Questões de Concurso Sobre pediatria e neonatologia em medicina

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Q3818883 Medicina
Trata-se de contraindicação(ões) formal(is) à amamentação:
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Q3818870 Medicina
Recém-nascido, sexo masculino, idade gestacional de 38 semanas, parto vaginal, líquido amniótico claro. Ao nascimento, está hipoativo e não respira espontaneamente. É colocado em berço aquecido, secado e estimulado, sendo mantido padrão. São iniciados ventilação com pressão positiva e oxigênio em ar ambiente, e, após 30 segundos, apresenta frequência cardíaca de 80 bpm, SatO₂ pré-ductal 78%. O tórax expande-se adequadamente, e o posicionamento da máscara está adequado.

Qual é o próximo passo mais adequado segundo as diretrizes de reanimação neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)?
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Q3818869 Medicina
Recém-nascido, sexo feminino, 2 dias de vida, foi transferido do alojamento conjunto para a uti neonatal devido a desconforto respiratório iniciado há poucas horas. Trata-se de criança nascida de termo (38 semanas), parto vaginal, Apgar 9/9, sem necessidade de manobras de reanimação.

Na avaliação atual, apresenta cianose central persistente (SatO₂ 82% em ar ambiente), sem desconforto respiratório. Ausculta cardíaca com sopro sistólico e pulsos normais. Saturação pré-ductal: 83%; pós-ductal: 80%.

Gasometria arterial: pO₂ 44 mmHg (referência: > 60 mmHg) após 10 min de oferta de oxigênio a 100%.

Radiografia de tórax: campos bem expandidos, área cardíaca normal.

Quais são o diagnóstico mais provável e a conduta inicial correspondente?
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Q3818868 Medicina
Recém-nascido, sexo masculino, 12 dias de vida, nascido a termo, aleitamento materno exclusivo, está em consulta de rotina. A mãe relata boa sucção e ganho de peso, sem queixas no momento. Mama a cada 3 horas, inclusive na madrugada. Relata diurese clara abundante e evacuações amareladas pastosas de 4 a 5 vezes ao dia.

Ao exame clínico, é notada icterícia visível até joelhos, sem outros achados relevantes.

Colhidos exames laboratoriais, com bilirrubina total: 13,8 mg/dL; bilirrubina indireta: 13,2 mg/dL; bilirrubina direta: 0,6 mg/dL; Coombs direto negativo; reticulócitos 2,0% (referência: 0,5–3%); TSH 2,5 µUI/mL (referência: 0,5–6,0 µUI/mL).

Peso atual 3.380 g (ao nascer 3.250 g).

Qual é a conduta mais adequada?
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Q3818867 Medicina
Recém-nascida, sexo feminino, 15 dias de vida, deu entrada no pronto-socorro por quadro de recusa alimentar, letargia e febre (38,4 °C) iniciados desde ontem. Trata-se de criança nascida a termo, parto vaginal, sem intercorrências perinatais. Ao exame clínico, criança em regular estado geral; descorada 1+/4+; FC: 176 bpm; FR: 58 irpm; SatO₂: 94% em ar ambiente; perfusão periférica lentificada. Observam-se vesículas eritematosas em região periocular e mucosa oral.

É prescrita expansão com 10 mL/kg de soro fisiológico e são colhidos exames complementares com os seguintes achados:  

-  Hemograma: Hb: 13,2 g/dL; Ht: 42%; leucócitos: 25.200/mm³ (8% de bastonetes e 68% de neutrófilos); plaquetas: 128.000/mm³.
-  AST (TGO): 185 U/L; ALT (TGP): 142 U/L; proteína C reativa: 38 mg/L.
-  Glicemia: 66 mg/dL; sódio: 137 mEq/L; potássio: 4,8 mEq/L.
-  Radiografia de tórax sem alterações.
-  Liquor é coletado, e aguarda-se o resultado.

