Questões de Concurso Sobre pediatria e neonatologia em medicina

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Q3932703 Medicina
O diagnóstico da doença do refluxo gastroesofágico é clínico, baseado nos sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Os exames complementares podem auxiliar na definição diagnóstica da etiologia e/ou complicações. Qual alternativa abaixo está CORRETA em relação à indicação desses exames complementares?
Alternativas
Q3932700 Medicina

A caderneta de saúde da criança inclui um instrumento de triagem para acompanhar o desenvolvimento infantil, permitindo identificar precocemente possíveis atrasos e orientando ações de saúde e educação.


Baseado nesse instrumento, classifique o desenvolvimento dos casos abaixo e assinale a alternativa CORRETA.



1. Provável atraso no desenvolvimento


2. Alerta para o desenvolvimento


3. Desenvolvimento adequado



( ) Cecília, 2 meses, nasceu com 36 semanas de idade gestacional devido a pré-eclâmpsia materna. Não apresentou complicações perinatais. Na avaliação, tem todos os marcos presentes para a sua idade corrigida.


( ) Pedro, 6 meses, sem fatores de risco para o desenvolvimento. Na avaliação, possui todos os marcos esperados para a faixa etária anterior e para a faixa etária de 6 a 9 meses, exceto o marco de sentar-se sem apoio


( ) Júlia, 8 meses, sem fatores de risco para o desenvolvimento. Na avaliação, tem todos os reflexos/posturas/habilidades presentes para a sua idade.


( ) Luiz, 2 meses, sem fatores de risco prévios para o desenvolvimento. Na avaliação, tem todos os reflexos/posturas/habilidades presentes para a sua idade, mas tem perímetro cefálico abaixo do escore – 2 Z


( ) Clara, 12 meses, sem fatores de risco prévios para o desenvolvimento. Na avaliação, não possui um dos marcos esperados para a faixa etária anterior.



Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA.

Alternativas
Q3932699 Medicina
O transtorno do espectro do autismo (TEA) abrange um continuum de distúrbios do neurodesenvolvimento, caracterizados por deficiências na comunicação social, associadas a padrões de comportamento restritivos e repetitivos. Sobre o instrumento de triagem de indicadores do TEA chamado Modified Checklist for Autism in Toddlers (M-CHAT-R), assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3932697 Medicina

Escolar, 07 anos, feminino, vai ao ambulatório de pediatria para acompanhamento. É portador da síndorme de Lutembacher que é composta por uma comunicação interatrial ostium secundum e estenose mitral congênita e/ou adquirida. Estudante realizou o exame físico adequadamente.


Que achado de ausculta (sopro) foi identificado?

Alternativas
Q3932696 Medicina
Um estudante de medicina estava acompanhando o atendimento de um paciente no ambulatório de pediatria. Tratava-se de uma criança, do sexo masculino, com 4 anos, encaminhada da atenção primária, com queixa de claudicação em membros inferiores durante atividades físicas. Ao exame físico, paciente apresentava pulsos radiais fortes e diminuição nos pulsos femorais. Realizada a aferição da PA no membro superior direito (PA MSD: 110 x 70 mmHg – entre P95 e P95 +12 mmHg) e no membro inferior esquerdo (PA MIE: 90 x 50 mmHg). Tendo em vista a história clínica e os achados no exame clínico, o preceptor questiona o exame complementar que NÃO pode faltar na avaliação desse paciente. Assinale a alternativa que o indica.
Alternativas
Q3932694 Medicina

Todas as crianças maiores de 3 anos devem ter a sua pressão arterial medida, pelo menos, uma vez por ano. Existem, no entanto, situações em que crianças menores de 3 anos precisam ter a pressão arterial aferida ambulatorialmente.



Qual é a alternativa que representa CORRETAMENTE essas situações?

Alternativas
Q3932691 Medicina

São observadas três crianças que chegam à emergência com exantemas e sinais clínicos típicos: 1-enantema orofaringe com manchas branco-azuladas pequenas. 2- palidez perioral e 3- Edema palpebral com exsudato amigdaliano.



Analisando os casos acima, quais são os diagnósticos mais prováveis, respectivamente?

Alternativas
Q3932688 Medicina

RN, com diagnóstico de atresia de esôfago, foi avaliado pelo pediatra em busca de outras malformações. Das várias malformações associadas à atresia de esôfago, temos as cardíacas, musculoesqueléticas, urogenitais e gastrointestinais.


Qual a mais prevalente das citadas abaixo?

