Questões de Concurso Sobre medicina
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Marcelo, 47 anos, foi atendido com queixa de dor articular em tornozelo direito, com evolução de 30 horas. Relata que não dormiu à noite por causa da dor. É obeso e hipertenso em uso de hidroclorotiazida 25mg pela manhã. Está chateado porque no sábado tinha feito um churrasco para a família e não tinha nada, inclusive dançou. Ao exame físico, observa-se edema em articulação do tornozelo com rubor, calor e dor à mobilização passiva. A hipótese diagnóstica mais adequada para Marcelo é:
João, 1 ano e 2 meses, comparece à unidade de saúde no colo de sua mãe com uma toalha ensanguentada. A mãe relata que há, aproximadamente, 15 minutos, a criança iniciou com quadro de sangramento nasal abundante bilateral. Nega comorbidades e uso de medicamentos. A conduta mais adequada para o caso é:
Gestante de 24 anos, G1P0A0, iniciou pré-natal na 10ª semana de gestação na unidade de saúde. Não possui comorbidades, apresenta exames laboratoriais iniciais normais e nega antecedentes obstétricos. Ao exame, PA 110x70 mmHg, IMC adequado e altura uterina compatível com a idade gestacional. A conduta que faz parte do pré-natal de risco habitual na Atenção primária à Saúde (APS) é:
Uma criança de 4 anos apresenta febre alta há 3 dias, tosse seca, conjuntivite e exantema maculopapular eritematoso iniciado na face, com progressão para o tronco e membros. No exame físico, há linfonodos cervicais discretos e hiperemia conjuntival. Considerando a importância do diagnóstico diferencial das doenças exantemáticas na infância, a hipótese diagnóstica mais provável é:
Uma menina de 10 anos apresenta febre há 2 dias, cefaleia, mialgia, dor retro-orbitária e exantema. Ao exame, encontra-se em bom estado geral, hidratada, sem sinais de alarme (ausência de dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos ou hipotensão). Considerando a classificação de risco e a abordagem da dengue na Atenção Primária à Saúde, a conduta inicial mais adequada para o caso é:
Adolescente de 16 anos, sexo feminino, procura a unidade de saúde, relatando episódios recorrentes de medo intenso, falta de ar, palpitações e sensação de desmaio, que ocorrem inesperadamente e duram cerca de 15 minutos. Esses episódios têm ocorrido semanalmente nos últimos dois meses. A paciente evita frequentar a escola devido ao medo de novos ataques. Ao exame físico, encontra-se ansiosa, com sinais de tensão muscular. Não há histórico de uso de substâncias ou comorbidades psiquiátricas. A conduta terapêutica inicial mais adequada para esse caso na Atenção Primária à Saúde (APS) é:
Homem de 38 anos procura a unidade de saúde relatando tristeza persistente, perda de interesse em atividades antes prazerosas, fadiga intensa e dificuldade de concentração há cerca de 4 semanas. Relata alterações do sono e perda de apetite com redução de peso. Ao exame físico, encontra-se apático, com higiene pessoal preservada, sem sinais de doença orgânica evidente. A alternativa que caracteriza adequadamente o diagnóstico de depressão maior nesse paciente é:
Uma paciente de 24 anos procura a unidade básica de saúde por irregularidade menstrual desde a menarca. Relata ciclos menstruais a cada 40–60 dias, hirsutismo progressivo e dificuldade para perder peso, apesar de acompanhamento nutricional. Ao exame físico, apresenta IMC de 31 kg/m², acantose nigricans em região cervical. Exames laboratoriais revelam: testosterona total discretamente elevada, LH/FSH = 3:1, TSH e prolactina normais, curva glicêmica com resistência insulínica. Ultrassonografia transvaginal demonstra ovários aumentados com mais de 12 folículos periféricos de 2–9 mm de diâmetro.
Considerando o quadro clínico e os Critérios de Rotterdam para o diagnóstico de síndrome do ovário policístico (SOP), assinale a alternativa CORRETA:
Em consulta de puericultura na Unidade Básica de Saúde, mãe traz seu bebê de 7 dias de vida para acompanhamento. Relata que percebeu pele e olhos amarelados desde o 3º dia de vida. A criança está em aleitamento materno exclusivo, mama bem, apresenta bom ganho de peso, evacuações normais e está ativa. Ao exame físico, RN em bom estado geral, hidratado, com icterícia até a região do tronco. A conduta mais adequada na Atenção Primária à Saúde diante desse quadro é:
Mulher de 65 anos, com IC (FEVE 25%), em uso de carvedilol, sacubitril/valsartana e furosemida. Persiste com sintomas NYHA II–III. Exames: creatinina 1,4 mg/dL, K+ 4,6 mEq/L, PA 110/70 mmHg. A medicação indicada para otimizar o tratamento e reduzir mortalidade é:
Mulher de 60 anos, em tratamento com amiodarona há 1 ano por fibrilação atrial, apresenta cansaço, ganho de peso e constipação. Exames laboratoriais: TSH 12 µUI/mL, T4 livre 0,6 ng/dl.
Considerando os dados, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável:
Mulher de 75 anos, portadora de fibrilação atrial diagnosticada há 3 anos, em uso de anticoagulação oral. Encontra-se estável e sem queixas. A prioridade do acompanhamento dessa paciente na Atenção Primária à Saúde (APS) é:
Homem, 52 anos, procura atendimento por nódulo no pescoço há 8 meses, indolor, que vem aumentando progressivamente de tamanho. Relata emagrecimento não intencional de 6 kg no período, além de episódios de sudorese noturna intensa. Sem antecedente de tabagismo. Linfonodo cervical à direita, região jugular, medindo cerca de 3,5 cm, duro, de consistência pétrea, não doloroso, pouco móvel e aderido a planos profundos. Sem sinais inflamatórios locais. Hepatoesplenomegalia discreta à palpação. São sinais de alerta que aumentam a probabilidade de processo neoplásico nesse diagnóstico, EXCETO:
I - Anemia ferropriva II - Anemia megaloblástica III - Anemia de doença crônica
( ) Caso 1: Maria de Lourdes, 62 anos, sexo feminino, hipertensa e diabética em tratamento, portadora de artrite reumatoide há 12 anos, em acompanhamento regular no ambulatório de reumatologia, procura a Unidade Básica de Saúde, queixando-se de fadiga progressiva e diminuição da tolerância ao esforço nos últimos meses. Nega sangramentos, perda de peso acentuada, febre ou sudorese noturna. Na revisão medicamentosa, faz uso de metotrexato e anti-inflamatórios em alguns períodos de crise. Relata boa adesão ao tratamento. Pele e mucosas: discretamente pálidas, sem icterícia. Articulações: sinais de sinovite em pequenas articulações das mãos. Hemoglobina: 9,8 g/dL; Hematócrito: 31%; VCM: 84 fL; HCM: 28 pg; Ferro sérico: 35 µg/dL; Ferritina sérica: 320 ng/mL; Saturação de transferrina: 12%; PCR: 20 mg/L.
( ) Caso 2: Joana, 38 anos, sexo feminino, procura a Unidade Básica de Saúde relatando fadiga, palpitações ocasionais e queda de cabelo há cerca de 3 meses. Relata ainda queixas de tontura ao se levantar rapidamente e dificuldade de concentração. Apresenta menstruações abundantes e prolongadas desde a adolescência, com troca de absorvente a cada 2 horas nos primeiros dias do ciclo. Dieta predominantemente rica em carboidratos simples, com baixo consumo de carnes. Nega perda de peso, febre ou sangramentos digestivos visíveis. Pele e mucosas pálidas; unhas frágeis com coiloniquia. Ritmo cardíaco regular, sopro sistólico suave em foco mitral. Hemoglobina: 8,7 g/dL; Hematócrito: 28%; VCM: 70 fL; HCM: 22 pg; Ferro sérico: 25 µg/dL; Ferritina sérica: 8 ng/mL; Saturação de transferrina: 8%; TIBC: 420 µg/dL.
( ) Caso 3: Carlos Eduardo, 54 anos, professor universitário, procura atendimento ambulatorial por cansaço progressivo, parestesia nas mãos e pés, além de dificuldade para caminhar há cerca de 4 meses. Relata também episódios de irritabilidade e esquecimento recente. Histórico de gastrite atrófica crônica diagnosticada há 3 anos. Dieta regular, porém refere baixo consumo de carnes e derivados animais. Nega tabagismo e etilismo. Ao exame: consciente, orientado, porém com discreta lentificação nas respostas. Pele e mucosas: pálidas, levemente ictéricas. Língua: glossite de Hunter. Neurológico: marcha instável, sinal de Romberg positivo, reflexos patelares diminuídos, perda da sensibilidade vibratória nos membros inferiores Hemoglobina: 8,9 g/dL; Hematócrito: 27%; VCM: 112 fL; HCM: 33 pg; Reticulócitos: baixos; LDH: elevado; Bilirrubina indireta: levemente elevada; Vitamina B12 sérica: 120 pg/mL. Ácido fólico sérico: normal.
