Questões de Concurso
Sobre administração de serviços de alimentação em nutrição
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Em geral, carcaças e vísceras que se apresentem caquéticas na inspeção final, desde que apresentando coloração normal, podem ser aproveitadas para o consumo humano.
Os objetivos da inspeção post mortem incluem observação dos caracteres organolépticos, detecção de lesões nos órgãos e carcaças, destinação apropriada para as carcaças e vísceras que contenham alterações e fornecimento ao consumidor de carnes em perfeitas condições higiênico-sanitárias.
A inspeção post mortem consiste no exame macroscópico de todos os órgãos e tecidos, abrangendo a observação e apreciação de seus caracteres externos, sua palpação e abertura dos gânglios linfáticos correspondentes, além de cortes sobre o parênquima dos órgãos, quando necessário.
Para manter a qualidade microbiológica e físico-química da água de abastecimento de uma indústria de alimentos de origem animal, é suficiente realizar controle e análises uma vez ao ano.
Na inspeção post mortem de suínos, em casos crônicos de metrite, onde houver conteúdo e reflexos ganglionares de ordem regional, com bom estado geral da carcaça, o destino deverá ser o aproveitamento condicional da carcaça para conserva ou banha, e as vísceras devem ser condenadas.
Carcaças que apresentem, na inspeção post mortem, icterícia na íntima dos vasos, nas serosas, nas cartilagens, na superfície do corte dos ossos, na traquéia e nas demais vísceras devem ser totalmente condenadas, juntamente com as vísceras.
Em abatedouro-frigorífico de bovinos, na sala de abate, o procedimento de esfola oferece poucos riscos de contaminação bacteriana devido ao banho de aspersão com água clorada que os animais recebem antes de irem para o abate.
Carcaças que porventura venham a se contaminar por perfurações de abcessos purulentos, líquidos oriundos de processos patológicos, perfurações do estômago ou intestinos, por contatos com peças ou superfícies contaminadas e(ou) por manipulações sem o devido cuidado devem ser lavadas com jatos de água sob pressão para garantir a inocuidade do produto, podendo posteriormente ser enviadas para o consumo humano.
É procedimento correto de inspeção deixar para abater por último os animais que cheguem ao abatedouro frigorífico incapacitados de locomoção, acidentados, contundidos com ou sem fratura.
Na inspeção post mortem de suínos, em relação à tuberculose, carcaças que apresentarem lesão pequena e discreta, localizada em alguma víscera e de aspecto resolvido, deverão ser liberadas, porém suas vísceras deverão ser condenadas.
Na esvisceração em abatedouro-frigorífico de bovinos, os procedimentos que requerem cuidados são as oclusões de reto e esôfago, devendo-se evitar a perfuração desses órgãos devido à alta carga microbiana neles existente.
A higienização das mãos dos operadores de um abatedouro-frigorífico deve ser realizada continuamente entre um procedimento e outro, para evitar a contaminação cruzada.
Em abatedouro-frigorífico de bovinos, na etapa do procedimento de sangria, preconiza-se a utilização de uma mesma faca para a realização da incisão da barbela e secção dos grandes vasos de um animal, sendo obrigatória a presença de higienizador com água à temperatura máxima de 45 °C.
A cocção, a refrigeração e o congelamento são pontos críticos de controle do tipo preventivos.
Para uma refrigeração segura, indica-se que a carne passe de 50 ºC para 21 ºC em 6 horas e, em seguida, para 4 ºC durante mais 6 horas.
Na área de armazenamento a temperatura ambiente, recomenda-se presença de extintores de incêndio, ausência de ralos e temperatura de até 27 ºC.
O sistema APPCC permite identificar os perigos, determinar os pontos críticos e indicar os controles imediatos do processo.
No teste do Alizarol, realizado comumente na plataforma de recepção de leite em um laticínio, o desenvolvimento de coloração vermelho-tijolo indica leite alcalino, significando uma ordenha em más condições de higiene.
A alta incidência de Staphylococcus coagulase positiva em um alimento torna-o impróprio para o consumo humano. Entretanto, se for submetido a um posterior tratamento térmico, como, por exemplo, a repasteurização rápida, esse alimento poderá ser aproveitado para consumo humano.
A prova da fosfatase alcalina e a prova da peroxidase são normalmente utilizadas para avaliar se o leite pasteurizado do tipo C foi corretamente pasteurizado.