Qual é a conduta mais adequada neste momento?
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Q3818864 Medicina
Escolar, sexo masculino, 9 anos de idade, está internado em enfermaria por pneumonia lobar direita, em uso de ceftriaxone endovenoso. No 3o dia de internação, já está afebril há 24 horas, mas evolui com letargia, cefaleia e vômitos.

Ao exame clínico, paciente em regular estado geral, corado, sem sinais de desidratação, mucosas úmidas e pulsos cheios. Sonolento, escala de coma de Glasgow: 14; PA: 90/55 mmHg; FC: 110 bpm; FR 22 irpm; SpO2 : 96% em ar ambiente. Ausculta pulmonar com discretos estertores em ápice direito, sem sinais de desconforto respiratório. 

Inicialmente, é repetida radiografia de tórax, que demonstra resolução parcial da pneumonia. São colhidos exames laboratoriais com Hb: 10,2 g/dL; Ht: 32%; leucócitos: 12.540; plaquetas: 320.000; proteína C reativa: 42 mg/L (anterior de 124 mg/L).

Sódio: 121 mEq/L; potássio: 4,4 mEq/L; ureia: 32 mg/L; creatinina: 0,52 mg/L.
Gasometria venosa com pH: 7,41; pCO2 : 41 mmHg; bicarbonato: 21 mEq/L.
Glicemia: 88 mg/dL.
Sódio urinário: 42 mEq/L (elevado).

Qual é a conduta hospitalar mais adequada neste momento?
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Q3818863 Medicina
Lactente, sexo feminino, 2 meses de idade, com antecedente de prematuridade de 34 semanas, está internada em enfermaria devido a quadro de bronquiolite, com painel respiratório positivo para vírus sincicial respiratório (VSR). Hoje, após 24 horas de internação, a mãe acha que a paciente está mais cansada. Ao exame clínico, paciente está em regular estado geral, letárgica e hipoativa. No exame pulmonar, apresenta sibilos difusos, tiragem subcostal intensa, com balanço de cabeça e gemência expiratória, frequência respiratória de 76 irpm e SatO₂ de 84% em ar ambiente.

É instalado cateter nasal de alto fluxo com 2 L/kg e FiO2 de 60%, com aumento da SatO₂ para 89%; contudo, nota-se que a paciente está fazendo pausas respiratórias de 10 a 15 segundos, com queda de saturação.

Qual é a conduta imediata mais indicada? 
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Q3818862 Medicina
Escolar, sexo masculino, 6 anos de idade, com antecedente de asma em uso de beclometasona inalatória continua, deu entrada no pronto-socorro com desconforto respiratório iniciado nas últimas 12 horas. Mãe administrou salbutamol 100 mcg, 2 puffs com espaçador a cada 6 horas, sem sinais de melhora. Na triagem, paciente hiporresponsivo, com FC: 52 bpm, SpO2 : 78% em ar ambiente. Levado imediatamente à sala de emergência, monitorizado, oferecido oxigênio em máscara não reinalante, evoluiu com inconsciência. Como paciente estava sem pulso palpável, foram iniciadas compressões torácicas de alta qualidade (frequência 100–120/min) associadas à ventilação com bolsa-válvula-máscara na relação de 15 compressões para duas ventilações. Após 2 minutos, a RCP é interrompida para a checagem de ritmo, e o monitor demonstra os seguintes parâmetros:

Q40.png (581×281)

Paciente segue sem pulso palpável.

Qual é a medida imediata nesse contexto?
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Q3818861 Medicina
Pré-escolar, sexo masculino, 3 anos e 8 meses de idade, previamente hígido, é levado ao pronto-socorro por episódio convulsivo tônico-clônico generalizado iniciado há poucos minutos. A mãe refere febre baixa notada desde hoje pela manhã, associada à sonolência e à recusa alimentar. Não há história familiar de epilepsia.

Na chegada, encontra-se em atividade convulsiva contínua, escala de coma de Glasgow: 10; SatO₂: 91% em ar ambiente; FC: 142 bpm; PA: 88/52 mmHg; temperatura: 38,3 °C; glicemia capilar: 88 mg/dL. É levado à sala de emergência, onde é obtido acesso venoso periférico, iniciada administração de oxigênio por máscara não reinalante e colocada monitorização cardíaca.