Alternativas
Q3932687 Medicina
Um escolar de oito anos chega ao pronto atendimento com quadro de dispneia e sibilância há cerca de 10 horas. Tem crises desde os dois anos de vida e no ano passado teve apenas três episódios leves. Utiliza medicações para asma apenas nas crises. Nessa crise, ainda não iniciou tratamento. Ao exame físico, apresenta bom estado geral, com dispneia leve, saturando 97% de oxigênio em ar ambiente frequência respiratória = 22 ipm, frequência cardíaca = 112 bpm. Na ausculta são observado sibilos em ambos hemitórax, sem outras alterações. Qual a melhor opção de tratamento inicial para essa criança?
Alternativas
Q3932686 Medicina
O choque é definido como um desbalanço entre a oferta de oxigênio e a demanda metabólica dos tecidos. A respeito da fisiopatologia do choque séptico na infância, as principais alterações hemodinâmicas que ocorrem são:
Alternativas
Q3932685 Medicina

Pré-escolar de 10 meses, 10 kg, é admitido na emergência pediátrica com diarreia e desidratação grave. Foi prescrito o plano C.


De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde publicadas em 2023, deve ter sido feito para o menor, na primeira hora:

Alternativas
Q3932683 Medicina

Menino, dois anos e oito meses, procedente do interior do estado, pais analfabetos, possuem renda familiar bastante baixa. Chegou ao ambulatório de pediatria, encaminhado do PSF, apresentando falta de apetite e apatia há um mês. Peso ao nascimento: 2800 gramas. Ao exame: Peso=7900 gramas, Estatura = 71cm, apático, mucosas hipocoradas (++/4+), edema em face e abdome, cabelo fino, ressecado e com hepatomegalia a 4 cm do RCD.



Considerando a hipótese diagnóstica, qual é o principal mecanismo fisiopatológico envolvido no edema do menor?

Alternativas
Q3932682 Medicina

“A deficiência de vitamina D é um distúrbio frequente em todo o mundo. No Brasil, embora a maioria da população resida em regiões de adequada exposição solar, a hipovitaminose D é um problema comum e não restrito apenas aos idosos, mas também acometendo crianças e adolescentes” - SBP/ 2024.


Sobre essa vitamina, analise as assertivas abaixo:



I. Para garantir uma adequada calcemia, a Vitamina D atua, fisiologicamente, aumentando a absorção intestinal e tubular renal de cálcio e fósforo, além de mobilizar cálcio do osso para a circulação.


II. São causas frequentes de insuficiência / deficiência de Vitamina D na pediatria: aleitamento materno exclusivo em lactentes menores de 6 meses sem suplementação oral desta vitamina; a obesidade e a doença celíaca.


III. A melhor forma de avaliar o estado nutricional da Vitamina D em crianças é através da dosagem do calcitriol, o qual tem uma meia-vida de algumas semanas.


IV. De acordo com as recomendações de 2024 do Departamento científico de Endocrinologia da SBP, não devemos mais realizar suplementação preventiva com Vitamina D oral para todas as crianças menores de 12 meses, e sim, apenas para aquelas com fatores de risco para a deficiência dessa vitamina.



Podemos afirmar que 

Alternativas
Q3932678 Medicina

Adolescente de 13 anos, proveniente de uma cidade do Agreste pernambucano, queixa-se de engasgos durante algumas refeições nos últimos 6 meses. Segundo ele, a frequência desses eventos está aumentando. Relata que a sensação é de que o alimento está ‘impactado na altura do pescoço’, necessitando ingerir muito líquido para o alimento ‘descer’. Queixa-se também de alguns episódios de dor abdominal periumbilical de leve intensidade e de um único evento de hematêmese discreta após um acesso de tosse pós engasgo durante um almoço com a família.


Genitora do menor afirma que ele teve uma infância saudável e nega quaisquer outros sintomas. Pediatra decide solicitar uma endoscopia digestiva alta (EDA). O laudo macroscópico da EDA revelou: presença de anéis concêntricos (traquealização do esôfago) além de sulcos longitudinais e alguns exsudatos esbranquiçados em mucosa do esófago médio e distal.



Mesmo sem o resultado do histopatológico da mucosa esofagiana, assinale a alternativa que indica a principal hipótese diagnóstica que explica as queixas clínicas e os achados macroscópicos da EDA desse adolescente.

Alternativas
Q3932676 Medicina

“A Atresia de esôfago (AE) é uma malformação congênita relativamente comum, que acomete cerca de 1 em cada 2.500- 4.000 recém-nascidos. Ela é caracterizada por falha na formação do esôfago, quase sempre com descontinuidade do órgão, associada ou não a conexões com a traqueia” Tratado de Pediatria – SBP – 2022



Sobre esse tema, analise as assertivas abaixo:



I. Na AE tipo E, a qual não há fundo cego do esôfago proximal e sim, apenas uma fístula traqueoesofágica em “H”, a suspeita pré-natal se faz pela presença de importante polidrâmnio em ultrassom obstétrico não justificado por outras doenças gestacionais.


II. O tipo de AE descrito na assertiva I (tipo E) muitas vezes tem diagnóstico pós-natal tardio, pois pode ser confundido com doença do refluxo gastroesofágico por meses, tendo como principais características clínicas a tosse crônica e a ocorrência de pneumonias aspirativas.


III. A AE mais frequente é aquela que apresenta fundo cego do esôfago proximal e fístula traqueoesofágica em coto esofágico distal.



