Mulher, 52 anos, tabagista, portadora de DM2NIR e HAS, compa...
Dentre as várias condutas abaixo a serem tomadas, quais as mais imediatas?
Gabarito comentado
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Tema central da questão: Trata-se do manejo inicial da pneumonia grave numa paciente com insuficiência respiratória hipoxêmica intensa e deterioração do sensório (confusão).
Análise clínica: Os dados do caso (dispneia intensa, FR 36 irpm, SpO₂ 89% sob máscara não reinalante, confusão mental e comorbidades) indicam grave comprometimento respiratório. A hipótese principal é pneumonia adquirida na comunidade (PAC) grave, complicando com síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) ou sepse grave.
Justificativa para a alternativa correta (C): Antibioticoterapia empírica precoce é fundamental diante da suspeita de PAC grave — atrasos aumentam a mortalidade segundo diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Além disso, a paciente mostra insuficiência respiratória refratária à oxigenoterapia convencional, critério inequívoco para intubação orotraqueal e suporte ventilatório, conforme o Protocolo de Manejo Clínico do Ministério da Saúde: “Instituir ventilação mecânica precocemente em pacientes com insuficiência respiratória hipoxêmica persistente (apesar da oxigenoterapia)” (p. 12).
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Radiografia de tórax e broncodilatadores – Embora a radiografia auxilie no diagnóstico, ela não deve atrasar o início da antibioticoterapia ou a abordagem da hipoxemia. Broncodilatadores são indicados diante de broncoespasmo, não evidenciado neste caso.
B) Cânula de Guedel e tomografia – A cânula de Guedel ajuda apenas em obstrução por queda de língua; a imagem avançada (TC) poderá ser útil depois, mas não é prioritária no manejo emergencial, tampouco substitui ventilação invasiva quando indicada.
D) Expansão volêmica com 30ml/kg e tomografia – Não há evidência de choque ou hipotensão; expansão volêmica indiscriminada pode causar piora respiratória.
Pontuação estratégica para provas: Em casos críticos, toda intervenção “diagnóstica” que possa atrasar a conduta que salva vidas (antibiótico e estabilização respiratória) deve ser evitada. Busque sempre identificar qual problema ameaça a vida de imediato, agindo sobre ele.
Citação de diretriz: Conforme a SBPT: “O início precoce da antibioticoterapia é um dos fatores mais importantes para redução da mortalidade em pacientes graves.” (Diretriz de Pneumonia, SBPT, p. 9).
Concluindo: A alternativa C indica as condutas mais imediatas e alinhadas às melhores práticas (antibiótico + via aérea definitiva). Mantenha o foco nessas intervenções quando identificar instabilidade clínica de origem infecciosa!
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