Questões de Concurso
Sobre nefrologia em medicina
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Na internação apresentou episódio de hemoptise de pequena monta e dispneia.
Qual é a principal hipótese diagnóstica e qual exame a ser solicitado?
Creatinina: 0,8 mg/dL; C3 sérico: 32 mg/dL (VR: 80–160 mg/dL); C4 sérico: 28 mg/dL (VR: 15–45 mg/dL); ASLO: 640 UI/mL;
Análise da urina: hematúria dismórfica (+++), proteinúria (++), cilindros hemáticos.
Das seguintes glomerulopatias, aquela que apresenta padrão de hipocomplementemia semelhante ao quadro descrito, compartilhando também o mecanismo fisiopatológico de ativação da via alternativa do complemento, é
Com base nas diretrizes atualizadas sobre avaliação, estadiamento e predição de risco na doença renal crônica, assinale a alternativa correta.
Mulher de 74 anos, com histórico de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FEVE: 32%) secundária a cardiopatia isquêmica crônica e doença renal crônica estágio 3a (creatinina: 1,4 mg/dL), é admitida no departamento de emergência. Ela relata piora progressiva da dispneia, nos últimos cinco dias, ortopneia, episódios de dispneia paroxística noturna e edema de membros inferiores. Refere que abusou do consumo de alimentos industrializados ricos em sal recentemente. Ao exame físico: pressão arterial: 152 x 88 mmHg; frequência cardíaca: 112 bpm (irregular); frequência respiratória: 26 ipm; SatO2 em ar ambiente: 88%; nota-se turgência venosa jugular evidente a 45 graus (3+/4+); cardíaco: bulhas arrítmicas e terceira bulha (B3) em foco mitral; pulmonar: estertores crepitantes bilaterais que se estendem até os dois terços inferiores de ambos os campos pulmonares; edema simétrico importante (3+/4+) estendendo-se até os joelhos. Exames séricos: hemoglobina: 12,4 g/dL; creatinina: 1,7 mg/dL; potássio: 4,1 mEq/L; sódio: 132 mEq/L; bicarbonato: 28 mEq/L; troponina I: 0,08 ng/mL (normal: < 0,03); NT-proBNP: 4.800 pg/mL. Eletrocardiograma: fibrilação atrial com alta resposta ventricular e critérios de sobrecarga ventricular esquerda com alterações inespecíficas da repolarização ventricular. O paciente é colocado em ventilação não invasiva de 2 níveis (BiPAP) e tratado com medicações parenterais.
Segundo as informações apresentadas, é correto afirmar:
Homem de 55 anos é atendido em consulta de retorno com queixa de dor óssea que começou há algumas semanas. Ele é um paciente que faz hemodiálise crônica. Todavia, há 6 meses, a fim de controlar melhor sua hipertensão e sobrecarga de volume, ele foi transferido da hemodiálise três vezes por semana para hemodiálise noturna longa, cinco vezes por semana. Ele se exercita regularmente, no entanto, não tem conseguido fazê-lo ultimamente devido à dor óssea. Exames séricos (antes de uma sessão de diálise): cálcio corrigido: 8,4 mg/dL (normal: 8,8 a 10,4); fósforo: 1,55 mg/dL (normal: 2,48 a 4,50); paratormônio: 8,2 pmol/L (normal: 0,9 a 5,4); 25-OH-colecalciferol sérico: 39,8 ng/mL (normal: > 20).
De acordo com as informações apresentadas, qual é a causa provável de dores desse paciente?
Homem de 49 anos, com diagnóstico conhecido de diabetes tipo 2, apresenta sedimento urinário ativo em um rastreamento de rotina no consultório. Ele toma sitagliptina e metformina. Exames séricos: creatinina: 1,58 mg/dL; albumina sérica: 3,2 g/dL; proteína C reativa: 5 mg/L (normal <10); sorologia para hepatite C: positiva; anticorpos antinucleares: negativos; complemento C3: 62 mg/dL (normal: 65 a 190); complemento C4: 5 mg/dL (normal: 15 a 50). O exame de urina mostra: sangue 2+; proteína 2+; leucócitos e nitrito: negativos. Biópsia renal: padrão membranoproliferativo, com marcação positiva para IgG e C3; depósitos na parede capilar e no mesângio.
Nesse paciente, qual condição, se presente, constitui uma indicação para imunossupressão?
Homem de 72 anos, diabético e hipertenso há 15 anos, com doença renal crônica e taxa de filtração glomerular estimada de 35 mL/min/1,73 m2, há 6 meses, retorna em consulta de rotina. Ele faz uso regular de losartana, dapagliflozina, metformina e atorvastatina, mas queixa-se de nictúria ocasional e uma dor articular no primeiro pododáctilo direito, resolvida, há duas semanas, com uso de compressas frias e analgésico comum, diagnosticada previamente em pronto-atendimento como um episódio agudo de gota. Ao exame físico: pressão arterial: 138 x 82 mmHg; IMC: 29 kg/m2; sem edema periférico. Exames séricos atuais: creatinina: 1,9 mg/dL (34 mL/min/1,73 m² pela equação CKD-EPI 2021); ureia: 65 mg/dL; potássio: 4,8 mEq/L; bicarbonato: 22 mEq/L; ácido úrico: 9,2 mg/dL. Relação albumina-creatinina: 350 mg/g (prévia de 320 mg/g há seis meses).
A partir dos dados descritos, é correto afirmar:
Homem de 82 anos, com doença renal crônica estágio 4 estável, é admitido no serviço de urgência com um exantema cutâneo eritematoso bolhoso disseminado. O histórico também é relevante para hipertensão arterial e gota, para as quais faz uso regular de ramipril e alopurinol. Ao ser questionado, o paciente lembra que, há alguns dias, iniciou uma nova medicação para sua hipertensão, mas não se recorda do nome. Ao exame físico: temperatura: 38,3 ºC; frequência cardíaca: 132 bpm; pressão arterial: 98 x 49 mmHg. Exames séricos: ureia: 105 mg/dL; creatinina: 3,8 mg/dL (de base: 2,3 mg/dL); contagem de eosinófilos: 1.300/mm3.
Assinale a alternativa que indica corretamente a medicação que, provavelmente, foi iniciada recentemente por esse paciente.
Homem de 20 anos é atendido no ambulatório após uma internação hospitalar recente, quando se apresentou com cefaleia e foi constatada hipertensão acelerada. A pressão arterial (PA) foi inicialmente estabilizada com agentes intravenosos e ele recebeu alta após sua PA ser estabilizada com anlodipino 10 mg/dia, ramipril 10 mg/dia e indapamida 2,5 mg/dia. No ambulatório, ele menciona que seu pai teve uma hemorragia intracraniana na faixa dos trinta anos e, desde então, faz uso de medicamentos anti-hipertensivos. O paciente nega etilismo, tabagismo, uso de drogas ou outros antecedentes. Ao exame físico de agora: PA: 154 x 97 mmHg. Exames séricos atuais: creatinina: 0,86 mg/dL; sódio: 142 mEq/L; potássio: 2,9 mEq/L; bicarbonato: 34 mEq/L; concentração de renina plasmática: baixa; aldosterona plasmática: alta.
Considerando o exposto, a principal hipótese diagnóstica é
Mulher de 87 anos queixa-se de prurido generalizado intenso, sem exantema associado. Emolientes não proporcionaram nenhum alívio. O histórico é notável para nefropatia diabética em uso de insulina e necessita de quatro agentes anti-hipertensivos para controlar sua pressão arterial e doença cardíaca isquêmica. Ela tem doença renal crônica estágio 5, optando pelo manejo conservador. Exames séricos: ureia: 126,5 mg/dL; fosfato: 4,0 mg/dL (normal: 2,5 a 4,5); cálcio corrigido: 9,4 mg/dL (normal: 8,8 a 10,4).
Frente ao relato, a próxima conduta apropriada é prescrever
Mulher de 77 anos é avaliada por lesão renal aguda (LRA) após ter sido internada, há 2 dias, devido a choque séptico e síndrome do desconforto respiratório agudo secundários à pneumonia adquirida na comunidade. Ela foi intubada e recebeu suporte vasopressor. Nas primeiras 18 horas de internação, a paciente recebeu 3.600 mL de solução de ringer lactato. As medicações atuais incluem norepinefrina, ceftriaxona, claritromicina, vancomicina e dexmedetomidina. Ao exame físico: encontra-se sob ventilação mecânica; temperatura: 38,4 °C; pressão arterial: 88 x 52 mmHg; frequência cardíaca: 105 bpm; frequência respiratória: 16 irpm; SatO₂ de 90% com FiO₂ de 50%; o exame pulmonar evidencia estertores difusos. Há um cateter venoso central posicionado com medida da pressão venosa central de 14 mmHg. O débito urinário é de 30 mL/hora, sendo refratário a doses crescentes de furosemida intravenosa em bolus. Exames séricos atuais: creatinina: 3,4 mg/dL; sódio: 134 mEq/L; potássio: 6,4 mEq/L; cloreto: 100 mEq/L; bicarbonato: 12 mEq/L. A radiografia de tórax mostra infiltrado bilateral difuso e cefalização da trama vascular.
De acordo com os dados apresentados, a conduta terapêutica apropriada é
Homem de 62 anos comparece à consulta de seguimento de 12 meses pós-transplante renal. O paciente refere estar se sentindo bem e apresenta boa adesão ao regime imunossupressor atual, que inclui glicocorticoides. Ele possui antecedente de doença cardiovascular estável pós-implante de stent. Tem história familiar de diabetes tipo 2, mas não apresenta diagnóstico prévio de diabetes. O IMC é 27,4 kg/m² e a taxa de filtração glomerular estimada de 78 mL/min/1,73 m². O valor atual de hemoglobina glicada é de 7,6%.
Além das modificações no estilo de vida, qual a opção terapêutica que deve ser recomendada para o manejo do diabetes desse paciente?
Mulher de 26 anos, com diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico, é avaliada em consulta de acompanhamento devido ao surgimento de fadiga acentuada, artrite simétrica em mãos, novas lesões cutâneas eritemato-escamosas fotossensíveis e edema progressivo em membros inferiores. O painel laboratorial atual revela proteinúria significativa, hematúria dismórfica, queda acentuada nos níveis séricos de frações do complemento (C3 e C4), além de um perfil de autoanticorpos fortemente reagente contendo anti-dsDNA, anti-nucleossoma, anti-Sm, anti-U1RNP, anti-Ro, anti-célula endotelial e anti-C1q.
Considerando os dados descritos, é correto afirmar:
Homem de 45 anos com diabetes tipo 2 comparece em consulta de retorno. Relata sentir-se bem e nega quaisquer sintomas. Ele toma regularmente metformina (2 g/dia) e ramipril (10 mg/dia). Ao exame físico: pressão arterial:122 x 78 mmHg; frequência cardíaca: 78 bpm; peso: 76 kg; altura: 182 cm. Exames séricos atuais: ureia: 58,9 mg/dL; creatinina: 1,92 mg/dL (taxa de filtração glomerular estimada:41 mL/min/1,73 m²); hemoglobina glicada (HbA1c): 6,7%. Relação albumina/creatinina urinária: 1.361 mg/g (normal: < 22).
Para esse paciente, a conduta de escolha é associar:
Qual medicamento deve ser administrado imediatamente para reduzir o risco de arritmia fatal?