Questões de Concurso
Sobre otorrinolaringologia em medicina
Foram encontradas 3.491 questões
A cordectomia tipo I ou decorticação envolve ressecção do epitélio da prega vocal e é indicada nas laringites hiperplásicas, nas queratoses e no carcinoma in situ.
No tratamento cirúrgico endoscópico dos carcinomas glóticos, lesões não invasivas devem ser removidas até o final da mucosa sem exposição do músculo vocal, enquanto as lesões invasivas são delineadas com uma margem de aproximadamente 1 mm e são ressecadas com o músculo vocal adjacente.
O tratamento endoscópico curativo não é indicado em lesões malignas laríngeas supraglóticas, devido à alta porcentagem de invasão de espaço pré-epiglótico
Com relação a esse caso clínico, julgue os itens a seguir.
Se confirmado o diagnóstico de carcinoma espinocelular e proposto o tratamento cirúrgico da lesão, o paciente deve ser submetido a mediastinoscopia
Com relação a esse caso clínico, julgue os itens a seguir.
Nesse caso, deve ser realizada a biópsia da massa no mesmo procedimento, para não retardar o tratamento adequado.
Com relação a esse caso clínico, julgue os itens a seguir.
A principal hipótese diagnóstica é de carcinoma espinocelular, que corresponde a aproximadamente 90% dos casos de lesões malignas da traqueia.
Algumas lesões benignas da laringe, quando diagnosticadas, devem ser rigorosamente tratadas e acompanhadas pelo risco de malignização, como no caso da papilomatose laríngea.
Um carcinoma espinocelular supraglótico com acometimento de parede medial de seio piriforme, sem fixação da laringe, é classificado como T2.
Considere que, ao exame endoscópico da laringe, observe-se lesão glótica, com acometimento de ambas as pregas vocais e da comissura anterior, além de extensão para prega vestibular unilateral, sem fixação laríngea. Nesse caso, se a lesão for um carcinoma, então ela é classificada como T2.
Pacientes com lesões malignas de hipofaringe devem ser submetidos a endoscopia digestiva alta quando ocorre acometimento de região retrocricóidea, devido à alta incidência de extensão local da lesão para esôfago proximal.
Tumores da parede hipofaríngea posterior que invadem a fáscia pré-vertebral não são ressecáveis; essa avaliação é clinicamente determinada pela palpação.
Na avaliação de lesões de hipofaringe, é recomendado o acesso endoscópico direto tanto para a realização de biópsias quanto para a determinação da extensão do tumor.
Considere que um paciente do sexo masculino, de 17 anos de idade, queixe-se de obstrução nasal unilateral crônica e sangramentos nasais recorrentes e que o exame endoscópico nele realizado tenha mostrado massa violácea, de superfície lisa, localizada na rinofaringe. Nesse caso, a principal hipótese diagnóstica é de angiofibroma.
O carcinoma da rinofaringe, de modo geral, apresenta como manifestação clínica inicial obstrução nasal unilateral e perda auditiva condutiva ipsilateral devido a otite média secretora, secundária à disfunção tubária. Assim, pacientes com tais queixas devem ser cuidadosamente examinados por via endoscópica nasal.
Um paciente com queixa de obstrução nasal unilateral, sangramentos nasais recorrentes, evoluindo com proptose, que, ao exame endoscópico nasal, apresenta massa nasal unilateral, de aspecto polipóide e friável, localizado em porções mais altas das fossas nasais, pode apresentar um estesioneuroblastoma, neoplasia maligna rara originada do epitélio olfatório do trato nasossinusal.
As lesões malignas mais comuns em nariz e seios paranasais são os carcinomas espinocelulares, que correspondem a mais de 70% desses tipos de lesão. Essas lesões estão associadas a um segundo tumor primário de cabeça e pescoço em 3 a 10% dos casos.
Durante o exame endoscópico das cavidades nasais, ao se observar lesão unilateral, deve ser realizada a biópsia para estudo anatomo-patológico, pois variados tipos de lesões podem apresentar aparência macroscópica semelhante.
Tumores da orofaringe medindo mais de 6 cm são classificados como T4.
As lesões malignas da orofaringe mais comuns são os carcinomas de células escamosas, seguidos dos linfomas e dos adenocarcinomas.
Alguns processos inflamatórios específicos podem se apresentar, clinicamente, de forma semelhante aos tumores malignos da orofaringe.