Podemos afirmar que

Alternativas
Q3932675 Medicina

Criança de 4 anos, com peso atual de 20 kgs, foi admitida em Emergência Pediátrica com queixa de tosse seca há 2 dias e falta de ar há 12 horas. Menor já apresentou quadro clínico semelhante a este 4 vezes nos últimos 2 anos, segundo relato da genitora. Clinicamente, apresentava-se agitado, verbalizava poucas palavras, com uma frequência respiratória de 56 incursões por minuto, alguns sibilos e roncos em ambos hemitórax, tiragens subcostais e intercostais e uma saturação de oxigênio de 88% em ar ambiente. Médico de plantão solicitou RX de tórax (segue abaixo a imagem).



Imagem associada para resolução da questão



Além de fornecer oxigênio, assinale a alternativa que contém a melhor opção terapêutica inicial a ser adotada para esta criança, de acordo com as mais atuais recomendações científicas sobre esse tema. 

Alternativas
Q3932674 Medicina
A colestase neonatal é considerada uma urgência pediátrica, pois o esclarecimento precoce do diagnóstico etiológico e a instituição do tratamento adequado podem exercer influência decisiva na sobrevida e na qualidade de vida dessas crianças. São consideradas causas de colestase neonatal as citadas abaixo, EXCETO: 
Alternativas
Q3931953 Medicina
Da emergência pediátrica, veio pedido de parecer para neurocirurgia sobre recém-nascido com 28 dias de vida (DV), nascido com 23 semanas (sem) e 5-7 dias e idade corrigida de 28 sem que desenvolveu sinais e sintomas de hidrocefalia (HCF).

Histórico materno: G3P2 (3 gestações e 2 partos), parto prematuro anterior com 24 sem / VDRL (Venereal disease research laboratory) de 1/16, colonização por estreptococos do grupo B com corioamnionite e, apesar do repouso na cama, cerclagem e tocolíticos, teve parto prematuro em maternidade do interior.

Fez ultrassonografia (USG) transfontanela (TF): ventriculomegalia (VM) bilateral e grave com circunferência da cabeça de 30 cm (faixa normal em 28,5 sem = 23–28,5 cm) / Peso (P) = 950 gramas (0,95 kg).

Foi realizada punção lombar (PL) de 3 ml de líquido cefalorraquidiano (LCR): sanguinolento.


Qual é o tratamento de escolha para o quadro neurológico da paciente em questão?
Alternativas
Q3931951 Medicina
Da emergência pediátrica, veio pedido de parecer para neurocirurgia sobre recém-nascido com 28 dias de vida (DV), nascido com 23 semanas (sem) e 5-7 dias e idade corrigida de 28 sem que desenvolveu sinais e sintomas de hidrocefalia (HCF).

Histórico materno: G3P2 (3 gestações e 2 partos), parto prematuro anterior com 24 sem / VDRL (Venereal disease research laboratory) de 1/16, colonização por estreptococos do grupo B com corioamnionite e, apesar do repouso na cama, cerclagem e tocolíticos, teve parto prematuro em maternidade do interior.

Fez ultrassonografia (USG) transfontanela (TF): ventriculomegalia (VM) bilateral e grave com circunferência da cabeça de 30 cm (faixa normal em 28,5 sem = 23–28,5 cm) / Peso (P) = 950 gramas (0,95 kg).

Foi realizada punção lombar (PL) de 3 ml de líquido cefalorraquidiano (LCR): sanguinolento.


Qual grau, segundo os critérios de Papile (1978), podemos classificar a lesão cerebral pelos achados da USG acima?
Alternativas
Q3931950 Medicina
Da emergência pediátrica, veio pedido de parecer para neurocirurgia sobre recém-nascido com 28 dias de vida (DV), nascido com 23 semanas (sem) e 5-7 dias e idade corrigida de 28 sem que desenvolveu sinais e sintomas de hidrocefalia (HCF).

Histórico materno: G3P2 (3 gestações e 2 partos), parto prematuro anterior com 24 sem / VDRL (Venereal disease research laboratory) de 1/16, colonização por estreptococos do grupo B com corioamnionite e, apesar do repouso na cama, cerclagem e tocolíticos, teve parto prematuro em maternidade do interior.

Fez ultrassonografia (USG) transfontanela (TF): ventriculomegalia (VM) bilateral e grave com circunferência da cabeça de 30 cm (faixa normal em 28,5 sem = 23–28,5 cm) / Peso (P) = 950 gramas (0,95 kg).

Foi realizada punção lombar (PL) de 3 ml de líquido cefalorraquidiano (LCR): sanguinolento.


Quais os principais fatores de risco para esse tipo de complicação no recém-nascido em questão? 
Alternativas
Respostas
5301: C
5302: B
5303: C
5304: A
5305: C
5306: B
5307: C
5308: A
5309: B
5310: E
5311: C
5312: D
5313: C
5314: E
5315: C
5316: A
5317: B
5318: E
5319: C
5320: D