Questões de Concurso
Sobre pediatria e neonatologia em medicina
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O Ministério da Saúde em 2014 implementou a vacinação gratuita contra o HPV, sendo inicialmente incluídas as meninas, com ampliação para o sexo masculino posteriormente.
Atualmente o esquema CORRETO preconizado está indicado na alternativa
As crianças são importantes na transmissão da influenza. A vacinação anual é a melhor forma de prevenção contra a influenza, e no PNI indivíduos com maior risco de complicações da doença são elegíveis para a vacina.
Em relação à vacinação influenza em crianças, assinale a alternativa CORRETA.
Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico que melhor justifica o quadro deste paciente.
Qual o provável diagnóstico?
A caderneta de saúde da criança inclui um instrumento de triagem para acompanhar o desenvolvimento infantil, permitindo identificar precocemente possíveis atrasos e orientando ações de saúde e educação.
Baseado nesse instrumento, classifique o desenvolvimento dos casos abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
1. Provável atraso no desenvolvimento
2. Alerta para o desenvolvimento
3. Desenvolvimento adequado
( ) Cecília, 2 meses, nasceu com 36 semanas de idade gestacional devido a pré-eclâmpsia materna. Não apresentou complicações perinatais. Na avaliação, tem todos os marcos presentes para a sua idade corrigida.
( ) Pedro, 6 meses, sem fatores de risco para o desenvolvimento. Na avaliação, possui todos os marcos esperados para a faixa etária anterior e para a faixa etária de 6 a 9 meses, exceto o marco de sentar-se sem apoio
( ) Júlia, 8 meses, sem fatores de risco para o desenvolvimento. Na avaliação, tem todos os reflexos/posturas/habilidades presentes para a sua idade.
( ) Luiz, 2 meses, sem fatores de risco prévios para o desenvolvimento. Na avaliação, tem todos os reflexos/posturas/habilidades presentes para a sua idade, mas tem perímetro cefálico abaixo do escore – 2 Z
( ) Clara, 12 meses, sem fatores de risco prévios para o desenvolvimento. Na avaliação, não possui um dos marcos esperados para a faixa etária anterior.
Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA.
Escolar, 07 anos, feminino, vai ao ambulatório de pediatria para acompanhamento. É portador da síndorme de Lutembacher que é composta por uma comunicação interatrial ostium secundum e estenose mitral congênita e/ou adquirida. Estudante realizou o exame físico adequadamente.
Que achado de ausculta (sopro) foi identificado?
Todas as crianças maiores de 3 anos devem ter a sua pressão arterial medida, pelo menos, uma vez por ano. Existem, no entanto, situações em que crianças menores de 3 anos precisam ter a pressão arterial aferida ambulatorialmente.
Qual é a alternativa que representa CORRETAMENTE essas situações?
São observadas três crianças que chegam à emergência com exantemas e sinais clínicos típicos: 1-enantema orofaringe com manchas branco-azuladas pequenas. 2- palidez perioral e 3- Edema palpebral com exsudato amigdaliano.
Analisando os casos acima, quais são os diagnósticos mais prováveis, respectivamente?
RN, com diagnóstico de atresia de esôfago, foi avaliado pelo pediatra em busca de outras malformações. Das várias malformações associadas à atresia de esôfago, temos as cardíacas, musculoesqueléticas, urogenitais e gastrointestinais.
Qual a mais prevalente das citadas abaixo?
Pré-escolar de 10 meses, 10 kg, é admitido na emergência pediátrica com diarreia e desidratação grave. Foi prescrito o plano C.
De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde publicadas em 2023, deve ter sido feito para o menor, na primeira hora:
Menino, dois anos e oito meses, procedente do interior do estado, pais analfabetos, possuem renda familiar bastante baixa. Chegou ao ambulatório de pediatria, encaminhado do PSF, apresentando falta de apetite e apatia há um mês. Peso ao nascimento: 2800 gramas. Ao exame: Peso=7900 gramas, Estatura = 71cm, apático, mucosas hipocoradas (++/4+), edema em face e abdome, cabelo fino, ressecado e com hepatomegalia a 4 cm do RCD.
