Questões de Concurso
Sobre alergia e imunologia em medicina
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Durante um workshop sobre estratégias de Vacinação em Porto Alegre, um especialista em Imunologia Pediátrica explicou as diferenças entre imunização ativa e passiva, usando exemplos específicos de situações clínicas. Ele destacou que a imunização ativa, como a aplicação de uma vacina de vírus atenuado, induz uma resposta imune de longa duração porque estimula o corpo a produzir (1). Em contraste, a imunização passiva, por meio da administração de anticorpos prontos, como a imunoglobulina antitetânica, proporciona uma proteção imediata, mas (2).
Refere que já teve crises anteriores semelhantes e que o tratamento habitual para urticária/angioedema não é efetivo, já que é portadora de angioedema hereditário tipo 1.
Das drogas abaixo, a que deve ser utilizada no momento é:
Considerando um paciente com asma parcialmente controlada, a resposta afirmativa:
Uma menina de 8 anos foi levada pelos pais à consulta com imunologista apresentando história de infecções sinopulmonares recorrentes, bronquite, dermatite atópica e diarreias.
Os exames solicitados indicaram tratar-se da forma mais comum de imunodeficiência primária, conhecida como:
Uma menina de 4 anos foi internada num serviço de pediatria apresentando, além de petéquias e equimoses disseminadas por todo o tegumento, a presença de gengivorragia e sangramento subconjuntival. Os pais informaram que a criança já vinha sendo acompanhada pelo hematologista há algum tempo e que tinha melhorado após um ciclo de corticosteroide, que havia sido interrompido há cerca de dois meses, após a melhora clínica. Um hemograma solicitado na ocasião da internação foi considerado normal, exceto pelo número reduzido de plaquetas (10.000/mm3 ). Na ocasião da internação, a menina encontrava-se em bom estado geral, ativa e reativa, interagindo bem com o examinador, anictérica, acianótica, afebril e com boa perfusão periférica. O abdômen encontrava-se flácido, com peristalse presente, doloroso apenas à palpação profunda do hipocôndrio esquerdo, onde era possível palpar a borda inferior do baço a cerca de 4 centímetros abaixo do rebordo costal esquerdo. Chamado para ver o caso, um imunologista concluiu tratar-se de uma púrpura trombocitopênica autoimune e optou por reiniciar o corticoide, visto que a criança havia respondido bem ao tratamento anterior.
Com base nas reações de hipersensibilidade, a enfermidade que segue o mesmo critério de classificação da doença apresentada pela criança do caso clínico acima é:
A imunoterapia com vacinas para aeroantígenos representa um importante avanço no tratamento das alergias respiratórias. Todavia, ao longo dos 100 anos de sua existência, uma série de mudanças na confecção ocorreram, de forma a torná-las mais adequadas para uso clínico.
Uma dessas mudanças foi a substituição das vacinas aquosas, que frequentemente causavam acidentes, por vacinas mais seguras, com antígenos adsorvidos em:
Em uma criança com história de imunodeficiência, foi possível observar, por meio de um estudo genético, a presença de uma mutação na molécula de CD40.
Com base neste tipo de mutação, é correto afirmar que a única classe de imunoglobulina presente no soro desse paciente será:
Durante a resposta imune, células da imunidade inata e adaptativa cooperam intensamente no sentido de tornar uma resposta inicialmente inespecífica em uma resposta mais específica e eficaz.
Com relação a esses dois tipos de células de imunidade, é correto afirmar que:
Nos últimos tempos, moléculas de superantígenos, presentes em muitos patógenos, vêm sendo cada vez mais associadas a uma série de enfermidades de etiologias até então incertas, tais como síndrome do choque tóxico, síndrome de Kawasaki, psoríase e artrite reumatoide, entre outras.
As moléculas de superantígenos, que representam uma classe de moléculas:
Um adolescente de 12 anos, com história de rinossinusites e diarreias recorrentes, 8 pneumonias, baixo peso e recente infestação por Giardia lamblia, foi levada pelos pais a um serviço de pediatria para consulta. Ao exame físico, a criança encontrava-se emagrecida, hidratada, corada, anictérica, com linfonodomegalias cervicais, esplenomegalia, coração em RR2T, BNF, sem sopros, 92 bpm e ausculta pulmonar com roncos e sibilos esparsos. Os exames solicitados revelaram HIV negativo; e classes e subclasses de imunoglobulinas abaixo dos valores considerados normais para a idade (IgG: 572 mg/dl, IgM: 16 mg/dl e IgA: 16 mg/dl). O número total de leucócitos era de 9300 células/mm3, com formula leucocitária de: 1 / 3 / 0 / 0 / 5 / 62 / 20 / 9. A fenotipagem linfocitária revelou que o total de linfócitos TCD4+ e TCD8+ se encontrava dentro da normalidade, com os números de células CD19+ e CD56/16+ nos limites inferiores dos valores considerados normais. As dosagens de anticorpos para 14 sorotipos de pneumococos testados foram baixas, apesar de as vacinas estarem em dia. Baixos, também, foram os níveis de IgG específicas para citomegalovírus, EBV e herpes vírus 1 e 2. As tomografias da face revelaram pansinusite, e as imagens do tórax mostram a presença de áreas de atelectasia e bronquietasias em ambas as bases pulmonares e língulas.
Com base nesse caso clínico, a melhor opção diagnóstica para o paciente é:
Uma paciente de 15 anos, após ser submetida a uma laparatomia exploradora para o tratamento cirúrgico de uma peritonite, provocada por uma apendicite aguda, apresentou, no pósoperatório imediato febre alta (39,5 °C), hipotensão arterial, taquicardia, dispneia, baixa saturação de O2, edema generalizado, baixa perfusão periférica, petéquias disseminadas por todo o corpo, sangramento nasal e conjuntival, infiltrados pulmonares bilaterais e aumento da área cardíaca. Após internação em UTI em estado grave, o quadro clínico da jovem foi progressivamente melhorando, após o uso de uma combinação de três antibióticos, hidratação venosa permanente, transfusões de plasma fresco, concentrados de plaquetas e sangue total e diálise peritoneal para tratar uma insuficiência renal aguda, além de fisioterapia respiratória e alimentação parenteral.
No 14º dia de internação na UTI, a paciente recebeu alta para o quarto e no 21º dia teve alta hospitalar.
O resultado da hemocultura no dia da internação foi crescimento de Pseudomonas aeruginosa.
Em relação a esse caso clínico, a citocina cujos níveis se encontram diretamente relacionados à gravidade dos efeitos cardiovasculares observados durante a sepse da paciente é:
Uma menina de 4 anos, branca, natural do RJ, foi levada pelos pais a um serviço de pediatria apresentando placas eritematosas, não pruriginosas, de tamanhos variados, espalhadas principalmente pelos membros inferiores. Após 24 horas, as lesões progrediram e a criança passou a apresentar febre aferida de 37,8 °C, quando então foi internada para investigação diagnóstica. Na ocasião da internação, a menor encontrava-se com estado geral regular, discretamente hipocorada (+/4), hidratada, eupneica, acianótica, anictérica, com lesões maculopapulosas eritematosas, petéquias e equimoses disseminadas pelos membros, chegando até as regiões plantares. Apresentava, também, dores, com sinais de flogose, nos punhos e tornozelos, dificultando a movimentação no leito. Os pais informaram que, cerca de dez dias antes do início dos sintomas, a menina havia apresentado um quadro de resfriado, com coriza, tosse e febre baixa, tendo melhorado espontaneamente, sem tratamento. No hospital, a criança foi medicada com analgésicos, e os exames laboratoriais revelaram leucocitose, com discreto desvio para a esquerda, aumentos da proteína C reativa e da LDH, coagulograma dentro dos limites da normalidade e EAS sem alterações. Nos três dias subsequentes à internação, a paciente piorou das dores e do quadro cutâneo, tendo sido iniciado o tratamento com corticosteroide. No sétimo dia da internação, já havia sinais nítidos da melhora clínica, com a criança voltando a deambular, ainda que com alguma dificuldade.
No décimo segundo dia, a criança recebeu alta hospitalar para acompanhamento ambulatorial. HPP: Saudável até a internação, com o calendário de vacinas em dia.
Informações adicionais:
Criança nascida de parto normal, 38 semanas, 2320 g, estatura 47 cm, PC 35 cm, Apgar 9 e 10. Desenvolvimento psicomotor normal.
HGPN: mãe G2P2A0, 6 consultas no pré-natal, nega o uso de medicamentos, fumo ou drogas ilícitas.
H. Familiar: pais não consanguíneos. Mãe com história de hipertensão arterial leve e diabetes gestacional também leve.
A melhor hipótese diagnóstica e o mecanismo fisiopatológico envolvidos no caso clínico acima são, respectivamente: