas necessitam de menos energia do que aquelas com gestação única, pois a recomendação de ganho de peso é menor.
II. A prescrição deve ter o mesmo cuidado que se tem em gestações normais, que é evitar situações de cetose materna.
III. A cetonúria está relacionada com o aumento do risco de prematuridade, situação mais comum em gestantes gemelares.
Estão CORRETOS:
I. No primeiro trimestre, a gestante deve manter sua ingestão energética semelhante ao período pré-gestacional, considerando que não há acréscimos de calorias nesse período.
II. Os requerimentos de cálcio estão aumentados na gestação, porém as recomendações dietéticas de cálcio entre mulheres adultas e adolescentes não são iguais. Na adolescência, a necessidade desse mineral aumenta devido ao crescimento e desenvolvimento das adolescentes.
III. No último trimestre de gestação, ocorre o maior requerimento de ferro pela gestante, devido ao aumento da massa eritrocitária para suprir as necessidades do feto.
IV. A deficiência de vitamina C durante a gestação foi associada ao aumento do risco de infecções, à ruptura prematura de membranas, ao parto prematuro e à pré-eclâmpsia.
Estão CORRETOS:
(_) Quando o valor de hemoglobina (Hb) for >= 11g/dL - ausência de anemia: suplementar com 60mg/dia de ferro elementar e 5mg de ácido fólico, a partir da 20ª semana, devido à maior intolerância digestiva no início da gravidez. Recomenda-se ingestão uma hora antes das refeições.
(_) Quando o valor de hemoglobina (Hb) for >= 8g/dL e < 11g/dL, já considerando uma anemia leve a moderada, a prescrição de sulfato ferroso em dose de tratamento poderá permanecer a mesma dos casos de prevenção da anemia ou ajustar o valor um pouco além, ou seja, de 60mg até 80mg/dia de ferro elementar, é suficiente para retardar a anemia instalada nesses estágios leves a moderados. Lembrando que é fundamental o acompanhamento para verificar melhoras dos valores. Recomenda-se ingerir uma hora antes das principais refeições.
(_) Uma dieta equilibrada, contendo ferro heme, ferro não heme, alimentos fortificados com ferro e uma combinação adequada de alimentos a fim de melhorar sua biodisponibilidade, pode suprir uma boa parcela do requerimento médio durante a gestação e pode ser suficiente para mulheres que tenham reserva pré-gestacional de ferro adequada.
(_) A gravidez múltipla geralmente se relaciona a gestações de mulheres com idade acima de 27 anos, índice de massa corporal (IMC) > 30kg/m², raça negra, aumento da paridade, história familiar (pelo lado materno), maior frequência de relações sexuais e, atualmente, com as técnicas de indução da ovulação ou de fertilização assistida.
(_) Durante a gestação gemelar, ocorre um aumento nas concentrações séricas de hemoglobina, glicose, albumina, proteína e vitaminas hidrossolúveis, além do aumento na produção hormonal, onde a elevação da concentração de progesterona e lactogênio placentário humano podem afetar o metabolismo da glicose, elevando o risco de a gestante ter um aumento na resistência periférica à insulina.
(_) Dentre as complicações da gestação gemelar, a mais frequente é o parto prematuro, que pode ser fatal para a mãe e os bebês, uma vez que, devido à prematuridade, eles estão mais sujeitos a complicações clínicas e/ou baixo peso ao nascer.
(_) Idade igual ou superior a 25 anos.
(_) Antecedente pessoal de DG, intolerância a carboidratos e proteínas.
(_) História de macrossomia.
(_) Ganho de peso excessivo.
(_) Síndrome dos ovários policísticos.
“Um ambiente abaixo do ideal no útero pode levar a uma incompatibilidade entre os nutrientes disponíveis e a unidade fetal geneticamente determinada para o crescimento. Quando há carência de qualquer macro ou micronutriente, o momento do deficit é importante na previsão do impacto resultante. Quanto aos nutrientes-chave para o desenvolvimento cerebral do feto e dos recém-nascidos, há um que afeta especialmente o cerebelo, sistema límbico, córtex cerebral, lobo temporal, lobo frontal. Sua deficiência acarreta retardo no desenvolvimento motor e atenção, memória de curto prazo, crescimento cerebral.” Trata-se do seguinte nutriente: