Questões de Concurso Comentadas sobre medicina intensiva em medicina

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Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2025 - EBSERH - Ano Adicional - Neurologia |
Q3720422 Medicina
Homem de 55 anos, com miastenia gravis generalizada em uso de piridostigmina 60 mg de 4/4h e prednisona 20 mg/dia, apresenta fraqueza progressiva, visão turva, salivação intensa e diarreia aquosa há 2 dias. Evolui com dificuldade respiratória, voz anasalada e queda da saturação para 89% em ar ambiente.
Ao exame, apresenta fasciculações generalizadas, miose bilateral, arreflexia e fraqueza muscular grave (grau 2 em membros). Gasometria: pH 7,37; pCO₂ 47 mmHg; pO₂ 75 mmHg.
Com base no quadro clínico, o diagnóstico mais provável e a conduta inicial correta são
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Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2025 - EBSERH - Ano Adicional - Neurologia |
Q3720383 Medicina
Um homem de 30 anos permanece em coma por três semanas após acidente de trânsito. Atualmente, abre os olhos espontaneamente e apresenta fixação ocular transitória a estímulos visuais, mas não se comunica nem executa comandos motores.
Com base nas definições atuais de transtornos da consciência, o paciente se encontra em
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Q3720220 Medicina
Paciente feminina, 60 anos, portadora de hipertensão arterial leve. Apresentou súbita cefaleia pulsátil intensa, seguida de convulsões e rigidez da nuca, seguidas de coma profundo (escala de Glasgow 3). Angioressonância realizada identificou aneurisma roto da artéria comunicante anterior.

Após 6 horas, foi observado quadro de edema agudo de pulmão. ECG: ritmo de fibrilação atrial taquicárdico de 105 bpm. Nota-se supradesnivelamento do segmento ST de V1-V6 de 4 mm. Ecocardiograma identificou área de acinesia ântero-apical do ventrículo esquerdo (VE), com fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 30%. A paciente foi submetida ao cateterismo cardíaco, que evidenciou artérias coronárias normais. Realizou ressonância cardíaca, sendo observadas disfunção leve de 44% e discreta hipocinesia apical do VE (realizada após 48h da admissão hospitalar).

O cardiointensivista definiu como principal hipótese diagnóstica:
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Q3720196 Medicina
Homem de 70 anos, no pós-operatório imediato de cirurgia de revascularização miocárdica eletiva, apresenta quadro de hipotensão arterial. Uma monitoração hemodinâmica invasiva foi instalada e evidencia pressão arterial média sistêmica de 50 mmHg. Pressão de oclusão da artéria pulmonar de 15 mmHg. Índice cardíaco de 4,4 L/min/m2 . Índice de resistência vascular sistêmica baixo e lactato e pH arterial normais.

O cardiointensivista identificou a mais provável etiologia dessa intercorrência no pós-operatório imediato, entre as opções a seguir, como 
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Q3720156 Medicina
Em uma análise de pacientes com parada cardiorrespiratória, assinale um parâmetro de boa qualidade nas manobras de ressuscitação.
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Q3718086 Medicina
Um homem, 52 anos, previamente saudável, dá entrada na UTI com pancreatite aguda grave em evolução há 15 dias. Evolui com febre persistente (39 C), leucocitose de 19.000/mm³ e falência orgânica múltipla parcial (insuficiência renal e respiratória controladas com suporte). Tomografia abdominal com contraste demonstra extensa área de necrose pancreática e peripancreática ( > 50% do pâncreas), com presença de gás na coleção, sugerindo infecção da necrose. Cultura de punção percutânea guiada por TC confirma crescimento de E. coli.
Segundo as recomendações atuais, a conduta mais apropriada será 
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Q3716450 Medicina

Uma criança de doze anos de idade, com quadro de febre e desconforto respiratório, refere história de asma prévia sem seguimento. Foram iniciadas cânula nasal de alto fluxo (CNAF) e, posteriormente, ventilação não invasiva (VNI), sem sucesso. A equipe decidiu por intubação orotraqueal e ventilação mecânica. Os parâmetros ventilatórios iniciais revelaram: pressão de insuflação (PI): 15 cm H2O; PEEP: 5 cm H2O; FiO2: 40%; frequência respiratória (FR): 16 irpm; tempo inspiratório (TI): 0,9 s; complacência pulmonar estática: 19 mL/cm H2O e resistência das vias aéreas: 25 cm H2O/L/s.


Considerando a fisiopatologia da crise asmática grave e os parâmetros da mecânica pulmonar fornecidos, assinale a opção que apresenta a alteração fisiopatológica principal que justifica a falha da ventilação não invasiva e a necessidade de intubação orotraqueal no paciente da situação precedente. 

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Q3716449 Medicina
Um lactente de quatro meses de idade apresenta tosse há 9 dias, redução das mamadas e da diurese, e diarreia líquida abundante. Foram colhidos exames em uma UPA, sendo observadas leucocitose, anemia e acidose metabólica grave (Ph 7,03; pCO2 16; pO2 87, lactato 20 mg/dl e bicarbonato 6 mEq/L). O bebê foi transferido para um hospital, onde foi entubado e admitido na UTI. Estava bradicárdico, hipotenso, com glicemia capilar baixa, tendo recebido duas expansões com ringer lactato. O ecocardiograma funcional à beira do leito revelou: fração de ejeção 40%, VTIAo 11 cm, débito cardíaco 0,6 L/min, índice cardíaco 1,8 mL/min/m2 , IRVS 9 Wood. A VCI apresentava variabilidade.
Com base nos dados clínicos e ecocardiográficos do paciente da situação hipotética apresentada, assinale a opção correta acerca da próxima intervenção terapêutica recomendada.
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Q3716446 Medicina

Um lactente procedente do centro cirúrgico foi, após cistoscopia para correção de ureterocele, admitido na UTI apresentando perfuração da bexiga e extravasamento do soro na cavidade abdominal. O paciente estava entubado e em ventilação mecânica. A frequência cardíaca era de 173 batimentos por minuto com QRS alargado no monitor. Após 30 minutos, o lactente evoluiu com bradicardia sintomática, seguida rapidamente por taquicardia ventricular sem pulso (TVSP) e, por fim, fibrilação ventricular (FV).


Considerando o provável mecanismo fisiopatológico desencadeante dos eventos mencionados na situação hipotética precedente, assinale a opção que apresenta a conduta de escolha no manejo da parada cardiorrespiratória do paciente em apreço. 

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Q3716239 Medicina
Em relação à avaliação do nível de consciência, utilizando a escala de coma de Glasgow, assinale a opção correta. 
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Q3715247 Medicina
Menino de 6 anos de idade, previamente hígido, sofreu PCR (parada cardiorrespiratória) na sala de emergência após quadro de broncoespasmo grave e hipoxemia. Após 2 minutos de RCP, foi intubado com TOT com cuff 5.0, fixado a 15 cm do lábio; ausculta pulmonar simétrica, curva capnográfica presente (onda quadrada), ventilação assíncrona a 10 irpm com O2 a 100%. As compressões são contínuas, a 110/min, alternando-se o revezamento a cada dois minutos. Já recebeu uma dose de adrenalina (0,01 mg/kg IV). Nos últimos dois ciclos, o ETCO2 manteve-se persistentemente em 8–9 mmHg. Não há pneumotórax ao POCUS rápido.
Nesse caso, durante a RCP na criança intubada, com ETCO2 persistentemente <10 mmHg, a ação mais apropriada é 
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Q3715246 Medicina
Menino de 5 anos de idade, previamente hígido, é admitido na emergência infantil com quadro de vômitos e diarreia há 2 dias, associados a febre baixa. Evolui com prostração, extremidades frias, tempo de enchimento capilar > 4 segundos, taquicardia de 160 bpm, pressão arterial 85/40 mmHg, frequência respiratória 32 irpm e saturação de O₂ 95% em ar ambiente. Após receber 40 mL/kg de cristaloide, mantém sinais de hipoperfusão periférica e hipotensão. Realiza-se, então, POCUS (ultrassom point-of-care) à beira-leito, que mostra ventrículo esquerdo pequeno e colapsado; boa contratilidade; veia cava inferior colabando > 50%.
A partir da situação hipotética apresentada, assinale a opção que apresenta, respectivamente, a correta interpretação do caso e a conduta mais adequada a ser tomada pelo pediatra. 
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Q3709579 Medicina
Considere que um homem de 58 anos de idade, com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave, chega ao pronto atendimento com dispneia intensa, uso de musculatura acessória e rebaixamento do nível de consciência. Gasometria: Ph = 7,15; PaCO2 = 85 mmHg; PaO2 = 50 mmHg com oxigênio suplementar.
O residente que está atendendo esse paciente indica intubação orotraqueal imediata, diante da gravidade do quadro. Nesse caso, a conduta do preceptor que está supervisionando esse residente deve ser:
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Q3706883 Medicina
Um homem de 63 anos, internado em UTI por choque séptico refratário a pneumonia, encontra-se em uso de noradrenalina (0,5 mcg/kg/min), vasopressina (0,03 U/min) e ventilação mecânica. Após otimização volêmica guiada por pressão arterial média (PAM), o paciente mantém lactato sérico de 4,8 mmol/L, oligúria e tempo de enchimento capilar prolongado. A monitorização hemodinâmica mostra:

 PVC: 11 mmHg.  Pressão de oclusão da artéria pulmonar (POAP): 15 mmHg.  ScvO₂: 58%.  ΔCO₂ veno-arterial (gap CO₂): 9 mmHg.

Qual interpretação é a mais adequada e qual deve ser a conduta prioritária?
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Q3706882 Medicina
Homem de 58 anos, com histórico de etilismo crônico e DPOC, encontra-se em UTI por choque séptico secundário a pneumonia. Após antibióticos, expansão com 30 mL/kg de cristaloides e uso de noradrenalina em doses crescentes (0,6 mcg/kg/min), mantém PAM de 60 mmHg, lactato de 5,1 mmol/L e perfusão periférica ruim. Segundo as diretrizes atuais (Surviving Sepsis Campaign 2021) e literatura médica de referência, qual é a conduta mais adequada neste momento?
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Q3706870 Medicina
Um homem de 58 anos, hipertenso e diabético, é encontrado inconsciente em sua residência. Ao chegar no pronto-socorro, apresenta ausência de pulso carotídeo e monitor cardíaco revela fibrilação ventricular. A equipe inicia ressuscitação cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade e administra 1 mg de adrenalina intravenosa após duas desfibrilações malsucedidas. Considerando as diretrizes atuais de ACLS, qual é a conduta mais apropriada neste momento?
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Q3705452 Medicina
Paciente de 72 anos, admitido com febre de 39 °C, hipotensão (80×50 mmHg), taquicardia (122 bpm) e confusão mental. Lactato = 4 mmol/L, quadro sugestivo de sepse grave/choque séptico iminente. Qual é a medida inicial mais adequada?
Alternativas
Q3699792 Medicina
Mulher, 52 anos, tabagista, portadora de DM2NIR e HAS, comparece ao Pronto Atendimento por tosse produtiva, dor torácica, dispneia progressiva há 4 dias e febre de 39,0°C. Ao exame físico, se apresenta confusa, PA 132x76 mmHg, FC 124 bpm; FR 36 irpm, oximetria de pulso de 89%, em máscara não reinalante a 15 litros/min. Ausculta pulmonar com crepitações grosseiras em bases bilaterais. O abdome eleva-se durante a inspiração.

Dentre as várias condutas abaixo a serem tomadas, quais as mais imediatas
Alternativas
Q3688964 Medicina
Homem de 47 anos, internado por sepse abdominal, evolui com PaO2/FiO2 = 120, infiltrado bilateral difuso, complacência pulmonar reduzida e necessidade de PEEP elevada. Segundo o protocolo ARDSNet (2000) e as atualizações da ESICM (2021) para síndrome da angústia respiratória aguda, qual estratégia ventilatória é mais adequada?
Alternativas
Q3688963 Medicina
Homem de 54 anos com sepse abdominal apresenta gasometria arterial demonstrando pH 7,36, pCO₂ 25 mmHg, HCO3- 14 mEq/L, Na+ 139 mEq/L, Cl- 102 mEq/L e lactato 6 mmol/L. O cálculo ΔAG/ΔHCO3- resulta em 1,5. Considerando a análise proposta por Adrogué & Madias (2010) e as atualizações de Kellum (2017), qual interpretação é mais consistente?
Alternativas
Respostas
241: C
242: D
243: C
244: B
245: A
246: B
247: C
248: E
249: C
250: E
251: C
252: E
253: A
254: B
255: A
256: D
257: A
258: C
259: B
260: A