Considerando a hipótese diagnóstica, qual é o principal mecanismo fisiopatológico envolvido no edema do menor?
“A deficiência de vitamina D é um distúrbio frequente em todo o mundo. No Brasil, embora a maioria da população resida em regiões de adequada exposição solar, a hipovitaminose D é um problema comum e não restrito apenas aos idosos, mas também acometendo crianças e adolescentes” - SBP/ 2024.
Sobre essa vitamina, analise as assertivas abaixo:
I. Para garantir uma adequada calcemia, a Vitamina D atua, fisiologicamente, aumentando a absorção intestinal e tubular renal de cálcio e fósforo, além de mobilizar cálcio do osso para a circulação.
II. São causas frequentes de insuficiência / deficiência de Vitamina D na pediatria: aleitamento materno exclusivo em lactentes menores de 6 meses sem suplementação oral desta vitamina; a obesidade e a doença celíaca.
III. A melhor forma de avaliar o estado nutricional da Vitamina D em crianças é através da dosagem do calcitriol, o qual tem uma meia-vida de algumas semanas.
IV. De acordo com as recomendações de 2024 do Departamento científico de Endocrinologia da SBP, não devemos mais realizar suplementação preventiva com Vitamina D oral para todas as crianças menores de 12 meses, e sim, apenas para aquelas com fatores de risco para a deficiência dessa vitamina.
Podemos afirmar que
Adolescente de 13 anos, proveniente de uma cidade do Agreste pernambucano, queixa-se de engasgos durante algumas refeições nos últimos 6 meses. Segundo ele, a frequência desses eventos está aumentando. Relata que a sensação é de que o alimento está ‘impactado na altura do pescoço’, necessitando ingerir muito líquido para o alimento ‘descer’. Queixa-se também de alguns episódios de dor abdominal periumbilical de leve intensidade e de um único evento de hematêmese discreta após um acesso de tosse pós engasgo durante um almoço com a família.
Genitora do menor afirma que ele teve uma infância saudável e nega quaisquer outros sintomas. Pediatra decide solicitar uma endoscopia digestiva alta (EDA). O laudo macroscópico da EDA revelou: presença de anéis concêntricos (traquealização do esôfago) além de sulcos longitudinais e alguns exsudatos esbranquiçados em mucosa do esófago médio e distal.
Mesmo sem o resultado do histopatológico da mucosa esofagiana, assinale a alternativa que indica a principal hipótese diagnóstica que explica as queixas clínicas e os achados macroscópicos da EDA desse adolescente.
“A Atresia de esôfago (AE) é uma malformação congênita relativamente comum, que acomete cerca de 1 em cada 2.500- 4.000 recém-nascidos. Ela é caracterizada por falha na formação do esôfago, quase sempre com descontinuidade do órgão, associada ou não a conexões com a traqueia” Tratado de Pediatria – SBP – 2022
Sobre esse tema, analise as assertivas abaixo:
I. Na AE tipo E, a qual não há fundo cego do esôfago proximal e sim, apenas uma fístula traqueoesofágica em “H”, a suspeita pré-natal se faz pela presença de importante polidrâmnio em ultrassom obstétrico não justificado por outras doenças gestacionais.
II. O tipo de AE descrito na assertiva I (tipo E) muitas vezes tem diagnóstico pós-natal tardio, pois pode ser confundido com doença do refluxo gastroesofágico por meses, tendo como principais características clínicas a tosse crônica e a ocorrência de pneumonias aspirativas.
III. A AE mais frequente é aquela que apresenta fundo cego do esôfago proximal e fístula traqueoesofágica em coto esofágico distal.
Podemos afirmar que