Questões de Concurso
Sobre urologia em medicina
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I.É caracterizada histopatologicamente por fibrose intersticial renal, atrofia tubular com espessamento e ruptura da membrana basal e cistos e divertículos renais que são amplamente restritos às alças de Henle e túbulos distais nas junções corticomedulares.
II.Os sinais/sintomas iniciais incluem poliúria, retardo do crescimento e anemia. Poliúria ocorre precocemente, devido à capacidade aumentada de concentração urinária e à perda de sal.
III.O tratamento é sobretudo de suporte, com foco na insuficiência renal progressiva e na necessidade de diálise e transplante.
Qual(is) a(s) afirmativa(s) está(ão) CORRETA(S)?
Recomenda-se o uso de norfloxacino 400 mg, via oral, a cada doze horas, por três dias, para pacientes do sexo masculino com infecções do trato urinário baixo.
Uma vez estabelecido o diagnóstico clínico-laboratorial de glomerulopatia, são indicações de realização de biópsia renal, desde que os rins apresentem dimensões normais (ou aumentadas) ao exame ultrassonográfico: síndrome nefrótica em pacientes adultos, glomerulonefrite rapidamente progressiva e diabetes com apresentação e evolução típicas.
Os pacientes com síndrome nefrótica podem ser definidos por sua resposta à terapia inicial em sensíveis ou resistentes ao corticosteroide. Entre os sensíveis, a maior parte apresenta síndrome nefrótica por lesões mínimas, enquanto que, entre os resistentes, a maioria apresenta glomerulosclerose segmentar e focal, e a minoria apresenta síndrome nefrótica de lesões mínimas.
A nefropatia por IgA é a glomerulopatia mais comum no mundo e pode se manifestar como síndrome nefrótica.
A presença de urina espumosa é um dos sinais clínicos que caracterizam a síndrome nefrótica, resultado da excreção anormal de proteína.
A Síndrome Nefrótica é definida pela presença de proteinúria (>6,0-6,5 g/1,73m2 /dia em adultos), hipoalbuminemia (<5,0 g/dl) e edema, sendo frequentemente acompanhada de hiperlipidemia, hipercoagulabilidade e outras alterações clínico-laboratoriais.
Na situação de um indivíduo com exames que mostram múltiplos cálculos renais bilaterais de até 4 mm, e sem sinais de hidronefrose, pode-se dispensar a intervenção cirúrgica, visto que há grande probabilidade de que esses cálculos sejam eliminados espontaneamente.
A restrição de cálcio na dieta de pacientes com história de litíase é fator importante na prevenção da formação de cálculos renais e deve ser recomendada.
São algumas das alterações urinárias na gravidez: a diminuição da excreção renal de cálcio, sódio e ácido úrico, e a diminuição da absorção intestinal de cálcio, o que confere proteção natural à formação de cálculos urinários.
Os cálculos de estruvita têm sua patogênese ligada às infecções urinárias e podem assumir conformação coraliforme.
O hiperparatireoidismo primário, a sarcoidose e as situações gastrointestinais, como o by-pass jejuno-ileal, são fatores de risco para litíase urinária.
A insuficiência renal aguda, condição em que há incapacidade de excreção de alcaloides, leva a um desequilíbrio ácido-base e ao aumento do bicarbonato sérico e da alcalose metabólica.
Para um adulto jovem, define-se como normal um ritmo de filtração glomerular maior ou igual a 90ml/min/1,73m².
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, as principais causas de insuficiência renal crônica incluem hipertensão arterial sistêmica seguida por diabetes melito e pelas glomerulonefrites.
Pancreatite, tamponamento cardíaco e falência hepática são possíveis causas de insuficiência renal aguda.
De acordo com as diretrizes da prática clínica, define-se lesão renal aguda por três critérios: 1) aumento do valor da creatinina sérica maior ou igual a 0,5 mg/dl; 2) aumento de 50% da creatinina sérica basal nos últimos 7 dias; 3) diurese inferior a 0,2 ml/kg/hora nas últimas 6 horas.
As causas mais comuns diferem de acordo com a idade:
I - Crianças: anormalidade anatômicas (incluindo válvulas uretrais posteriores ou estreitamento e estenose na junção ureterovesical ou ureteropélvica).
II - Adultos jovens: cálculos.
III - Adultos mais velhos: hiperplasia prostática benigna (HPB) ou câncer de próstata, tumores retroperitoneais ou pélvicos (incluindo câncer metastático) e cálculos.