Questões de Concurso
Sobre dislipidemias em nutrição
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1. O tratamento das dislipidemias é focado na abordagem quantitativa dos macronutrientes, sendo a restrição de lipídios, especialmente da gordura trans e da gordura saturada, o pilar central do tratamento.
2. Para o tratamento das dislipidemias, recomenda-se que a ingestão de carboidratos totais perfaça entre 50 e 55% do valor calórico total.
3. Para melhorar o perfil lipídico, recomenda-se reduzir ou eliminar açúcares adicionados e farinhas refinadas e priorizar alimentos com baixo índice glicêmico (por exemplo, leguminosas, grãos integrais, frutas com casca) e fontes de carboidratos ricos em fibras.
4. A substituição de gorduras saturadas por carboidratos refinados favorece o aumento dos Triglicerídeos e a redução do HDL-c, o que também está associado a um risco cardiovascular aumentado.
5. A ingestão de álcool (até duas doses para mulheres e até quatro doses para homens), especialmente daqueles ricos em polifenóis, é recomendada para prevenção e tratamento da aterosclerose.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
De acordo com a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025 (Sociedade Brasileira de Cardiologia), é uma recomendação dietética para o tratamento das dislipidemias o controle da ingestão de gorduras saturadas, que deverá ser, em relação ao valor calórico total da dieta, em um percentual inferior a
Considerando os mecanismos envolvidos, assinale a alternativa correta.
Considerando os mecanismos envolvidos, assinale a alternativa correta.
Uma paciente do sexo feminino de 55 anos de idade compareceu ao atendimento nutricional queixando-se de dificuldade para perder peso. A avaliação nutricional mostrou índice de massa corporal (IMC) de 31,5 kg/m2, circunferência abdominal de 108 cm; pressão arterial de 145 mmHg × 90 mmHg; glicemia em jejum de 125 mg/dl; hemoglobina glicada de 6,0%; colesterol total de 190 mg/dl; LDL colesterol de 150 mg/dl e triglicerídeos de 135 mg/dl.
Considerando o caso clínico hipotético apresentado, julgue o item a seguir, a respeito do quadro clínico e da prescrição dietética adequada para a paciente, bem como a respeito dos objetivos da Vigilância Alimentar e Nutricional.
A dietoterapia recomendada para a paciente deve ser hipolipídica, com valores de ácidos graxos saturados menores que 5% do valor energético total (VET) diário, em razão da hipercolesterolemia.
Várias técnicas de química analítica e de análise instrumental desempenham um papel essencial na análise de compostos bioativos e de vitaminas presentes em matrizes alimentares complexas. Em relação a esses compostos e aos métodos para sua identificação em alimentos, julgue o item a seguir.
O ácido estearidônico (SDA), encontrado em alguns óleos vegetais, é um precursor eficiente do ácido eiscosapenatenoico (EPA), superando limitações metabólicas associadas ao ácido α-linolênico (ALA); sua conversão em EPA reduz a inflamação, regula lipídeos plasmáticos e melhora parâmetros cardiovasculares.
Sobre os fatores de risco atrelados a dislipidemia, assinale a alternativa INCORRETA:
Com base no caso clínico informado, assinale a alternativa que mais se enquadra numa conduta dietoterápica adequada e possíveis implicações se os cuidados não forem seguidos:
(__) A intervenção nutricional deve ser a primeira abordagem não farmacológica a ser adotada no tratamento das dislipidemias, sendo integrada como uma mudança permanente no estilo de vida, e não como uma medida temporária.
(__) O plano alimentar deve ser individualizado, considerando as preferências e os hábitos alimentares de cada paciente.
(__) As medidas de educação nutricional são essenciais para que o paciente conheça os nutrientes e saiba como organizar sua alimentação em prol de mais saúde e qualidade de vida.
I – A hipertensão arterial sistêmica (HAS), também chamada somente de hipertensão, é uma condição clínica multicausal caracterizada por elevação sustentada dos níveis de pressão arterial ≥ 140 mmHg (sistólica) e/ou 90 mmHg (diastólica). Com frequência, está associada a distúrbios metabólicos e alterações funcionais e/ou estruturais de órgãos-alvo (rins, coração, encéfalo e vasos sanguíneos), podendo ser agravada pela presença de outros fatores de risco, como dislipidemias, obesidade abdominal, intolerância à glicose e diabetes melito.
II – O sobrepeso e a obesidade são fatores de risco para a hipertensão arterial sistêmica, principalmente com excesso de gordura na região abdominal. O excesso de gordura intra-abdominal ou visceral é considerado um fator de risco maior do que o excesso de peso corporal total para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis.
III – O excesso de potássio e iodo elevam a pressão arterial por aumentar a volemia e, consequentemente, o débito cardíaco. Depois, por mecanismos de autorregulação, há aumento da resistência vascular periférica, mantendo elevados os níveis de pressão arterial.