( ) Caso 4: Ana Paula, 28 anos, gestante de 26 semanas, procura a Unidade Básica de Saúde por queixas de cansaço intenso, palpitações e falta de ar aos esforços moderados nas últimas semanas. Relata também irritabilidade e inapetência. G2P1A0, sem comorbidades conhecidas. Alimentação predominantemente à base de carboidratos refinados, com baixo consumo de vegetais verdes escuros, leguminosas e frutas frescas. Nega etilismo, tabagismo ou uso de medicações crônicas. Não fazia suplementação pré-concepcional de ácido fólico. Pele e mucosas: pálidas, sem icterícia. Língua: avermelhada com glossite. Ausculta cardíaca: sopro sistólico funcional suave. Hemoglobina: 9,1 g/dL; Hematócrito: 28%; VCM: 110 fL; HCM: 32 pg; Reticulócitos: baixos; LDH: elevado; Bilirrubina indireta: discretamente elevada; Vitamina B12 sérica: normal; Ácido fólico sérico: 2 ng/Ml.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
Homem de 40 anos, previamente tratado para sífilis há 2 anos, comparece para avaliação de rotina. Relata que realizou tratamento completo com penicilina benzatina, de acordo com a fase da doença na época. Atualmente encontra-se assintomático. Os exames mostram: VDRL reagente com título de 1:2, estável em relação ao último exame realizado há 12 meses.
Diante desse cenário, assinale a alternativa CORRETA:
Mulher, 70 anos, procura atendimento na Atenção Primária à Saúde (APS) com dor nas articulações das mãos (intercapofalangeanas distais), nega rigidez e rubor. Relata também dor nos joelhos. O médico que atendia anteriormente na APS prescreveu prednisona 20 mg para uso contínuo, mas a paciente interrompeu o uso devido efeitos colaterais. No prontuário há um exame de FR 1:32 realizado há 4 meses.
Para o caso relatado, a conduta mais adequada seria:
Carlos, 38 anos, apresentou-se à unidade de Atenção Primária à Saúde (APS) com 3 dias de tosse produtiva, febre de 38,5°C e dor torácica leve à respiração. Ao exame: eupneico, saturação de oxigênio 96% em ar ambiente, ausculta com crepitações basais. Não possui comorbidades, alergias conhecidas ou imunossupressão. Nega tabagismo. Não fez uso de antibióticos nos últimos 3 meses. A definição da gravidade da pneumonia visa determinar o local onde a pessoa será tratada, a via de administração do antibiótico e o esquema antimicrobiano empírico a ser selecionado. Considerando os dados apresentados, assinale a alternativa que apresenta a conduta recomendada para esse paciente.
Mulher de 34 anos, fumante de 20 cigarros/dia desde a adolescência, procura a unidade básica de saúde para iniciar um método contraceptivo. Nega comorbidades, não tem filhos e não deseja gestação no momento. Após avaliação clínica, apresenta pressão arterial de 128/78 mmHg e IMC de 23 kg/m². Considerando os critérios de elegibilidade médica da Organização Mundial de Saúde (OMS) analise os métodos contraceptivos recomendados para o caso.
Todas as alternativas estão corretas, EXCETO:
COLUNA I
Classes de fármacos
1. Biguanidas 2. Sulfonilureias 3. Inibidores da DPP-4 4. Agonistas do GLP-1 5. Inibidores de SGLT-2
COLUNA II
Mecanismos/Efeitos
( ) Aumentam a secreção de insulina pelas células beta de forma dependente da glicose.
( ) Reduzem a produção hepática de glicose, podem causar desconforto abdominal e diarreia.
( ) Promovem excreção urinária de glicose, com efeito benéfico cardiovascular e renal.
( ) Estimulam secreção de insulina independente da glicose, apresenta risco de hipoglicemia.
( ) Prolongam a ação do GLP-1 endógeno, aumentando incretinas circulantes.
Assinale a alternativa que apresenta a associação CORRETA: