Questões de Concurso
Sobre ginecologia e obstetrícia em medicina
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Uma jovem de 19 anos comparece ao serviço de pronto atendimento acompanhada por uma amiga. Ela relata ter sofrido violência sexual há aproximadamente 36 horas. Relata que o agressor não utilizou preservativo. A paciente está muito ansiosa, chorosa, mas cooperativa com o atendimento. Nega histórico de alergias medicamentosas e refere que seu último ciclo menstrual ocorreu há duas semanas. Ela não faz uso de métodos contraceptivos regulares e não trouxe cartão de vacinação.
Considerando o caso clínico e o protocolo de atendimento às vítimas de violência sexual, assinale a alternativa INCORRETA:
História Clínica: Paciente, 28 anos, nuligesta, comparece ao consultório ginecológico queixando-se de dor pélvica crônica há cerca de 3 anos, com piora progressiva. Refere dismenorreia intensa (escala visual analógica de dor = 9/10) que não melhora com antiinflamatórios não esteroidais (AINEs), além de dispareunia de profundidade e episódios de disquezia (dor ao evacuar) durante o período menstrual.
- Exame Físico: Ao toque vaginal combinado, apresenta útero retrovertido, com mobilidade reduzida e dor à mobilização cervical. Presença de espessamento e nodularidade dolorosa em região de ligamentos uterossacros e fundo de saco posterior.
- Exames Complementares: A ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética da pelve demonstraram focos de endometriose profunda acometendo ligamentos uterossacros e parede anterior do reto (comprometendo a camada muscular, sem invasão da mucosa), além de um endometrioma de 4 cm no ovário esquerdo. Diante do quadro refratário e do desejo de gestação futura, optou-se pela abordagem cirúrgica por videolaparoscopia.
Com base no caso clínico exposto e nas diretrizes atuais sobre o diagnóstico e tratamento cirúrgico da endometriose por videolaparoscopia, assinale a alternativa INCORRETA:
Uma gestante de 26 anos, G2P1 (parto vaginal prévio a termo), com 18 semanas de gestação por dados ecográficos do primeiro trimestre, dá entrada na emergência obstétrica queixando-se de dor em cólica na região hipogástrica de forte intensidade e sangramento vaginal em moderada quantidade com presença de coágulos há 4 horas. Ao exame físico: corada, desidratada (+/4+), hemodinamicamente estável (PA: 110/70 mmHg, FC: 82 bpm). Ao exame especular: sangramento ativo em moderada quantidade pelo colo uterino. Ao toque vaginal: colo uterino centralizado, apagado e com dilatação de 3 cm, sendo possível palpar o polo inferior da bolsa amniótica íntegro. A ultrassonografia realizada à beira leito demonstra feto único, pélvico, com batimentos cardiofetais presentes e rítmicos de 145 bpm.
Considerando o quadro clínico exposto e a literatura médica atual sobre o abortamento tardio, assinale a alternativa INCORRETA:
Paciente, 28 anos, primigesta, com 34 semanas de gestação, comparece à consulta de pré-natal de urgência com queixa de cefaleia holocraniana persistente que não melhora com analgésicos comuns, associada a embaçamento visual e dor no quadrante superior direito do abdômen. Ao exame físico, apresenta-se consciente, orientada, com Pressão Arterial (PA) de 165/110 mmHg (confirmada após 15 minutos de repouso) e edema de membros inferiores (3+/4+). O exame de fita reagente de urina revelou proteinúria de 2+. Os exames laboratoriais demonstram plaquetas em 85.000/mm³, creatinina de 1,2 mg/dL e transaminases hepáticas (TGO e TGP) três vezes acima do valor de referência do limite superior.
Com base no quadro clínico e laboratorial apresentado, assinale a alternativa INCORRETA:
História clínica: Mulher de 28 anos, nuligesta, procura o consultório ginecológico com queixa de dor pélvica crônica, dismenorreia intensa que não melhora com antiinflamatórios comuns e dispareunia de profundidade há cerca de 2 anos. Relata também que está tentando engravidar há 18 meses, sem sucesso. Ao exame físico, apresenta dor à palpação de anexos e espessamento doloroso dos ligamentos utrossacrais. A ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal revelou a presença de uma imagem cística, de conteúdo hipoecoico e homogêneo, medindo 4 cm no ovário esquerdo, além de focos de aderência na região retrocervical.
Com base no quadro clínico exposto e nas diretrizes atuais sobre o diagnóstico, fisiopatologia e tratamento da endometriose, assinale a alternativa INCORRETA:
História Clínica: Paciente, 54 anos, multípara (G3P3, todos partos vaginais, sendo o último fórceps devido à exaustão materna), na pós-menopausa há 4 anos, sem terapia de reposição hormonal. Procura atendimento ginecológico queixando-se de sensação de "bola na vagina" que piora ao final do dia ou após carregar peso, associada à perda involuntária de urina aos grandes esforços (como tossir e espirrar). Relata também funcionamento intestinal lentificado, necessitando, por vezes, realizar pressão digital na parede vaginal posterior para conseguir evacuar. Ao exame físico em posição ginecológica e sob manobra de Valsalva, observa-se protrusão da parede vaginal anterior e posterior que ultrapassa o hímen em cerca de 2 cm, além de hipermobilidade do colo vesical.
Com base no quadro clínico exposto e nos conhecimentos sobre os distúrbios do assoalho pélvico feminino, assinale a alternativa INCORRETA:
Uma mulher de 52 anos, G3P3 (três partos vaginais), vai ao consultório queixando-se de perda involuntária de urina há cerca de um ano. Ela relata que os episódios ocorrem principalmente ao tossir, espirrar e durante as aulas de pilates. Nega urgência miccional, noctúria ou sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Ao exame físico em posição ginecológica, sob manobra de Valsalva, observa-se perda de urina pelo meato uretral externo, associada a um cistocele discreto (estádio I de POP-Q). O diário miccional mostra frequência urinária normal e volume residual pós-miccional de 20 mL.
Com base no caso clínico acima e nas diretrizes atuais sobre incontinência urinária feminina, assinale a alternativa INCORRETA:
Uma jovem de 19 anos, nuligesta, comparece à consulta ginecológica queixando-se de dores pélvicas em cólica de forte intensidade, que iniciam um dia antes do fluxo menstrual e duram cerca de 48 horas. A paciente relata que os sintomas começaram aproximadamente um ano após a sua menarca (ocorrida aos 12 anos) e vêm piorando progressivamente, acompanhados de náuseas e cefaleia ocasioneis. Relata que a dor impacta significativamente suas atividades acadêmicas. Ao exame físico e ginecológico, não apresentam alterações; o desenvolvimento de caracteres sexuais secundários é normal para a idade. Uma ultrassonografia transvaginal recente evidenciou útero e anexos de tamanho e morfologia normais, sem massas ou coleções livres.
Com base no quadro clínico apresentado e nos conhecimentos atuais sobre o manejo e a fisiopatologia da dismenorreia, assinale a alternativa INCORRETA:
Uma mulher de 28 anos, nuligesta, comparece ao pronto-atendimento com queixa de dor pélvica em cólica de forte intensidade, com início há cerca de 12 horas, localizada principalmente em fossa ilíaca direita. Relata que a dor piora ao se movimentar e é acompanhada de náuseas e dois episódios de vômito. Nega febre, queixas urinárias ou alterações intestinais. Sua última menstruação ocorreu há 6 semanas, e ela possui ciclos menstruais irregulares. Ao exame físico, apresenta-se afebril (36,8 °C), hemodinamicamente estável, com dor importante à palpação profunda de fossa ilíaca direita, associada a sinal de descompressão brusca dolorosa (Blumberg positivo). O toque vaginal revela dor em anexo direito e à mobilização do colo uterino.
Considerando o caso clínico e as principais hipóteses diagnósticas para dor pélvica aguda em mulheres em idade fértil, assinale a alternativa INCORRETA:
Paciente, 28 anos, primigesta, com 26 semanas de gestação por ultrassonografia de primeiro trimestre. Queixa Principal: Dor em baixo ventre e sensação de "barriga dura" que melhora com o repouso. História da Doença Atual: Paciente relata que, há dois dias, vem apresentando episódios esporádicos de endurecimento uterino, com duração aproximada de 30 segundos, cerca de 3 a 4 vezes ao dia. As contrações são de fraca intensidade, localizadas principalmente no fundo uterino e sem irradiação para a região lombar. Nega perda de líquido amniótico, sangramento vaginal ou febre. Relata movimentação fetal preservada.
Exame Físico/Obstétrico:
- Sinais vitais normais (PA: 110/70 mmHg, FC: 78 bpm, Tax: 36,5 °C).
- Dinâmica uterina: Ausente durante o período de exame (10 minutos).
- Altura uterina: 24 cm.
- Batimentos cardiofetais (BCF): 144 bpm, rítmicos.
- Exame especular: Conteúdo vaginal fisiológico, sem sangramento ou saída de líquido pelo colo uterino.
- Toque vaginal: Colo posterior, grosso, fechado e com comprimento preservado.
Com base no quadro clínico exposto e nos conhecimentos sobre a contratilidade uterina na gestação, assinale a alternativa INCORRETA:
I.O pré-natal de baixo risco recomenda o início precoce do acompanhamento, preferencialmente no primeiro trimestre.
II.A suplementação de ácido fólico no período periconcepcional reduz o risco de defeitos do tubo neural.
III.A aferição da pressão arterial e da medida da altura uterina integra o acompanhamento de rotina do pré-natal.
Está correto o que se afirma em:
A conduta farmacológica inicial mais indicada é:
Assinale a alternativa correta para o diagnóstico de diabetes gestacional.
O método diagnóstico definitivo para essa condição é:
O diagnóstico mais provável é: