Questões de Concurso
Comentadas sobre medicina intensiva em medicina
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Menino de 2 anos é trazido ao pronto-socorro após acidente de carro. Testemunhas relatam que o paciente estava no banco de trás no colo de um passageiro, sem cinto de segurança. À avaliação inicial, apresenta-se levemente sonolento, pálido, com bom padrão respiratório e saturação, com pulsos finos, tempo de enchimento capilar de 6 segundos, PA = 52 x 30 (40) mmHg, FC = 184 bpm e grande hematoma visível em região abdominal, com dor importante à palpação.
Sobre a reposição volêmica para esse paciente, assinale a alternativa correta.
Criança de 5 anos com história de febre alta (39,8 ºC) há 24h, vômitos e, há algumas horas, rebaixamento de nível de consciência. À admissão no setor de emergência, estima-se uma pontuação de 9 na escala de coma de Glasgow. Além disso, estão presentes no exame físico rigidez de nuca e sinal de Brudzinski bilateral.
Com relação à coleta de líquido cefalorraquidiano nessa paciente, assinale a alternativa correta.
Paciente de 6 anos é trazido à emergência pelos pais devido a febre alta persistente e letargia progressiva nas últimas 12 horas. Os pais relatam que ele estava bem até a noite anterior, quando começou a apresentar febre de até 39,8 ºC e recusa alimentar. Hoje pela manhã, a criança não quis sair da cama e apresentou estado sonolento, mal interagindo com os pais. Ao chegar à emergência, o paciente foi deitado na maca, estava sonolento e difícil de acordar, respondendo minimamente aos estímulos verbais. Ao exame físico: FC = 162 bpm, PA = 72 x 31 (44) mmHg, tempo de enchimento capilar de 5 segundos, pulsos periféricos finos e extremidades frias, FR = 34 ipm, SatO2 = 91% em ar ambiente, petéquias e púrpuras espalhadas pelo corpo, sem sinais meníngeos.
Assinale a alternativa que contém o diagnóstico provável para esse paciente, tendo em vista as novas definições de sepse pediátrica (critérios de Phoenix).
Um lactente de 1 ano e 6 meses é trazido ao pronto-socorro após cair do carrinho de bebê em movimento. A mãe relata que a criança bateu com a cabeça no chão, mas permaneceu consciente e chorou imediatamente após o impacto. No exame físico, a criança está alerta, sem sinais de alteração do estado de consciência, sem vômitos e com um pequeno hematoma palpável no couro cabeludo em região temporal.
Com base nas diretrizes da Pediatric Emergency Care Applied Research Network (PECARN), assinale a alternativa que indica a conduta apropriada para esse caso.
Paciente de 4 anos, em tratamento de linfoma de Hodgkin com localização primária em mediastino, dá entrada no pronto-socorro e rapidamente é levado à sala de emergência após avaliação inicial. Mãe refere queda no estado geral, palidez cutânea, inapetência, náuseas, vômitos e diminuição da diurese há 1 dia. Ao exame físico, aparenta em mau estado geral, descorado +++/4+, sudoreico e com rebaixamento do nível de consciência. FC = 188 bpm, PA = 54 x 30 (34) mmHg, tempo de enchimento capilar de 6 segundos, mucosas secas, pulsos periféricos ausentes, pulsos centrais finos, bulhas cardíacas com discreta hipofonese, turgência jugular. FR = 54 ipm, com tiragens de fúrcula e subcostal moderadas.
Considerando o quadro clínico apresentado, assinale a alternativa que descreve corretamente o tipo de choque desse paciente e a conduta inicial específica apropriada.
Estava em regular estado geral, corado, hidratado e afebril. Dispneia ao repouso com agitação. PA 100x70mmHg, FR 32irpm com tiragem intercostal e saturação de 72% em ar ambiente.
Sua ausculta pulmonar revelava murmúrios vesiculares diminuídos globalmente com roncos esparsos. Demais exame físico não tinha alteração.
Solicitado uma gasometria arterial em ar ambiente, Rx de tórax, hemograma, função renal e eletrólitos. Iniciado oxigenioterapia com cateter nasal a 2L/min, prescrito salbutamol 8 gotas + ipratrópio 35 gts via inalatória, além de 60mg de metilprednisolona endovenosa.
Após 1 hora da conduta inicial, o paciente persistia queixando-se de dispneia e agora apresentava-se sonolento, mas ainda responsivo e foi solicitado nova gasometria arterial.
1º Gasometria arterial (em ar ambiente): pH 7,22, PaO2 45mmHg, PaCO2 69mmHg, HCO3 29mEq/L, BE + 4,5, SatO2 73%.
2º Gasometria arterial (com CNO2 2L/min): pH 7,1, PaO2 91mmHg, PaCO2 87mmHg, HCO3 30mEq/L, BE + 5,7, SatO2 96%.
Qual seria uma justificativa para a piora clínica e das trocas gasosas exibida pelo paciente no momento da coleta da segunda gasometria arterial?
I - A melhora dos prognósticos para essa população deve-se, exclusivamente, aos cuidados intrahospitalares, basicamente na sala de emergências.
II - As decisões tomadas no ambiente hospitalar devem levar em consideração dados sobre diminuição de consciência, crises convulsivas e velocidade do impacto.
III - Alterações focais no metabolismo cerebral, fluxo sanguíneo e pressão intracraniana são fatores que facilitam o desenvolvimento de lesões secundárias.