Qual deve ser a conduta imediata?
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Q3818860 Medicina
Pré-escolar, sexo feminino, 2 anos e 6 meses de idade, previamente hígida, chega ao pronto atendimento com quadro de febre de até 39,5 °C, tosse e coriza iniciados há 36 horas, com vômitos e hiporresponsividade nas últimas 3 horas. Ao exame clínico: regular estado geral; descorada 2+/4+; FC: 170 bpm; PA: 78/44 mmHg; FR: 42 irpm; SpO₂: 90% em ar ambiente; tempo de enchimento capilar: 4 segundos; extremidades frias; pulsos filiformes. Exame pulmonar com presença de tiragem subdiafragmática leve, ausculta com murmúrios vesiculares presentes bilateralmente com sopro tubário em ápice direito. Sem outras alterações relevantes. Administrado oxigênio em máscara não reinalante com aumento da SpO2 para 95% e resolução do desconforto respiratório. Após duas tentativas, obtém-se acesso venoso periférico, sendo também colhida hemocultura.

Entre as condutas listadas a seguir, qual é a primeira a ser realizada?
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Q3818857 Medicina
Escolar, sexo feminino, 7 anos e 4 meses de idade, previamente hígida, é trazida à consulta de rotina com relato que apresenta desenvolvimento mamário há 5 meses. Não apresenta outras queixas. Faz uso diário de vitamina D, 600 UI/dia, nega uso de qualquer outra medicação, seja sistêmica ou tópica.

Ao exame clínico, nota-se estágio puberal M2P1. Estatura acima do percentil 97 pelas curvas adequadas da OMS, peso entre percentil 85 e 97. Nota-se que houve ganho de 4 cm de estatura nos últimos 6 meses.

Realizada radiografia de punho esquerdo para determinação de idade óssea, laudo compatível com 10 anos.

Com base nesses achados, o diagnóstico mais provável é 
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Q3818856 Medicina
Pré-escolar, sexo feminino, 3 anos de idade, apresenta lesões eczematosas pruriginosas desde os 6 meses de vida, que geralmente pioram na época do inverno. Nas últimas duas semanas, surgiram pápulas eritematosas exsudativas com crostas melicéricas em fossas cubitais e poplíteas. Mãe relata prurido intenso, que piora após banho quente.

Ao exame clínico, apresenta áreas de liquenificação, escoriações e crostas amareladas em membros superiores e inferiores.

Com base no diagnóstico mais provável, a conduta adequada é
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Q3818855 Medicina
Lactente, sexo masculino, 1 ano e 3 meses de idade, está em consulta de puericultura. Mãe traz queixa que ele desperta 4 a 5 vezes por noite e só readormece mamando no seio materno. Durante o dia, permanece em creche em horário integral, onde cuidadores referem que ele faz 3 cochilos curtos, de aproximadamente 40 minutos, iniciando e encerrando o sono sem necessidade de ajuda. Em casa, após chegar da creche, a mãe diz que ele fica muito mais agitado, quer andar de um lado para o outro da casa, ela nota que ele fica mais ativo ao anoitecer. Tem dificuldade de oferecer o jantar e o leite noturno, só consegue colocando-o para assistir telas para acalmar. Também usa a estratégia da tela do celular para mantê-lo deitado no seu colo e conseguir fazê-lo dormir. Há noites em que ele dorme antes das 22 h, mas em outras noites passa da meia-noite.

Ao exame clínico, nenhuma alteração significativa. Crescimento e desenvolvimento compatíveis com a idade. A mãe solicita “alguma medicação para ajudá-lo a dormir”.

Qual é a conduta adequada?
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Q3818223 Medicina
Defeito congênito da parede abdominal caracterizado por um orifício geralmente pequeno (menor que 4 cm), sem cobertura membranosa, localizado à direita da linha média abdominal, com o cordão umbilical inserido normalmente, e pelo qual ocorre herniação de intestino delgado (e, ocasionalmente, de outras vísceras como estômago, cólon, fígado, bexiga ou ovários). A descrição apresentada corresponde a qual das malformações apresentadas abaixo?
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Q3818222 Medicina
A Otite Média Aguda (OMA) é uma das infecções mais comuns na infância e, em determinados casos, o tratamento com antimicrobianos é indicado. De acordo com as diretrizes da Academia Americana de Pediatria (AAP), a amoxicilina é o antibiótico de primeira escolha para o tratamento empírico da OMA em crianças. No entanto, para pacientes com alergia à penicilina, faz-se necessário considerar alternativas seguras e eficazes. Com base nas recomendações atuais, assinale a alternativa que apresenta a melhor opção terapêutica para crianças alérgicas à penicilina.
Alternativas
Q3818220 Medicina
A dor é um dos sintomas mais prevalentes e debilitantes em pacientes pediátricos sob cuidados paliativos, sendo frequentemente subtratada devido a conceitos ultrapassados, como a falsa crença de que crianças sentem menos dor do que adultos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) propõe um protocolo sistemático para o manejo da dor, com base em princípios fundamentais de prescrição e escolha de medicamentos. Com base nas diretrizes da OMS para o controle da dor em pediatria, analise as assertivas a seguir:

I. A prescrição de analgésicos deve ser feita, preferencialmente, em horários fixos, e não apenas sob demanda, para garantir alívio contínuo da dor.
II. A via parenteral deve ser priorizada em todos os casos como primeira escolha para administração de analgésicos.
III. O uso de fármacos adjuvantes, como anticonvulsivantes, antidepressivos, ansiolíticos, laxantes e antieméticos, é recomendado para potencializar o controle da dor e mitigar efeitos adversos da analgesia.


Quais estão corretas?
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Q3818219 Medicina
O citomegalovírus (CMV) é a causa viral mais comum de infecção intrauterina em humanos. A prevalência de infecção congênita por CMV varia entre 0,2% e mais de 1%, sendo mais alta em populações com maior soro prevalência desse vírus. Qual das alternativas abaixo apresenta um marcador definitivo para o diagnóstico de infecção congênita por CMV?
Alternativas
Q3818218 Medicina
O osteossarcoma, também denominado sarcoma osteogênico, é o tumor ósseo maligno primário mais comum na faixa etária pediátrica, originado de células mesenquimais capazes de produzir matriz osteoide ou osso imaturo. Sua apresentação clínica e comportamental inclui predileção por determinadas faixas etárias, localizações anatômicas e padrão de disseminação. Considerando as características dessa neoplasia, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3818217 Medicina
A Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) resulta da infecção fetal pelo vírus da rubéola, principalmente no primeiro trimestre da gestação, podendo causar diversas manifestações clínicas agrupadas conforme o momento de aparecimento (precoces ou tardias) e sua duração (transitórias ou permanentes). As manifestações permanentes são defeitos estruturais congênitos com impacto duradouro na saúde da criança, como cardiopatias congênitas. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta as cardiopatias congênitas mais frequentemente associadas à forma permanente da SRC.
Alternativas
Q3818216 Medicina
As cardiopatias congênitas canal-dependentes são aquelas nas quais o canal arterial é essencial para manter adequada perfusão pulmonar, sistêmica ou permitir a mistura entre as circulações pulmonar e sistêmica, especialmente nas primeiras horas ou dias de vida. Considerando essa definição, assinale a alternativa que apresenta uma cardiopatia congênita em que o fluxo sistêmico depende do canal arterial para garantir a sobrevida neonatal. 
Alternativas
Respostas
2821: D
2822: B
2823: A
2824: C
2825: D
2826: A
2827: D
2828: A
2829: B
2830: D
2831: B
2832: A
2833: D
2834: A
2835: B
2836: E
2837: A
2838: D
2839: A
2840: C