Questões de Concurso
Sobre medicina intensiva em medicina
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No coma mixedematoso, a conversão periférica de T4 em T3 está prejudicada; portanto, a administração de tri-iodotironina é recomendada para os pacientes com função miocárdica íntegra.
A vasoconstrição periférica, no coma mixedematoso, é ocasionada pela diminuição do estímulo da bomba de Na-K-ATPase na membrana celular com diminuição do metabolismo basal e do consumo de oxigênio.
São considerados fatores de mau prognóstico: hipertermia persistente, bradicardia, sepse e hipotensão arterial.
O uso de mais de 3 antibióticos, a permanência de mais de quatro dias em terapia intensiva, a presença de cateter central e o uso de nutrição parenteral são fatores relacionados à infecção fúngica sistêmica por Cândida spp.
As culturas do sítio de inserção de cateteres são altamente recomendadas para se fazer a vigilância da colonização local.
As culturas quantitativas e semiquantitativas são as mais indicadas para a detecção da pneumonia associada a ventilação mecânica (PAV), e achados superiores a 5% de microrganismos intracelulares em lavado broncoalveolar (LBA) centrifugado é altamente específico para o diagnóstico de PAV.
Em pacientes sépticos críticos, deve-se, obrigatoriamente, colher 3 hemoculturas, com intervalos entres elas, antes do início do uso de antimicrobianos.
Segundo o Surviving Sepsis Campaign, um consenso internacional para melhora do diagnóstico e mortalidade da sepse, deve-se obter hemoculturas de cateteres de rotina, independentemente de há quanto tempo estes foram instalados no paciente.
Pacientes em ventilação mecânica estão predispostos a maior risco de sangramento gastrintestinal, especialmente derivado de úlceras de estresse.
O risco de se desenvolver pneumonia associado a ventilação mecânica diminui com o tempo de internação da UTI, na ordem de 1% por dia de internação.
A lesão pulmonar pode ocorrer de modo indireto, por intermédio de células e mediadores inflamatórios, havendo aumento significativo de fator de necrose tumoral e interleucinas nos lavados alveolares de pacientes ventilados com volume corrente alto.
Edema e inflamação do parênquima pulmonar relacionam-se com o aumento do volume corrente, e não com a pressão de vias aéreas, sendo este mecanismo de lesão denominado volutrauma.
Em crianças com choque frio, refratário a volume e resistente a dopamina, deve-se iniciar epinefrina contínua na dose de 0,05 microgramas/kg/min, com aumento progressivo conforme a resposta.
A síndrome da disfunção múltipla de órgãos (SDMO) é caracterizada pela disfunção sequencial ou simultânea de vários órgãos e reflete as consequências mal adaptativas à síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS).
Os inibidores da fosfodiesterase regulam o inotropismo e a vasodilatação pela prevenção da hidrólise do AMPc, melhorando a contratilidade e o relaxamento diastólico, e, por isso, podem ser aplicados como vantagem terapêutica em pacientes com choque.
Para criança em choque séptico e hiperglicemia, com glicemia maior que 178 mg/dL, há indicação precisa, com base em evidências, do uso de insulina contínua para manter um controle glicêmico.
Em paciente na fase quente do choque refratário a volume e resistente a dopamina, deve-se iniciar a infusão contínua de dobutamina 0,2 micrograma/kg/min.
A dopamina é o vasopressor de primeira escolha para choques refratários a fluidoterapia. No caso de resistência a essa droga, recomenda-se o uso de noradrenalina e altas doses de epinefrina endovenosas contínuas.
A heparina de baixo peso molecular difere da heparina não fracionada por apresentar maior atividade contra o fator Xa.
Nas crianças, geralmente, o choque está associado à severa hipovolemia, e elas respondem bem a uma agressiva ressuscitação fluídica.