Questões de Concurso
Sobre médico da família em medicina
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Paciente M.A.S.B. de 56 anos de idade, sexo feminino, parda, comparece a unidade básica de saúde (UBS) devido queixa principal: “oscilações da pressão arterial”. Paciente assintomática, mas relata aferições da pressão arterial (PA) realizadas pelo agente comunitário de saúde e em aparelhos digitais na casa de amigos com valores elevados.
Não faz uso de medicações e não refere comorbidades prévias. Nega história familiar de doenças cardiovasculares.
Ao exame físico: nada digno de nota na inspeção, palpação e/ou ausculta. PA (braço esquerdo)=163x101 mmHg e PA (braço direito) = 160x102 mmHg. Pulsos normais e simétricos. Frequência cardíaca = 68 bpm.
Ao analisar o caso acima, qual seria a melhor conduta
médica inicial na UBS?
Um paciente de 26 anos, do sexo masculino e sem comorbidades prévias, procurou a unidade básica de saúde alegando que teve relação sexual desprotegida há uma semana, procurou o serviço de saúde para a realização de testes rápidos. Os resultados dos testes rápidos para HIV e sífilis foram não reagentes, ao exame físico não apresentava lesões cutâneas.
Qual seria a conduta médica mais adequada diante dessa situação?
Considerando a diversidade e complexidade das situações com as quais a atenção básica lida, um atendimento integral requer a presença de diferentes formações profissionais trabalhando com ações compartilhadas, assim como, com processo interdisciplinar centrado no usuário, incorporando práticas de vigilância, promoção e assistência à saúde, bem como matriciamento ao processo de trabalho cotidiano. É possível integrar também profissionais de outros níveis de atenção.
(BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria no 2.436/2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2017.)
O planejamento das ações da Atenção Básica corresponde à/ao:
Julgue o item subsequente.
O diagnóstico de desidratação acontece através da
avaliação clínica e da realização de exames de sangue,
fezes e urina. A desidratação se caracteriza não só pela
baixa concentração de água no organismo, mas também
de sais minerais e líquidos orgânicos no corpo e pode se
tornar grave, principalmente, em crianças e idosos. A
desidratação pode ser dividida em três tipos: isotônica –
a mais comum e se caracteriza pela perda de água e sais
minerais; hipertônica – acontece quando a proporção de
água perdida é maior que a de sódio; e a hipotônica –
menos comum, quando ocorre perda maior de sódio do
que de água.
I. Ter território adstrito sobre o mesmo, de forma a permitir o planejamento, a programação descentralizada e o desenvolvimento de ações setoriais e intersetoriais com impacto na situação, nos condicionantes e determinantes da saúde das coletividades que constituem aquele território sempre em consonância com o princípio da equidade;
II. Possibilitar o acesso universal e contínuo a serviços de saúde de qualidade e resolutivos, caracterizados como a porta de entrada aberta e preferencial da rede de atenção, acolhendo os usuários e promovendo a vinculação e corresponsabilização pela atenção às suas necessidades de saúde; o estabelecimento de mecanismos que assegurem acessibilidade e acolhimento pressupõe uma lógica de organização e funcionamento do serviço de saúde, que parte do princípio de que a unidade de saúde deva receber e ouvir todas as pessoas que procuram os seus serviços, de modo universal e sem diferenciações excludentes.
III. Adscrever os usuários e desenvolver relações de vínculo e responsabilização entre as equipes e a população adscrita garantindo a continuidade das ações de saúde e a longitudinalidade do cuidado
IV. Coordenar a integralidade em seus vários aspectos, a saber: integração de ações programáticas e demanda espontânea; articulação das ações de promoção à saúde, prevenção de agravos, vigilância à saúde, tratamento e reabilitação e manejo das diversas tecnologias de cuidado e de gestão necessárias a estes fins e à ampliação da autonomia dos usuários e coletividades; trabalhando de forma multiprofissional, interdisciplinar e em equipe; realizando a gestão do cuidado integral do usuário e coordenando-o no conjunto da rede de atenção.
V. Estimular a participação dos usuários como forma de ampliar sua autonomia e capacidade na construção do cuidado à sua saúde e das pessoas e coletividades do território, no enfrentamento dos determinantes e condicionantes de saúde, na organização e orientação dos serviços de saúde a partir de lógicas mais centradas no usuário e no exercício do controle social.
Estão CORRETAS: