O climatério deve ser encarado como um momento decisivo par...
Gabarito comentado
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Tema central: O climatério representa a transição para o envelhecimento feminino, marcada pela diminuição dos esteroides ovarianos e surgimento de sintomas como fogachos, alterações do sono e do humor. A abordagem terapêutica no climatério deve ser integral, fundamentada nas necessidades e riscos individuais, especialmente em geriatria, quando o acompanhamento do envelhecimento ativo é imprescindível.
Justificativa da alternativa correta (B): "Iniciar terapia de reposição hormonal, quando indicada, o mais cedo possível na pós-menopausa e continuar a longo prazo para que os efeitos sejam melhores." Segundo as Diretrizes Brasileiras sobre Saúde Cardiovascular no Climatério e Menopausa (FEBRASGO/SBC/SOBRAC, 2024), a "janela de oportunidade" – 10 anos após a menopausa ou antes dos 60 anos – é o período mais seguro para o início da terapia hormonal (TH). Evidências científicas demonstram que começar precocemente a TH pode favorecer desfechos cardiovasculares e ósseos. Como reforçado no Manual de Atenção Integral à Saúde da Mulher no Climatério do Ministério da Saúde: "o uso da TH no início do climatério, desde que bem indicada, maximiza os benefícios e minimiza os riscos".
Análise das alternativas incorretas:
A) Dosar vitamina D e cálcio é essencial para prevenção e tratamento da osteoporose, mas não impacta o controle dos sintomas vasomotores do climatério, foco central deste tema.
C) Contraindicações absolutas da TH incluem câncer de mama, endométrio, tromboembolismo e infarto agudo do miocárdio. Câncer de ovário não é contraindicação absoluta, sendo um equívoco conceitual frequente. A FEBRASGO reforça: "Câncer de ovário não contraindica, obrigatoriamente, a TH, devendo a conduta ser individualizada" (Diretriz 2024).
D) A via transdérmica da TH pode ter vantagens (menor efeito hepático, menor risco de trombose), porém não é a recomendação universal. Sua indicação depende do perfil da paciente: obesidade, risco trombótico ou intolerância à via oral. A escolha da via deve ser individualizada (Manual MS, seção 5).
Pontos-chave e estratégias de prova: Atenção à janela de oportunidade para TH, contraindicações absolutas e recomendações individualizadas sobre via de administração. Pegadinhas comuns incluem generalizações sobre via de administração e contraindicações equivocadas.
Resumo: A alternativa B é a correta, pois reflete as diretrizes e melhores evidências sobre abordar terapeuticamente o climatério, visando qualidade de vida e prevenção de agravos, sempre com avaliação individualizada.
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