Questões de Concurso
Sobre otorrinolaringologia em medicina
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Secreção purulenta pelo conduto auditivo evidencia infecção secundária do ouvido médio, sendo o Streptococcus pneumoniae a bactéria mais frequente.
A patogênese da tosse pós-infecciosa é provavelmente multifatorial. Acredita-se que a ruptura da integridade epitelial e a inflamação das vias aéreas superiores e(ou) inferiores, com ou sem hiper-responsividade transitória das vias aéreas, possam estar implicadas.
Considerando que os agentes Mycoplasma pneumoniae e Bordetella pertussis são responsáveis pela maioria dos casos de tosse pós-infecciosa, nessa situação, justifica-se o emprego rotineiro de macrolídeos para seu tratamento.
Quando indicado o uso do laser de CO2 na microcirurgia laríngea, é indicado o uso do microspot, que reduz o diâmetro do raio laser na área de impacto, associado ao superpulso, que garante que a energia seja aplicada em um tempo mais curto.
O laser de CO2 apresenta a vantagem de possuir efeito hemostático, mas há a desvantagem de ocasionar edema tecidual local.
A microcirurgia com laser de CO2 pode ser indicada tanto no tratamento de lesões benignas da laringe quanto no tratamento de lesões malignas, como carcinomas espinocelulares glóticos in situ e T1N0M0.
Na prevenção da combustão da sonda endotraqueal durante as cirurgias com utilização de laser, é indicado o uso de sonda metálica especial. Entretanto, na impossibilidade de utilização dessa sonda, por diversos motivos, é recomendado o uso de sondas endotraqueais comuns envoltas com fitas de papel alumínio, pois, assim, o mesmo nível de segurança é garantido.
O tratamento cirúrgico endoscópico dos carcinomas glóticos T1aN0M0 apresenta percentuais de cura, em longo prazo, semelhantes ao da radioterapia.
A cordectomia tipo I ou decorticação envolve ressecção do epitélio da prega vocal e é indicada nas laringites hiperplásicas, nas queratoses e no carcinoma in situ.
No tratamento cirúrgico endoscópico dos carcinomas glóticos, lesões não invasivas devem ser removidas até o final da mucosa sem exposição do músculo vocal, enquanto as lesões invasivas são delineadas com uma margem de aproximadamente 1 mm e são ressecadas com o músculo vocal adjacente.
O tratamento endoscópico curativo não é indicado em lesões malignas laríngeas supraglóticas, devido à alta porcentagem de invasão de espaço pré-epiglótico
Com relação a esse caso clínico, julgue os itens a seguir.
Se confirmado o diagnóstico de carcinoma espinocelular e proposto o tratamento cirúrgico da lesão, o paciente deve ser submetido a mediastinoscopia
Com relação a esse caso clínico, julgue os itens a seguir.
Nesse caso, deve ser realizada a biópsia da massa no mesmo procedimento, para não retardar o tratamento adequado.
Com relação a esse caso clínico, julgue os itens a seguir.
A principal hipótese diagnóstica é de carcinoma espinocelular, que corresponde a aproximadamente 90% dos casos de lesões malignas da traqueia.
Algumas lesões benignas da laringe, quando diagnosticadas, devem ser rigorosamente tratadas e acompanhadas pelo risco de malignização, como no caso da papilomatose laríngea.
Um carcinoma espinocelular supraglótico com acometimento de parede medial de seio piriforme, sem fixação da laringe, é classificado como T2.
Considere que, ao exame endoscópico da laringe, observe-se lesão glótica, com acometimento de ambas as pregas vocais e da comissura anterior, além de extensão para prega vestibular unilateral, sem fixação laríngea. Nesse caso, se a lesão for um carcinoma, então ela é classificada como T2.
Pacientes com lesões malignas de hipofaringe devem ser submetidos a endoscopia digestiva alta quando ocorre acometimento de região retrocricóidea, devido à alta incidência de extensão local da lesão para esôfago proximal.
Tumores da parede hipofaríngea posterior que invadem a fáscia pré-vertebral não são ressecáveis; essa avaliação é clinicamente determinada pela palpação.